Notas iniciais
Olha quem voltei!!! Desculpem o sumiço, a semana de provas acabou comigo de um jeito fodástico. Capítulo novo e aviso: CONTÉM CENAS QUENTES.

Clara voltou ao estúdio poucas horas depois de ter saído de lá com o filho. Saíra cedo, deixando um bilhete na cama de Marina. Ela dormia tão profundamente que a morena seria capaz de sentar e velar o seu sono o dia todo, se não tivesse que controlar o filho, que queria a todo custo acordá-la para e despedir.

Tinha levado o pequeno para casa e, depois do café da manhã, o deixara com Helena. Rosa o levaria à escola. Encontrara a mãe no apartamento da irmã e as três tinham aproveitado para por a conversa em dia. Ainda assim, pelo menos desta vez, não estava atrasada.

Marina não estava por lá. Tinha ido ao Galpão Cultural: precisava negociar o adiamento do início do curso de fotografia, por conta da exposição. Flavinha estava sozinha no estúdio, organizando parte do equipamento que a chefe sempre levava consigo em suas viagens. Gisele viria mais tarde.

– E a Vanessa? Foi com a Marina?

Sim, elas tinham saído juntas. A ruiva precisava de uma farmácia, um médico, qualquer coisa que aliviasse a dor de cabeça e os enjoos causados pela ressaca. Flávia tivera que carrega-la para o chuveiro na noite anterior.

Passaram a manhã sozinhas e aproveitaram para colocar a conversa em dia, afinal, nos últimos tempos, quase não tinham oportunidade para isso. Tinham afinidade uma com a outra e a intimidade já se instalara ali. Com Flávia a namorada de Marina se sentia à vontade para falar de suas inseguranças e expectativas quanto ao relacionamento. E respondia abertamente às perguntas dela. Ainda que ficasse vermelha quando perguntada sobre como ia a vida sexual do casal ou se ainda se sentia atraída por homens. Também respondeu sobre Duda, afinal, desde o dia anterior que Flávia estava curiosa: como assim “a” Eduarda Campana tinha dormido na casa dela? Marina não tinha sentido ciúmes? Tinha rolado alguma coisa entre elas?

Clara suspirou antes de falar sobre Duda. Sabia que seria inevitável que as pessoas demonstrassem a mesma curiosidade de Flavinha: ela e Duda haviam sido inseparáveis durante boa parte da vida e a ex-modelo tinha, há muito tempo, assumido sua homossexualidade. E agora ela, Clara, aos poucos, assumia um relacionamento com Marina. Se elas haviam sido tão próximas, era esperado que as pessoas deduzissem certas coisas. Poderia, tranquilamente, citar os nomes de algumas dessas pessoas.

Suspirou outra vez, mais profundamente. Será que aqueles pensamentos também rondavam a cabeça de Marina? Contou à amiga sobre sua infância e adolescência, com mais detalhes do que dera à namorada. Enquanto contava sobre como fora ligada a Duda, pensava em como ela própria reagiria se a fotógrafa lhe contasse coisas parecidas. Lembrou-se do dia em que a encontrara adormecida nos braços de Vanessa, em como sentira ciúmes naquela manhã. Ainda bem que a namorada não era tão curiosa quanto Flavinha. Não saberia compartilhar aquelas coisas com Marina sem algum embaraço. Não por enquanto, com o relacionamento tão recente.

O envolvimento entre Flávia e Vanessa também foi assunto naquela manhã. Clara ouviu a amiga desabafar e, com algum esforço, evitou falar contra a ruiva. Sabia que não a conhecia o suficiente para ser justa no que pensava: desde sempre estiveram pré-dispostas a antagonizar uma com a outra, por conta de Marina. Flávia estava triste por conta do rumo que as coisas tomavam: nos últimos tempos passava mais tempo acalmando ou consolando Vanessa. As coisas não caminhavam bem para ela.

– Flavinha, olha só – Clara ajeitou o cabelo que caia na testa da amiga e acarinhou o braço dela – eu sei que você gosta dela, sei que você acha que sabe o que tá fazendo. – Flávia podia ver uma ternura sincera nos olhos da morena – Só toma cuidado, por favor! Toma cuidado pra não cair na mesma armadilha que a Vanessa já caiu. Essa história de ficar esperando uma chance, de ficar disponível pra ela quando ela fica chateada, isso tá te fazendo mal. Ela precisa decidir se fica ou não do teu lado, você sabe disso. Eu não falo isso porque ela fica atrás da Marina, não. Eu falo por você. Você merece ser feliz, minha amiga.

As lágrimas tinham tomado lentamente o rosto de Flávia. Clara a puxou para si e a abraçou, passando a mão espalmada em suas costas, tentando tranquilizá-la. Perguntou se ela já pensara em ter uma conversa franca com a ruiva.

– Já, sim. Quando vocês forem para Londres – respondeu, soltando o abraço – Aí a gente conversa.

Foram interrompidas pelo celular de Clara. Era Marina, que estava a caminho de um restaurante com Vanessa e queria a companhia da morena e de Flavinha. Combinaram de se encontrar lá.

***

O almoço foi tranquilo: a ressaca de Vanessa parecia tão poderosa que ela sequer tinha ânimo para provocar Clara. Na hora de voltar para o trabalho, Marina seguiu no carro da namorada, deixando o seu com Flávia, que levou a ruiva.

Clara dirigiu devagar segurando a mão da fotógrafa. Ao parar em um farol, aproveitou para levar os dedos de Marina à boca e beijá-los, delicadamente. Quis saber se ela estava melhor.

– Eu tô sim. Só que tive que levantar sem nem um beijinho de bom dia... – choramingou.

– Fala sério! Assim eu não resisto, você sabe – a morena sussurrava, encostando o carro na rua pouco movimentada – Vem cá – virou-se para a namorada – Eu não resisto a esse seu biquinho, essa manha – com a mão na nuca da fotógrafa, puxou-a para junto de si e distribuiu pequenos beijos em seu rosto, intercalando entre eles vários “bom dia” e “boa tarde” – Assim tá melhor?

– Tá quase – Marina sorriu, antes de colar seus lábios aos dela, num beijo quente, cheio de vontade. Quando faltou o ar, interrompeu o beijo e suspirou, sem descolar sua boca da morena – Agora sim, acho que podemos ir pra casa.

Já no estúdio, acertaram o vôo para Londres: viajariam em menos de duas semanas, numa sexta-feira à tarde. Flavinha ia fechar a compra das passagens quando chegou Gisele.

– Opa! Tô ouvindo aí que a viagem já tá marcada? Vocês não vão viajar antes do meu aniversário, né?

– Oh, meu bebê! Você passou os últimos dois meses avisando que não queria comemorar! – Marina passou o braço sobre os ombros da prima.

– Ah, eu sei disso, Marina, eu sei, você sabe, o Brasil inteiro sabe. Mas desde quando a minha mãe se importa com o que os outros querem ou deixam de querer? Ela já contratou buffet, banda, DJ... Eu só fiquei sabendo hoje! – juntou as mãos na frente do rosto, como quem faz uma oração, e apertou os olhos na direção da fotógrafa e de Clara – Por favor, por favor, por favor! – fazia beicinho, tal qual Marina – Ela já convidou um monte de gente que eu nem conheço, vocês precisam estar lá. Vocês quatro, por favor, prima!

– Flavinha! – Marina olhou para a assistente, a viagem estava prevista para o dia da festa – Vamos rever essa data – olhou para a namorada – Você topa, né, amor?

Clara observou com o canto do olho a careta de Vanessa, antes de responder:

– Claro que eu topo, Marina. Agora, me explica, esse jeitinho manhoso é de família, é? – a pergunta arrancou risadas de todas, até mesmo de Vanessa.

Acertaram as passagens para a segunda-feira seguinte à festa de Gisele, fecharam a reserva no hotel e enviaram e-mail com essas informações à galeria de Londres. Quando tudo estava resolvido, Clara saiu com Marina para perto da piscina, deixando as outras três ainda no estúdio.

– Também tenho um convite para você – informou, prendendo a namorada em seus braços e beijando o pescoço delicado.

– Já aceitei! – num sussurro, pediu, manhosa – Me beija? Tô com saudade...

Os lábios da morena vieram encontrar os seus. Vieram macios, delicados, roçando sua boca. Atendiam ao que ela pedia e ao mesmo tempo esperavam que ela os guiasse como bem desejasse. E Marina guiou. Exigente, sugou o lábio inferior da morena, arrancando um gemido abafado. Passou a ponta da língua pela curvinha que se desenhava abaixo da boca rosada e, lentamente, tomou conta do espaço entre os lábios dela, penetrando em sua boca, ao mesmo tempo em que a apertava contra o seu corpo, uma mão segurando firme a cintura, a outra em meio aos cabelos de Clara.

Sem permitir que seus corpos se afastassem um único centímetro, caminhou a espreguiçadeira mais próxima. Avançou lentamente, conduzindo a namorada, que andava de costas, sem ver aonde iam. Quando alcançaram o destino pretendido, a fotógrafa fez com que a morena se sentasse e subiu no seu colo, de frente para ela. Empurrou delicadamente os seus ombros em direção ao encosto, que estava inclinado, porém não muito baixo, e desceu seu corpo junto ao dela, envolvendo seu rosto com ambas as mãos.

– Não consigo mais ficar longe de você, Clarinha – falou junto dos lábios dela, antes de voltar a beijá-la, agora de forma voraz. Deixou que as mãos percorressem o corpo da namorada, até se encaixarem na cintura, prendendo-a embaixo de si, ao mesmo tempo em que a morena acariciava suas costas de forma ávida, amarrotando-lhe a blusa, fazendo com que o tecido deslizasse, exibindo parte da pele já arrepiada. Marina mordeu levemente o queixo de Clara e desceu os beijos para o pescoço bronzeado, fazendo com que a jovem embaixo de si suspirasse e a puxasse com mais força de encontro ao próprio corpo.

As coisas ficaram quentes entre as duas. Marina colava os lábios e deslizava a língua úmida por todos os pedaços expostos da pele de Clara. E a regata da morena deixava muita pele exposta, principalmente no decote, ande as lambidas da fotógrafa contornaram os limites do tecido antes que ela usasse os dentes para puxa-lo mais para baixo. Tentava alcançar os seios da morena e, ao mesmo tempo, desceu as mãos até as coxas bem torneadas, acariciando a pele macia, provocando pequenos suspiros e deixando a namorada com a respiração mais pesada.

Foi quando Marina forçou a perna entre as suas que Clara voltou a abrir os olhos. Ao contrário de fixar-se nos olhos da namorada, que era o que pretendia procurar, seu olhar voltou-se para o céu claro e ela subitamente se deu conta do que estavam prestes a fazer. Levou as mãos aos ombros da fotógrafa, empurrando com suavidade.

– Amor, para – pediu, mas a namorada resistiu ao gesto e seguiu com o que vinha fazendo – Marina!

A fotógrafa levantou o rosto, confusa. Segundos atrás Clara correspondia aos seus carinhos, suspirava sob o seu corpo. Agora ela a afastava e tentava se levantar. Não conseguiu esconder a surpresa e a decepção.

– O que é q... – sentiu as mãos da morena envolvendo seu rosto, enquanto ela se aproximava e colava a testa na sua, olhando em dentro dos seus olhos.

– Doida! – Clara sussurrou – A gente não pode fazer isso aqui!

– Você não quer?

– Claro que eu quero – selou os lábios dela – Tanto quanto você. Mas aqui – interrompeu-se ao sentir que Marina beijava seu pescoço e acariciava a curvatura na base de suas costas. Suspirou, procurando forças para interrompê-la, para afastá-la de si – Marina, aqui fora não.

A fotógrafa se afastou. Fez beicinho, só que dessa vez de forma involuntária.

– Não me olha assim, amor.

– Como eu devo olhar então? – ficou em pé, no que foi imitada pela morena — Faz um tempão que a gente não fica juntas e você...

– Para, sua doida! – Clara riu, e Marina fechou mais a cara, cruzando os braços na frente do corpo – Não é isso! – a morena se sentia desconfortável com a possibilidade de ser flagrada por alguém – Vem cá – puxou a fotógrafa para si, mas ela manteve os braços cruzados quando a morena a abraçou — Hmmm, já falei que amo esse seu jeitinho manhoso?

Clara começou a distribuir beijinhos pelo rosto de Marina, e entre um e outro pedia que ela desse um sorriso que fosse. Ficaram assim até que a fotógrafa não resistiu e começou a rir, passando os braços ao redor da cintura da morena.

– Agora sim – Clara sussurrou, antes de beijar a namorada, de forma calma e delicada. Sustentaram o beijo por vários minutos, recuperando o fôlego sem afastarem os lábios uma da outra. Quando as mãos de Marina voltaram a percorrer o corpo de Clara, a morena sorriu nos lábios da namorada e pediu, baixinho:

– Me leva logo lá pra dentro, antes que eu esqueça que não pretendo ser vista chupando você aqui fora...

Marina sorriu também, aliviada. Clara não a estava evitando, afinal. Não tinha entendido antes, mas agora sabia que ela tinha razão. Gisele. Flavinha e Vanessa ainda estavam por ali, o motorista também. Não poderiam mesmo fazer amor por ali, não sem o risco de um flagra. Ainda abraçada à morena, levou-a para a casa, evitando passar pelo estúdio. Subiram as escadas aos beijos, parando pelos degraus para trocar carícias, sussurrando uma para a outra pequenas provocações sensuais.

Quando entraram no quarto, Marina mal pode esperar. Empurrou a morena, até a cama e a jogou ali. Clara não ofereceu resistência. Arrastou-se, de costas, até o centro da cama. Sacudiu os pés, deixando os sapatos caírem no chão, os olhos castanhos encarando a mulher em pé, diante de si.

– Fecha a porta! – a frase soou a Marina como uma ordem e ela obedeceu, voltando até a porta, trancando-a, sem tirar os olhos da jovem, que se livrou da regata e do soutien e abriu o botão do short jeans, dizendo:

– Vem tirar, vem, Marina.

Ela foi. Como que hipnotizada, ajoelhou-se sobre a cama e fez o que a morena mandara, deixando-lhe no corpo apenas a delicada calcinha branca, na qual era possível ver a marca da excitação que lhe tomava o sexo. Levou as mãos para tirá-la do corpo que tanto desejava, mas Clara a impediu, ocupando-se em despi-la. Blusa e top voaram ao chão. A morena a fez deitar e se apressou em tirar-lhe a calça, descendo junto a calcinha.

Nua, Marina viu Clara ajoelhada diante de seu corpo, devorando-a com os olhos, por longos instantes. Sentiu que o sexo latejava e se inundava entre suas pernas, apenas com o olhar provocante e faminto que recebia. Quis chamá-la para si, e gemeu o nome a jovem:

– Clara...

O tom era de súplica e Clara não a fez esperar mais. Desceu seu corpo sobre ela, colando a pele à da namorada, envolvendo-lhe os quadris com as pernas e deixando que seus seios, rígidos e excitados, encontrassem os dela, tão intumescidos quanto os seus. A sensação foi tão prazerosa que parou por um instante e, apoiada nos braços, manteve-se afastada o suficiente para movimentar seus seios sobre os dela, deixando que os mamilos acariciassem a delicada pele branca, provocando pequenas descargas elétricas em ambos os corpos.

Marina a puxou para baixo, para um beijo ousado, onde as línguas se digladiavam, disputavam espaço e domínio, sem que houvesse vencedora. Foi a morena quem interrompeu o beijo, para levar a boca à orelha da jovem sob si. Mordeu e lambeu o lóbulo, fazendo a fotógrafa gemer. Gemeu junto com ela e murmurou:

– Dois dias sem sentir seu gosto e eu quase enlouqueço, sabia?

– Então vem, Clarinha – Marina a puxou pelo cabelo, fazendo com que olhasse para o seu rosto – Mata essa saudade, mata sua sede...

Os olhos da morena se alternavam entre a boca entreaberta e o olhar profundo da namorada. Mordeu-lhe o lábio inferior e, em seguida, colocou dois dedos entre os lábios da fotógrafa que, prevendo o que viria a seguir, lambeu, sugou e umedeceu. Sentindo os movimentos dos lábios e da língua da jovem em seus dedos, Clara contraiu o corpo, na intenção de controlar a pulsação de seu sexo. Sentia a calcinha tomada pelo líquido quente que escorria de dentro de si e teve a impressão de que gozaria sem receber um único toque mais íntimo se deixasse a namorada continuar brincando com seus dedos. Retirou-os dali e, sem emitir um único som, disse, encarando a namorada:

– Abre as pernas pra mim!

Foi prontamente atendida e, ajoelhando entre as pernas de Marina, levou a mão ao sexo encharcado e os dedos molhados pela saliva da fotógrafa escorregaram rapidamente até o fundo do estreito canal. Marina gemeu e Clara gemeu com ela, retirando os dedos tão rapidamente quando os havia colocado ali, fazendo com que a jovem a olhasse atordoada. Todavia, antes que a decepção pudesse tomar o rosto delicado, a morena levou os dedos à boca e deslizou a língua por um e outro, vagarosa e lascivamente.

– Gostosa – Clara sussurrou, ainda saboreando o líquido que umedecia seus dedos, o olhar alternando entre os olhos e o sexo da namorada, a outra mão acariciando o próprio seio.

A fotógrafa teve certeza de que nunca vira outra cena que melhor representasse a luxúria. Sua boca abriu-se em um perfeito O e, sem que tivesse consciência de seus gestos, apertou os próprios seios e ergueu o quadril em direção ao corpo de Clara, desejosa de seu toque, oferecendo o seu prazer para a jovem entre suas pernas. Imploraria pelo seu toque, se tivesse forças para isso.

– Clarinha...

A morena não pretendia fazê-la esperar. Inclinou-se sobre seu corpo, voltou a penetrá-la com os dedos, em estocadas suaves, porém precisas. Mordeu levemente um mamilo da fotógrafa, enquanto deslizava as unhas da mão livre na coxa da fotógrafa, arranhando levemente a pele da namorada. Os dedos deslizavam cada vez mais rápido, às vezes girando para um e outro lado dentro de Marina e os lábios e a língua da morena trabalhavam na mesma velocidade, alternando-se entre os seios da fotógrafa, cujos gemidos descompassados só faziam excitar Clara ainda mais, levando-a a intensificar as estocadas, até sentir em seus dedos a pressão exercida pelo sexo da namorada, já na iminência do gozo.

Ergueu-se diante da jovem, voltando a ajoelhar-se, sem interromper o trabalho que os dedos faziam dentro dela. Queria ver o seu rosto na hora do prazer. Estendeu o dedão para massagear o clitóris inchado e, como se ao tocá-lo tivesse acionado um mecanismo secreto, viu Marina explodir em sensações diante de si, contraindo os músculos, arqueando as costas, jogando a cabeça para trás e gritando o seu nome. A visão a deixou ofegante, sem, contudo, impedir que logo em seguida, se inclinasse e, de quatro sobre a cama, passasse a beijar e lamber o sexo da jovem que tanto amava.

Gemia ao sentir o gosto de Marina e não evitava as palavras que lhe vinham, entre lambidas e chupadas, para dizer o quanto era bom senti-la assim. Sem que se desse conta já estava estimulando novamente a namorada e tinha uma das mãos pressionando o próprio sexo, ainda sore o tecido encharcado da calcinha. Marina a segurava pelos cabelos, empurrando seu rosto de encontro ao centro de seu prazer e já rebolando em sua boca. A fotógrafa murmurava, com sofreguidão, pedindo que Clara a fizesse gozar novamente, e a morena assim fez, alcançando o prazer logo em seguida, quando seus lábios ainda sugavam o clitóris da namorada.

Clara deslizou por sobre o corpo da namorada e lhe beijou a boca. Um beijo carinhoso, doce.

– Te amo, Marina – sussurrou ainda junto aos lábios da fotógrafa. A jovem sorriu, abraçou a morena, fazendo-a colar o ouvido em seu peito.

– Tá ouvindo isso, Clarinha?

– Tô – era o coração da fotógrafa pulsando – parece que vai saltar pra fora...

– É meu coração dizendo que te amo muito. Só você consegue fazer isso comigo...

***

Clara entrou em casa com o filho e, enquanto o garoto foi guardar a mochila e tirar o uniforme da escola, foi até seu quarto, trocar os sapatos por chinelos. Parou diante do espelho, incapaz de não observar a própria imagem. O sorriso, os olhos vibrantes, o brilho... Sim, via-se brilhando. “Nossa, acho que todo mundo que olha pra mim consegue ver que tô feliz. Que me sinto amada. Acho que tô com cara de mulher bem comida, isso sim.”

O pensamento voltou a Santa Teresa, ao quarto da namorada. À forma apaixonada e intensa pela qual Marina a fizera sua durante o banho. A fotógrafa tinha o dom de deixá-la embriagada em desejo, o dom de afastar qualquer timidez que pudesse ter, ao menos na hora em que faziam amor. A paixão tinha consumido tanto tempo naquela tarde que Clara saíra de Santa Teresa sem dizer à namorada qual era o convite que queria lhe fazer.

Notas finais
Gente, juro que era pra ter mais do que sexo nesse capítulo, mas gosto assim, então deixo o resto pra depois, ok?