Notas iniciais
Povo lindo, cheguei! Muito obrigada pelos comentários! Capítulo dedicado a vocês que tiveram a paciência de esperar a atualização sem me xingar haha. ♥

Ouvindo os gemidos se intensificarem, a loira rapidamente pensou em algo para acabar com aquele fogo. Buscou uma panela bem grande nos armários e a levou até a pia para enchê-la de água até lembrar-se que poderia facilmente utilizar a mangueira que havia comprado há alguns dias.

— Emm, o que você está fazendo? — a morena sussurrou, vendo a loira com a mangueira nova em mãos. — Nem pensar que você vai utilizar essa coisa.

— Por que, amor?! Elas merecem! — reclamou contrariada.

— Claro que sim, mas desse jeito não. Assim você vai inundar a casa, Emma!

Swan cruzou os braços e moveu a boca, formando um bico enorme, parecia uma criancinha emburrada. Regina arqueou uma sobrancelha perante aquela birra e se segurou para não sorrir.

— Traga seu celular, pois tenho uma ideia melhor. — disse para a loira.

— Mas, eu... — franziu o cenho, confusa.

— Sem perguntas ou não teremos tempo. — fez sinal para que a namorada se apressasse. — Anda, meu anjo!

Mesmo sem entender o motivo daquele pedido, a xerife correu até seu quarto e trouxe o aparelho celular em uma velocidade recorde. Rapidamente entregou para a namorada que entrou no aplicativo de automação residencial e então tudo começou a fazer sentido para Emma.

A questão é que durante a reforma da cozinha, Swan achou que seria interessante tornar a casa “inteligente”, ou seja, através de um aplicativo poderia acender uma lâmpada ou ligar o aparelho de ar condicionado, por exemplo. Nunca havia, de fato, sentido a necessidade de utilizar aquele recurso tecnológico, começava a acreditar que havia sido um gasto inútil de dinheiro, bem, até agora.

— Você é genial, minha Evil Queen! — Emma falou, soltando uma risadinha abafada. — O que vai fazer?

— Apenas observe e aproveite o espetáculo, meu bem.

— Espero que elas não estejam se comendo em cima dos meus aparelhos de ginástica. — disse a loira, pois a lavanderia dividia espaço com a sua pequena academia.

Alheias ao que se passava do lado de fora, Zelena e Ruby estavam no maior amasso. As carícias ousadas da ruiva deixavam a namorada enlouquecida e totalmente entregue. Ruby se apoiava em um dos aparelhos, dando passagem para os beijos de Zelena, que subiam de seu colo até chegar aos lábios, enquanto sentia a namorada deslizar e movimentar lentamente o dedo em seu sexo, roubando seu fôlego e conduzindo mais e mais perto da borda até que...

— Você ouviu isso? — perguntou a ruiva cessando o movimento.

— O quê? — Ruby abriu os olhos encarando a expressão confusa da namorada. — Não foi nada. Continua, amor.

Zelena a beijou novamente, deixando de lado qualquer coisa que pudesse atrapalha-las. Porém alguns segundos depois, mais uma vez um chiado lhe tomou a atenção.

— Mas que porra é essa?! Baby, estou falando sério, tem alguma merda acontecendo aqui e... — interrompeu a fala ao perceber em sua visão periférica o aparelho de som ligar e depois desligar sozinho. — Você viu?

—A lâmpada piscou também — Lucas exclamou começando a se assustar.

Ambas deram um pulo quando a lâmpada do cômodo piscou várias vezes seguidas e gritaram apavoradas, se acotovelando para sair da lavanderia ao ouvir o choro intenso de um bebê.

Na cozinha toparam com Emma e Regina sentadas no chão e literalmente rolando de tanto rir.

— Corram! Tem assombração na casa! — Ruby dramatizou ajeitando a camisola em seu corpo, fazendo o casal se entreolhar e cair na gargalhada novamente.

— Qual o problema de vocês?! — Zelena disse sem entender — Tem a porra de um maldito fantasma empata foda lá dentro e vocês ficam aí rindo.

Regina mal conseguia falar, estava rindo demais. Tomou folego e entrou no aplicativo, ligando o aparelho de som novamente e comandando as luzes da cozinha para que piscassem. Ruby deu outro pulo assustada e Zelena deu um pequeno murro na mesa, não acreditando que havia sido tapeada.

— Vocês! — apontou para as duas — Armaram tudo isso, suas safadas.

— Bem, a parte do choro de bebê foi cortesia da Henriet. — disse a loira, limpando uma lágrima devido ao excesso de riso. — Uma pena que não puderam ver a cara de vocês! Ah, não espere... Eu filmei tudo!

— Filha da mãe, pode passar esse celular! — rugiu Ruby, vendo a amiga loira se levantar.

— E perder a oportunidade de compartilhar essa pérola? Nunca. — disse Swan debochada.

Emma já prevendo que a amiga tentaria lhe tirar o telefone, saiu correndo pela cozinha alcançando o quintal. Logo Ruby estava em seu encalço, mesmo tropeçando em Byron que se encontrava totalmente à vontade deitado próximo a porta.

Depois de percorrerem metade do quarteirão, as duas voltaram com as camisolas sujas de terra e folhas grudadas nos cabelos. Zelena já estava recomposta, mas ainda sim subiu com Ruby para uma ducha, o mesmo fez a irmã com sua loira encrenqueira antes de resolverem o desejo de grávida de Regina.

***

— Ruby, isso está maravilhoso! — disse a morena se deliciando com os cannolis preparados pela cunhada. — Oh, nossa...

— Como você consegue comer essa coisa? — Zelena torceu o nariz ao ver a mistura de cannoli de ricota, sorvete de chocolate belga e cerejas.

— Deve estar bom mesmo. — Swan comentou admirada pelo apetite de sua mulher — Só ouço Regina gemer assim quando estou chup...

— Emma! — a morena chamou-lhe a atenção desferindo um leve tapa.

— Ai, amor! Só disse verdades. — queixou-se a loira fazendo um biquinho.

— Está bom mesmo? — Ruby perguntou satisfeita, apoiando o cotovelo na mesa.

— Melhor do que em qualquer restaurante que já comi. — Regina elogiou após engolir mais um pedaço do doce. — Poderia comer uma dúzia deles.

— Ótimo. Aceito encomendas agora que estou desempregada. — sorriu fracamente.

— Paciência, bebê. Tudo vai dar certo. — Zelena disse carinhosa, abraçando a namorada.

Ficaram alguns segundos em silêncio, pensativas enquanto assistiam Regina devorar os doces.

— Rubs, o que você acha de dar aulas de culinária? — a morena perguntou, limpando os lábios com o guardanapo — O Centro Comunitário abrirá novos cursos e precisaremos de uma professora de gastronomia.

— Você está falando sério, Regi? — os olhos verdes de Ruby brilhavam. Emma e Zelena assistiam surpresas a conversa.

— Claro. O salário não é grande coisa, mas...

— Eu adoraria. — Lucas sorriu lindamente — Obrigada, cunhadinha.

— Nós que agradecemos. — disse Regina retribuindo o sorriso, antes de tocar o ventre ao sentir sua menina contente pelo saboroso lanchinho da madrugada.

***

No dia seguinte, Henry amanheceu um tanto indisposto, pois durante a madrugada havia tido uma pequena crise de asma. As mães tinham insistido para que o garoto ficasse em casa, mas teimoso feito a mãe loira, Henry decidiu ir à escola porquanto havia prova de inglês naquela manhã.

Regina deixou bem claro que caso ele se sentisse mal, deveria ligar para uma das duas, pois imediatamente iriam buscá-lo. Emma também elaborou um bilhete para ser entregue ao treinador, onde solicitava a dispensa de Henry na aula de educação física.

As aulas transcorreram normalmente, Henry não sentiu nenhum mal-estar embora estivesse mais quieto. A última aula seria educação física, então a turma trocou de roupa no vestiário e se dirigiu para a quadra externa. Os rapazes foram para o campo de futebol enquanto que as garotas se juntavam ao treino da torcida ou ao jogo de volleyball. Henry, por sua vez, ficou na arquibancada assistindo o treino dos colegas ao lado de Lauren que estava chateada pelo treinador não permitir que as garotas jogassem futebol. Camila apareceu por ali também para tentar animar a namorada enquanto bebia água em sua garrafa com estampa de bananinhas.

— É sério que vocês foram para a Disney? Pensei que tinham ido visitar a sua avó. — o menino perguntou confuso ao ver as fotos das amigas no celular de Lauren.

— Não te contei que vovó mora na Florida? — Lauren franziu o cenho quando o amigo negou com a cabeça — Enfim, agora já sabe. No dia seguinte demos um pulinho até o parque.

— Vocês foram nas montanhas russas?

— Claro! Camz ficou até rouca de tanto gritar. Olha aqui meu neném, coisa mais linda. — mostrou uma foto onde Camila estava com uma tiara da Minnie e ao fundo se via o castelo da Cinderella.

— Toda blogueirinha. — disse zoando a amiga.

— Não enche. Se liga nessa aqui, nós a tiramos depois irmos na Montanha Russa do Hulk. — comentou a latina mostrando a imagem ao menino.

— Cara, a Lauren conseguiu ficar mais branca do que já é. — Henry gargalhou.

— Muito engraçado. — Jauregui bufou — Queria ver se teria coragem de ir.

— Pois eu preferia ter ido com vocês, pelo menos eu não teria me metido em encrenca.

— Eu te disse que era cilada, Henry. Tinha tudo para dar errado. — Camila observou — Dinah e Mani escaparam por pouco. Violet também está de castigo.

— Ainda nem pude falar com ela. Minhas mães confiscaram meu celular e tenho medo de aparecer na casa dela — suspirou lembrando-se dos avós da garota.

— Se você quiser, eu posso...

Lauren foi interrompida pelo treinador que já entrou na quadra latindo ordens e apitando em todas as direções.

— O que você está fazendo aí na arquibancada, garoto? Vai logo trocar de roupa antes que eu te mande pagar dez voltas da quadra. — Jefferson gritou para Henry, chamando a atenção da quadra inteira.

— Treinador, eu tenho um pedido de dispensa. — o garoto se defendeu, entregando o bilhete para o homem que mal leu o que estava escrito e rasgou a folha de papel, praticamente jogando-a no rosto do adolescente.

— Não aceito uma palhaçada dessas na minha aula. O time não vai ficar incompleto porque a mocinha não quer suar.

— O senhor pode chamar a Lauren. — falou ignorando o deboche do homem —Ela manda super bem.

— Uma mulher no time era só o que me faltava. — riu com escárnio — Ô, menininha, porque você não pega os seus pompons e vai fofocar com as suas amigas?!

As duas garotas o encaravam seriamente, mas o homem apenas se afastou para o centro da quadra e apitou para reunir os rapazes, ao mesmo tempo em que, gritava para Henry se apressar no vestiário.

— Ei, não fica assim, Lolo. — disse envolvendo os braços ao redor da cintura da namorada. — Todo mundo sabe que você joga melhor que qualquer garoto do time.

— De nada adianta se esse babaca machista não me deixa jogar, amor. — deu de ombros, irritada com o técnico.

Assistiram ao treino preocupadas ao perceber que Henry não se movia muito apesar dos gritos do técnico. Em dado momento o garoto parou no meio do campo e levou mão a cabeça e, em seguida, foi atingido pelo colega que não conseguiu desviar a tempo e acabou caindo por cima de Henry.

Todos correram em direção aos rapazes caídos, verificando que Henry havia sido o mais machucado já que ele choramingava de dor segurando o braço esquerdo e o outro menino apenas pedia desculpas ao colega. Camila e Lauren entendendo que o treinador não tomaria nenhuma atitude para socorrer seus alunos, decidiram agir por conta própria.

— Alô, Senhora Mills? Aqui é a Camila Cabello, amiga do seu filho.

Bem, o treinador Jefferson mal sabia o que estava por vim...

Notas finais
Deu ruim, hein! Até a próxima :)