Luz e Trevas
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Notas iniciais
— Para onde tudo será o final e começo de tudo. — Shun olhou para o céu. — Logo ira chover não podemos perder tempo, cada minuto será precioso.
Ikki ainda estava atordoado, não consegui falar ou pensar, três cavalos fortes e negros foram trazidos.
— Ele já esta a caminho. — Shun sussurrou. — Estão prontos.
Os dois homens montaram seus cavalos — Vamos
Ganharam as planícies em direção ao leste, o Lorde das trevas sentiu algo se remexer em seu interior, seu pai estava o guiando, para onde não sabia, mas neste lugar encontrariam o que precisavam, no seu íntimo pedia para que fosse Hyoga e que o loiro estivesse bem, pois não suportaria a dor.
O Cavalo corria a plenos pulmões, suas narinas se dilatavam a cada passada pesada e cadenciada, Shun em seu pequeno porto parecia um a criança em cima daquele animal, mas sua postura, sua força ao segurar as rédeas, e a coluna reta mostravam quanto experiente ele era e o quanto aquele não era o Shun de Aiolia.
O loiro seguia logo atrás junto de Ikki que mesmo que carrega-se uma feição dura e fechada tinha um tom de preocupação ou ate medo. Medo de perder a pessoa amada, aquele fato fez o coração do nobre celeste se apertar, também o possuía, uma força ancestral utilizava o corpo de Shun, uma força tão descomunal que poderia destruí-lo, seus olhos se voltaram para o ser a sua frente, sua presença também era esmagadora jurara, que em alguns momentos podia ver um vulto, aura contornar o corpo do menor.
Ikki estava perdido em seus pensamentos, se perguntando onde estava o pequeno loiro, se estava ferido, se estava seguro … Se estava vivo, vivo ele tinha que estar, para a sorte do mundo do universo era melhor que estivesse, pois se houvessem lhe tirado aquilo que amou unicamente na sua existência, todos enfrentariam sua fúria e a única coisa que restara será o nada e o vazio.
Shun, o receptáculo das trevas, sentir aquelas vibrações vindas de sua criança, sentia certo prazer e temor, prazer ao saber o quanto sua prole era poderoso, quanto poder ele carregava, o temor pois esse poder poderia superar o seu, poderia engolir e envolver a todos, isso não poderia acontecer, o mundo, o universo era um equilíbrio, as vezes a balança pendia para um lado mas sempre haveria o equilíbrio e para que isso acontecesse a criança celeste deveria estar viva.
Em meio à troca de golpes avistou Pandora ao fundo com o rosto tão belo transtornado em fúria, seu pensamento foi rápido, saiu correndo na direção da Mulher, movia seu rosário em uma velocidade tão rápida que cortava a cabeça de seus adversários.
A morena notou a intenção de seu oponente, vir ate ali havia disso um passo errado, não sabia que seu inimigo detinha tanto poder, mas não havia declarado derrota, somente uma saída estratégica. A pouca distância de chegar à jovem, esta sumiu em uma nuvem de fumaça.
Não importava, as coisas estavam de acordo com o destino, precisava seguir seu caminho.
Shaka já estava muito distante do reino, não estava com pressa seu esperado já estava próximo e o destino se encarregaria de levar ate ele, quanto tempo fazia desde a última vez, tão jovem, alcançando uma planície onde um grupo de cavalos selvagens pastavam, um dos belos animais se aproximou do loiro, cada passo que o belo animal dava o loiro admirava, era um garanhão malhado nas corres branco e marrom e seus pelo carregava um enorme brilho, era uma criatura maravilhosa.
— Ola companheiro. — O animal ofereceu a cabeça para ser tocada. — agradeço por sua ajuda.
O altivo animal se curvou diante do loiro que sem dificuldade subiu, e com cuidado se segurou no belo animal e num rápido galope começaram a cortar a distância. Enquanto cavalgava, Shaka recitava um mantra que para ouvidos normais era inadiável, mas para aquelas palavras eram carregadas com o vento que buscavam quem as precisa-se ouvir.
O ruivo solto o ar que nem percebeu que havia prendido.
— Milo. — Kamus chamou em um grito.
— Achou que eu perderia. — O loiro debochou jogando a cabeça para trás revelando um corte em sua testa que sangrava.
— Idiota. — Kamus se levantou apoiado na espada. — Nunca.
Milo se apoiava em Kamus que não estava em melhores condições, os dois sangravam muito e tinham cortes em várias partes do corpo. Eles olhavam para o corpo de Minos no chão, o sangue negro em uma enorme poça.
— Devo assumir que ele foi um adversário e tanto.— O loiro disse sério.
— Sim, me pergunto quem ordenou esse ataque.— Kamus tentava compreender aquela situação, era uma criatura de sombras, quem as controlava era o Lorde Ikki, será que ele havia mudado de ideia do tratado? Algo aconteceu ao Rei e seus subordinados se rebelaram? Ou algo pior?
— No que está pensando Kamus?— Milo conhecia aquela expressão.
— Só me pergunto o que aconteceu para sermos atacado.— Com o pouco de força que lhe restava o Ruivo se colocou em sua tradicional posição altiva.— Preciso de Respostas, Preciso falar com ele, mas antes vamos levar os soldados feridos para dentro e queimar o corpo dele e do mons….
Sentiu o sangue gelar, a criatura que derrotara não estava mais ali, não poderia ser tinha certeza que o golpe o tinha atingido e ninguém sobreviveria a ele.
Os dois homens correram seus olhos pelo local e se posicionaram em defesa, será que aquilo não havia acabado. Milo se distanciou um pouco de Kamus quando sentiu algo úmido lhe tocar a bochecha, passou os dedos, era pegajoso e negro mas o cheiro era o mesmo, sangue.
Os olhos azuis seguiram para o céu, ele viu que o monstro estava sangrando e fugindo, e este pensamento lhe deu uma ideia.
—Kamus! — Chamou o rei do Sul e apontou para a criatura.
— Vou pegar o arco, vamos matá-lo antes que se afaste mais.
Quando o ruivo deu as costas para o loiro, este segurou seu braço e quando o Rei do Sul olhou para o companheiro, este carregava um sorriso.
— Não, não vamos matá-lo vamos segui-lo.
Em uma galeria de cavernas escura e profunda o som dos gritos se espalhavam pelos infindáveis caminhos que ali existiam, eram gritos e dor, somente de dor, estava lá a muito tempo, mas a quanto, a dor lhe confundia, a perda de consciência também, quantas vezes já havia apagado não se lembrava.
Hyoga estava acorrentado a uma parede, a parte de trás de suas vestes estavam rasgadas mostrando a pele pálida, em sua pele antes imaculada agora tinha várias agulhas fincadas, e veias negras se espalhavam por seu corpo, trabalho este que era feito com muito prazer por Radamanthys.
— Isso princepezinho, grite, grite mais alto.— O cavaleiro das trevas que estava atrás do Loiro escolhia mais um local para uma nova agulha. — Seus gritos me deixam quente.
A respiração do loiro estava descompassada, sentia nojo de ouvir aquilo, sentia raiva de si por gritar, mas era impossível, não sabia o que havia nas agulhas, mas assim que entravam em sua carne, queimavam e ardiam e aquela sensação se espalhava por todo o seu corpo.
— Sabe, não é que não me divertindo, mas acabei de ter uma ideia, o que será que o Reizinho Ikki acharia ao saber que você foi deflorado por outro homem. — O Homem começou a erguer a longa túnica suja que cobria o corpo debilitado e esfregava sua crescente ereção no menor. — Será que ele ainda te desejaria?
Ainda se sentindo fraco Hyoga tentou lutar contra o toque, não aquilo não poderia acontecer, não permitiria que aquele crápula lhe toca-se, as lágrimas involuntárias começaram a rolar por seu rosto, incentivando ainda mais seu agressor.
— Não chore, no fim você vai acabar gostando…
Um som forte de batida, seguido por um grito de fúria, impediram que Radamanthys continuasse com seu plano, e alguns segundo depois Pandora invadia o lugar.
— Isso é tudo culpa sua, culpa sua! —Puxou os cabelos de Hyoga para forçá-lo a olhá-la por cima dos ombros. — Eu poderia matá-lo agora, mas isso não seria o suficiente, ele precisa sofrer, e nos vamos garantir isso, pois eu quero ver a dor em seus olhos quando eu tirar sua vida em sua frente e ele não poder fazer nada .
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