Notas iniciais
A pedidos, eu aviso: cenas quente neste capítulo (ou assim penso eu, se estiver enganada me avisem, ok?).

Com a pergunta de Gisele, Clara pode perceber que a concentração de Vanessa não passava de disfarce: a ruiva levantou a cabeça assim que ouviu falar da viagem e chegou a abrir a boca para falar, mas Marina foi mais rápida.

– Gi, a data eu não decidi, mas o hotel é aquele que a gente conversou. E vamos só eu e a Clarinha – olhou para a assistente – Né, amor? Já resolveu as coisas? – estendeu a mão para a assistente, que a segurou, apoiando as duas sobre a própria perna.

A morena não teve qualquer oportunidade de responder. Deixando o computador de lado, Vanessa aproximou-se impetuosamente, já despejando afirmações sobre Marina. Que Clara não era uma assistente adequada a uma exposição daquela importância. Que, com a situação delicada que atravessavam no estúdio, qualquer erro poderia ser fatal para a carreira de Marina. Que ela própria, Vanessa, sempre cuidara dos eventos mais importantes da carreira da fotógrafa e sabia a melhor forma de conduzir e organizar a agenda de Marina, as entrevistas e a própria exposição, que conhecia as preferências da fotógrafa para todas essas coisas. Que Clara não tinha experiência no mundo das artes, que até ontem era apenas uma dona de casa, desdenhou.

– Marina, pensa bem! – a ruiva parecia pedir, mas havia uma nota de sarcasmo em sua voz – Você vai levar a sua namoradinha e passar o tempo todo de babá, cuidando da exposição e dela também? A Clara não deve nem saber inglês suficiente pra comprar um café em Londres! E ainda tem o filhinho pra cuidar...

Marina sentiu que a namorada apertava sua mão, atraindo sua atenção, e virou-se para ela. Com um olhar da morena, a fotógrafa entendeu que não devia responder: a sua Clara não precisava de defesa. Recostou-se na poltrona e aguardou.

– Vanessinha... – Clara fez uma pausa dramática. Gisele e Flavinha se entreolharam, prevendo raios e trovões, enquanto a morena se levantava e caminhava para perto da ruiva, que não esboçou qualquer reação àquela aproximação – Olha só – a assistente falava baixo, ameaçadoramente baixo – melhor você não falar do meu filho, sabe? Agora, sobre falar inglês, fica tranquila que eu não preciso de intérprete não – afastou-se um pouco e enumerou nos dedos – Posso me virar em inglês, francês e italiano.

Vanessa abriu a boca, surpresa, assim como Gisele e Flávia. As duas últimas com certeza não compartilhavam da visão que a ruiva tinha da morena, mas não esperavam por aquilo. No rosto de Marina formou-se aquele sorriso torto, em um único lado do rosto. Sabia que a paixão pelo vinho impulsionara o conhecimento de línguas, a namorada queria ler os rótulos em sua língua original, bem como as publicações da área.

– Quanto à sua experiência e tudo mais – Clara voltou a falar – eu admito, você sabe bem mais que eu. Só que... Bom, eu posso aprender, né? E, nesse caso, eu vou aprender com quem mais entende do assunto, com quem toma TODAS as decisões por aqui – caminhou até a namorada e piscou para ela, antes de sentar em seu colo. Sorriu, atrevida, ignorando a expressão enfurecida da ruiva, e provocou, olhando nos olhos de Marina – Prometo ser a sua aprendiz mais dedicada!

A fotógrafa tinha certeza do que se passava na mente de Vanessa naquele momento. Ainda não tinha tido oportunidade de falar com a namorada, mas sabia que para a ex a última frase parecia remeter à discussão que tinham tido pela manhã, à ideia da ruiva de que Clara não saberia lhe dar prazer. Viu o choque nos olhos dela quando Clara aproximou os lábios dos seus. Deixou de olhar, deixou-se beijar pela namorada, a quem jamais seria capaz de resistir. Não percebeu quando Vanessa saiu furiosa pela porta.

O beijo das duas foi interrompido pelo tossir absurdamente forçado de Gisele, que foi a única a permanecer no estúdio com elas. Flavinha tinha corrido atrás de Vanessa. Com toda aquela turbulência, que não era totalmente inesperada, Marina preferiu encerrar o dia de trabalho e dispensar a prima. Precisavam mesmo de alguma folga antes da correria que enfrentariam antes da viagem e dos preparativos finais da exposição.

– Enfim, Clarinha – comemorou quando Gisele se despediu – somos só nós duas!!! – bateu palmas, como uma criança contente, antes de puxar a assistente pela mão – Vem, quero te mostrar uma coisa!

A morena deixou-se guiar, sem precisar perguntar aonde iam. Foi levada do estúdio, atravessando a sala e subindo os degraus rumo ao quarto por uma Marina saltitante, que tinha um sorriso sapeca no rosto. A fotógrafa a fez entrar primeiro e logo a seguiu, fechando a porta atrás de si. Clara a imprensou ali mesmo, tomando-lhe a boca com a sua.

– Tava com saudade – murmurou, com os lábios nos dela.

A fotógrafa a puxou pelo quadril, encaixando seus corpos. O beijo que se segui foi intenso, molhado, longo. Perderam o folego ali. Quando as bocas se afastaram Marina girou Clara, fazendo com que ficasse de costas para si. Usou uma das mãos para enlaçar-lhe a cintura, enquanto a outra afastava o cabelo de sua nuca, jogando-o por sobre o ombro da jovem. Beijou a pele descoberta e deliciou-se com o arrepio que provocou. Levou os lábios até sua orelha, mordiscou o lóbulo delicadamente e pediu:

– Fecha os olhos, Clarinha! E abre a mão!

Tirou o pequeno objeto do bolso e o pousou na palma da mão da namorada. Clara sentiu o metal gelado e abriu os olhos. Virou-se para a jovem, sem entender. Marina tomou as mãos dela entre as suas, beijando-as. Pegou a pequena chave e colocou-a na porta, girando-a em seguida, antes de voltar a olhar para a morena.

– Queria te pedir desculpas...

Não aceitou quando Clara interrompeu, dizendo que não havia do que se desculpar. Ela se sentia mal pelo acontecido no sábado e sentia que tinha parte da responsabilidade. Falou do quanto já tinha se incomodado pelo fato de nunca conseguir ter a namorada passando a noite ali, por nunca fazer amor com ela em sua casa. Só tinha entendido as suas razões naquela manhã em que foram interrompidas. Bem no dia em que Clara decidira arriscar...

A morena corou. As imagens da manhã de sábado tomaram sua mente. Não decidira simplesmente arriscar, simplesmente sentira naquele dia a necessidade premente de provar o gosto de Marina, de oferecer-lhe sexo oral. Lembrou-se de como ela despertara gemendo, o sexo umedecendo seus lábios. Não, Clara não estava corada de vergonha. Era o desejo que despertava junto com as lembranças. Imprensou a namorada contra a porta e a calou com um beijo.

A fotógrafa deixou que a morena lhe separasse os lábios com a língua e invadisse sua boca. Procurara a chave de seu quarto a manhã toda, pensara mil vezes no que diria, em como explicaria que desejava que Clara se sentisse à vontade em sua casa, em seu quarto, em sua cama. Mas não se preparara para a voracidade da namorada ao ver que teriam garantida a privacidade. A assistente colava o corpo no seu, os seios se encontravam e, apesar das roupas, Marina sentia que o corpo da namorada ardia em chamas. Ou seria ela própria?

Clara tinha pressa. Tinha fome. Arrancou a blusa da jovem e beijou-lhe o colo, as mãos ávidas já em seus seios, afastando o soutien, buscando a pele macia, expondo os mamilos rosados, entre os quais não conseguiu decidir. Marina decidiu por ela, puxando-a em direção a um seio, oferecendo-o em sua boca. As duas gemeram quando a língua da morena encontrou o calor daquele bico rígido. A assistente lambeu com voracidade, deixando a pele delicada molhada, fazendo a namorada gemer e empurrar sua cabeça cada vez mais de encontro ao peito. Passou a dar atenção ao outro, umedecendo o mamilo com toda a boca, em uma longa provocação, antes de prendê-lo cuidadosamente entre os dentes e usar a língua para pressioná-lo. Alternava mordidas, beijos e lambidas e, ao mesmo tempo, deixou as mãos percorrerem as laterais do corpo magro e delicado, subindo e descendo várias vezes, a ponta dos dedos provocando com maior intensidade na lateral dos seios e na região da cintura.

A morena deixou um rastro molhado quando subiu os lábios pelo colo, até alcançar o pescoço da fotógrafa, onde afundou o rosto, atiçando a pele macia com o roçar dos dentes e lambidas, as mãos procurando abrir o short da namorada e empurrando-o para o chão. Sentiu que Marina afastava as pernas, abrindo espaço para que se encaixasse entre elas e colou seu corpo ao dela, ao mesmo tempo em que a jovem lhe arrancava a camisa pela cabeça, sem se dar ao trabalho de desabotoá-la. Sentiu o quadril ganhar vida própria, num suave movimento de vai e vem que pressionava seu sexo contra o de Marina, fazendo com que ela chamasse seu nome por entre os dentes. Arrancou o próprio top e o soutien da fotógrafa e uniu os corpos, os seios pressionados contra os dela, disparando pequenas descargas elétricas por todo o corpo. Beijou a boca que tanto amava, bebendo dali os gemidos que provocava e arquejou quando Marina correu o dedo pela curvatura na base de sua coluna. Aquele era, definitivamente, seu ponto fraco e isso já não era segredo algum para a namorada, que seguiu com a carícia enquanto brincava com a língua acariciando a sua.

Clara afastou-se um pouco, em busca de ar. Levou as mãos aos seios da fotógrafa, massageando com volúpia, sentindo as mãos de Marina palpando-lhe a bunda. Mergulhou outra vez no pescoço da jovem, inalando o cheiro que seria capaz de reconhecer entre mil mulheres diferentes. Seus lábios atacaram o ponto fraco da namorada, o lóbulo da orelha. Usava ali a língua como se estivesse com o clitóris de Marina na boca, arrancando dela gemidos obscenos. Já estava molhada, excitada com os carinhos que trocavam, mas não tocou abaixo da cintura da fotógrafa. Sempre massageando os seios, usou os lábios e a língua para percorrer o pescoço e o maxilar da outra, até tomar-lhe a boca e investir com a língua contra os seus lábios. Conseguiu o que queria: excitada, provocada além do suportável, Marina mergulhou ambas as mãos nos cabelos da assistente, trazendo o rosto da morena para o lado do seu e pediu:

– Clarinha... Desce... Desce, por favor...

Não esperou que ela pedisse outra vez. Afastou-se um pouco e fez com que a jovem virasse, deixando-a de frente para a porta. Aos poucos, desceu pelas costas macias, traçando uma trilha de beijos úmidos, que prosseguiram sobre a bunda bem feita, enquanto a calcinha descia com a ajuda de mãos ágeis e desejosas. Lambeu cada centímetro da parte de trás das coxas da fotógrafa, até chegar à dobra dos joelhos, onde passou a língua livremente, ao mesmo tempo em que sentia o cheiro de Marina ficar mais intenso, como se chamasse por ela. Já de joelhos, girou o próprio corpo, ficando de costas para a porta e de frente para o sexo que pretendia tomar para si. Estava melado, os grandes lábios reluziam diante de seus olhos devido à lubrificação intensa que provocara. Passo ali o nariz, umedecendo-o naquele líquido que provara uma única vez antes e cujo cheiro lhe incendiava a alma. Passando os braços por trás das coxas brancas, grudou as mãos na bunda da namorada e a puxou para sua boca, penetrando-a avidamente com a língua, tão fundo quanto era possível. Movimentava o músculo quente dentro de Marina, arrancando suspiros que faziam com que sentisse latejar o próprio sexo. Tirou a língua de onde estava e lambeu várias vezes toda a extensão da vagina, trazendo para a boca o sabor daquele líquido que a inebriava. Aos poucos, passou a concentrar-se no ponto rosado, inchado, rígido de tesão. Circulou-o com a língua firme, pincelou-o para cima e para baixo, lambuzou-o com a própria saliva para em seguida sugá-lo com vontade.

Devorava Marina com a ânsia de um mendigo diante de um banquete. Sem sair de entre as pernas dela, olhou para cima e a viu, os braços apoiados na porta, assim como a testa. Pelo espaço entre os seios viu parte do rosto da jovem: a boca aberta, buscando por oxigênio em meio a gemidos e sons desconexos, os olhos fechados, apertados, denunciando a perda do controle do próprio corpo. A luxúria daquela visão era tão intensa que Clara não pode evitar levar uma mão para dentro da própria calcinha, estimulando o próprio sexo enquanto chupava e lambia as delícias que Marina lhe ofertava. O ar que expirava em seus gemidos misturava-se aos movimentos dos lábios e da língua e apressaram os tremores do corpo da fotógrafa. Sabendo que o clímax da jovem estava próximo, usou a mão para intensificar-lhe as sensações: deixou que o dedão escorregasse para dentro do canal molhado, massageando aquele interior quente e macio enquanto levava o dedo médio para o espaço entre as nádegas da fotografa, massageando a pequena entrada rosada. Foi a gota d’água: Marina perdeu qualquer traço de sanidade e gritou, mexendo os quadris sobre o rosto de Clara sem qualquer controle, aumentando o atrito de seu sexo com a língua da morena, molhando nariz, queixo, bochechas, pedindo por mais, sem ter condições de dizer o que mais queria. Até que o corpo foi dominado por ondas ininterruptas de calor e prazer que a fizeram esmurrar a porta e lhe tiraram a voz e o equilíbrio, deixando-a trêmula, ofegante e frágil.

Clara gozou logo em seguida. Parte por conta do próprio toque e muito por conta da visão inebriante do prazer de Marina. Mas o que sentiu foi apenas um pequeno alívio, descarregando parte da excitação que a dominava, suficiente para permitir que se levantasse e segurasse a namorada pelas costas e a ajudasse a chegar até a cama, onde a aconchegou em seus braços, ouvindo os batimentos de seu coração se acalmarem e sua respiração voltar ao normal.

Marina demorou a retomar o controle de seu corpo. Definitivamente, os instintos sexuais de Clara a arrebatavam para fora de si. Aos poucos, com uma ternura lânguida, sensual, aproximou-se da morena e a beijou, a mão descendo sem pressa, porém certeira, ao centro do prazer da namorada. Tinha percebido o breve gozo que a atingira, mas queria lhe dar mais do que aquilo.

Seus dedos a encontraram melada, absurdamente melada. Penetrou-a de imediato, com os dedos médio e indicador, deixando que o dedão pressionasse o clitóris intumescido. Com a língua, recolhia do rosto moreno o sabor de seu próprio sexo.

– Gostosa – murmurou junto ao ouvido de Clara – Você é muito gostosa... Muito safada... Muito... – perdeu-se nos olhos castanhos quando a encarou.

– Sua, Marina – Clara gemeu – Sou... Sua.

– Então geme pra mim – a fotografa implorou – goza pra mim, gostosa – Marina apressou o movimento dos dedos e se pôs a sussurrar junto ao ouvido de Clara, chamando-a de safada, gostosa e outras coisas que só faziam excitar ainda mais a morena, até que os espasmos de seu corpo anunciaram o orgasmo que estava por vir. Foi o sinal para que a fotógrafa descesse a boca para junto de seus dedos. Sem deixar de penetrá-la, usou a boca para fazê-la gozar e saboreou todo o líquido que tomou seu sexo, parando de lambê-la apenas quando as pernas caíram pesadas sobre a cama, sem forças para qualquer movimento.

***

Permaneceram em silêncio por longo tempo, apenas desfrutando da tranquilidade e da cumplicidade daquele momento. Marina tinha a cabeça apoiada no peito de Clara e a acariciava com a ponta dos dedos, sem qualquer malícia. Era apenas uma delicada demonstração de ternura, à semelhança do carinho que a morena fazia em seus cabelos. Quem primeiro falou foi a fotógrafa. Quis saber se era mesmo verdade, se a viagem das duas para Londres era certa.

– Marina! – a morena sorriu como quem fala a uma criança – Claro que é. Eu não mentiria pra você. Nem que fosse só pra chatear a Vanessa – a afirmação fez com que as duas rissem.

Clara contou que o filho aceitara a viagem tranquilamente. Também mencionou a discussão que tivera com Cadu, fazendo a fotógrafa pensar em contar sobre a discussão entre eles. Todavia, Marina preferiu não voltar ao caso, Clara parecia saber lidar como ex-marido muito bem. Se ele a incomodara, se a ferira, Clara não precisava ser incomodada com aquilo. Já bastavam os problemas que tinham juntas nas discussões com Vanessa.

Vanessa: Marina pediu desculpas pela cena no estúdio, mas aquilo já era o esperado. A amiga tinha ciúmes de Clara. Contou da discussão que tinham tido pela manhã, sobre privacidade e portas fechadas. E Clara confessou, rindo, que sempre teve medo de dormir na cama da namorada e acordar com a ruiva no quarto, fuzilando-a com os olhos ou disposta a esganá-la. Mas com uma chave para trancar a porta, sentia-se mais protegida.

– Bom, deixa os problemas pra lá, Clarinha – Marina agora estava de lado, a cabeça apoiada na mão, olhando para a morena – Posso te fazer uma pergunta?

Óbvio que ela podia. Clara responderia a qualquer coisa, o que mais queria era dividir sua história, passado e presente com aquela jovem que tanto amava. Queria recomeçar sua vida ao lado dela.

Marina mostrou-se curiosa sobre Duda. Ou melhor, Eduarda Campana, que era como ela conhecia a ex-top model. De onde se conheciam, como eram tão intimas. Queria saber tudo. E Clara contou.

Eram amigas desde crianças. Das férias que a família de Clara passava no Rio, quando ela ainda era uma criança e os irmãos já preferiam paquerar a brincar com ela. A família de Duda morava no mesmo prédio onde a família de Clara tinha os apartamentos, onde hoje ela morava e quando se mudaram, após a morte do pai da morena, tornaram-se inseparáveis. Como a amiga tinha problemas constantes com a mãe a família toda acabara meio que adotando a pequena, que crescera como mais uma das meninas da família Fernandes.

– A gente só se separou quando ela foi pra Europa, como modelo. Nossa, faz tanto tempo. Acha, a gente se falava por carta, quase ninguém tinha computador naquela época, internet então... – a morena ria com as lembranças.

– Sabe, parece que ela tá tão bem. Ano passado todas as revistas diziam que ela não ia suportar perder a companheira daquele jeito. Que bom que ela superou – reparou que Clara a olhava surpresa – Que foi, Clarinha?

A morena a olhava confusa. Como se houvesse entendido errado. Perguntou, para ter certeza:

– Companheira, foi isso que você disse?

– Como assim, Clara? Você não sabia?

Não, Clara não sabia. Duda gostava de mulher? Como assim? Sim, ela sabia que a amiga tinha tido um relacionamento longo e que essa parceria tinha se encerrado no ano anterior. Mas... UMA MULHER?

Notas finais
Sugestões, palpites e pitacos são bem vindos! Ah, não deixem de me dizer se a temperatura do capítulo ficou boa! Se estiver muito hot, posso acalmar as coisas! kkkkkkkkkkkkk