Notas iniciais
Galerinhaaa! Saudades? Gente, ainda estou em período de provas, infelizmente. Eu fico agoniada por deixar vocês todos esses dias sem atualização, tentei postar fim de semana passado, mas uma virose canalha se apossou do meu corpo e precisei adiar. Enfim, cá estou! Capítulo grandinho para compensar, ok?! Espero que gostem. Obrigada pelos comentários, babies! AhPalasAthenas sempre salvando my life. Obrigada pelo carinho e por betar, anjinha!

Era madrugada quando Emma despertou, sentindo a ausência do corpo moreno ao seu lado. Sentou-se na cama e esfregou os olhos nublados de sono. Já afastava a colcha quentinha quando se deparou com um feixe de luz saindo da porta do banheiro entreaberta.

― Linda? ― chamou enquanto se levantava da cama e calçava os chinelos ― Regina...?

Caminhou para o cômodo adjacente, onde ouviu um som estrangulado. A aflição apenas aumentou ao observar o estado da morena.

― Regina! Amor...

Swan a observou apoiada no vaso sanitário, estava pálida e tinha um semblante de cansaço.

― O que houve, amor?

― Mal-estar. Deus, parece que não melhora nunca.

Ela tentou se levantar para voltar para a cama, mas logo veio o maldito enjoo.

— Ai droga. ― tampou a boca ― Sai, Emma.

— De jeito nenhum.

— Sai! ― mandou, já sem forças.

A loira não fez caso e a ajudou segurando seus cabelos enquanto ela esvaziava o estomago. Assim que a crise terminou, Regina se deixou sentar no chão, de olhos fechados e o rosto muito pálido. Swan pegou a toalha de rosto, molhando-a e ajoelhou-se a seu lado para secar o suor e lhe refrescar a face.

Swan tentou pegá-la no colo, mas a morena ergueu uma mão tremula para afasta-la.

― Não, estou um nojo, nem chega perto.

― Não importa. ― disse colocando-a sentada sobre a tampa do vaso ― Se quiser te ajudo a tomar banho.

Regina assentiu. Precisava demais de um banho, mas não tinha forças para sequer ficar em pé sozinha. Enquanto a loira retirava a roupa, ela lavou a boca com enxaguante bucal para eliminar um pouco do gosto ruim que havia ficado. Logo Emma a ajudou a se despir, entrando ambas debaixo do chuveiro.

— Desde quando está assim? ― Swan perguntou segurando-a pela cintura enquanto abria a torneira para deixar a água deslizar sobre seus corpos.

— Assim que me deitei. ― suspirou, abraçando-a ― Começou com uma leve náusea, mas foi ficando pior.

— Deveria ter me contado, linda. ― a loira lhe acariciou o rosto.

— Não queria te preocupar. ― disse com voz fraca ― Você precisa acordar cedo.

— Nada é mais importante que você e nosso bebê. ― Regina sorriu e descansou a cabeça no ombro da outra mulher ― A sua médica passou um remédio para enjoo. Se não melhorar depois de tomar, vou te levar ao hospital.

Regina nem ao menos contestou. Ela sabia que nos primeiros meses de gravidez era habitual sentir mal-estar, mas fazia tempo que não enjoava então duvidava que era algo natural esse repentino mal-estar.

O restante da noite foi praticamente insone, mesmo que o enjoo houvesse passado. A cada movimento que Regina fazia, Emma se punha alerta, preocupada que a namorada passasse mal. Cochilou por alguns minutos quando já estava amanhecendo, mas foi desperta pelo alarme do celular.

Novamente Regina não estava ao seu lado, o que trouxe uma nova onda de preocupação para a loira que saiu em busca da namorada pela casa. Para sua surpresa, encontrou a morena na cozinha, organizando o desjejum acompanhada de Henry.

— Ei, o que a senhorita pensa que está fazendo? — disse a loira após cumprimentar com garoto com um beijo na testa.

— Preparando o nosso café da manhã? — ergueu uma sobrancelha, respondendo com obviedade.

— Não se faça de desentendida. — cruzou os braços — Passou mal essa madrugada, deveria estar descansando, Regina.

Henry que não sabia de nada até então, concordou imediatamente com a mãe loira e juntos se encarregaram de levar uma Regina inconformada de volta para a cama. Emma, com a ajuda do filho, terminou de fazer o café e voltaram para o quarto do casal, levando uma bandeja recheada. Os três comeram juntos, apesar de Regina estar sem apetite aquela manhã.

— Emm, eu já disse que estou bem! — suspirou ao receber mais mimos da parte da loira. Henry já havia saído para a escola e Swan estava hesitante em ir para o trabalho.

— Amor, me deixa cuidar de você, não seja teimosa. — acariciou a barriga protuberante da morena.

Regina estava sentada na cama, encostada a cabeceira enquanto que a namorada se encontrava deitada de lado, observando-a.

— Ok, eu deixo, minha bicudinha. — levou a mão da loira até a lateral, onde estava sentindo os leves movimentos da filha. Infelizmente ainda era muito cedo para que Emma os percebesse.

— Não vejo a hora de senti-la mexer. — beijou a pele exposta — Henry começou a se movimentar com uns cinco meses e minhas madrugadas nunca mais foram as mesmas, pois o garoto fazia uma festa na minha barriga.

— Imagino. — sorriu, passando as mãos pelos fios loiros — Espero ter mais sorte com essa mocinha.

— Que nada, mamãe. Eu vou ser baladeira. — Swan imitou uma voz infantil, a namorada alargou o sorriso, mas logo o trocou por um enorme bocejo. — Acho que tem alguém com sono, filha. Vamos deixar a mamãe Regina dormir um pouquinho, ok? Okay.

Emma desceu após acomodar a namorada e decidiu ligar para a delegacia. Avisou que trabalharia em casa aquela manhã, deixando claro que deveria ser informada caso surgisse alguma emergência. A cidade era tranquila então poderia trabalhar dessa forma sem problema.

No meio da manhã recebeu a visita do pai, o homem havia trazido a portinhola para Lola e auxiliou a filha a instalar. O problema foi que a cadelinha se encheu de birra quando viu David e não quis saber de testar a nova passagem.

— Vamos, garota! — a loira praticamente implorava para que a cachorra fosse atrás da bolinha dentro de casa, assim poderia passar pela portinhola ao entrar.

— Não adianta, filha. — David sorria pela teimosia de ambas — Quando ela quiser, ela passa.

— Como pode um serzinho ter tanta personalidade? — Lola encarava o homem com desconfiança.

— A pequena é cheia de energia, isso é um bom sinal depois de tudo o que ela passou. — comentou, pois Emma havia lhe contado sobre os maus tratos.

— É verdade, pai. — pôs as mãos na cintura, observando Lola latir para uma lagartixa.

— Ah, quase me esqueci! Sua mãe enviou uma pomada para Regina. Disse que é para evitar as... Droga, não me lembro como chamam. — vasculhou pensativo os bolsos da calça.

— As estrias? — passou as mãos pelos cabelos, juntando os fios em um coque frouxo.

— Isso. — entregou a bisnaga nas mãos da loira. — Ela encomendou com a sua tia Ingrid e fez um inferno na minha vida para ir buscar a tal pomada.

— Obrigada, pai. — sorriu para o homem, imaginando sua mãe perseguindo-o.

— Por nada. — beijou a testa da filha — Bom, agora vou indo. Preciso passar no centro para ver aquele trailer.

— Ainda com a ideia de fazer a viagem em família?

— Um homem pode sonhar, não é? — deu de ombros — Mande lembranças para a minha nora e para o meu garoto.

— Pode deixar. — acenou para o homem.

Emma juntou as ferramentas e lembrou-se que havia algumas tabuas na garagem, então decidiu fazer um canteiro de ervas para a namorada. Estava concentrada trabalhando que nem percebeu a criatura morena de olhos verdes invadir seu quintal com a bicicleta.

— Uaauu! Um sapatão marceneiro desses, bicho. — Ruby assobiou, escandalosa para variar — Olha, vem ni mim que eu te dou casa, comida e roupa lavada.

— Chegou tarde, esse corpinho gostoso já tem dona, meu bem. — disse exibida.

— E quem falou que eu quero o corpo? Só preciso dessas habilidades de carpintaria. A bunduda pode ficar com o restante. — debochou.

Ouviram um pigarro do terreno ao lado e enxergaram a vizinha, do outro lado da cerca, lhes enviar um olhar atravessado.

— Ei, Senhora Hanns, cada vez que eu lhe vejo a senhora está mais gata. — moveu as sobrancelhas para cima e para baixo. — Se a senhora quiser uma ajudante para cuidar do seu jardim, estou à disposição.

A velhota a olhou indignada e exclamou algo sobre a juventude estar perdida e degenerada.

— Ficou doida, desgraça? Essa mulher além de ser uma praga de uma fofoqueira, deve ter uns trezentos anos nas costas. — falou a loira, dando um empurrãozinho na amiga.

— Eu gosto de chateá-la. — disse tranquila, se sentando na escadinha da varanda. — Ei, MacGyver, até que ficou legal a portinha da Lola.

— Ficou, não é? Mas essa safada não quer testar. Se chateou com o meu pai e não quis mais papo.

— Como assim se chateou?

— Ela não simpatiza com homens. — encaixou o ultimo parafuso — Deve ser trauma pelos maus tratos, então virou a cara para o meu pai.

— Entendi. E que fim deu a prisão do cara? — perguntou curiosa, assistindo Lola perseguir uma borboleta pelo gramado.

— Pagou uma multa e vai passar umas semanas detido para ver se vira gente. — pegou a lixa — Pensou que poderia bagunçar com os animais da minha cidade e iria sair impune, só que não.

— É isso aí, loira. — chocaram as mãos no alto. — Por falar em idiota... E o Neal? Deu sinal de vida?

— Lembrou-se que tem filho e ligou outro dia, veio todo humilde pedir para o menino passar o feriado de Ação de Graças com ele. Henry ainda está pensando, você sabe. — A amiga assentiu.

— Cassidy é um babaca mesmo. — revirou os olhos. — Enfim, vou entrar para falar com a minha buchuda favorita.

— Não, ela está dormindo. — suspirou, passando a lixa pela madeira — Teve um mal estar de madrugada.

— Nossa, mas está tudo bem? — franziu o cenho, preocupada — Será que foi a comida que fez mal?

— Nah, ela passou um estresse com a irmã ontem a noite, acho que o nervosismo resultou nisso. — encarou a amiga — E você, dona Rubs., ainda não me explicou direito qual foi a crise de ontem. Problemas no paraíso?

— Ah, briguei com a vovó. Rolou aquela discussão de sempre, mas fui me queixar com a Lena e ela também estava virada no Jiraya então acabamos nos desentendendo. — coçou o queixo — Mas já está tranquilo, ela descarregou a raiva dela e eu a minha.

— Sei que vou me arrepender por perguntar, mas...

— Como ela aliviou a raiva? — Swan assentiu com a cabeça — Bom, ela detonou o carro do ex namorado da irmã, arrebentou de cima a baixo com um bastão. Só para deixar claro, o embuste mereceu. — procurou algo no celular — Olha, ela até me mandou a foto.

— Imagino que sim. — Emma arregalou os olhos ao ver um conversível todo quebrado — Eu nem fico surpresa por você estar se relacionando com uma maluca dessas, pois você é outra anormal.

— Me respeita que eu trouxe um monte de donnuts para vocês.

— Opa, adoro essa sua forma de aliviar a raiva. — limpou as mãos na calça e correu para bicicleta onde estava a vasilha plástica com as rosquinhas.

— Sei... Devolve minha vasilha ou então não trago mais nada.

— Credo, parece minha mãe implicando com os potes dela. — negou com a cabeça.

Conversaram por mais alguns minutos até Regina aparecer na janela do quarto de hospedes, chamando pela namorada. Assim que viu a amiga, Ruby fez uma mesura como se fosse uma súdita saudando sua rainha e recebeu uma risada bem-humorada em troca. As amigas também sorriram, satisfeitas por ver que Regina estava bem.

— Amor, traz a Lola para dentro de casa, pois está na hora da vitamina dela.

— Já estou indo, linda.

Ruby entrou para cumprimentar a amiga e levar os donnuts enquanto que Emma se encarregou de buscar a peludinha. Tudo tranquilo, certo? Errado! Onde estava a Lola?! Swan procurou até debaixo das pedrinhas do quintal e não encontrou a cachorra, apenas se deparou com um buraco na cerca de madeira.

— Merda! — bebeu uma garrafinha de água e encostou-se ao balcão da cozinha, já estava aflita — O que eu vou falar para a Regina?

— Falar sobre o que, Emm?

— Ah...O-oi...Amor. — engoliu em seco — Então, eu....

— Ei, loira! — Ruby chegou com a peludinha no colo — Você perdeu a Lola entrando pela portinha, foi uma graça.

Alívio. Alívio. Alívio.

O povo dessa casa, incluindo a cachorra, ainda a deixaria de cabelos brancos, Emma tinha certeza.

De repente o telefone começou a tocar, interrompendo a conversa das mulheres.

— Alô... Oi vovó— Emma atendeu e sorriu quando Ruby fez sinal para a loira dizer que não ela estava — A Ruby? Eu a vi mais cedo... Pode deixar que eu aviso... Para a senhora também.

— Por que você disse que eu estava aqui, idiota? — atirou uma uva na amiga. — Nem sabe mentir.

— Ela já sabia que você estava nas redondezas, gênio. — disse com expressão de tédio — Eu te falei para não implicar com a vizinha, não foi? A velhota ligou para a vovó reclamando que você estava no meu quintal, assediando-a.

— Isso é sério? — Regina perguntou erguendo uma sobrancelha.

— Foi o jeito, já que você não me deu uma chance, Regininha. — fez um biquinho — Preferiu ficar com essa loira aguada.

— Sai fora, Ruby! Se afasta da minha namorada.

— Hummm agora enche a boca para dizer “minha namorada”. — brincou — A sua sorte é que mulher de amiga minha para mim é homem.

Continuaram com as brincadeiras até a senhora Lucas ligar novamente atrás da neta e ameaçar ir busca-la com um chinelo na mão.

***

Na tarde seguinte, para a surpresa de todos ou não, Ruby apareceu na casa das amigas. Estava aflita porque seu carro havia dando defeito e precisava de um veículo para buscar a namorada que chegaria dali a algumas horas.

— Eu deveria ter feito a revisão no meu carro. — suspirou.

— Ruby, sossega, caramba! Eu já disse que consegui a minivan dos meus pais, assim vai dar para transportar todo mundo do aeroporto. Além disso, ela avisou que viria em cima da hora, não foi? Imprevistos acontecem.

— Você tem razão. É que estou tão ansiosa para vê-la!

Os olhos de Ruby brilhavam e Emma sorriu, feliz pela amiga. Almejava que tudo desse certo para o casal, assim como havia dado certo para ela e Regina. Por falar na morena... Ela era outra que estava uma pilha de nervos por causa da chegada da irmã naquela noite. Swan esperava que Zelena não tornasse as coisas ainda mais difíceis e estressasse a irmã, pois não permitiria que Regina se aborrecesse, prejudicando a si mesma e ao bebê.

Todos prontos, passaram na casa dos pais de Emma para trocar de carro e seguiram para o aeroporto. Durante todo o caminho Henry e Ruby seguiram implicando um com o outro por causa das estações de rádio, cada um queria escolher uma música. Swan quase beijou o solo do aeroporto assim que chegaram no estacionamento, pois mais um segundo ouvindo a discussão dos dois e acabaria jogando-os pela janela.

O local estava movimentado e não havia nenhum funcionário a vista para dar informações sobre a chegada dos aviões. Ansiosa demais para esperar, Regina tomou a iniciativa e juntamente com Emma e Henry foi atrás das telas que indicavam a situação dos voos enquanto que Ruby procurou o portão de desembarque e se postou em frente a entrada, carregando um buque de flores.

— Aqui diz que o avião já está em solo. — Henry apontou para o telão próximo a eles.

— Oh, droga. — Regina agilizou os passos — Vamos para o portão de embarque.

— Amor, calma. Ela ainda deve estar aguardando a bagagem.

Claro que Regina não ouviu ninguém e atravessou o saguão quase correndo, com Emma e Henry a tira colo. Quando chegaram, avistaram Ruby atracada com uma mulher na frente do portão de embarque.

— Olha, parece um urso engolindo um leão. — Henry exclamou vendo a cena da tia com a outra.

— Se me perguntarem, eu não conheço. — Emma brincou e olhou para Regina, esperando que a morena também zoasse, mas a mulher apenas encarava o casal com uma expressão de total assombro no rosto.

— ZELENA! — Regina gritou chamando a atenção das mulheres.

Nesse instante a ruiva se desvencilhou de Ruby e encarou o trio a sua frente, porém seu olhar caiu sobre a morena lindamente grávida. Um palavrão extremamente alto saiu dos lábios da mulher, chamando a atenção do aeroporto inteiro e pela primeira vez Regina não reclamou, porque o mesmo palavrão pairava em sua mente.

— Puta que pariu, sis!

Notas finais
Gostaram? Só para lembrar que não esqueci ninguém no churrasco, muito menos os embustes. S2 Essa semana ainda terei mais três provas então farei o possível para atualizar no fim de semana, galerinha. Beijos!