Notas iniciais
Galerinhaaa, voltei! Estou aqui com um capítulo novinho procês. Agradeço imensamente os comentários! Muito obrigada por estarem aqui.

Assim que Ruby parou o carro em frente à escola, Regina desceu do automóvel e partiu em disparada pelos corredores da instituição, ao mesmo tempo em que tentava entrar em contato com Emma que estava em diligência. As cunhadas tinham ido ao Centro Comunitário para que a morena de olhos verdes conhecesse o local e Regina pudesse apresentá-la a administradora de lá, quando Mills recebeu a ligação de uma amiga de Henry informando que o rapazinho havia sofrido um acidente.

— Lauren — Regina chamou ansiosamente ao ver duas garotas na porta da enfermaria — O que aconteceu? Onde está o meu filho?

— Oi, senhora Mills — Lauren cumprimentou a mais velha — O Henry está lá dentro da enfermaria. Ele se machucou na aula de ed. física...

— O que ele estava fazendo na aula? — levou uma das mãos à cabeça — Oh, meu Deus!

— Lo, afaste as mochilas no banco. Ela precisa se sentar. — Camila pediu amparando Regina. — Calma, senhora, a enfermeira nos garantiu que ele está bem.

Lauren rapidamente retirou as bolsas que estavam sobre o banco próximo a porta, dando espaço para que Regina pudesse se acomodar.

— Querida, nem a cumprimentei. — disse Regina, observando a adolescente solicita. — Você deve ser a Camila, a amiga que me ligou. — a menina assentiu enquanto a ajudava a se sentar.

— Desculpe lhe causar tanta preocupação, mas precisávamos tomar alguma atitude.

— Regina — Ruby chegou ofegante pela corrida — Esse colégio parece que está maior do que na época que eu e Emma estudamos — fez uma careta pela lembrança — Quase me perdi pelos corredores. Cadê o pirralho?

— Na enfermaria. Conseguiu falar com Emma? — a amiga negou com a cabeça, fazendo a suspirar. — Oh, droga! Odeio quando Swan fica incomunicável.

— O sinal na fronteira da cidade é péssimo, mas logo ela verá as ligações perdidas.

— Assim espero. — falou sentindo-se melhor da tontura — Vamos?

— A senhora está bem mesmo? — Lauren perguntou atenciosa.

— Obrigada pela preocupação, meninas. — sorriu levemente — Agora só quero ver meu menino.

Entraram na enfermaria juntas, porém Regina correu até Henry que estava sentado em uma maca com o braço engessado.

— Querido, você está bem? O que aconteceu com o seu braço? — Regina disparou depois que abraçou o garoto, quase o sufocando.

— Estou bem, só não vou poder limpar o quintal por uns dias.

— Henry Louis Swan, não brinque com coisa séria!

— Mãe! — o garoto exclamou esganiçado ao escutar a mais velha lhe chamar pelo nome completo na frente de suas amigas.

— Muito bem, rapazinho! — pôs as mãos na cintura — Posso saber que história é essa de estar metido na aula de educação física se a sua mãe lhe deu um bilhete de dispensa?!

Henry e as meninas contaram tudo o que se passou para as duas mulheres que tinham o semblante carregado, principalmente Regina que fervia de indignação.

— E onde está esse sujeito? — perguntou Mills, sentindo sua veia na testa pulsar.

— Ei, leoa não pode se exaltar desse jeito. Pense no bebê. — Ruby ergueu as mãos, pedindo-a para ter calma. — Vamos até a diretoria resolver isso numa boa, ok?

— Que seja! — respirou fundo.

Por mais que quisessem ficar e testemunhar o desenrolar da história, Lauren e Camila precisavam voltar para casa. Assim se despediram na porta da diretoria, pedindo para que o amigo lhes contasse tudo mais tarde.

A secretária de meia idade ergueu o olhar ao ver o trio lotar a pequena antessala, porém se preocupou mais ainda ao ver o braço do adolescente engessado.

— Ei, Molly. — Ruby chamou a atenção da senhora, que conhecia desde os seus tempos de escola — A diretora está aí? Precisamos trocar uma palavrinha com ela.

— Sinto muito, não poderão vê-la. Ela está com o treinador Jefferson e... — arregalou os olhos ao ver Regina dar duas batidinhas na porta e praticamente invadir a sala da diretoria.

Regina, Ruby e Henry entraram no momento em que o treinador fazia uma infeliz declaração para a diretora sobre o comportamento de Henry. A mulher se sobressaltou com a entrada inesperada do trio.

— Desculpe-me por entrar assim em sua sala, diretora. Sou Regina Mills, responsável por Henry na ausência de sua mãe — a idosa aquiesceu ao perceber de quem se tratava. De qualquer forma, já iria solicitar a presença dos responsáveis de Henry.

— Tudo bem, senhora Mills. Sentem-se, por favor. — indicou as cadeiras a sua frente. — O treinador Jefferson estava iniciando o seu relato sobre o caso.

— Não há muito o que dizer... — disse o homem, cruzando os braços com altivez. — Henry vive fazendo corpo mole, não gosta de participar das aulas. Inclusive já estou considerando reprova-lo na disciplina.

— Por acaso o senhor é médico para afirmar algo assim? — Mills indagou arqueando a sobrancelha.

— Não precisa ser médico para saber que é tudo frescura desse garoto.

— Diretora, veja a falta de discernimento desse... senhor! — Regina tomou a palavra — Meu filho passou por uma crise séria de asma durante a noite, a mãe mandou um bilhete comunicando que ele não participaria da aula. No entanto esse irresponsável o obrigou a correr, alegando que Henry estava mentindo.

— Você entregou o bilhete ao treinador, Henry? — a diretora o questionou seriamente.

— Sim, senhora. Inclusive pedi que ele colocasse a Lauren no meu lugar para que o time não ficasse desfalcado.

— Ainda teve a audácia de falar para colocar essa garota para jogar — Jefferson bufou — Como se uma garota soubesse jogar futebol.

— Muito me admira alguém que se diz técnico esportivo desconhecer o fato de que o futebol feminino do nosso país é bem melhor e mais premiado do que o masculino, que por sinal, só fez vergonha nas copas do mundo que participou! — alfinetou Regina, fazendo o homem se remexer inquieto.

— Isso não vem ao caso, senhora. — disse o treinador desconfortável.

— Realmente, deixemos de lado a sua demonstração de machismo, por ora, afinal beira ao ridículo. — Regina concordou com um delicado aceno de mão, estava se controlando para não pular no pescoço daquela desculpa tosca de treinador — A questão prioritária é que, além de inconsequente, é negligente com seus alunos. Creio que a diretora concordará comigo quando digo que o senhor não tem competência para lidar com esses jovens.

— O quê? Isso é um absurdo. A diretora Clark sabe que eu sou o melhor treinador dessa cidade!

— Levando em conta que Weston é um ovo de codorna, não acho que seja um bom parâmetro. — Ruby disse divertida.

— Até um mico de circo seria melhor que o senhor. — Regina reiterou — É um péssimo profissional.

— Não vou ficar ouvindo uma palhaçada dessas! — rugiu indignado, erguendo-se da poltrona onde estava aboletado.

— Sente-se, treinador Jefferson. — a diretora ordenou — Teremos uma conversa muito séria. E já lhe adianto que não vou admitir em minha escola tal comportamento.

— A senhora vai me demitir, é isso? Agora eu sou o errado por não permitir que um moleque mimado venha bagunçar a minha aula. — levantou a voz, expressando sua irritação — Eu só quero ver quando esse garoto virar fresco. É o resultado quando está sendo criado por um bando de sapatão.

— Cara, eu não teria dito isso se fosse você. — proferiu Ruby ao ver a expressão da cunhada por escutar uma barbaridade daquelas. — Ou você tem coragem ou é muito idiota, companheiro. Eu aposto na segunda hipótese.

A diretora se empertigou para intervir, porém antes que se pronunciasse, Regina, levantou-se feitou um anjo vingador e encarou o homem a sua frente de uma forma que o fez se encolher por alguns segundos. A sala inteira silenciou e prenderam a respiração por breves instantes.

— Tipinhos feito você deveria saber quando se calar, não é mesmo? Poderia nos poupar de ouvir tanta ignorância. — estreitou o olhar — Se percebe a ausência de inteligência, caso contrário saberia o problema em que está se colocando.

— Não fique tão ofendida, madame. Eu só disse a verdade. — zombou, mas sua linguagem corporal dizia que realmente estava preocupado.

— Ouça muito bem o que vou lhe dizer, treinador. Essa foi a última vez que abriu a boca imunda para insultar o meu filho ou a minha família. — avançou para o homem com um olhar ferino, fazendo-o engolir em seco — Sugiro que procure um bom advogado, pois homofobia é crime. Creio que, como xerife e mãe, Emma Swan não vai deixar isso passar em branco. E muito menos eu.

Mills girou o olhar e pousou-o na diretora que observava a cena sem sequer se mexer, parecia petrificada.

— Diretora Clark, a senhora me parece muito perspicaz, assim espero que tenha entendido a gravidade do caso e tome as devidas providencias quanto a esse sujeito. —nem ao menos se deu ao trabalho de fitar o homem — Entrarei em contato em breve. Tenha um bom dia!

A morena deixou a sala com sua pose de rainha, abraçada ao filho e sendo seguida pela cunhada que havia adorado toda aquela confusão.

***

Os dias se passaram, a frente das casas que traziam na decoração espantalhos, vassouras, monstros, enfim toda a parafernália referente ao Dia das Bruxas começou a ser substituída por abóboras e peregrinos símbolos do feriado de Ação de Graças, o qual era quase tão importante e esperado quanto o Natal.

Diante da festividade, a escola de Henry declarou um pequeno recesso, liberando os alunos para curtirem com suas famílias o feriado. Aproveitando-se da situação, Neal achou de convidar o filho para passar alguns dias com ele a fim de se desculpar por suas ausências. Mesmo ainda chateado com pai, Henry decidiu dar-lhe uma segunda chance, afinal sentia falta de Neal.

Na tarde anterior ao feriado, Cassidy passou na casa de Emma para buscar o filho. Estacionou o carro esporte em frente à residência e buzinou, esperando que o garoto brotasse instantaneamente ao lado do automóvel, mas ledo engano, ninguém sequer apareceu na porta. O jeito foi descer do carro. Tentou a campainha algumas vezes e logo deu de cara com uma Emma nada satisfeita.

— Henry não está. — secamente informou ao homem.

— Como assim não está? Nos combinamos que eu o pegaria hoje.

— Você combinou com ele que o buscaria pela manhã, Neal. — esclareceu com o semblante carregado — Já é quase final de tarde. Ele cansou de mais uma promessa quebrada e foi passar a tarde com os colegas.

— Olha, eu sei que me atrasei um pouco, ok? — cruzou os braços — Mas eu não pude sair mais cedo, Tamara precisava fazer algumas compras para o almoço de amanhã, além disso...

— Neal, na boa? Eu não estou a fim de ouvir suas desculpas. — abriu a porta o deixando entrar — Senta e espera, talvez ele ainda queira ir com você.

O moreno ficou sem jeito, mas ainda sim aceitou o convite para aguardar o filho. Sentou-se em uma poltrona na sala, observando a bela ruiva que trabalhava atenta ao notebook.

— Então essa é a Regina, a sua amiga de quem Henry fala tanto?

Zelena apenas ergueu o olhar para o homem e voltou a atenção para o trabalho. Não estava com paciência para aturar aquele ser.

— A minha mulher está descansando. — Swan respondeu, corrigindo-o — Essa é Zelena, minha cunhada.

— Ah, sim. Deveria ter percebido que você não é lésbica. — Neal soltou uma risadinha tola.

— Sério?! — a ruiva sorriu em deboche — E o que te faz pensar que eu não sou?

— Você é feminina, delicada, você sabe... Nada parecida com essas machonas igual a Emma. — ergueu uma mão — Nada contra você, Swan.

— Só para constar, Neal. — Emma sorriu debochada — A feminina e delicada ruiva namora a Ruby.

— Estão de brincadeira comigo, não pode ser. — coçou a barba por fazer — Quem é o homem da relação?

Zelena respirou fundo, pedindo paciência a Deusa Ártemis.

— Quando escuto esse papo de macho escroto agradeço todos os dias por gostar de boceta. — disse a ruiva, erguendo uma mão, claramente imitando-o — Nada contra você, Neal.

Se Cassidy estava desconfortável, agora ficou pior. Resolveu não cutucar mais a ruiva e Zelena agradeceu mentalmente. Alguns minutos depois, Henry entrou em casa, estranhando a presença do pai, pois acreditava que o homem nem viria mais.

Neal dosou o filho, explicou o motivo do atraso e acabou convencendo o menino a viajar com ele, prometendo que iriam para uma casa nas montanhas. Claro que ocultou o fato de que a casa pertencia aos pais de Tamara.

— Então quer dizer que Henry estava na casa de algumas meninas... — comentou assim que o adolescente subiu para buscar a mochila — Aposto que são algumas namoradinhas da escola.

— São apenas amigas dele, cara. — Emma ergueu os olhos para o teto, buscando paciência.

— Sim, mas deve ter pelo menos uma gatinha na jogada. — disse orgulhoso — Preciso conversar com esse garoto, afinal meu filho tem que ser pegador igual ao pai.

— Se falar com ele sobre garotas, que seja para orientar. Não quero que incentive esses comportamentos machistas. — a loira o advertiu.

— Qual é, Emma?! Você sabe, como diz aquele ditado “Prendam suas cabras que meu bode está solto”.

— Parabéns! Falou pouco, mas falou merda. — Zelena se pronunciou enojada. Será que aquele cara não cansava de passar vergonha?!

Swan daria uma resposta aquela idiotice de Neal, mas Henry apareceu na sala no exato momento. Em seguida, o menino se despediu da mãe e da tia, já havia passado previamente no quarto para deixar um beijo na mãe morena.

Alguns minutos depois, na calçada, Emma acenou vendo o carro se afastar. Suspirou. Esperava que aquele feriado fosse tranquilo e divertido para o filho pelo bem de Neal.

Notas finais
E ai? Curtiram? Aguardo ansiosa o comentário de vocês!