Notas iniciais
Hohoho!!! Feliz Natal, galerinha! Ok, demorei um pouquinho, admito. Em minha defesa, confesso que essa semana natalina foi incrivelmente corrida, nem tive tempo para responder os comentários maravilhosos de vocês, que eu tanto amo. Continuem comentando, pois prometo que responderei todos, sem falta. Não desistam de mim, eu sou legal! Boa leitura!

Regina acordou cedo, o relógio indicava que havia passado um pouco das 6 horas. Girou o corpo e encontrou o espaço vazio ao seu lado, provavelmente Emma já tinha levantado para sua corrida diária, apesar do friozinho matinal. Deu bom dia para a bebê e levantou-se cuidadosamente, já esperando ser atingida pelo enjoo, mas soltou um suspiro contente ao perceber que estava livre do desconforto aquela manhã. A medida que a gravidez avançava, os episódios de enjoo tornavam-se mais escassos.

Depois de um banho quentinho, colocou uma lingerie confortável sob uma meia calça preta, acompanhada por uma botinha de salto baixo e o vestido mais folgado que possuía, afinal, a maioria de suas roupas já estavam ficando apertadas, principalmente na região da barriga. Fez uma anotação mental de marcar um dia para ir as compras com Emma e Henry, compraria roupas de gestante e também algumas coisas para a bebê.

Assim que saiu do quarto, encontrou Emma no corredor, segurando uma trena métrica e olhando fixamente para a escada que dava acesso ao sótão.

— Bom dia, meu anjo! — disse, chamando a atenção da loira que agora media o vão da porta.

— Oi, linda! — deixou a trena de lado e deu um breve beijo em Regina. — Bom dia!

— Nossa, só ganho um beijinho de nada?

— Oh, meu bem. — falou em tom de desculpas — É que eu estou toda suada enquanto que você está linda e cheirosa.

Regina sorriu e empurrou-a para trás, colando seu corpo no dela ao prensá-la contra a parede.

— E quem disse que eu me importo com isso? — perguntou com sua boca perto da dela. Emma sorriu e deu-lhe um beijo demorado.

Elas ficaram trocando carinhos ali mesmo, até que as mãos da loira começaram a ficar mais atrevidas. Swan deslizou os lábios para o pescoço dela, deslizando também as mãos da cintura para suas nádegas, massageando-as. Regina acariciava os cabelos loiros e gemia de prazer. No entanto, se separaram bruscamente quando Byron soltou um miado altíssimo e passou por elas correndo.

— Que susto! O que foi isso? — falou ao ver o bichinho descer as escadas.

— Não faço ideia. Esse gato tem um parafuso frouxo igual à dona dele.

Depois da interrupção, haviam perdido o clima, então Emma resolveu acordar o filho para que o garoto pudesse se arrumar para a aula. Deu duas batidinhas na porta e entrou no cômodo, porém Henry já não estava no quarto.

— Que milagre aconteceu para esse menino já estar acordado? — comentou a loira ao ver a cama de Henry arrumada.

— Ele já deve ter descido para o café. — disse Regina ao ver que o banheiro estava desocupado.

— Pode ser, mas não o vi na sala quando voltei da corrida. — falou enquanto desciam as escadas.

— Você entrou pela porta da frente? — a loira assentiu — Então ele deve estar na cozinha preparando o café.

Emma olhou para a morena e soltou uma risada, imaginando que seu filho, um adolescente, que praticamente se arrastava da cama todas as manhãs, acordaria cedo para fazer o café. Contudo, sua risada cessou ao ver a mesa posta com um farto desjejum. Henry estava em pé, apoiado ao balcão e esperando por elas.

— Regina, pega o termômetro. — disse se aproximando do filho e tocando a testa dele. — Esse menino só pode estar com febre.

— Mãe! — o garoto reclamou, sorrindo de lado. — Gostaram?

— Eu adorei, querido. — Regina respondeu carinhosamente — Parece que está tudo uma delícia.

Emma olhou em volta, percebendo que o menino havia caprichado. Capturou uma fatia de bacon e experimentou.

— Huuumm! — saboreou o alimento — Realmente está muito bom. Obrigada, filho.

A loira observou o menino assentir satisfeito. Ela sabia que aquela gentileza toda era resultado da discussão da noite passada. Henry queria se desculpar e, ao mesmo tempo, ser liberado para ir a tal festa. Trocou um olhar com Regina, percebendo que a morena também havia entendido o que se passava.

Serviram-se de ovos mexidos, torradas, bacon, iogurte e suco de laranja. O café havia sido abolido desde que Emma e Regina tiveram uma pequena discussão por causa do líquido. Enquanto comiam, Henry as observava, esperando o momento certo para abordar o tema da festa. Porém esse momento nunca chegou, pois, uma certa morena de olhos verdes invadiu a cozinha.

— Bom dia, família que eu amo demais!

Ruby abraçou Regina, beijou a testa de Henry, mas quando foi falar com Emma torceu o nariz e roubou a torrada que a loira estava prestes a morder.

— Acho que eu vou mandar colocar uma cerca elétrica nessa casa. — Emma resmungou. — O que faz aqui tão cedo, sua louca?

— E desde quando eu preciso de um motivo para visitar minha família preferida? — disse de forma dramática. — Credo, eu já fui mais bem tratada nessa casa. Você está vendo como são as coisas, Regininha?

— Não ligue para ela, Ruby. — Regina sorriu da implicância das duas. — Toma café conosco?

— Olha, eu não vou bancar a fina. — falou se servindo de uma boa quantidade de ovos mexidos — Essa comida está com uma cara ótima.

— Mérito de Henry. — Regina elogiou — Ele nos surpreendeu com essas delicias.

— O que foi que o moleque aprontou dessa vez? — Ruby apontou com o dedão para Henry que revirou os olhos.

— Por que todo mundo acha que eu fiz algo?

— Henry, por favor, você está falando com Ruby Lucas. Eu praticamente inventei esses esquemas. — disse a morena de olhos verdes. — Preciso te ensinar uns lances.

— Você não vai ensinar nada para ele, Ruby. — a loira se pronunciou. — Filho, você já terminou? É melhor você ir escovar seus dentes, pois daqui a pouco o ônibus chega.

— Mãe, mas eu preciso falar com você.

— Pode ser mais tarde? — o garoto assentiu — Vocês podem passar na delegacia depois das compras.

— Tudo bem. — saiu depressa, subindo as escadas, mesmo com Regina gritando para que não corresse.

— Qual é a do garoto? — Ruby perguntou pegando Byron no colo. O gato dava cabeçadinhas carinhosas em seu ombro.

Depois que ouviram a porta da frente bater, indicando que Henry já havia saído, Emma contou toda a história, intercalando com algumas falas de Regina. Ruby ouviu tudo em silêncio, ela era brincalhona, mas sabia se comportar quando o assunto era sério.

— Agiu certo, loira. — a morena de olhos esverdeados opinou — Mas eu concordo com a Regininha sobre dar mais uma chance, caso ele se desculpe e aceite seguir suas regras.

— Sim, vamos ver como ele se comporta. — deu uma piscadinha para Regina e se levantou, retirando a louça suja. — Então, vai dizer o motivo da ilustre visita?

— Eu te falei ontem que viria buscar meu filhote, tapada. — acariciou Byron — Já está na hora de voltar para casa, não é, bebê?

— M-mas… Mas já? Poderia deixá-lo mais alguns dias, ainda deve ter muita poeira, sabe como é. — a loira tentou argumentar. Regina apenas ergueu a sobrancelha observando aquela cena. Emma reclamava todos os dias de Byron e agora parecia não querer que o gato voltasse para casa. — Os felinos são sensíveis, principalmente o Byron.

— Fica tranquila, fiz uma geral ontem a noite. — sorriu, brincando com o gato.

— Certo, mas lembre-se de que tem os fogos da noite de Halloween. Talvez ele se sinta mais à vontade aqui do que em um lugar novo.

— Loira, se eu não soubesse, diria que está tentando me impedir de levar meu gato. — franziu o cenho.

— Não seja ridícula. — pigarreou para disfarçar a voz embargada — Então, a conversa está muito boa, mas eu tenho que me arrumar para o trabalho. Linda, você quer ficar com o carro? Eu posso pegar uma carona com a Ruby.

— Eu sabia que você estava a fim de andar na garupa da minha bike. Só não vai me alisar, ok? — soltou uma risada exagerada, fazendo Regina sorrir do jeito dela — Tem que segurar a caixa do Byron.

— Onde está seu carro, idiota? — Emma revirou os olhos — Agora está com essa mania de sair por aí empoleirada naquela lata velha.

— Dá licença que eu estou cooperando para salvar o planeta.

— Emm, preciso comprar um carro. — disse Regina — É o cúmulo te deixar a pé.

— Conheço uma concessionária em Hartfort que faz um preço bom. — Ruby comentou, servindo-se de mais suco.

— Não, obrigada. — a loira torceu o nariz — Da última vez fiquei a ponto de levar preso aquele conhecido da sua avó que quis me empurrar a pickup toda remendada.

— Até hoje ele tem pavor de você. — Ruby sorriu se lembrando do velhote picareta.

— Enfim, você pode ir para o seu compromisso no Centro Social, meu bem. Eu sei que você não suporta atrasos. — Emma falou para a morena ao seu lado — Depois eu pego uma carona na viatura.

— Nada disso, eu te levo para o trabalho, passo para te buscar no fim do expediente e ponto final. — Mills disse taxativa.

Não houve alternativa para Emma a não ser aceitar. Lógico que Ruby não deixou passar a provocação, imitando com a boca um som de chicotada.

***

Após as aulas, Henry estava no estacionamento da escola, contando para as amigas que a mãe tinha barrado sua ida para a festa.

— Não acredito que você não vai, Henry! — Camila lamentou da mesma forma que a namorada.

— Espera, quem te disse que os nossos pais autorizaram sem antes falar com a mãe da Demi? — Lauren perguntou, estreitando os olhos verdes.

— A Dinah! Ela falou ontem.

— E você acredita no que maluca da DJ diz?! — Camila riu da cara de tacho do garoto e sentou no colo da namorada.

— Ótimo, fui burro o bastante de acreditar na Dinah e brigar com a minha mãe.

— Se eu faço isso com a minha, eu teria sorte que ela me deixasse sair de casa até a maioridade. — Lauren comentou, enquanto abria a embalagem de um pirulito para a latina. — Aqui, Camz.

— Obrigada, Lolo. — Agradeceu com um beijinho nos lábios.

O menino observava a interação e o contraste das duas. Lauren, a mais tímida, fazia o estilo rockeira, mas era incrivelmente sensível e carinhosa enquanto que Camila era gentil e bastante extrovertida, os vestidos e lacinhos ocultavam uma criatura travessa e atrapalhada. Não havia dúvidas de que faziam um lindo casal, assim como Emma e Regina, pensou o garoto.

— Nós podemos falar com a Sra. Swan se você quiser. — sugeriu Camila, mas o menino negou na hora, prevendo que Emma não gostaria daquela história.

Ouviram o som de uma buzina e focaram a vista na morena, dirigindo a caminhonete.

— Olha, a sua outra mãe já chegou. — Lauren indicou com a cabeça. — Ela é legal, talvez possa te ajudar.

Henry assentiu. Se existia alguém capaz de convencer sua mãe, esse alguém era Regina Mills.

Notas finais
Me deem esse presente de Natal, comentem com muito carinho, ok? Próximo capítulo deve sair antes do ano novo, dependendo do povo aqui de casa. Desejo que tenham um Feliz Natal, festejando o nascimento de Jesus rodeados pelos que mais amam, em paz e com muita alegria. Beijos!