Notas iniciais
Oiii galerinha! Primeiramente, quero pedir desculpas pela demora. Precisei viajar na semana passada então acabou que fiquei sem tempo para dar atenção a fic. Não desistam de mim, ok?! Enfim, voltamos a nossa programação normal. Capítulo dedicado a todos que gentilmente comentaram e favoritaram a história. Um beijo no coração de vocês! Boa leitura!

Depois que saíram da clínica, resolveram passar no centro comercial. Queriam fazer uma surpresa para Henry, afinal o garoto havia ficado chateado por não conseguir acompanhá-las na consulta. Compraram o que precisava e almoçaram juntas em um restaurante simpático que havia nas proximidades.

Logo voltaram para casa, pois Emma ainda necessitava cumprir seu horário na delegacia.

— Tem certeza que precisa trabalhar? — Regina perguntou, fazendo um biquinho no final.

Estavam encostadas na caminhonete, em frente de casa. Já haviam trocado vários beijos de despedida, mas a realidade é que não queriam se separar, mesmo que por algumas horas.

— Não faz assim, linda. — Falou, abraçando a cintura da morena colando seus corpos. — Prometo que trago para o jantar o seu prato preferido, ok?!

Como Regina não respondeu Emma começou a dar vários beijinhos na face da morena, ouvindo a risadinha rouca. Até que Regina segurou o rosto da loira e selou seus lábios. A morena fechou os olhos e aprofundou o beijo de forma calma, sentindo mais uma vez os lábios macios de Emma sobre os seus. Não havia dúvidas de que a loira beijava maravilhosamente bem.

Assim que o ar se fez necessário, encerraram o carinho com repetidos beijinhos e sorrisos apaixonados. Quando perceberam que estavam no meio da rua, Regina corou levemente ao dar de cara com a vizinha idosa, do outro lado da rua. A mulher fingia cuidar do jardim, mas, na verdade, seu principal passatempo era cuidar da vida de todos naquela rua.

— Bem, acho que acabamos de nos tornar o assunto da semana.

— Você se incomoda que falem sobre?

— Isso responde a sua pergunta? — a morena puxou-a pela gola da jaqueta e tomou seus lábios novamente.

***

Felicidade era pouco para definir o que Swan estava sentindo naquele momento. Mesmo debaixo de uma fina garoa, a loira cumprimentou todos que encontrou pelo caminho até a delegacia, sorria até para os carros estacionados no meio-fio e sentia que a qualquer hora poderia reproduzir a celebre cena do musical Cantando na chuva.

Entrou na delegacia chamando a atenção dos oficiais que interromperam seus trabalhos, surpresos pela alegria que irradiava da xerife.

— Ei, chefe. — Emma ergueu a cabeça e encarou um dos oficiais, que se aproximou desconfiado. — A máquina de café quebrou novamente.

— Já chamaram o técnico? — perguntou calmamente, causando estranheza no homem, pois normalmente teria praguejado e passado o maior sermão na equipe pela falta de cuidado. — Ligue para o Leroy e peça para ele dar uma olhada na máquina. Enquanto isso, vocês podem pedir café do Granny’s, mas não abusem!

— Chefe? — o rapaz coçou a nuca, sem jeito. — Você ganhou na loteria?

Emma ergueu novamente o olhar e sorriu para o homem, o mesmo sorriso que praticamente não abandonava seu rosto.

— Melhor do que isso, August. Descobri que minha mulher está esperando uma garotinha. — disse animada. Obvio que aquele não era o único motivo de sua felicidade, mas Emma não entraria em detalhes íntimos ao confessar que Regina havia lhe dado uma chance.

— Parabéns, xerife! Que sua filha venha com saúde e traga muita felicidade para você e sua esposa. — disse sinceramente. Em seguida sorriu divertido — Espere, isso merece algumas rodadas de cerveja, por sua conta, claro.

— Estou feliz, mas não louca! Até parece que vou ficar pagando bebida para marmanjo. Já viu quanto custa um pacote de fraldas, cara? — o homem gargalhou do jeito brincalhão da loira. — Vai rolar no máximo um churrasco quando minha princesa nascer.

Continuaram conversando amenidades, já que a delegacia estava relativamente tranquila naquela tarde. No entanto, meia hora depois deu-se a reviravolta quando um dos oficiais recebeu uma denúncia sobre maus tratos aos animais domésticos. Emma não sabia, mas aquela denúncia serviria como um direcionamento para resolver o caso da cadelinha que fora encontrada há algumas noites em seu quintal.

Indignação, raiva e tristeza. Eram os sentimentos que dominavam a xerife ao adentrar naquele quintal onde um pobre animal e seu filhote eram mantidos presos por uma curta corrente, sem água e sem comida. Enquanto assistia a equipe do abrigo de animais socorrer a mãe e o filhote, lembrou-se da desculpa esfarrapada que o tutor do animalzinho deu para explicar aquela situação. Nada justificaria tamanha crueldade e, se dependesse dela, justiça seria feita.

— Xerife, já revistamos a casa. — informou Will, o outro policial que estava acompanhando a loira. — A vizinha relatou que eram dois filhotes, mas que já tem alguns dias que ela só enxerga um através da cerca.

— Tudo bem. Eu tenho uma ideia de onde o outro filhote está. — suspirou.

Quando havia posto os olhos nos animais, seu pensamento foi imediatamente para uma certa cadelinha abandonada. Tinha grandes chances de se tratar da mesma criaturinha que havia aparecido em sua casa naquela noite fria. Certamente havia conseguido fugir, percorrendo algumas quadras até chegar em seu quintal.

— Juro que a minha vontade é deixá-lo mofar em uma cela, nas mesmas condições em que você expôs esses animais. — disse encarando o infrator, assim que o colocou dentro da viatura.

No final do expediente, Emma só desejava voltar para sua família e dissipar toda a carga negativa que havia absorvido naquela tarde. Passou no Granny’s para pegar a refeição que tinha encomendado para o jantar, deu um abraço em Ruby e seguiu para casa.

Regina havia acabado de confeitar a sobremesa quando ouviu o som da porta da frente se fechando. Enxugou as mãos no pano de prato e caminhou até a sala, onde Emma estava terminando de guardar o casaco no pequeno armário que havia ali.

— Oi, meu bem! — saudou a outra com um sorriso.

— Ei, linda. — devolveu o cumprimento com um sorriso cansado e um breve beijo nos lábios.

— Está tudo bem? — ergueu a mão e acariciou-lhe face.

— Sim, só estou um pouquinho cansada. — suspirou apreciando o carinho — Henry já chegou?

— Acabou de subir para tomar banho. — pegou as embalagens de comida que a loira trazia e levou até a cozinha. Lavou as mãos e começou a armazenar nos recipientes para esquentar. — Quase desisti da surpresa e revelei o sexo do bebê. Nunca vi garoto mais insistente!

— Oh, é uma das inúmeras qualidades dos Swans. — disse concentrada em capturar um morango que enfeitava a torta, mas acabou levando um tapa na mão. — Ai, morena!

— Nem pensar que vai tocar na minha torta com essas mãos sujas. — pegou morango de uma tigela e levou até a boca da loira.

— Huuum, delicioso! — agradeceu com um selinho. — Vou subir para jogar uma água no corpo.

Alguns minutos depois, Emma desceu as escadas se sentindo revigorada. Henry, que estava arrumando a mesa, sorriu quando a mãe o beijou na testa e arrepiou-lhe os cabelos.

— Oi, filhote! Como foi a prova?

— Foi mais ou menos, acho que consigo no máximo um “D”. — deu de ombros.

— Um “D”? Como assim? — arregalou os olhos — Você que não me apareça com uma nota tão baixa, garoto.

— Estou brincando, mãe. — riu da expressão indignada da loira — A prova foi tranquila, principalmente depois das aulas de matemática que a Regi me deu. — disse agradecido, abraçando a morena — A professora até deixou que fizéssemos em dupla.

— Ah, que bom! Não me assusta assim, menino. — soltou o ar — Mas me diz uma coisa... Você formou dupla com a sua colega de quem tanto fala, a Lauren? — perguntou como quem não quer nada. Regina revirou os olhos.

— Mãe, a Laur não é minha namorada, é somente minha amiga. — soltou uma risadinha baixa ao observar o desconcerto da loira. — Ela namora a Camila Cabello, que inclusive é minha amiga também.

— Oh, bem… Mas quem foi que falou sobre namoro? Eu, hein! — disse na defensiva.

— Você é tão sutil, meu anjo. — beijou o rosto da amada e entregou uma travessa com o alimento. — Quase tão sutil como um terremoto.

— E discreta como um tsunami. — completou Henry.

— Tão engraçado que eu me esqueci de rir! — a loira respondeu, bicuda.

Henry e Regina se entreolharam e não puderam evitar a gargalhada enquanto Emma resmungava alguma coisa sobre um complô contra sua pessoa. Trouxeram a comida para a mesa e logo estavam apreciando a saborosa refeição, ao mesmo tempo que, desfrutavam daquele momento em família.

— Então, agora vão me contar sobre o bebê? — indagou o rapazinho assim que terminou a sobremesa.

Regina pôs sua mão sobre a de Emma, gesto que não passou desapercebido por Henry. O garoto estava acostumado com as demonstrações de afeto entre elas, mas tinha algo de diferente ali.

— Claro, querido. — a morena sorriu ternamente para o garoto — Mas antes, temos algo para você.

Emma se levantou e caminhou até o armário da cozinha, retirando de dentro do móvel uma caixa retangular. Henry observou curioso quando a mãe depositou o pacote em seu colo, junto a um cartão anexado. O garoto desdobrou o papel e focou sua atenção na leitura.

Henry, a amizade de um irmão é um dos maiores tesouros que podemos ter na vida. Parabéns, você foi promovido a irmão mais velho de uma garotinha!”

A cada palavra lida, seu sorriso aumentava.

— Isso é sério mesmo? — ergueu o olhar iluminado para as mulheres que confirmaram sorridentes, estavam emocionadas. — Irado! Eu vou ter uma irmãzinha, cara!

— E esperamos que você possa compartilhar com ela o seu amor por videogames. — a loira indicou a caixa surpresa.

O garoto abriu a caixa e encontrou um dos jogos que faria qualquer geek pular de alegria. Tinha cerca de um ano que pedia aquele jogo para o pai, mas Neal sempre esquecia ou colocava dificuldades para dar o presente.

— Nada como um clássico para começar a coleção especial, não acha, querido? — Regina disse ao ver a semblante surpreso do menino.

Henry nada respondeu, apenas colocou a caixa em cima da mesa e correu até as mulheres, envolvendo-as em um abraço apertado e cheio de gratidão.

— Eu amo vocês! Obrigado por serem as melhores mães do mundo e por me darem o melhor presente que eu poderia desejar, a nossa família!

Regina já chorava abraçada aos seus amores, emocionada pelas palavras do menino. Talvez Henry não houvesse percebido, mas ele tinha lhe chamado de mãe! Olhou para Emma, encontrando nos olhos verdes marejados a confirmação que precisava. Naquele momento, ela compreendeu o que Emma sentia pelo bebê.

Regina não tinha nenhum vínculo de sangue com Henry, mas aquele detalhe não fazia dela menos mãe. Ele não fora gerado em seu ventre, mas nasceu em seu coração a partir do momento em que o viu pela primeira vez durante uma chamada de vídeo com Emma.

— Eu amo você, meu pequeno príncipe! — acariciou-lhe os cabelos, dando um beijo em seguida. — E eu também amo a nossa pequena família.

Notas finais
Me digam o que acharam do capítulo, ok?! Até a próxima, babies! Beijão da Chubbs :*