Notas iniciais
Olarrr! Babies, fico o tempo todo me desculpando com vocês, né? Eu sei que essa demora é chata, mas não pude evitar. Só peço que tenham paciência e não desistam de mim. Outra coisa... Muito obrigadaaa pelos comentários. Vocês são uns amores, de verdade! Vou responder loguinho. AhPalasAthena, obrigada por fazer de tudo para betar, mesmo com as dificuldades. Boa leitura!

Sentada confortavelmente no sofá da sala, Regina assistia a irmã correr pelo cômodo inteiro atrás de Lola que havia surrupiado sua carteira de cigarros ainda lacrada. A cachorra era uma bolinha de energia e dava vários dribles em Zelena, fazendo a morena gargalhar da expressão de incredulidade da irmã.

— Essa pulguenta é parente do Marley por acaso? — perguntou a ruiva ofegante.

— Não fale assim dela! — bateu palmas, chamando a peludinha — Vem aqui, bebê. Boa garota!

Lola entregou a carteira de cigarros toda mordida e babada, mas o conteúdo estava intacto. Regina apenas jogou o objeto no colo de Zelena, que fez uma careta pelo estado da embalagem.

— Não faz essa cara, ela nem tocou nos cigarros. — disse Regina, colocando a cadelinha no colo — E você deveria agradecê-la por tentar se livrar dessas coisas.

— Cacete... Você está chata demais implicando com isso. — sentou-se ao lado da morena, no sofá — Desista, irmã, pois o Ministério da Saúde não vai te contratar como garota propaganda.

— Eu apenas me preocupo com você, Zelena. — encarou seriamente a irmã — Do jeito que você fuma, logo seu pulmão vai se assemelhar a um pedaço de carvão.

— O que vai ficar igual a um carvão é o nosso jantar. — indicou com a cabeça a cunhada que estava toda atrapalhada, tentando cozinhar.

— Estou falando sério, sis.

— Eu também, porra. Emma vai tocar fogo nessa cozinha, estou te avisando.

De repente uma pilha de panelas caiu no chão, causando um enorme estrondo que pôde ser ouvido pela casa inteira.

— Emm? Está tudo bem aí, amor? — a morena chamou, acalmando Lola que havia se assustado com o barulho — Posso te ajudar se você quiser.

— Não, linda. Está tudo sob controle, ok? Pode relaxar que eu dou conta. — a loira gritou da cozinha.

— Alguma dúvida de que essa cozinha está um caos? — Zelena ergueu uma sobrancelha, ironizando.

— Emma com suas ideias superprotetoras não quer que eu mova um dedo. — revirou os olhos — Vai até lá ajuda-la, Zel.

— Esqueceu com quem você está falando? A única coisa gostosa que eu faço na cozinha é sexo com a minha namorada.

— Você não fez... — abriu a boca, incrédula.

— Ah, eu fiz sim! Aliás, esse balcão é excelente. — soltou uma gargalhada.

— Que droga, Zelena! Não acredito que profanou minha cozinha.

Nenhum odor de queimado foi registrado pelo olfato das irmãs, que continuaram implicando uma com a outra até que ouviram o som da porta da frente. Henry entrou em casa satisfeito, carregando no colo o bebê de mentira e uma bolsa de acessórios, imediatamente atraindo a atenção das duas mulheres que o encaravam como se fosse uma figura mitológica.

— De quem é essa criança, querido? — Regina foi a primeira a se pronunciar. Levantou-se do sofá rapidamente para avaliar a situação.

— Regi, tia Zel, venham conhecer a Henriet, minha filha.

— Que porra de nome é esse? — Zelena também se levantou.

— É união do meu nome com o da mãe dela. — falou orgulhoso pelo feito.

A morena respirou aliviada quando percebeu que se tratava de uma boneca.

— Oh, mas parece tão real! — Regina disse admirada. — Sua mãe ficaria maluca se estivesse aqui na sala quando você entrou com esse bebê nos braços.

— Moleque, eu pago o dobro da sua mesada se continuar fingindo na frente da loira.

— Fechado! — Henry aceitou na hora, levaria uma bronca na pior das hipóteses.

— Zelena! Isso não tem graça. — Regina repreendeu a irmã.

— Olha, eu acho que tem sim. — esfregou as mãos em antecipação — Ei, cunhadinha, vem aqui um instante.

Alguns segundos depois, Swan surgiu com o avental todo sujo e um pano de prato jogado no ombro.

— Fala. Estou ocupada com o... — se interrompeu ao dar de cara com filho ninando o bebê.

—Você não me disse que era avó.

— O quê? — a loira arregalou os olhos verdes feito um par de pires. — Henry de onde veio essa criança?

— É a sua neta, mãe. Henriet. — sorriu cheio de pose, mas por dentro estava se preparando para correr — Ela é linda, tem os seus olhos.

— Garoto, eu acho bom você falar a verdade ou eu arranco esse palmitinho que você tem entre as pernas. — Swan ameaçou entredentes. Agora foi a vez de Henry arregalar os olhos. — De onde você arrumou esse bebê?

— É um bebê de mentira que a gente recebeu na escola, mãe. Eu juro. — Henry tratou de explicar de uma vez, atropelando as palavras. — A brincadeira foi ideia da tia Zelena.

Todos olharam em direção a ruiva, que estava sentada observando o desenrolar da cena, com um sorriso arteiro.

— O quê? Foi apenas para descontrair. — se defendeu.

— Idiota! — Regina acertou um tapa no ombro da irmã, que reclamou de dor.

A porta da frente abriu mais uma vez, deixando passar uma Ruby saltitante, carregando várias embalagens de comida.

— Cheguei, família! Loirão, trouxe toda a comida que pediu. — entregou as sacolas nas mãos da amiga — E mais a refeição especial do meu amorzinho.

— Obrigada, baby. — a ruiva agradeceu, puxando a namorada para um beijo.

— Amor, você não falou que cuidaria do jantar? — Regina indagou a loira.

— E eu cuidei, linda. Olha só que refeição deliciosa.

— Você não existe, sabia?! — tocou o queixo da namorada, lhe dando um breve beijo nos lábios.

O casal caminhou até a cozinha, deixando as sacolas em cima da mesa e pegando as travessas para que pudessem servir a comida enquanto Zelena e Ruby se devoravam do outro lado da sala.

— Sua irmã é vegetariana? — Emma questionou ao abrir uma das embalagens.

— Desde a adolescência, mas agora está em processo de se tornar vegana. — a loira fez uma expressão interrogativa — Basicamente são pessoas que não consomem nenhum produto que tenha origem animal, porém vai além da alimentação. — explanou pacientemente — Os veganos não utilizam cosméticos testados em animais, roupas e sapatos de pele, nem frequentam parques ou atrações que utilizam animais em seus espetáculos.

Emma emitiu um som de entendimento, porém foi abafado pelo choro artificial que saia do bebê falso. Henry, embananado, não sabia o que fazer com a boneca.

— Opa, o garoto deu cria e eu não fiquei sabendo? — Ruby perguntou por cima do choro estridente da boneca.

Emma suspirou e tomou o bebê falso nos braços, tentando acalmá-lo, sem sucesso. Vasculhou na bolsa com estampas infantis que estava jogada em cima do sofá e logo encontrou uma chupeta milagrosa que fez a boneca silenciar.

— Isso é muito bizarro! — Zelena falou, impressionada —Acho que vou trancar a porta do meu quarto enquanto esse filhote do Chuck estiver aqui, vai que ela tenta me matar durante a noite.

— Zelena, por favor. — Regina novamente repreendeu a irmã. Só faltava Henry desistir do trabalho por causa das bobagens da ruiva.

— Estamos falando de algo relevante, sis! Eu assisti Annabelle, ok?!

— Essa boneca é programada para agir semelhante a um bebê. — Henry esclareceu — Faz parte de uma atividade da escola, a Violet e eu temos que cuidar do bebê durante um mês e elaborar um relatório sobre.

— Violet é a nossa vizinha, mocinha que mora com os avós, querido? — Regina perguntou, curiosa.

— Sim, ela mesma. Nós vamos revezar o cuidado com a nossa filha. — disse o menino satisfeito, enquanto Emma bufou disfarçadamente, ou quase — Hoje a Henriet vai ficar comigo, pois a Vi tem um compromisso cansativo durante a tarde e achei que não seria justo que ela ainda tomasse conta do bebê.

— Já começou bem, Henry. — Ruby elogiou, admirada pela iniciativa do menino.

Henry explicou melhor sobre o trabalho enquanto a família se reunia ao redor da mesa de jantar. Todas acharam a atividade proposta relevante e criativa, provavelmente auxiliaria na educação daqueles jovens. Emma se propôs a orientar o filho, mas deixou claro que seria apenas uma ajuda, que ele seria o maior responsável pelo cuidado do bebê. Claro que Zelena e Ruby provocaram o que puderam a loira, sobrando até mesmo para Regina.

Depois do jantar Ruby levou a namorada para dar uma volta na cidade. Regina e Emma ficaram na sala, namorando ao mesmo tempo em que um filme qualquer passava na televisão. Henry, por outro lado, estava pendurado no celular, falando com Violet.

Quando o filme finalizou, Emma subiu para o banho rápido. Enquanto aguardava a namorada, Regina pegou o cestinho com seus materiais de tricô, juntamente com a pecinha que estava confeccionando durante a tarde e retomou de onde havia parado. E foi assim que Henry a encontrou, concentrada em seu trabalho.

— O que está fazendo, Regi? — o garoto perguntou, observando curiosamente aquele entrelaçar de fios.

— Decidi confeccionar um par de sapatinhos para a sua irmã. — mostrou a peça que acabará de concluir — Gostou?

— Sim, ficou maneiro! — disse analisando aquele sapato miudinho e delicado — É muito difícil de fazer?

— Bem, pode ser complicado no início, mas depois que pegamos a prática se torna fácil. — explicou, calçando o pezinho da boneca com o sapatinho — Henriet é uma modelo perfeita.

— É verdade! — sorriu — Você sabe fazer outras coisas além dos sapatos?

— Ah, sim. — disse pensativa — Sei tricotar toucas, casacos, luvas, suéteres...

— E cachecol? Acho irado aqueles que tem no filme do Harry Potter, com as cores das Casas de Hogwarts.

— Acredito que poderia fazer se tivesse o modelo. Quem sabe você ganha um, meu querido grifinório?! — deu uma piscadinha.

Pronto. Foi o suficiente para o garoto grudar em Regina e se interessar mais sobre a arte do tricô. Logo a morena estava ensinando os primeiros passos com paciência e atenção para Henry que se mostrava habilidoso e um ótimo aprendiz.

— Meus amores estão quietos, devo me preocupar? — disse a loira ao retornar para a sala.

— Mãe, a Regi está me ensinando a fazer uns lances de tricô. — mostrou a correntinha que estava confeccionando.

— Que legal, filho! — beijou-lhe o topo da cabeça — Já está aceitando encomendas?

— Em breve, mãe. — disse cheio de si, fazendo as mulheres sorrirem.

***

Havia forma mais gostosa de começar o dia do que fazendo amor com sua mulher? Emma acreditava que não. Imersa no prazer que sentia, apertava as coxas grossas de Regina, deixando leves marcas vermelhas por toda a extensão, a morena por sua vez, marcava os seios e o pescoço alvo com beijos molhados que ali depositava.

Seus corpos suados imploravam pelo contato que tanto lhes fez falta.

Regina acariciava o corpo de Emma com veneração, sugando os belos seios fartos enquanto passava a destra pelo ventre lisinho, indo em direção a coxa, a tocando e moldando ao seu corpo.

Swan fechou os olhos com força. Se Regina continuasse naquele ritmo era provável que gozaria sem nem ao menos ser intimamente tocada.

Como se adivinhasse seus pensamentos, Regina soltou uma risadinha safada e friccionou com o polegar, acariciando e pressionando o clitóris, fazendo com que Emma pusesse a destra sobre a de Regina, pressionando mais e mais o seu ponto mais sensível.

O orgasmo chegou arrebatador. Emma cerrou os olhos e soltou o gemido que estava preso na garganta.

— Com toda a certeza não há melhor forma de acordar. — disse a loira ofegante, encarando os belos olhos amendoados.

— Concordo, meu bem. — Levou o dedo até a boca, provando o sabor de sua mulher. — Deliciosa.

Aquele gesto sensual foi o bastante para Swan incendiar novamente. Girou seus corpos de modo que ficasse por cima da namorada, unindo seus sexos e arrancando gemidos altos de ambas. Os movimentos eram rápidos e cheios de desejos, fazendo seus sexos roçarem prazerosamente. Estavam incontroláveis, e a paixão tomava conta do quarto. Atingiram o orgasmo juntas e deixaram-se cair exaustas na cama, ainda entrelaçadas.

— Eu te amo demais, minha morena. — Swan se apoiou com o cotovelo esquerdo na cama e tirou uma mecha de cabelo da testa de Regina que igualmente ofegava, sorrindo lhe depositou um leve beijo nos lábios.

— Eu também te amo, meu anjo loiro.

Emma apoiou o rosto no vale entre os seios de Regina, os beijando e acariciando de leve, ao mesmo tempo em que a morena lhe afagava os cabelos dourados.

— Por favor, me diz que não precisaremos levantar tão cedo daqui.

— Por mim ficaríamos aqui para sempre. — a loira suspirou, abraçando-a mais forte.

De repente o celular de Swan começa a tocar interruptamente, atrapalhando totalmente o clima romântico que haviam criado.

— Acho melhor você atender, amor.

— Nãooo — resmungou manhosa, enterrando novamente seu rosto entre os seios da namorada. — É alguma bronca, já estou sentindo. Se atender terei que levantar e combinamos que ficaríamos aqui, lembra?

— Eu adoraria passar o dia com você na cama, mas deve ser algo importante, meu bem.

Com toda má vontade do mundo, Emma se enrolou no lençol e levantou, pegando o aparelho que continuava tocando. Fez uma careta quando olhou no visor e identificou quem era o ser que ousava atrapalhar o seu momento com Regina.

— Bom dia, Neal. — atendeu secamente.

— Finalmente, Emma! Pensei que ficaria o dia todo tentando falar com você. — o homem praticamente gritou do outro lado da linha.

— Vai me dizer porque ligou ou terei que adivinhar? — questionou impaciente.

— Quero saber que história é essa do Henry sair desfilando pela cidade carregando uma boneca a tira colo.

Emma respirou fundo, reunindo toda a sua paciência, que era inexistente quando se tratava de embustes. Pobre Neal... desconhece a célebre máxima: Quem fala o que quer, ouve o que não quer!

Notas finais
Curtiram? Me deixem saber, babies. PS:Anjinhos fumantes, não fiquem chateados comigo e com a Regina. A gente pega no pé de vocês, pois nos importamos e também porque somos implicantes haha Até a próxima!