Notas iniciais
Coelhinho da Páscoa, o que trazes para mim? Um capítulo novinho! Haha Obrigada pelo carinho de vocês, babies ♥ Por favorzinho, continuem comentando, favoritando e me fazendo feliz! AhPalasAthena, melhor beta que existe nesse mundão!

O casal entrou em casa tarde da noite, em meio ao maior amasso. As luzes completamente apagadas davam a elas a privacidade desejada para beijar, tocar e extravasar aquela paixão. Quando aos tropeços se aproximaram da escada, a luz de um abajur de repente se acendeu, revelando um Henry sentado na poltrona, de braços cruzados e uma expressão indecifrável no rosto. Era a figura de um pai aguardando a filha adolescente chegar em casa de madrugada.

— Muito bonito, moças. Será que podem me explicar o que está acontecendo aqui?

— Henry, filho... Eu... — Emma não dizia nada coerente, ainda estava surpresa pelo flagra.

— Acredito que precisamos conversar, querido. — Regina disse suavemente.

— Concordo. Sentem-se, por favor. — indicou o sofá a frente dele. Emma ergueu uma sobrancelha admirada pela audácia do garoto. Só para ver onde aquela história resultaria fez o que o filho pediu.

— Muito bem, garoto. — se acomodou ao lado da morena, querendo rir da carinha séria do seu bebê — Diga o que quer saber.

— Primeiro, gostaria de saber quais são suas intenções com a Regina.

— Acho que você deveria perguntar para ela, filho. De acordo com sua tia Ruby, eu sou a trouxa da relação. — deu de ombros. O rapazinho então encontrou o olhar risonho de Regina.

— Minhas intenções com sua mãe são as melhores, meu anjinho. Até mesmo a pedi em namoro. — entrelaçou seus dedos aos da namorada, mostrando para o garoto as alianças reluzentes.

— Que maneiro! Minhas mães estão realmente juntas.

O menino deu um salto na poltrona e correu para abraça-las. A pequena família era só sorrisos. Nesse interim Ruby desceu com um semblante preocupado, porém não houve tempo para questionamentos, pois a morena de olhos verdes se despediu rapidamente das amigas e foi para casa.

— Eu não sei, mãe. Desde cedo ela estava em uma discussão com a namorada. — respondeu o garoto ao ser questionado por Swan.

A loira mandou uma mensagem para a amiga e logo Regina subiu para o quarto. Emma permaneceu ainda na sala conversando com o filho e contendo Lola que havia acordado devido ao movimento na casa. Cheia de energia a pequena corria pela casa inteira, brincando com Henry que jogava uma bolinha de borracha para ela.

— Bom, eu já vou dormir.

Henry a olhou com uma expressão engraçada, como se estivesse duvidando das palavras da mãe. Emma fingiu não perceber, mas resmungou algo sobre o garoto estar andando muito com a Ruby.

— Boa noite, mãe.

— Boa noite, filhote. Vê se não dorme muito tarde, hein.

Ela deu um beijo na testa do rapazinho e rumou para o seu quarto. Ao chegar notou a ausência de Regina e imaginou que a namorada estava no banheiro da suíte. Sentou na cama, ocupando-se da tarefa de retirar os saltos. Não tinha ideia como algumas mulheres conseguiam passar o dia inteiro com aquele tipo de sapato, pois usou durante algumas horinhas e já estavam lhe matando. Distraiu-se olhando a movimentação dos dedinhos do pé, agora libertos, então apenas ouviu a porta do banheiro ser aberta.

— Amor, eu não sei... — as palavras foram se perdendo à medida que seu olhar subia pelo tentador corpo moreno.

Regina surgiu coberta apenas por uma diáfana camisola vermelha, luxuosamente rendada. Emma ficou muda diante de tanta beleza e sensualidade.

Pobre Afrodite, não teria chance ao concorrer com a morena.

— Você não acreditou que a nossa noite havia acabado, não é?! — Com o controle em mãos, a morena ligou o aparelho de som. — Afinal, eu tenho uma aposta para cumprir.

Sob o olhar embasbacado da loira, Regina caminhou lentamente até o meio do quarto, ficando de frente para a cama enquanto se deixava ser envolvida pelas batidas sensuais da música. Ela estava tão...

— Gostosa! — Emma deixou escapar, para o deleite de Regina.

— Que tal se eu acrescentar algo mais nessa aposta? — disse a morena com um sorrisinho lascivo. Enviou uma piscadinha para Swan e suavemente baixou a alça esquerda da camisola, deslizando-a pelo ombro. Em seguida, Regina deu atenção a outra alça, que escorregou, fazendo a camisola fluir até o chão, revelando sob as luzes dos abajures, o belo corpo que a cada dia ganhava mais contornos.

— Morena, não me provoca desse jeito.

— Provocar? Oh, amor... eu só estou começando.

Emma engoliu em seco. Estava literalmente de boca aberta com tamanha sensualidade que sua namorada exalava. Fascinada, livrou-se do vestido e se aproximou da morena, iniciando um beijo intenso que as deixou sem fôlego. Tinha ânsia de explorar cada pedacinho daquele corpo, porém Regina tinha outros planos.

Com um leve empurrão, a morena a sentou na cama, subindo em seu colo logo em seguida. Suas bocas se encontraram de novo, e colaram seus corpos suados e extremamente excitados com a provocação. Emma soltou um gemido abafado ao sentir os lábios da namorada em seus seios e uma das mãos deslizando para o seu sexo molhado.

De repente o celular da morena começou a tocar initerruptamente. Tentaram ignorar, mas aquela insistência estava minando com o clima entre elas.

— Vida, acho melhor você atender. — disse em abandono, observando a namorada sair de seu colo e cobrir-se com um penhoar, antes de alcançar o telefone.

Ao verificar o celular, Regina notou assustada a quantidade de notificações e chamadas perdidas da irmã, já que havia deixado o aparelho em casa para que nada atrapalhasse o encontro delas. Deu um pulo quando mais uma vez o celular tocou.

— Zel? O que houve...?

— Eu quero saber por que caralhos você não atende essa droga de telefone, Regina! — a morena fechou os olhos pelos gritos do outro lado da linha. — Na verdade, eu quero mesmo saber onde você está, já que fiquei plantada na porra da porta do seu apartamento! — berrou a última frase — E o porteiro relatou que faz meses que você saiu com algumas malas e nunca mais foi vista.

— Sis, eu posso explicar... Por favor, fica calma, ok?

— Não me pede para eu ficar calma, porra! — Regina revirou os olhos.

A morena ouviu uma conversa ao fundo da ligação. Franziu o cenho.

— Senhorita Mills, mantenha a calma, por favor. — dizia a voz de um homem, praticamente implorando. — Se continuar exaltada terei que chamar a segurança.

— Cacete! Chame até a SWAT se o senhor quiser, mas deixo claro que se alguém se atrever a me tirar daqui eu ponho esse edifício inteiro abaixo!

— Zelena, não faça escândalo no meu prédio, idiota! — ralhou com a irmã, preocupada com a confusão que a ruiva estaria fazendo na portaria.

— Me diz onde você está, Regina! Eu juro que pego o primeiro carro e vou aí dar na sua cara estupida.

— Bem, acho que você vai precisar pegar um voo para isso.

Regina passou os próximos minutos tentando explicar para uma Zelena extremamente alterada o que aconteceu. Claro, que ela omitiu algumas coisas, que preferia falar pessoalmente e quando a irmã estivesse mais calma, pois a ruiva surtaria quando ficasse sabendo da gravidez.

Emma, sem a esperança de dar continuidade à noite delas, resolveu oferecer privacidade a namorada e desceu para a cozinha. Lá ocupou-se organizando a bagunça que Ruby e Henry tinham deixado no cômodo.

— Eu vou te contar, viu! — resmungou enquanto raspava os restos de comida dos pratos e os colocava no lava louças. — Zelena e Ruby deveriam dar as mãos e se casarem porque eu nunca vi gente para empatar tanto feito aquelas duas.

— Mãe! — Henry a chamou de repente, fazendo a loira dar um pulo de susto.

— O que foi, garoto? Já era para você estar dormindo!

— Você também. — deu de ombros — Enfim, aproveitando que você está aqui, quero fazer uma reclamação: Lola estragou meu tênis! — disse apontando para a cadelinha que correu em sua direção e pediu colo.

— Sério?! — o garoto assentiu e enviou um olhar acusatório para a mascote — E como foi que ela fez isso, já que o seu calçado deveria estar guardado longe das vistas dela?

— Ah, então... Talvez eu tenha esquecido de guardar. — coçou a nuca.

— Estava jogado no meio do corredor. — cruzou os braços — Se dê por satisfeito por não ficar de castigo, garoto. Você já pensou na gravidade da situação se a Regina tropeçasse neles?

— Foi sem querer, mãe. — fez uma carinha de arrependimento.

— Aposto que a Lola também adotou essa mesma desculpa. — apontou para a cadelinha que os encava com os olhinhos brilhantes. Henry seguiu o olhar da mãe e acabou levando um lambeijo.

— Ei, não adianta me agradar, ainda estou chateado com você, monstrenga.

— E eu com você, garoto. Agora, fora daqui os dois!

— Mas e o meu sapato? Era o meu tênis preferido, mãe.

— Você pode usar os outros, Henry. Não é como se você fosse uma centopeia. — falou passando o pano no balcão para limpar os restos de comida — E, não. Não vou comprar tênis novos porque você não teve a responsabilidade de zelar pelas suas coisas.

O adolescente sabia que a mãe estava certa, mas isso não o impediu de subir as escadas resmungando, tendo uma Lola em seu encalço. Emma guardou as embalagens de comida chinesa no refrigerador, junto com o suco e pegou o mesmo caminho do filho. Porém se houvesse olhado para o chão não teria tropeçado em certo tênis e provavelmente evitaria o baita tombo.

— Henry!!!

No quarto, o menino sentiu um frio subir-lhe a espinha e a certeza de que ele estava encrencado, muito encrencado.

Notas finais
Gostaram, babies?! Comentem, por favorzinho. Talvez eu demore um pouco para atualizar, pois entrarei em período de provas bimestrais. FELIZ PÁSCOA!