Luz da minha vida
19 Capítulo 19
Notas iniciais
— Escolhe esse que está com o boneco, menino, ou sei lá o quê na capa. — Regina apontou para a tela, indicando o segundo filme que assistiriam. Nessas alturas já estava deitada no colo de Emma, que lhe acariciava os cabelos, sem dar a mínima para o que assistiriam.
— O boneco do Mal? Regininha estamos falando de filmes de terror, não de comédia. — A morena de olhos verdes falou, fazendo uma expressão engraçada. Moveu o cursor do aplicativo para o início da lista de filmes, começando a analisar as sinopses novamente.
— Ruby, você já está há mais de meia hora procurando um filme. — Reclamou a loira — Decide de uma vez!
— Paciência é uma virtude... — cantarolou Lucas, focando a vista em uma sinopse.
Quando percebeu que Emma pularia em cima de Ruby para arrancar o controle remoto das mãos da amiga, ou provavelmente esganá-la, Regina segurou a loira, mantendo-se em seu colo e lembrando-a que já estava na hora de buscar Henry.
— Adoro provocar essa loira. Ela se aborrece muito fácil. — Ruby comentou com a morena, assim que Emma saiu de casa.
— Ela estava a ponto de torcer esse seu pescoço intrometido. — Regina sorriu, puxando o balde de pipoca para o seu colo. — E adivinha... eu deixaria.
— Credo, Regininha! Eu já pedi desculpas. Não pensei que você fosse do tipo que guarda rancor. — disse em tom de brincadeira.
— Não é que eu guarde rancor, mas, às vezes, o universo conspira a favor da justiça. — Ergueu uma sobrancelha.
— Enquanto esse dia não chega... — de repente o aparelho celular de Ruby emitiu uma notificação, fazendo a mulher dar um pulo no sofá. — Oh, droga!
— O que houve? — Regina se remexeu no estofado, preocupada com a amiga.
— Desde cedo que estou tentando falar com a minha ruiva, mas ela não atende e nem responde minhas mensagens.
— Vocês se desentenderam?
— Depende do que você chama de desentendimento. — torceu o nariz — Digamos que ela não ficou muito feliz com a ideia da festa de Halloween. Ameaçou arrancar meus dedos e jogar para os cães se eu encostar em outra mulher amanhã, principalmente Lacey.
— Ruivas são seres humanos cruéis. — soltou uma risada lembrando-se da irmã. Pobre da criatura que ousasse se envolver com Zelena. — Mas eu faria o mesmo se Emma inventasse algo do tipo. Na verdade, eu iria acertar onde mais dói, ou seja, atearia fogo naquela coleção da Playboy que ela pensa que consegue esconder no fundo do closet.
— Não, por favor! Aquelas revistas são minhas, eu pedi para a loira guardar durante a mudança. — Regina revirou os olhos — O quê? São relíquias e serão repassadas para os meus descendentes.
Logo mãe e filho chegaram. Um Henry falante atravessou a sala, contando como havia sido sua primeira social. Emma, por outro lado, ouvia tudo calada, deitada no sofá.
— Estou morrendo de fome. — o garoto passou a mão sobre a barriga.
— Não tinha comida nessa festa, não? — Emma indagou.
— Ah, loira... — Ruby sorriu — Até parece que não teve adolescência. Aqueles salgadinhos não enchem barriga.
— Sua tia trouxe pizza, querido. — Regina indicou a caixa do alimento que descansava na mesa da cozinha.
Henry seguiu para a cozinha com Ruby em seu encalço, comentando como eram as sociais na sua época enquanto imitava uma dança que envolvia Britney Spears ou BackstreetBoys.
— Ele cresceu tão rápido! Uma hora era um bebezinho e agora está indo para festas, conhecendo garotas. — disse a loira após soltar um suspiro tão triste, como se estivesse sentindo uma dor física.
— Quer conversar sobre? — curvou-se para beijar os lábios da loira.
— Não. Só quero ficar abraçadinha com você e a minha pequena. — beijou a barriga de Regina. — Você não vai crescer tão rápido, certo, filha?
— Você ainda terá cerca de 14 anos para se preocupar com isso. — Regina disse e logo em seguida sorriu do biquinho contrariado da loira. Pelo visto Emma daria mais trabalho do que os filhos.
Na tarde do dia seguinte, começaram a se organizar para comemorar o Dia das Bruxas. Finalmente puderam esculpir as aboboras, para o deleite de Regina, que nunca havia participado daquela tradição.
Quando as aboboras ficaram prontas, Emma tirou várias fotos, se divertindo com a morena que estava encantada pelo seu trabalho artístico. Colocaram as esculturas na porta de entrada quando Henry se arrumou para dar uma volta pelo bairro, a fim de coletar os doces. Mesmo contrariada, Emma permitiu que o filho saísse com a turma e combinaram de se encontrar no Granny’s, na festa de Ruby.
Agora, Swan entregava os últimos doces da noite para as crianças que batiam à porta enquanto Regina subia para um banho. A morena não demorou muito no chuveiro, apenas o bastante para relaxar um pouco. Já no quarto, colocou a calcinha preta rendada que estava um pouco apertada pelo volume da barriga e notou com certa preocupação, quando pôs o sutiã, que os seios também já haviam crescido espantosamente. Sem perceber parou em frente ao espelho enquanto colocava o penhoar e então, observando seu reflexo no espelho, parou o movimento, deixando o tecido escorregar por seus ombros. Permaneceu admirando sua imagem, notando emocionada a barriguinha que a cada dia ganhava contornos maiores. Sorrindo passou as mãos carinhosamente pelo ventre arredondado que abrigava sua preciosa menininha.
Lá fora, na rua, as crianças riam e cantavam alegres pelos doces recebidos e Regina não pôde deixar de pensar que no próximo Dia das Bruxas já estaria com sua filhinha nos braços participando daquela mesma brincadeira, como havia feito hoje ao lado de Henry e Emma. Estava tão absorta em pensamentos que não ouviu as batidas na porta do quarto e muito menos viu quando Emma entrou.
A loira, trajando apenas um roupão de banho, parou na soleira da porta admirando a bela morena em frente ao espelho. Observou os cabelos elevados em um coque mal feito, o corpo desnudo exceto por uma minúscula lingerie e um penhoar pendente até a altura dos cotovelos.
Swan não teve muita certeza de como, mas em um passe de mágica estava parada logo atrás de Regina que parecia distante o suficiente para não lhe notar a presença. Ela mordeu o lábio, fechando os olhos por uma fração de segundos para então abri-los e encarar novamente a linda mulher que sorria acariciando a própria barriga enquanto admirava a si mesma com os olhos tão brilhosos, tão orgulhosos daquela pequena criatura que estava se fazendo cada vez mais visível aos olhos de todos.
Moveu seu corpo e já estava perto o bastante para seu rosto roçar nos cabelos escuros. Perto o bastante para sentir o cheiro natural de sua pele. Perto o bastante para ouvir o suspiro que a mesma deixou escapar pelos lábios quando lhe viu através do espelho. Perto o bastante para deslizar suas mãos pelos seus braços até lhe alcançar a barriga já saliente que lhe resultava tão lindamente perfeita e, então sorriu enquanto colava seu corpo ainda mais ao dela, lhe acariciando o ventre com todo carinho.
Regina devolveu o sorriso, observando o reflexo de ambas. No entanto, o sorriso se transformou em suspiro ao sentir o toque das mãos da loira subirem de sua cintura até seus ombros em uma carícia tão delicada e excitante que Regina deixou escapar de seus lábios um prazeroso gemido. Sua pele arrepiou totalmente ao sentir que Emma deslizava o fino penhoar, deixando que o mesmo escorregasse lentamente até o chão. Ela deitou a cabeça em seu ombro sentindo a pele queimar pelos beijos que Emma lhe distribuía no pescoço. Não perdiam a mirada nem por um segundo, completamente presas no olhar da outra.
— Emma...
Ela gemeu perdidamente ao sentir as mãos da loira desabotoando o sutiã. Emma deixou os seus olhos percorrerem a face dela, depois os seios, firmes e generosos. Sua mão acariciou gentilmente um mamilo, deixando-a com a respiração totalmente escassa. A morena via no espelho o olhar de Swan sobre sua imagem, era algo que a queimava, um olhar cheio de posse e de desejo.
— Muito gostosa. — Emma disse baixinho enquanto beijava-lhe a nuca.
Regina baixou a cabeça e acompanhou os movimentos da loira. A mão direita de Emma deslizou dos seios até o seu centro, afastando a calcinha do caminho para, em seguida, mergulhar os dedos em seu sexo, brincando com aquele ponto sensível. Emma sussurrou, pedindo para que a mulher erguesse o rosto a fim de poder encarar seus reflexos no espelho.
Era uma imagem incrivelmente erótica.
— Tão molhada... Deliciosa. — a loira murmurou no ouvido de Regina, sentindo o sexo molhado. Gemeu ao senti-la tão quente em volta de seus dedos. A outra mão apertou seio esquerdo, mas logo desceu para a cintura, apoiando o corpo de Regina que rebolava nos dedos de Emma, fazendo com que a loira intensificasse cada vez mais os movimentos.
— Emm... Eu vou... Oh!
Regina não demorou a contrair o corpo e gemer profundamente, deixando-se amolecer em seguida. Emma virou-a lentamente, abraçando-a enquanto Regina se encolhia entre os braços fortes, sorrindo contra a pele do pescoço de Emma que, naquele instante, pegou-a delicadamente no colo e carregou-a até a cama.
Emma levantou-lhe a face devagar, colando seus lábios aos dela, iniciando um beijo lento e sensual, apenas desfrutando do doce sabor daquela mulher, até que um suave gemido escapou dos lábios da morena, fazendo-a aprofundar o beijo. Agora com mais ardor, as mãos faziam o corpo delicado moldar-se ao seu, provocando-a com aquela deliciosa tortura.
As mãos de Regina foram automaticamente para o roupão de Swan. Ao abri-lo na altura dos ombros, percebeu que a loira não usava sutiã, logo a morena percorreu os lindos seios desnudos a sua frente. Emma estremeceu ao sentir as sensações de borboleta que os dedos dela lhe causavam. Desatou o cinto do roupão e livrou-se da peça, continuando a beijar a morena, ao mesmo tempo em que ela acariciava lentamente sua barriga e seios. Swan deixou suas mãos caírem ao lado do corpo, encarando os olhos castanhos, sentindo como ambas as respirações se misturavam completamente. Soltou um suspiro prazeroso quando Regina deslizou sensualmente as pequenas mãos até o cós de sua calcinha e assim escorregou a lingerie enquanto mordia o canto do lábio inferior, demonstrando o nervosismo e a ansiedade que sentia pelo ato. A loira sorriu e levantou a palma de sua mão até os cabelos escuros, que haviam se soltado, colocando-os para trás.
Regina ajeitou-se timidamente quando sua Emma se juntava a ela na cama. A loira olhou-a por um momento, antes de deslizar a última peça do corpo moreno. Suas mãos firmes percorriam e acariciavam, descendo até a curva das nádegas, fazendo-a estremecer de desejo. Uma das cálidas mãos passeou até as coxas, se aproximando do seu centro, tocando-a intimamente. Desceu os lábios até a pele suave da barriga dilatada, beijando delicadamente cada pedacinho do lugar que abrigava sua filha. Regina riu emocionada com o imenso carinho que Emma tinha por sua pequenina, porém seu riso se transformou em um suspiro de prazer quando o carinho foi mais além. Ela enredou os seus dedos nos cabelos loiros, arfando e gemendo o nome daquela mulher que estava enlouquecendo-a de tanto prazer.
Emma explorou, beijou e saboreou cada centímetro do corpo moreno. Se deliciando ao ver como ela reagia ao seu toque. Regina gemeu desesperadamente quando, por fim, sentiu os lábios em seus seios, sugando e mordiscando levemente os sensíveis mamilos.
A morena tinha a mão apertando fortemente o cobertor enquanto a outra passeava pelos seios acariciando-os. No rosto afogueado a expressão de puro deleite, os olhos nublados, os lábios entreabertos soltando doces gemidos.
Emma beijou-a nos lábios antes de ficar de joelhos sobre a cama. Encaixou-se em uma das coxas de Regina, fazendo com que a morena sentisse a intensidade da sua excitação. Seus quadris mexiam-se friccionando à coxa de Regina, que com a respiração entrecortada, agarrou a loira pela cintura, olhando-a nos olhos.
Ao mesmo tempo em que cavalgava na coxa da morena, Emma tocava-lhe o clitóris antes de começar a penetrá-la devagar. Tinha em mente que precisava se controlar, tomar cuidado para não machucar a ela e ao bebê. Swan movia seus dedos, ouvindo os pedidos da morena para que ela fosse mais rápida. Regina murmurava palavras desconexas, passando a acompanhar o ritmo mais acelerado dos movimentos. Emma deu a sua rainha tudo o que pediu até que os espasmos tomaram conta de ambos os corpos, fazendo-as arfar e gemer fortemente, entregando-se ao intenso clímax.
Emma se abraçou a amada, respirando ofegante contra seus seios, sentindo as batidas frenéticas de seu coração. Regina a recebeu, beijando-lhe a testa suada para logo em seguida acariciar os cabelos da amada totalmente banhados pelo suor, sentindo que a loira começava a beijar de leve o vale entre seus seios.
— O que acha de um banho, minha morena?
Regina soltou uma risada rouca, fazendo com que a outra a encarasse sem entender.
— Não, querida. — mordeu o lábio inferior — Não vamos sair dessa cama tão cedo, nos só estamos começando.
Sem delongas, a morena se colocou sobre Emma, com uma perna de cada lado, de modo que apoiasse as mãos no peito da mulher. Swan sorriu e deu um tapinha naquela bunda arrebitada que a deixava louca. Subiu a mão por suas coxas, apertando ali, em seguida foi de encontro ao sexo molhado de sua mulher, fazendo-a gemer.
— Calma aí, Xerife! — afastou a mão da outra — Agora é a minha vez de mostrar quem manda aqui.
— Bem, me disseram para nunca contrariar uma mulher grávida.
Se amaram muitas vezes aquela noite, parando apenas para se alimentar e fazer da cozinha uma testemunha do amor delas. Depois de Emma mandar uma mensagem para Ruby tomar conta de Henry e pedir para que o garoto dormisse em sua casa, banharam-se na deliciosa banheira da suíte. Agora se encontravam na cama novamente, com Emma entre as pernas da morena, que suspirava ao sentir a mão de Swan perfilar todo seu corpo. Um trêmulo sorriso brotou quando os lábios de Emma tocaram a sua barriga, depositando vários beijos carinhosos. Sua mão inconscientemente se elevou até os cabelos loiros, os acariciando.
Seu corpo tremia...
Ainda podia sentir os lábios da loira por todo seu corpo.
Seu corpo tremia...
Ainda podia sentir a quentura daquelas mãos suaves e fortes lhe apertando de encontro ao corpo dela.
Seu corpo tremia...
Ainda podia sentir a dança de seus corpos... Ora lento, ora rápido, calmo e intenso.
Mordeu o lábio inferior, encarando o teto com os olhos transbordando lágrimas.
Jamais havia se sentido assim, tão amada, tão desejada, tão sensual, tão feliz, tão mulher. Droga, não era hora de pensar nele, mas com Graham... Ah, com Graham havia sido tão diferente! Tinha sido mecânico e uma simples transa sem amor. Sim, ela não havia sentido nenhum prazer comparado ao que havia se passado com Emma.
Prendeu mais forte o lábio inferior entre os dentes contendo um soluço entalado em sua garganta, onde nó já estava formado. Sua respiração forte foi percebida por Emma que ergueu o rosto, a olhando com a testa franzida. Seu corpo roçou na pele morena, subindo até fixar os olhos verdes aos dela, sua mão lhe segurou o rosto o acariciando tão ternamente que já não pôde mais aguentar.
Um soluço escapou de seus lábios.
Um soluço alto e forte, fazendo seu corpo tremer violentamente, seus olhos se fecharam com força, tentando conter inutilmente as lágrimas que escorriam por sua face. Emma a encarou preocupada, temendo que tivesse machucado o bebê.
— Regina! Me diz o que houve? — murmurou ainda segurando o rosto moreno — Te machuquei, querida?
Regina, incapaz de responder à pergunta, apenas negou veemente com a cabeça, levando suas mãos rapidamente a própria face, cobrindo-a. Sua respiração ofegante pelo choro contido deixava Emma a beira do desespero, percebia como Regina corava violentamente e baixos soluços acabavam por escapar de sua garganta contra a própria vontade.
— Então qual o motivo do choro, minha vida? — o tom baixo e carinhoso fez a morena soluçar ainda mais alto.
— Oh, deve estar me achando uma idiota, mas é que tudo isso foi tão... —soluçou mais uma vez e puxou o ar, tentando se controlar — Foi tão lindo! — balançou a cabeça tentando conter mais um soluço e calou-se por alguns segundos, recuperando-se — Sou mesmo uma tola por chorar feito uma estúpida em um momento como esse.
A voz abafada e manhosa fez um sorriso bobo surgir nos lábios de Emma. A loira se ajeitou com cuidado na cama, colando ainda mais ambos os corpos. Suas mãos subiram desde as pernas de Regina até seu rosto, onde lhe segurou as mãos e as beijou.
— Não, meu bem, eu não acho. — Emma murmurou dando um sorriso torto e extremamente sensual — E se te consola saber, eu também senti vontade de chorar, sabe? — disse um tanto acanhada, corando levemente — Nunca havia sentido algo tão lindo e tão intenso como senti no momento em que te fiz minha mulher.
Oh, Regina pensava que não merecia tal perfeição de mulher e tampouco era merecedora do seu carinho. Sorriu, negando com a cabeça, enquanto seus olhos se embaçavam mais uma vez contendo as lágrimas. Elevou sua mão à bochecha de sua loira, a acariciando.
Swan sorriu mais ainda, colando seus lábios ao dela. Lábios que a beijara de forma lenta e carinhosa, fazendo-a suspirar. Lábios que a fizera se sentir especial. Lábios que a levara as nuvens.
Emma a abrigou em seus braços, sentindo Regina colocar uma de suas pernas sobre as suas e descansar a cabeça sobre seu peito, da mesma forma que sua mão estava posta sobre sua barriga. Acariciou seus cabelos enquanto depositava sua mão livre no ventre da amada, zelando pelo sono de sua criança.
E então a ouviu respirar calma e ritmada.
Ela dormia.
Sorriu, fechando os olhos.
Dormiria sabendo que ao despertar a teria em seus braços de fato.
Dormiria sabendo que aquilo não havia sido apenas um sonho como tantas outras vezes.
Dormiria sabendo que tinha mais um motivo para ser feliz.
... E então dormiu.
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