Luz e Trevas
13 Em frente.
Notas iniciais
“Shaka caminhou para saída da torre, precisava encontra-lo, seria intenso o momento, mas sabia seu papel em tudo aquilo e assim como si próprio ele sentia pra onde o destino se encaminhava e que suas consequências trariam uma nova era. Chegando ao fim da escadaria ele viu seus homens se organizarem metodicamente.”
As feras pararam em frente do Castelo do Leste, eles se alinharam perfeitamente, cada criatura mais grotesca que a outra a sua frente à autointitulada Rainha das Trevas vinha a frente montada e de armadura e preparada para a batalha, com um sinal das mãos ela chamou um dos soldados e disse algo em seu ouvido, o mesmo após ouvi-la, caminhou mais à frente chegando aos grandes portões de pedra e gritou.
— Se entreguem ou prepare-se para morrerem, se negarem a se entregarem, não haverá ninguém para ser poupado, mas se não lutarem, deverão jurar lealdade a nossa rainha e poderão viver sobre sua mão. Caso contrário iremos derrubá-los e serra a morte.
Um grande momento de silêncio perdurou os portões não se mexeram o único centímetro o homem-monstro voltou e fez um sinal de não para a mulher, mas sem nunca encarar diretamente.
— Este é o último aviso. – Sua voz reverberou — Se entreguem.
E nada, nem um misero sinal de que estavam se organizando, isso a enfurecia e a excitava, na verdade em seu interior pediu que eles nunca se entregassem, queria chacinar o povo Celeste, banhar aquelas terras com o sangue deles enquanto caminhava sobre seus corpos e assim Ikki a reconheceria como sua Rainha.
Pandora estava pronta para declarar ataque quando um grande rugido de metal foi escutado, ela ergueu seu tridente e o exercito se pôs em posição de batalha, os rugidos de ansiedade, de fome por carne, se elevaram , era somente o portão abri e eles saírem que tudo começaria mas quando ela imaginou que os exércitos do reino do leste sairia, ficou chocada, somente um homem vinha em sua direção.
Os cabelos soltos, as roupas de coloração clara e um caminhar sereno, mas o que mais impressionava era são cabelos de um loiro tão límpido e brilhoso que caia como um veu de ouro sobre as costas do homem de tez tão clara quanto a sua e suas vestes simples não abalava em nada sua presença que parecia-lhe tão Sobrenatural e etéreo, poderia dizer que ele ate lhe lembrava uma divindade, ao estar a uma distância de poucos metrô da mulher a voz suave que não foi ouvida .
— Se presa pelo seu exército e por sua vida volte. — Foi a única frase dita pelo homem .
Pandora o ouviu em silêncio sua única reação foi um sorriso sem dente, assim como era Belo também era ousado, vir sozinho até ali é dizer aquelas palavras, sem demonstrar nenhum nervosismo ou medo, iria adorar tirar aquela expressão serena de sua face transforma-la em agonia.
— Devo dizer que você não presa sua vida, vir aqui sozinho, não vou falar com um lacaio. — Disse em tom de desdém. — Seu rei é tão covarde que mandou um único homem vir aqui me enfrentar enquanto fica escondido dentro de suas muralhas.
Shaka ergueu os olhos para os céus e as nuvens já haviam tomado tudo, dali alguns instantes iria começar a chover.
— Devo reformular minha frase, se presa por seu exército e sua vida volte pois eu Shaka Rei do Leste, Guerreiro dos céus, matarei cada um de vocês que ficarem em meu caminho até a última gota de chuva cair, último aviso.
Uma fúria encheu o peito da morena, então aquele homem diante de si que carregava consigo apenas um longo Rosário era o Lorde daquelas terras, era mesmo louco, estava ali sozinho e ainda a ameaçava a si, a detentora das sombras, aqueles homens do céus tinham complexo de grandeza , iria mostra-lo como era medíocre.
— Não me menospreze, o único aqui a morrer será você. — Berrou para o homem e apontou seu tridente para o mesmo.
Shaka fechou os olhos e estendeu o Rosário na direção das criaturas de trevas. — Que o grande Deus Illumi tenha Piedade de vós.
— Matem ele e me tragam sua cabeça.
A primeira fileira de monstro soldados veio na direção de Shaka, Pandora se afastou em sua montaria e quando deu as costas a única coisa que viu foi um grande clarão.
O clima entre os três homens era tenso, estavam em silencio desde o momento em que Ikki ouviu a voz que saiu de Shun, se questiona como permitiu chegar aquele ponto toda aquela situação, Hyoga desaparecido, Pandora, Shun, Seu pai... O sangue bombeava em seu corpo como larva, tinha desejo de machucar alguém, a leve presença do Jovem príncipe lhe trazia tristeza, impotência, ódio, saudade, aquele jovem de cabelos claros o transformou de um jeito que nem ele mesmo acreditava, mas seu pensamento foram desviados quando a pequena criatura sua frente chamou sua atenção.
— Ikki. — Shun chamou. — Precisamos ir.
— Ir para onde? — Aiolia vinha logo atrás, suas feições demonstravam cansaço.
— Precisamos ir. — O menor homem se pôs a caminhar em direção a saída do castelo sendo seguido pelos dois grandes homens. — Os cavalos Ikki.
— Cavalos?— Estranhou o pedido. — Por que não as sombras?
— O corpo de Shun esta muito debilitado. — Ele olhou serio para Aiolia.— Não resistiria a tamanha quantidade de uso de poder .
—E para onde vamos?— O loiro vocalizou a pergunta mental de Ikki.
— Para onde tudo será o final e começo de tudo. — Shun olhou para o céu. — Logo ira chover não podemos perder tempo, cada minuto será precioso.
Ikki ainda estava atordoado, não consegui falar ou pensar, três cavalos fortes e negros foram trazidos.
— Ele já esta a caminho. — Shun sussurrou. — Estão prontos.
Os dois homens montaram seus cavalos — Vamos
Ganharam as planícies em direção ao leste, o Lorde das trevas sentiu algo se remexer em seu interior, seu pai estava o guiando, para onde não sabia, mas neste lugar iriam encontrar o que precisavam, no seu intimo pedia para que fosse Hyoga e que o loiro estivesse bem, pois não suportaria a dor.
Shaka enfiou a espada no ombro do monstro de longos chifres, fazendo-o arfar e afastar-se para trás.
Ele lutava a alguns minutos, no campo de batalha uma chuva forte caia, e diante de si um monte de mortos ficavam para trás, o loiro não havia retrocedido um único passo, as gotas frias tocaram seu rosto, o ceu chorava.
Ele era bom com a espada e não temia usa-la, mas o Rei do Leste já havia aprendido a muito tempo o valor da vida, era um guerreiro mas sabia o valor de cada criatura, ate mesmo daquelas que poderiam ser chamadas de Bestas desalmadas, precisava ser mais rápido.
Em meio à troca de golpes avistou Pandora ao fundo com o rosto tão belo transtornado em fúria, seu pensamento foi rápido, saiu correndo na direção da Mulher, movia seu rosário em uma velocidade tão rápida que cortava a cabeça de seus adversários.
A morena notou a intenção de seu oponente, vir ate ali havia disso um passo errado, não sabia que seu inimigo detinha tanto poder, mas não havia declarado derrota, somente uma saída estratégica. A pouca distancia de chegar à jovem, esta sumiu em uma nuvem de fumaça.
Não importava, as coisas estavam de acordo com o destino, precisava seguir seu caminho.
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