Notas iniciais
Oi galerinha! Tudo bem? Capítulo bem família. Espero que gostem!

Ao chegar ao Grannys, o local que Henry indicou, Regina pôde ouvir o típico barulhinho de um sino tocar assim que entraram. Logo a morena reparou na decoração da lanchonete e nas pessoas que frequentavam o local e com um suspiro notou que todos, mesmo que discretamente, a olhavam e ela sabia que isso ainda seria por muito tempo por se tratar da “novidade” da cidade.

Quando o pedido deles chegou, Regina se impressionou pela quantidade de pratos! Parecia que Henry e Emma não viam comida há dias.

— Ei, mãe, quer parar de pegar minhas batatas?

— Deixa de ser implicante, garoto. — arrepiou o cabelo dele — Tem bastante ainda.

— Realmente. Vocês pediram muita comida, Emm. — comentou antes de dar uma garfada em sua salada de frango — Estão esperando mais alguém?

— Não, isso tudo é nosso. — sorriu da cara de espanto da morena — Henry está em fase de crescimento e eu... Bem, preciso manter esse corpinho. — moveu as sobrancelhas para cima e para baixo em um gesto cômico.

A morena soltou uma risada tão rica e prazerosa de se ouvir, que algumas pessoas sentadas nas mesas vizinhas se viraram para tentar identificar de onde vinha aquele som charmoso. Quem os observasse, sem julgamentos ou preconceitos, pensaria que se tratava de uma família comum e divertida, apreciando uma boa refeição juntos.

— E você, madame, trate de se alimentar. — indicou um prato a sua frente — Pedi esses bolinhos, pois sei que gosta.

— Desse jeito em algumas semanas estarei uma bola. — fez uma careta fofa.

— Nem começa, Regina. Precisa comer bem, ainda mais agora pelo bebê.

— Bebê? — Henry franziu o cenho — Que bebê?

— Bem, querido...— Regina encarou a loira em busca de ajuda, mas a amiga também estava sem palavras. — Você se lembra da surpresa que eu mencionei da última vez que nos falamos? Então, o que eu quis dizer é que eu não vim sozinha. — ela acariciou a barriga, percebendo o olhar curioso do menino descer até o seu ventre — Tem um bebêzinho crescendo aqui.

— Uau! Que maneiro! — os olhos do garoto brilhavam de tanta empolgação — Sempre quis ter um irmãozinho!

Nenhuma das duas ousou corrigir a criança. Ambas em seu íntimo desejavam que aquela fosse uma afirmação real, ademais sabiam que as famílias não eram formadas somente por laços de sangue, mas também pelo de amor.

Almoçaram animadamente, com um Henry em êxtase pela notícia da gravidez. O garoto praticamente monopolizou a conversa. Logo Ruby se juntou a eles, descontraindo ainda mais o clima quando ligou a jukebox e imitou um solo com uma guitarra imaginária, ao som de uma alegre música dos anos sessenta.

Assim, os dias se converteram em semanas que se passavam agradavelmente no delicioso ar outonal. Regina já apresentava uma linda barriguinha, e, na visão de Emma estava a cada dia bela e graciosa.

Já haviam estabelecido uma aprazente rotina. Quando os enjoos permitiam, a morena passava as manhãs ajudando em algumas tarefas da casa, como forma de descontrair e ter algo com o que ocupar o tempo enquanto Emma e Henry não estavam em casa. Embora, quando estivesse em casa, a loira evitasse que Regina erguesse algo mais pesado que uma pena.

Todas as noites, após o expediente na delegacia, relaxavam conversando sobre os mais variados assuntos ao mesmo tempo em que preparavam o jantar. Contudo, o que mais gostavam de fazer, era ficar juntinhas no sofá ao lado de Henry, assistindo a televisão ou mesmo conversando enquanto observavam o menino jogar videogame.

Naquela noite, em especial, Henry havia cismado em ensinar Regina a jogar Mário kart, mas a coordenação da morena era quase nula para aquele tipo de diversão, o que gerava muitas risadas dos três. Estavam sentados no sofá, Henry a direita e Regina praticamente sentada no colo de Emma, pois a loira estava auxiliando a amiga a controlar o jogo.

— Aperta no start para abrir o menu, Regi. — o menino orientou transbordando paciência — Depois você usa os botões com as setas para escolher os personagens.

— Quero esse aqui, ele tem uma aparência fofa. — disse a morena indicando o dinossauro verde, conhecido por Yoshi.

— Achei que escolheria a princesa Peach. — Emma comentou apoiando o queixo no ombro da amiga.

— Ah, não... Ela é irritante! — revirou os olhos — Agora escolho o carro, certo?

Nas primeiras corridas Regina foi adquirindo habilidade, apesar de resmungar e xingar os outros personagens, principalmente quando o carro deslizava em uma casca de banana.

— Argh, qual a necessidade de ativar esse raio? — Regina reclamou ao ver que seu personagem ficou menor e mais lento.

— Foi a Peach! — Henry informou, se divertindo pela implicância da morena.— Ela que está em último e não diminuiu.

— Tinha que ser! — Regina bufou contrariada — Ela não me engana com esse jeitinho, só tem essa cara de sonsa.

— Linda, você pegou os cascos vermelhos, pode arremessar em quem estiver na sua frente.

— Como faz, meu anjo? — perguntou ansiosa para derrubar o adversário. Emma indicou o botão — Ahh acertei!

— Ultima volta. Se concentra, morena.

— Ai, Meu Deus! — Regina gritava mais que os dois — Sai da frente!

— Isso, Regi! Correee! Você vai ganhar! — Henry pulava feito pipoca em cima do sofá.— Ganhou! Uhull!!

Os três riam e comemoravam o que, para Regina, havia sido um grande feito. Emma pegou a morena no colo e girou com ela arrancando mais risos e gritarias.

— Vamos jogar mais uma? — o garoto pediu esperançoso, pois estava adorando o momento em família.

— Não, querido, já chega de emoções por hoje. — Regina respondeu delicadamente enquanto Emma a colocava de volta no sofá. — Outro dia nós apostamos uma corrida, Ok?

O rapazinho assentiu compreensivo. Henry era um menino muito atencioso e gentil, Emma estava educando-o muito bem.

— Eu jogo com você, garoto. — a loira pegou o controle e se sentou no chão, apoiando as costas no sofá — Quero ver se você é bom mesmo.

Mills apenas observava mãe e filho se divertir, fazia cafuné nos cabelos loiros e sorria cada vez que um conseguia passar do outro na corrida. Em determinado momento, a tela de seu celular iluminou, indicando uma mensagem. A morena abriu o aplicativo visualizando a conversa com sua irmã.

Já fazia algumas semanas que a morena se comunicava com a irmã, que estava finalizando um curso relacionado a área de fotografia em Melbourne, Austrália. No entanto, Regina não havia atualizado a irmã sobre o acontecido. Para Zelena, Regina ainda estava em Seattle vivendo a vidinha sem graça de sempre.

— Ainda não contou a ela, não é?

A morena ergueu o rosto, desviando o olhar da tela do aparelho e encarando os olhos verdes a sua frente.

— Não, meu bem. — suspirou — Não acho que seja um assunto para ser tratado por mensagens ou telefonemas. Principalmente se tratando de Zel! Se bem conheço minha irmã, ela largaria tudo para vir atrás de mim.

— Você tem razão, linda. — afastou uma mecha de cabelo do rosto da morena — Ela disse quando volta?

— Falou apenas que o curso estava terminando, mas não especificou uma data. — bloqueou a tela do aparelho, colocando-o de lado — Ela vai ficar louca ao voltar e me ver com essa barrinha.

— Oww, o que lembrou-me de uma coisa!

A loira levantou e cochichou algo no ouvido do filho, fazendo o menino assentir e abrir um sorriso fofo. Em seguida, ambos subiram rapidamente as escadas sob o olhar curioso da morena.

Logo mãe e filho desciam as escadas carregando uma caixa de presente, envolta em um laço colorido.

— Regi, eu... Eu... — coçou a nuca, demonstrando o quanto estava sem jeito. Regina precisou se segurar para não apertar as bochechas do garoto que agora estavam graciosamente coradas. — Então… Eu queria dar um presente para o bebê, economizei minha mesada e pedi ajuda à minha mãe para comprar e… — as mulheres estavam se segurando para não sorrir diante de tanta fofura — E ela disse que seria legal se eu entregasse quando você fizesse três meses e bem, você fez hoje, certo?

— Oh Henry, que lindo da sua parte. Você é um rapazinho incrível, sabia?— Regina sorriu emocionada.

— Não foi nada demais. — falou ainda tímido, mas agora carregava um sorriso satisfeito. — Abre, espero que goste.

Emma apenas assistia a interação entre eles. Ela estava tão orgulhosa de seu filho, gestos como esses só confirmavam o ser humano maravilhoso que Henry estava se tornando.

Regina desatou o laço com suavidade, retirando a tampa logo em seguida. Descansando sobre o papel de seda havia duas peças de roupas, a primeira era um macacãozinho branco que dizia “Novo caçula”, a outra peça se tratava de uma camiseta também branca com os dizeres “Novo irmão mais velho”.

— Eu adorei seu presente, querido! — nessas alturas Regina já chorava abraçada ao menino. — Você será o melhor irmão mais velho do mundo. Obrigada!

Emma sorriu ao ver a cara de pânico do filho, o garoto tinha os olhos arregalados e a encarava como se pedisse socorro, enquanto que Regina chorava copiosamente.

— Mãe, eu fiz algo de errado? — sussurrou preocupado. Coitado, mal imaginava que aquele era só o começo.

— Não, meu amor, está tudo bem. — assegurou. Sentou ao lado da morena e a puxou para se apoiar em seu ombro direito — Regina apenas ficou emocionada com o seu presente, não é, linda?

— Sua mãe tem razão, meu príncipe. — enxugou o restante das lágrimas e sorriu para o garoto. — Eu realmente adorei o presente.

— De nada. Só não chora mais ou então o bebê vai ficar com soluço. — disse todo protetor, fazendo as mulheres sorrirem do jeito dele. — Foi a tia Ruby que me contou. — Deu de ombros.

— Não é verdade, filho! Aquela loba é mentirosa. Mas tenho uma novidade para você, o bebê já pode nos ouvir! — passou levemente mão na barriga da morena — Não é, pandinha?

— Emm, liguei para a obstetra que você indicou. A consulta será pela manhã, você vai comigo?

— Não perderia por nada nesse mundo!

— Eu também quero ir. — o menino pediu esperançoso.

— Viu, amorzinho, até o Henry quer te ver. — continuou passando a palma da mão pela extensão da barriga, como se estivesse acalentando o bebê. — Mas ele sabe que tem aula, que não pode faltar em semana de revisão para a prova.

— Ah, mãe... Qual é? Só um dia, não vai atrapalhar.

— Vou pensar no seu caso, ok? — Henry sorriu contente, já sabia que a mãe deixaria.

O garoto suspirou satisfeito, assistindo sua mãe conversar com o bebê e Regina sorrir lindamente pelas palavras carinhosas que a loira proferia. Felicidade definia aquele momento.

Notas finais
Até a próxima, meus lindos!