Notas iniciais
Galerinhaaa capítulo novo na área! Planejava postar semana passada, mas a correria não deixou. AhPalasAthena sempre salvando minha life, obrigada! Boa leitura!

Era madrugada quando Regina despertou, sentindo falta do aconchego dos braços da namorada. Ainda de olhos fechados, virou para o outro lado a procura de Emma, porém se deparou apenas com o vazio na cama. Suspirou. Dificilmente voltaria a dormir sem a loira.

O relógio da sala de estar marcava 02:37h quando Regina desceu as escadas a procura da namorada. Curiosamente encontrou a loira debruçada sobre a mesa da cozinha, concentra em uma bagunça de papéis, réguas e lápis. Fez um pouco de barulho ao se aproximar para não a assustar e sorriu quando a loira depositou o lápis atrás da orelha, virando-se para olhá-la.

— Amor, o que faz acordada? — perguntou Swan, coçando o olho direito.

— Eu que pergunto, meu bem. — caminhou até a namorada e sentou-se em seu colo. — O que há nesses papéis que exigem tanto a sua atenção?

— Estou pensando em fazer uma reforma aqui em casa. Peguei uma cópia da planta baixa da casa e fiz algumas modificações, veja. — com a ponta do lápis, Emma indicou os cômodos modificados.

— Emm, acha que é uma boa ideia reformar nesse momento? Talvez devêssemos deixar para depois que o bebê nascer.

— Ficará mais complicado, linda. Teríamos que sair de casa por um período maior por causa da poeira.

— E quanto tempo levaria para terminar toda a reforma?

— Bem, isso depende de você. — Regina a olhou interrogativa — Fiz dois projetos e quero que escolha o que mais convém para nós. De acordo com o que indicar pode levar mais ou menos tempo.

— Tem certeza, meu bem?

— Absoluta. Essa também é a sua casa e quero que opine em tudo. — fez um movimento com a mão abrangendo a cozinha. — Aliais você já tinha esse poder de escolha bem antes de morar aqui.

Regina sorriu. Lembrou-se de quando a loira pediu sua opinião sobre a reforma da cozinha há algum tempo. O cômodo havia ficado perfeito para a família que estavam formando.

— Tudo bem, fale-me sobre o que imaginou nos dois projetos.

Emma explicou cada detalhe e por fim deixou que a morena analisasse as plantas com calma. Distraidamente, apoiou o queixo no ombro da namorada e passou a dar pequenos beijinhos no local, subindo até o pescoço. Regina gemeu baixinho e se arrepiou por inteiro com aquele carinho. Ninguém mais conhecia seu corpo igual a Emma, a mulher sabia despertar sua libido com um simples toque.

— Em-Emma... — murmurou.

— Oi, amor. — respondeu com o ar inocente, mas Regina sentiu os lábios formarem um sorriso ao tocar sua pele. Para provocar, Emma ergueu a saia da camisola de seda e apertou-lhe o bumbum.

— É uma cretina e sabe muito bem o que faz comigo. — disse roucamente.

— Se quiser que eu pare... — falou se afastando um pouco.

— Não me lembro de ter pedido que parasse.

Regina tomou a iniciativa e a beijou. Sua destra acariciava a nuca enquanto que com a outra mão se apoiava na cintura da loira. Durante o beijo, Swan pressionou mais ainda seu corpo contra o dela, fazendo-a soltar um gemidinho e deslizou os lábios para o pescoço dela, descendo também as mãos da cintura para o seu bumbum, massageando-o. Regina acariciava a cabeleira loira e sussurrava palavras desconexas em seu ouvido.

Emma ainda a beijava no pescoço, quando levou a mão direita ao seio dela, acariciando-o por cima da camisola. Regina, excitada, soltava gemidos devido ao prazer que sentia. Alcançou a alça de sua camisola e foi deslizando-a até que...

— Ninguém dorme nessa casa?

Exclamou a ruiva, chegando de mansinho e dando o maior susto no casal.

— Zelena! — a morena bradou, tentando recuperar a compostura.

— Atrapalhei alguma coisa?

— O que você acha? — Emma ironizou.

— Uiii alguém ficou frustrada. — soltou uma risada — Então, o que fazem por aqui? Além de safadeza, é claro.

— Estou explicando para a sua irmã o projeto de reforma da casa. — Swan respondeu, mostrando as folhas de papel em cima da mesa.

— E você, Zelena? — Regina perguntou ainda ofegante, levantando-se para se servir de um copo d’agua.

— Estava sem sono então resolvi fazer um chocolate quente. — explicou, coletando os ingredientes.

— Eu aceito, cunhadinha.

— Vou fazer na camaradagem, mas não vai se acostumando, heim!

Enquanto a ruiva preparava a bebida, as três engataram uma conversa sobre a tal reforma que Emma estava planejando, inclusive Zelena deu algumas ideias em relação ao layout dos cômodos.

— Bom, se me dão licença eu vou saborear o meu chocolatinho e ir dormir.

— Não sabia que você tinha o costume de tomar chocolate quente.

— Nesses meses que passamos separadas eu posso muito bem ter adquirido o habito, irmãzinha. Não é exclusividade da sua mulher. — falou a ruiva encarando a irmã, que a olhava debochada.

— Pimentinha, você veio fabricar o chantilly? Me deixou lá na cama, louca de vontade e... — sua voz foi diminuindo aos poucos e deu lugar a um sorriso sem graça. — Ops... Reunião de família?

— Agora entendo o motivo do chantilly desaparecer tão rápido nessa casa. — disse Regina erguendo uma sobrancelha.

— E o sorvete também, amor. — Emma se apressou em comentar, não levaria a culpa de acabar o sorvete de sua morena sozinha.

— Nem vem, cunhadinha! Quem precisa de sorvete quando se pode fazer a festa com sexo e chantilly?! — disse maliciosa, abraçando a namorada.

— Podemos ser bastante criativas. — Ruby concordou.

— Adquiriu novos hábitos, não é mesmo, sis?

— O quê? A combinação é um clássico que nunca sai de moda. — se justificou a ruiva, dando de ombros.

— Vamos, amor? Estou caindo de sono. — Luccas simulou um bocejo fajuto e saiu conduzindo a ruiva.

— Boa noite, meninas! — Zelena soprou um beijo no ar.

— Boa noite, pimentinha. — Regina zombou, fazendo a irmã revirar os olhos antes de seguir a namorada.

A morena levou as xicaras até a pia e caminhou de volta para a namorada, estendendo a mão.

— Vamos subir também, meu anjo.

— Amor, não estou com sono. — protestou com um bico manhoso.

— E quem disse que iremos dormir? Quero te mostrar que também podemos ser criativas. — mostrou o spray de chantilly.

Digamos que depois da agitada e deliciosa madrugada, o doce seria algo que dificilmente deixariam faltar naquela casa.

***

Sábado pela manhã, Henry e os amigos estavam reunidos em frente à casa dos Jauregui. Desde que Mike, o pai de Lauren, havia instalado uma cesta de basquete acima da porta da garagem aquele havia se tornado um dos points de encontro da turma.

— Que merda, Dinah! Joga direito. — Lauren reclamou, pois, a grandona ficava fazendo gracinhas e trapaças. — Sério, assim não quero mais jogar.

— Quanta moleza, folha A4. — deu um tapinha no bumbum da amiga e correu para fazer a cesta. — Uhull! Mais um ponto para a mamãe aqui.

Inventou uma ridícula dancinha da vitória, fazendo a amiga revirar os olhos.

Enquanto Lauren e Dinah praticamente se engalfinhavam na pequena quadra, Camila, Normani, Shawn, Allyson e Henry estavam sentados no banquinho de cimento conversando e cuidando dos bebês de brinquedo.

— Henry, não sei se é uma boa ideia. — Ally comentou, avaliando o que o garoto havia dito — Suas mães não te deixariam sair esse horário.

— Sem contar que é uma festa sem supervisão, cara. — Shawn se pronunciou, ninando a boneca — Eu estou fora.

— E vocês, meninas? — Henry intercalou seu olhar com o de Camila e Normani.

— Não vai rolar. Se meus pais sonhassem com isso, eu ficaria de castigo até a faculdade. — Camila concluiu, fazendo uma careta fofa.

— Além disso, nós vamos passar o fim de semana na casa da minha avó, Camz. — uma Lauren ofegante lembrou a namorada — Esse ponto não valeu, Dinah! Eu pedi um tempo.

— Valeu sim. E se reclamar faço outro. — DJ exclamou sentando-se no chão, próximo ao grupo. — Ei, Henry, pode contar comigo, eu vou! E a Mani também.

— Eu já disse que vou pensar, Dinah. — Normani ergueu a sobrancelha, encarando a namorada.

Henry coçou a nuca preocupado. Havia imaginado que o seu grupo inteiro iria à festa, mas agora estavam todos dando para trás. Bem, de qualquer forma, ele não desistiria do seu plano, principalmente porque Violet já havia aceitado ir com ele.

Estufou o peito, sentindo-se encorajado. Suas mães que estavam exagerando, ele não era mais nenhuma criança para ter toda aquela superproteção.

Se tratava apenas uma festinha. O que poderia dar errado?

Notas finais
Sobre a interrupção... Lembrem-se que a Emma tem um caderninho da vingança, ok?! Bom inicio de semana, nos encontraremos em breve. Beijão!