Luz e Trevas
9 Conhecendo seu inimigo
Notas iniciais
O caos completo estava tomando tudo e a todos, cada ponto daquele mundo, ate mesmo no Reino Sul que era regido pelo Rei de Gelo Kamus.
— Como ousa Milo.— A face normalmente impassível agora tinham uma coloração avermelhada.
— Como ousa você Kamus. — O loiro se pôs a andar de um lado para o outro.— Você deu uma ordem para proibirem minha entrada.
— De fato, e pelo que vejo terei de ser mais incisivo.
— KAMUS! — O ruivo cerrou os olhos diante o grito do outro.— Desculpe-me, mas o que me intriga é o por quê?
— Você se pergunta o por quê? — Kamus não acreditava no que estava ouvindo. — Milo, nos somos reis, pessoas dependem de nos, vidas estão em nossas mãos você não pode simplesmente sair do seu reino e vir aqui.
— Acha que ignoro o meu dever, mas não pelo contrário Senhor Rei do Sul, assim como seu próprio reino prosperou o meu igualmente.— Milo suavizou as expressões.— Mas antes de ser Rei ainda sou um ser de carne e osso Kamus e também sinto… Eu sinto falta de você.
O ruivo massageou as têmporas e respirou profundamente, sempre fora um problema o relacionamento que compartilhavam.
— Mil… — O loiro se aproximou do Ruivo e pegou em suas mãos o interrompendo.
— Eu só desejava lhe ver, minha vinda ate aqui não vai causar nada, não é como alguém fosse atacar meu reino assim que me ausentei ou alguém fosse morrer.
E do lado de fora gritos foram escutados, os dois reis seguiram em direção a grande janela em que se podia ver desde o patio do castelo ate a muralha a tempo de verem criatura que pareciam ser de fumaça negra invadir o corpo dos soltados que protegiam a entrada e os mesmos se voltarem a seus companheiros e os atacarem e rapidamente o caos foi se instalando.
— Milo não diga mais nada.
O rei do Sul seguia pelos grandes corredores do castelo em busca de seu lider da guarda.
— Isaak!— Kamus chamou andando com Milo em seu encalço.
— Senhor.— Um rapaz com os cabelos castanhos e uma cicatriz no olho esquerdo vinha em direção a eles.
— Chamem alguns guardas.— O ruivo dava passos largos a saída do castelo.— Estou indo para entrada principal.
— Sim senhor, mais alguma ordem?— O jovem perguntou.
— Não.— O rei respondeu sem olhar para trás.
—O que será que foi aquilo?— Milo acompanhava lado a lado Kamus.
— É o que pretendo descobrir.— O rei do sul tinha as feições serias.
Os passou ecoavam pelo lustroso chão do castelo em pouco tempo o Rei do Sul e do Norte alcançaram a grande porta que dava para o patio do castelo, mas qual foi a surpresa de Kamus encontrar mais guardas que o normal diante das portas .
— O que esta havendo aqui?— A voz forte ecoou pelo local.
— Meu Rei alguns guardas estão estranhos, eles nos atacaram de repente.— Um dos soldados se pos a responder.
— Simplesmente atacaram vocês?— Milo perguntou curioso.
— Sim, eles não nos respondem, se movem de forma estranha ate se parecem com bonecos. — O ruivo e o loiro trocaram um olhar serio.
—Abra a porta.— Kamus ordenou. — Eu vou sair.
— Mas senh....— Isaak foi cortado.
— Não abram essa porta a não ser que eu ordene.— O ruivo ditou frio.
—O senhor ira sozinho?— O jovem questionou serio.
— O kamus não esta sozinho.— Milo se fez presente.
As grandes portas foram abertas para sairem e assim logo fechadas, o dois reis tinham a visão do patio principal que anormalmente estava vazio.
— Onde estão os guardas e os empregados?— Milo olhava em volta tudo vazio.
— O que está havendo.— Kamus estava abismado.
Após atravessarem o porta do castelo o que tinha diante dos seus olhos foi ter a única reação de apertar o cabo da espada. Os guardas estavam parados com as roupas e espadas banhadas em sangue e seus olhos estavam negros.
— Mas o q... — Kamus foi tirado de seu torpor quando de repente uma criatura negra apareceu para atacá-lo.
— Kamus !— Milo em um movimento rápido desembainhou a espada e cortou a criatura ao meio a fazendo se desmanchar como fumaça .
Tal ato chamou atenção dos que ali estavam e para horror dos Reis aqueles homens começaram a a passos lentos virem em sua direção.
— Parem isso é uma ordem.— Kamus ordenou.
Os homens não escutam assim como também pareciam não enxergar, e vinham em direção a eles os fazendo recuar..
— Se preparem.— O rei do Sul desembainhara a espada pronto para revidar quando uma voz foi ouvida.
— Imoveis.— Uma voz forte se pronunciou.
Paralisados, os homens param, e surgindo do meio das sombras um homem de cabelos longos e brancos trajando uma veste totalmente negra apareceu.
— Rei do Sul Kamus.— O desconhecido fez um reverencia.— Prazer em conhecer vossa Majestade.
Todos estavam apreensivos, os Reis do Sul e do Norte e observaram o estranho se aproximar a atitude deles dependeria do homem a sua frente.
— E quem seria você ?— Kamus perguntou trocando um olhar com Milo.
— Mil perdões pela minha falta de educação, me chamo Minos.— O platinado deu um meio riso.
— O que fez com eles?— Milo Deu um passo a frente mas kamus o deteve com um olhar.
— Isso.— Minos se aproximou de um jovem o tocando no rosto deslizando a unha pela pele a ferindo.— São minhas marionetes, eles fazem tudo o que mandam sem reclamar .
Kamus trincou os dentes, mas antes de tomar qual quer atitude teria o máximo de informação que o momento lhe permitisse.
— Você não respondeu minha pergunta.— O Rei do Norte disse ríspido.
— E você seria?— Minos volveu com desdem.
— Milo.— Respondeu simplesmente.
— Sr. Milo eles estão possuídos acho que isso deve ser o bastante como resposta não.— Volveu irônico.
— O você quer?— Kamus tomou a frente.
— Somente o caos. — Minos sorriu abertamente.
— Isso já passou dos limites.— Milo perdera a paciência.— Liberte esses homens.
— Ou o que ? — Desafiou o Loiro.
Milo num movimento rápido seguiu em em direção ao platinado, mas ao desferir o golpe se arrependeu, um dos homem que estava possuído entrou na frente o recebendo pelo platinado e caindo aos pés do loiro morto.
— Milo pare.— Kamus foi em direção . — Ele usara cada homem em seu poder como escudo.
— Não se aproxime.— Minos ao dizer aquilo os homes a sua volta foram em direção a kamus.
— Kamus !— Milo ia voltar.
— Não de as costas para mim.— Minos desembainhou a espada.— Isso será divertido.
Minos sorriu sádico para Milo.
Ikki caminhava pelo corredor do castelo, de forma apressada o ar em sua volta parecia pesado tanto que Aiolia, Shun e Dohko permaneciam afastados .
— Meu Lorde o que pretende fazer?— O homem mais velho perguntou cauteloso.
— Eu vou encontrá-lo.— O moreno nem mesmo olhou para trás— Mesmo que precise percorrer cada ponto deste mundo, eu vou encontrá-lo, ajude Aiolia preciso de um momento sozinho.
O homem mais velho guiou o Jovem Rei ate um dos quartos para que pudessem descansar, e Shun ficasse confortável.
— Vou deixá-los a sós.— Dohko saiu do quarto fechando a porta.
— Como se sente pequeno?— O mais alto tocava os cabelos castanhos em uma caricia.
— Estou bem, um pouco cansado.— O menor sorriu.
— Descanse velarei por seu sono.— O rei se sentou ao lado da cama.
Aiolia não sabia dizer quando tempo se passou ele havia pegado no sono enquanto olhava Shun e agora era acordado com um grande estrondo, a janela do quarto havia sido destroçada e por ela passou a grande criatura.
— O qu.... — O maior não teve tempo de pegar sua espada.
A criatura com um tapa o derrubou e ficou sob Aiolia, o atacando sem misericordias, suas garras entrando na carne dos ombros do Rei de Alathea o Reino Central.
— Saia de perto dele!
A criatura virou para Shun que havia lhe acertado com a espada de Aiolia, o barulho da invasão o acordara e se aproveitou que a criatura ainda não o notara e cravara a espada nas costas do monstro.
— Ora, ora, ora.— A criatura deixou Aiolia no chão, enquanto andava lentamente na direção de Shun que andava para trás aumentando sua distância com a criatura. —O que foi? Onde esta toda aquela coragem de agora pouco?
A criatura em um movimento rápido se aproximou de Shun, ficando frente a frente com o sensitivo, logo o pegando pelo pescoço.
— Você se lembra, não é? Se lembra— A criatura coloca a unha de seu indicador no pescoço marfim e com um pouco de pressão um filete de sangue começa a escorrer. — De como as trevas consumiam sua luz?
Aiolia virou sob sua barriga com dificuldade, não percebeu quando o peso saiu sobre seu corpo.
— Ah! — Um grito que não pertencia a ele.
Seus olhos se abriram se deparando com aquela cena que o cobriu de medo. A sua frente a criatura segurava seu companheiro acima do chão, viu como a garra afiada entrava na carne e espalhava trevas nas veias de seu pequeno.
— Pare de resistir.— A criatura disse quando aumentou a quantidade de trevas que consumiam a luz de Shun.
Aiolia se levantou com dificuldade, ainda sonso pela queda mantinha os olhos na direção de seu objetivo, a espada, ainda cravada nas costas da criatura, quando chegasse a ele a tiraria de forma rápida só para cravá-la novamente na criatura em um único movimento fatal.
— O que pensa que esta fazendo?— Aiolia nem teve tempo de desviar, a mão livre da criatura pegou seu pescoço o jogando longe contra uma parede.—Fique aí e aprecie.
Aiolia se apoiou na parede para se levantar, ergueu a cabeça e sentiu um desespero gigantesco tomar conta de si Shun estava desacordado, a pele não era mais branca estava cinza como a de um cadáver, as veias escuras começavam a deixar de saltar sob a pele e pareciam sumir aos poucos, e os cabelos antes ondulares e castanho claros se viam lisos e completamente negros,mas não era tal visão fantasmagórica que assustava Aiolia o que lhe deu o maior terror foi não notar a respiração do amado.
— Finalmente acertamos nossos assuntos. — A criatura disse e em um movimento jogou o corpo mole na direção de Aiolia.
Aiolia o pegou nos braços antes que chegasse a colidir com o chão, colocou o ouvido no peito de Shun, buscando ouvir o coração, ouviu a batida frágil.
— Agora se me derem licença.- Disse a criatura enquanto tirava a espada da costas e a deixava no chão.
— Shun, acorde, por favor. — Aiolia não deu atenção a criatura que saia tranquilamente pela porta, apenas abraçou seu amado rezando para que tudo aquilo não passasse de um pesadelo.
— Não, não, não Shun me responda por favor— Aiolia estava desesperado o corpo de seu amado esta perdendo o calor. — Eu … Shun.
Num rompante deixando o corpo delicado sobre a cama com cuidado deu um leve beijo na fronte de Shun.
— Eu vou buscar ajuda. — Aiolia saiu correndo.
O rei de Alathea andava pelos corredores gritando por Ikki e Dhoko, eram vários corredores, muitas salas, não sabia em que parte do castelo estava e em mais uma curva ele deu de frente com duas portas negras e de dentro delas se podia ouvir duas vozes exaltadas mas era incompreensível o que falavam, com medo que fosse a criatura atacando outra pessoa o Jovem abri as grandes portas pronto para pior quando ele encontra Ikki apontava para Pandora a espada.
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