Notas iniciais
Galerinhaaa! Tudo bem? Obrigada pelos comentários. Essa rotina de festas de fim de ano foi agitada, tanto que me deu um pequeno bloqueio, massss já estou de volta. Desculpem pelo breve sumiço. AhPalasAthena, minha anjinha, obrigada por betar meus capítulos! May, minha cricket, você me salvou ao resolver meu problema com o word. Obrigada! Leiam as notas finais! Boa leitura

Henry havia saído no horário do almoço, uma vez que, as turmas estavam em período de provas e eram dispensadas mais cedo. Assim, o menino sugeriu que almoçassem no shopping da cidade vizinha, onde estava situada a loja de fantasias.

— Assim vamos unir o útil ao agradável. — disse o garoto animado assim que a fachada do estabelecimento pode ser vista.

Regina apenas sorriu, pois sabia muito bem que Henry estava mais interessado em se empanturrar de fast food. Bem, ela não negaria aquele pedido, afinal não havia problema em comer aquele tipo de alimento esporadicamente.

Seguiram para a praça de alimentação e Henry andava ao lado de Regina feito um guarda costas, qualquer um que encarasse sua mãe morena por mais que dois segundos receberia um olhar mortal do garoto. Mills escolheu um restaurante oriental enquanto que Henry analisava todas as redes de fast foodque haviam no local. A morena se serviu e escolheu uma mesa, em seguida entregou algumas notas para que o menino comprasse seu lanche. Não ficou surpresa quando Henry apareceu com um balde de batata fritas, quase um litro de milkshake e sanduíche gigante, que deveria ter, pelo menos, umas três carnes perdidas no meio do queijo, bacon e, é claro, uma saladinha para salvar a pátria. O garoto era uma verdadeira draga*, não havia dúvidas de que era filho de Emma.

Enquanto comiam, conversavam sobre amenidades. Até que Henry aproveitou o momento para pedir a intervenção de Regina em relação a festa. A morena descansou o hashi ao lado do prato e encarou o menino que a olhava expectante. Eles tinham um vínculo afetivo de muitos anos, Henry sempre correu tanto para ela quando para Emma quando precisava conversar ou quando necessitava de uma opinião em qualquer assunto que fosse, e foi em nome dessa relação de mãe e filho, que Regina se viu no direito de aconselhar o menino. Henry ouvia tudo calado, concordando de vez em quando. Sabia que precisava daquele pequeno puxão de orelha.

Ao final, Henry pediu desculpas e abraçou a morena que retribuiu com um beijo carinhoso na testa do garoto.

— Você vai me ajudar a convencer minha mãe, não é?

— Ajudarei desde que você faça por merecer a confiança dela, querido.

Henry estava entrando na puberdade então ainda teriam muitos conflitos pelo caminho até sua vida adulta, porém era importante que o rapazinho soubesse que sua família estaria ao seu lado o apoiando, mas também impondo limites e, principalmente, o respeito.

No caminho para a loja de fantasias, o garoto pediu para entrar em um petshop. Estava encantado com uma pequena iguana, que o encarava tediosamente através do vidro de seu aquário.

— Olha, Regi! — apontou para o animal azul esverdeado — Não é irado?!

A morena quase entortou o nariz, repteis não eram seus animais preferidos. O vendedor aproximou-se ao perceber o interesse do menino e enumerou os cuidados e, principalmente, as vantagens de criar iguanas, deixando Henry mais empolgado com o animal.

— Eu posso ter uma? Por favor? — implorou quando o vendedor fez o favor de colocar a iguana em seus ombros.

— Henry, você tem que pedir autorização a sua mãe.

— Eu já estou pedindo. — sorriu brilhante.

— Querido, eu fico lisonjeada que me considere sua mãe, mas eu não posso decidir sozinha nesse caso. — explicou pacientemente — Criar um animal é uma grande responsabilidade, que inclui uma série de cuidados com o serzinho, ou seja, eles não são como brinquedos que você pode enjoar e deixar de lado, então pense com bastante carinho, meu amor.

O menino compreendeu a situação, disse a Regina que pesquisaria mais sobre o animal e se ainda quisesse criar a iguana, pediria autorização de ambas as mulheres. A morena o abraçou pelos ombros e sorriu orgulhosa do seu rapazinho.

Na saída da loja, Henry apontou para uma fantasia própria de gatos, o que fez Regina lhe contar que Ruby havia levado Byron.

— Aposto meu videogame que a minha mãe chorou.

— Ah, Henry, até chorei ao ver Emma soluçar desconsolada assim que a bicicleta da sua tia dobrou a esquina de casa, levando o bichinho na garupa.

— Isso porque ontem mesmo ela estava reclamando que ele tinha aniquilado o rolo de papel higiênico.

— Sua mãe implica, mas gosta dele. — lembrou-se do dia em que a veterinária recomendou outra marca de ração, porém Byron estava se recusando categoricamente a se alimentar, o que resultou em uma Emma deitada no chão, dando ração na boca do gato.

A loja de fantasias estava lotada, como era de se esperar. Enquanto esperavam atendimento, Regina e Henry analisavam as peças de roupas expostas nas araras e alguns adereços nas gôndolas.

— O que acha desse? — o menino perguntou mostrando uma máscara de algum filme de terror.

— Interessante, mas não acha essa máscara muito fechada? — Henry analisou a peça, concordando. — Que tal isso? — indicou uma fantasia de Príncipe Encantado e outra do Capitão Gancho.

— Sério, Regi? — fez uma careta engraçada — Você quer queimar meu filme? Assim eu vou sofrer bullying para o resto da vida!

— Certo, você tem razão. — Torceu a boca, principalmente para a roupa de pirata. — O que você acha de Harry Potter?

Saíram da loja quase duas horas depois, satisfeitos com suas aquisições. Regina verificou seu relógio de pulso e constatou que já estava quase no fim do expediente de Emma no trabalho, portanto iria direto buscá-la.

Quando chegaram na delegacia, a veterinária que cuidou da cadelinha encontrada no quintal de Swan, estava de saída do escritório de Emma, após debaterem sobre a apreensão do dia anterior. Rose havia deixado seu parecer técnico sobre o caso dos animais maltratados e estava dando o maior apoio para que o agressor fosse exemplarmente punido.

Emma enxergou a morena e o filho através do painel de vidro de sua sala e sinalizou para que entrassem, depois que Rose se foi. Regina ainda cumprimentou a veterinária e pediu notícias da cadelinha antes de adentrar a sala da xerife.

Henry já estava confortavelmente sentado, contando sobre as fantasias que haviam visto. Prudentemente o garoto não falou sobre a iguana, pois sabia que sua moral estava baixa com a mãe. Regina se juntou a eles e ajudou o rapazinho, preparando o terreno.

Henry começou se desculpando e admitindo que a mãe estava agindo corretamente, o que deixou evidente para Emma que tinha o dedo de Regina naquele dialogo, principalmente quando a morena se tornou a mediadora entre ambos, fazendo com que o assunto ficasse mais leve, porém sem perder a seriedade.

— Filho, não gostei do seu comportamento na noite passada. Naquele momento você demonstrou que não tinha maturidade suficiente para ir a festinhas. — disse depois longos minutos de conversa — Minha intenção não é te proibir de sair com seus amigos, eu já tive a sua idade e sei o quanto isso é importante, mas também sei o quanto pode ser perigoso e nós acabamos de esclarecer o porquê. — falou olhando nos olhos do menino — Por outro lado, você veio falar comigo e me pediu um voto de confiança, pois bem, eu te darei esse voto! Você irá se eu achar que é um ambiente seguro e seguirá as regras direitinho, ok?

O menino assentiu, estava contente ao final de tudo. Procurou o número da colega na agenda do celular e entregou para Emma.

— Posso tomar um sorvete? — Henry perguntou intercalando o olhar com as mulheres.

— Vai, querido. — foi Regina quem respondeu — Mas não demore, logo iremos para casa.

Assim que o menino saiu, Regina encarou a loira e mordeu levemente o lábio inferior.

— Já disse o quanto você fica sexy nessa postura de toda poderosa?

— Hum… Acho que não. E o pior é que não me deu nenhum beijo descente desde que chegou. — reclamou a loira.

— Não seja por isso.

Regina se levantou e caminhou até a janela, fechando as persianas e trancando a porta logo em seguida. A xerife afastou a cadeira, dando passagem para que a morena se sentasse no colo dela, iniciando um beijo de tirar o fôlego. Porém o momento íntimo não passou de alguns carinhos ousados, já que estavam em um local de trabalho e poderiam ser interrompidas a qualquer momento por Henry ou pelos curiosos oficias que circulavam do lado de fora. A vontade da loira era deitar sua mulher naquela mesa e saboreá-la inteirinha, mas a sensatez falou mais alto aquele momento. No entanto, lembrou-se com um sorriso malicioso enquanto beijava o pescoço de Regina, quem sabe em um plantão…

***

Henry buzinava incessantemente, apressando as mulheres que ainda estavam dentro de casa, colocando seus casacos. Só sossegou quando ambas entraram no carro.

— Que cheiro é esse? — Regina franziu o nariz sentindo aquele odor queimar-lhe as narinas.

— Ah, é a minha loção pós barba. — disse o menino se ajeitando no estofado do banco de trás.

— Garoto, desde quando você tem pelo no rosto? — falou Emma enquanto apertava os botões do painel, afim de abrir as janelas do carro para que pudessem respirar.

— Eu já mostrei para vocês. — Se colocou no vão entre as mulheres e apontou para o seu queixo onde, supostamente, estava o tal pelinho fantasma.

— Isso aí deve ser um pelo que caiu do Byron e colou no seu rosto. — brincou a loira.

— Emma! — a morena chamou-lhe atenção, mas estava se segurando para não rir.

— Enfim, ao invés de passar a loção no rosto, você quebrou o vidro e limpou com a camisa?! — comentou a xerife. Por mais que tenha tentado, Regina não conseguiu frear o riso.

— Na propaganda dizia que atrai as meninas, ok?! — deu de ombros, estava se sentindo muito cheiroso.

— Exagerando esse jeito você vai é atrair um gambá francês.

Dessa vez até Henry caiu na risada. Foram conversando bobagens até que chegaram no endereço da família Lovato, onde aconteceria a festa responsável pela dor de cabeça de Emma.

— Presta atenção, Henry! Eu não quero receber reclamações suas. — o adolescente assentiu ansioso para sair do carro — Sem bagunça na casa dos outros. Se eu sonhar que tem álcool, cigarro ou qualquer outra porcaria e que você esteja envolvido na história, essa não será sua primeira festa, será a última até a maioridade, ouviu?

— Ouvi, dona Emma! Agora eu posso ir?

— Pode. Não esquece que virei te buscar no horário combinado.

— Ok, mãe. Amo vocês!

O garoto saiu do carro e assim que pisou na calçada, já se enturmou com os colegas da escola. As mulheres ainda ficaram aguardando dentro do carro até que Sra. Lovato as cumprimentou e garantiu que supervisionaria os meninos.

— Só espero que você não seja chamada na delegacia para averiguar poluição sonora dessa festinha. — Brincou a morena, dando partida na caminhonete.

***

Um romance se desenvolvia na televisão, mas as espectadoras estavam longe de prestar atenção, depois que as personagens principais se envolveram em uma cena de sexo incrivelmente excitante.

Emma sentiu um calor dominar seu corpo ao se imaginar com Regina naquela situação. Um beijo intenso foi o estopim para que se entregassem a luxuria. A morena acariciava os cabelos loiros, enquanto Emma descia os beijos para o pescoço de sua mulher, despertando nela aquela excitação que sempre sentia ao ter sua pele tocada pelos lábios da loira.

— Emma... Huumm.

— Adoro o seu cheiro. — disse deslizando o nariz pelo pescoço dela, fazendo-a soltar risadinhas roucas que se misturavam com os seus gemidos.

A loira abaixou as alças do vestido que a morena usava, beijando-lhe o ombro e desnudando-a até a cintura. Swan parou de beijá-la e ficou admirando aqueles belos seios que a cada dia se tornavam mais fartos pela gravidez.

— Como pode ser tão linda? — Regina apenas sorriu pelo elogio, antes de fechar os olhos ao sentir a língua quente envolver-lhe o mamilo sensível.

— Oh, Emm... que delícia... — A mão de Regina enterrou-se nos fios loiros, puxando-a para mais perto. Emma chupava intensamente seus seios, fazendo a morena arfar e jogar a cabeça para trás, soltando murmúrios desconexos.

Em um movimento ágil, Swan sentou-a em seu colo, uma perna de cada lado, grudando seus corpos. Logo, estendeu a mão para a bainha do vestido de sua mulher e o ergueu, porém congelou quando ouviram o som da porta da cozinha bater e a voz animada de Ruby ecoar pelo ambiente.

— Foi daqui que pediram uma pizza e...Ops! — levou a mão livre ao rosto para tampar os olhos, mas enxergava perfeitamente pelas frestas entre os dedos.

— Ruby, qual a dificuldade em tocar a droga de uma campainha ou se manter afastada da minha casa? — Emma vociferou enquanto ajudava Regina a arrumar o vestido no corpo.

— A culpa foi de vocês, afinal, como adivinharia que estavam se comendo?!

Regina, vermelha de vergonha, enterrou seu rosto no pescoço da loira, que lhe acariciava as costas.

— Ah, claro! — Swan ironizou — Dá próxima vez vou colocar uma placa de aviso na porta ou quem sabe um outdoor no jardim.

— Seria bem esclarecedor. — Soltou uma risada, fazendo Emma bufar. — Ora, pelo menos eu não as encontrei como vieram ao mundo e profanando o sofá.

— Isso vai ter volta, Ruby. Pode escrever! — disse Regina, desvencilhando-se do colo da loira.

— Veremos. Então, vão querer a pizza?

Logo Ruby havia se enfiado no meio do casal, agarrada em um balde de pipoca e refrigerante, selecionando filmes de terror, pois, segundo a morena de olhos verdes, o momento pedia aquele tipo de filme por ser véspera de Halloween.

E diante disso, lá se foi a noite romântica...

Nota: Draga* — Como é chamado, popularmente, o indivíduo que come muito ou que come sem parar tudo que vê pela frente.

Notas finais
Gente, hoje estou cheia dos recados: 1 - O que vocês acham dos palavrões? Não que eu vá encher a história deles, mas poderão aparecer em alguns em determinadas cenas. 2 - Acham que a Cora merece o perdão das filhas? A opinião de vocês determinará o final da personagem. Pensem com carinho ♥ 3 - Galerinha, me reuni a um grupo de talentosas autoras e juntas decidimos criar uma coleção de Ones Swan Queen, que será atualizada todos os sábados. Deem uma passadinha lá, por favor: https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-bau-de-once-upon-a-time-11558030 Bem, acho que é isso... Me digam o que acharam do capítulo ok? Não odeiem a Ruby! Tudo tem sua hora certa ;) Até a próxima!