Pov. Edward


–Edward, ooi você ainda esta ai? – A voz estridente da Gianna me fez voltar a prestar a atenção no que ela estava dizendo.

–Sim, eu estou aqui. Só um pouco surpreso, quer dizer, essa foi rápida! Eu realmente não esperava ser chamado tão cedo.

–É.. me parece que você agradou.

–Que bom! Quando eu devo ir?

–As gravações começarão amanha, no estúdio 10 às 10.

–Ok. Muito obrigado Gianna, e até amanhã.

–Até amanhã bonitão.

Desliguei o telefone e olhei para o relógio. Eram 11 e meia da manhã e imagino que a minha família não esteja em casa, a não ser por minha mãe que deve estar no jardim.

Desci as escadas, apreciando o silencio de uma casa vazia. Tudo fica lindo quando se esta de bom humor. Fui até a cozinha e peguei uma maçã. Já estava voltando para o meu quarto quando minha mãe apareceu.

–Bom dia meu filho, como você está?

–Eu estou ótimo mãe. Melhor impossível!

–Eu fico muito feliz. Ontem quando você chegou, estava com o rosto tão decepcionado. Quer falar sobre isso?

–Eu realmente fiquei um pouco triste mesmo, mas já passou – Dei de ombros sem conseguir evitar um sorriso.

–É, estou vendo mesmo. Almoça comigo filho, ou vou ter que comer sozinha.

–Por que onde esta o pessoal?

–Tá todo mundo cheio de coisa para fazer e ninguém vem para casa.

–Claro, pode contar comigo.

–Eu vou te chamar quando ficar pronto ok?

–Sim, eu vou estar no meu quarto.

Fui para o quarto com um sorriso de orelha a orelha. Definitivamente eu não conseguia parar de sorrir, nem sei se poderia. Agora sim, era mais que oficial. Eu trabalho na Volturi Filmes, sou colega de trabalho da minha deusa, minha Sweet.

Só em pensar que eu poderia parar o meu carro ao lado do dela no estacionamento, encontrar com ela nos corredores, tirar o nome dela no amigo secreto de fim de ano, e principalmente, trabalhar no mesmo filme que ela, me deixava em estado de euforia.

É isso que eu sonho pra mim nesses dois anos, é por isso que eu estou nessa loucura. Eu preciso dela. Realmente preciso.

Todo o desapontamento que eu sentia ontem por não ter visto ela, simplesmente desapareceu, visto que agora eu terei chances de vê-la amanhã, ou depois, ou depois... O que importava é que em breve eu a encontraria.

Sera que eu a veria dessa vez? Bem que eu saiba ela esta gravando um filme novo, as chances de ela estar la são enormes.

E esse novo filme, como será que ela estaria nele?

Só sei pensar em uma resposta: PERFEITA!

Quase automaticamente, eu fui até a minha prateleira de filmes, no espaço que eu reservo aos filmes dela, tentando me decidir qual assistiria. Peguei um dos meus favoritos, “Massagem com final feliz”, coloquei no DVD e me sentei para apreciá-la.

O filme começa com a Sweet deitada em uma cama e devagar ela se levanta vestindo uma camisolinha minúscula e transparente. Ela faz uma careta de dor e passa as mãos pelo pescoço e ombros.

Esticando as mãos ela pega o telefone e liga para um massagista pedindo uma massagem urgente por que estava com muitas dores. E então ela se deita novamente e a câmera mostra cada pedacinho do corpo perfeito dela.

De repente a campainha toca e ela vai toda rebolante para atender. Entra um homem forte vestido de branco com uma maleta. Ela rapidamente o leva para uma cama de massagem em algum canto da casa.

Sensualmente, ela deixa a camisolinha cair aos seus pés e se dieta na cama com a sua deliciosa bundinha empinada que o massagista cobriu com uma toalhinha vermelha.

O massagista passou o óleo pelas costas dela, deslizando as mãos e massageando cada pedacinho das suas costas, seus ombros e pescoço.

O corpo dela me hipnotizou, como sempre, e Sweet começou a gemer baixinho e esse gemido provocou um latejar em meu membro, que já estava muito duro.

Depois de muito alisá-la, o massagista tirou a toalhinha de cima da bunda dela e começou a massageá-la. Ele encheu as mãos segurando e apertando a bunda perfeita dela, massageando e com o polegar ele esfregava a virilha dela e de vez em quando escorregava os dedos por suas dobras.

Ele para a massagem quando Sweet esta gemendo enlouquecida, e manda que ela vire de frente. Ela prontamente obedece e o massagista espalha o óleo pela barriga dela e vai subindo até os seios.

Ele massageia-os brincando com os mamilos duros, arrancando gemidos cada vez mais altos dela. Depois ele desce a mão e leva ate a boceta dela, fazendo-a rebolar enquanto seu clitóris era massageado com vigor.

Levantei-me depressa e tirei as minhas calças, massageando meu pau tão necessitado, no mesmo instante em que Sweet leva a mão ate o membro do massagista por cima das calças dele. E mais do que depressa ele o tira e coloca na boca da Sweet que o chupa com vontade.

Eu movia minha mão freneticamente no meu pau muito duro e latejante.

–Que delicia de boca minha gostosa, isso engole meu pau — fechei os olhos imaginando que era o meu pau que ela estava engolindo vorazmente.

–Geme pra mim, geme só pra mim — e ela gemeu. Eu assisti tanto esse filme que eu sabia exatamente cada pedacinho dele, o que facilitava fantasiar que ela realmente estava la comigo.

–Edward...-eu ouvi baixinho. Nossa eu realmente tenho uma boa imaginação! Movi minha mão mais rápido, sentindo meu orgasmo se aproximando — Edward meu filho. –Opa, isso não é imaginação.

Olhei para traz alarmado, dando de cara com a minha mãe que se encontrava muito vermelha perto da porta.

–Merda... -Eu ergui minha calça depressa e pausei o filme. Ficou um silencio horrível e eu não tinha coragem de olhar para a minha mãe.

–Er.. Filho, o almoço esta pronto.

–Tudo bem mãe... Hm, me da uns minutinhos que eu já vou descer. — Ainda sem coragem de erguer minha cabeça, eu esperei ouvir o barulho da porta para saber que ela tinha ido.

Após esse momento terrivelmente constrangedor, resolvi tomar um banho frio, já que essa era a única solução no momento. Como é que eu vou encarar a Dona Esme agora? E por que eu não tranquei a porra da porta? Não tinha como eu fugir dela, ela estava me esperando para almoçar, e quanto mais eu demorasse pior seria, uma vez que ela poderia pensar que eu continuei assistindo.

Desliguei o chuveiro, me vesti e desci em tempo record. Eu podia sentir as minhas bochechas pegando fogo, eu estava morrendo de vergonha. Essas coisas são compreensíveis quando se tem 11 e não 20.

Chegeui na sala e a minha mãe estavam de costas para mim.

–Mãe vamos almoçar?

–Claro querido, mais antes eu gostaria de falar um pouquinho com você tudo bem? – Ô meu Deus isso não vai ser nada bom! pensei e assenti pra ela que deu tapinhas no acento ao seu lado indicando que era para eu me sentar. Eu me sentei e ela não falou nada, então resolvi quebrar o silencio

–Mãe.. Er... me desculpe por aquilo, eu... eu devia ter trancado a porta ou..

–Não precisa ficar envergonhado meu bem. Eu peguei o Emm fazendo isso tantas vezes que você nem pode imaginar, apesar de ele ter 12 anos quando isso aconteceu – ela riu, mas quando viu que eu não a acompanhava ela parou.- Mais não é disso que eu quero falar.

–Não? o que é então?

–Sabe, eu estou muito preocupada com você.

–Preocupada? Por que?

–Eu entendo, ou melhor, eu tento entender esse fascínio que você tem por esses filmes, é um gosto seu e eu respeito. O que realmente me preocupa é essa sua fixação pela moça cheia de óleo. Edward, isso não é normal. Faz mais de um ano que você, sonha com ela e passa dias e mais dias trancado naquele quarto vendo ela. Eu pensei que fosse só uma fase, como quando você se apaixonou pela Power Ranger cor-de-rosa, mais isso já esta começando a me assustar.

–Mãe, olha, eu realmente estou fissurado na Sweet. Sabe, ela me fascina, eu realmente sonho muito com ela, e não consigo tirá-la da minha cabeça – ela me deu um sorriso triste – Mas não se preocupe, eu vou dar um jeito nisso.

–Como?

–Do mesmo jeito que aconteceu com a Kimberly. Eu a conheci, ela me deu um beijo na bochecha e me jurou amor eterno. É só eu fazer o mesmo com a Sweet. – Ficamos um segundo em silencio e depois caímos na gargalhada — Mãe, não ri é serio. –Eu disse tentando parar de rir.

–Certo, e como vai fazer para conhecer essa moça e fazer com que ela jure amor eterno por você? –Essa seria uma ótima oportunidade para contar a verdade para a minha mãe, contar o que eu estou fazendo. Mas eu não ia conseguir, era muito cedo para isso, então só desconversei.

–Eu vou dar um jeito, não se preocupe isso vai acabar logo eu prometo. –Eu disse isso apenas para tranqüilizá-la por que eu duvido que a louca necessidade que eu tenho dessa mulher evapore assim de uma hora para a outra. -E agora, que tal almoçarmos? Eu estou morrendo de fome!

O almoço passou tranquilamente, sem assuntos constrangedores ou promessas furadas. Apenas mãe e filho passando um tempo de qualidade juntos como há muito não tínhamos.

Só fui para o meu quarto depois do jantar. Na televisão, o filme ainda estava pausado, a Sweet esperou por mim o dia todo. Foi impossivel não sorrir imaginando se um dia isso aconteceria de verdade, então eu fui até a porta e tranquei. Dessa vez nem a Dona Esme e nem ninguém iria me interromper.

...


Acordei com o sol entrando pela parede de vidro do meu quarto. Isso era um bom sinal. A chuva é sempre constante em Forks e quando o sol sai pode significar um dia bom.

Levantei animado, tomei café com a minha família e sai de casa logo em seguida. Pensei que quanto mais cedo eu chegasse mais chances eu teria em ver a Sweet.

Eu sei que seria impossível, meu primeiro filme ser com ela, afinal, ela é a estrela mor da Volturi Filmes e eu sou apenas o mais novo contratado totalmente inexperiente. Mas, eu vou ganhar espaço nesse emprego, vou dar o melhor de mim para que eu cresça para que eu chegue a ser o parceiro ideal para ela...

Ao chegar na Volturi, parei no estacionamento e fiquei la por alguns minutos, olhando os carros que estavam la, imaginando qual seria o da Sweet. Será que ela estava la?

Obriguei-me a sair do carro e a me concentrar no que eu estava prestes a fazer, fosse o que fosse.

Respirei fundo e entrei no prédio, me deparando com uma Gianna muito sorridente me olhando de cima a baixo.

–Bom dia Edward. Preparado?

–Bom dia. Fora a ansiedade, eu estou sim preparado para o que quer que seja.

–É bom que esteja mesmo, por que eu soube que as gravações vão ser bem agitadas.

–Agitada? Como assim?

–Você verá. O estúdio 10 fica naquela direção, eu até te levaria lá mas eu tenho muita coisa para fazer e não posso sair daqui agora..

–Tudo bem, eu me lembro onde fica. Eu vou indo então, ate mais tarde.

–Até mais tarde bonitão.

Pronto. Toda a calma que eu sentia sumiu, evaporou. A Gianna conseguiu mandar tudo para o ralo. O que será que ela quis dizer com agitado?

Quando eu cheguei ao estúdio 10, vi uma grande aglomeração de pessoas, ajeitando o cenário, ligando as câmeras, enfim trabalhando para que tudo saísse bem.

–Edward Cullen certo? – Uma moça morena de óculos me chamou.

–Sim sou eu.

–Chegou bem na hora. Eu sou Angela Weber, a produtora desse filme. Aqui esta o roteiro, estude-o, mas antes venha conhecer seus colegas.

Colegas? O pânico começou a tomar conta de mim quando eu vi dois homens bem fortões na direção em que ela estava me levando.

–Riley? James? – Angela chamou — Esse é Edward ele esta no filme, e é o primeiro dele, dêem dicas e ajudem-no no que ele precisar.

–Concerteza – disse o loiro vindo em minha direção e dando tapinhas nas minhas costas — está preparado Edward? Não se preocupe, Riley e eu vamos cuidar bem de você.

Meu rosto deveria transpassar o pânico que eu estava sentindo. Porra! Eu não iria fazer filme gay de forma nenhuma! Por nada no mundo! Eu tinha que dar um jeito de ir embora daqui.

–James você vai fazer o cara ter um enfarte – disse Riley – Edward, não liga pra ele cara, pelo visto você ainda não leu o roteiro certo?

–A... Ainda não — gaguejei nervoso.

–Não se preocupe. Não é nada do que você esta pensando. Está vendo aquela ruiva maravilhosa bem ali? –assenti e ele continuou – é ela que vai ser fodida.


–Graças a Deus! – soltei sem pensar fazendo com que todos rissem.

–E não liga para o James, ela é um sádico, não entende que esse tipo de coisa não tem graça.

–Brincadeiras a parte, leiam o roteiro e se preparem. Começaremos a gravar em uma hora- mandou Angela.

Sentei-me em um canto para ler e estudar o roteiro do filme que se chamava “Ruiva insaciável” James, Riley e eu iríamos comer a ruiva de todas as formas possíveis.

–Tudo certo ai? –Perguntou Riley

–É.. Eu acho que sim.

–Não precisa se preocupar cara. Eu me lembro do meu primeiro filme também, tremia feito vara verde e se eu não tivesse tomado o bendito do remedinho azul, eu não teria tido uma ereção. Você tomou algum remédio? Se não ainda da tempo, posso te dar algum e...

–Não precisa esta tudo bem, obrigado. Pode deixar, eu confio no meu taco. –Rimos juntos.

–Você que sabe irmão, só não despreza o remedinho, por que ele é uma grade aliado nosso aqui. Essas mulheres intimidam cara, já conheceu a Vic?

–Ainda não.

–Então vem, vou te apresentar — Riley me levou a uma espécie de camarim. Ele entro sem bater mesmo e demos de cara com a ruiva que ele disse a pouco que seria fodida. Ela estava sem roupa e não se importou nenhum pouco em ser flagrada assim.

–Hey Vic, esse é o Edward, o terceiro mosqueteiro.

–Olá Edward. Sou a Victoria — ela veio se esfregando em mim — seja bonzinho comigo viu? – Sorri passando meus braços em torno da cintura fina dela entrando em seu jogo.

–Pode deixar, vamos cuidar de você direitinho não é Riley?

–Concerteza gostosa. Agora precisamos ir, temos detalhes para acertar.

Fui com o Rilley ate o James para acertarmos alguns detalhes sobre o filme.

–Como esta no roteiro nós vamos chegar mandando ver. Em uma cena de dupla penetração, quem fica por cima da garota fica apenas o tempo da luz a cender uma vez, quem esta embaixo dela espera duas vezes para revezar. Se segura o máximo possível para não gozar, se você goza temos que parar tudo.

–Certo.

–Tenta se focar na Vic, finja que é você e ela ali, vai por mim, se você ta nervoso e ficar olhando pra bunda do James vai dar merda — Riley riu com gosto. Eu realmente gostei dele, ele parece... amigo.

–Gente, cinco minutos. – A diretora informou.

Seguimos para o cenário que era apaenas um sofá enorme, Victoria já estava lá, usando um corpete apertado com uma calcinha minúscula e saltos enormes, todos do mesmo tom de seus cabelos com detalhes em preto. James suspirou ao vê-la.

–Porra, cada dia mais gostosa.

Enquanto os últimos detalhes estavam sendo acertados para dar inicio as gravaçoes, Riley me chamou.

–Vem cara, bora se aquecer. – Não entendi o que ele quis dizer sobre isso, mas mesmo assim eu o segui para uma salinha pequena. Lá tiramos a roupa, e só depois percebi a presença de 3 moças, e eu só reconheci a Gianna, que sorriu satisfeita quando me viu.

–Vamos la meninas façam sua mágica – Riley parou em frente a uma delas, e a moça não perdeu tempo agarrou o pau dele e começou a massagea-lo. A segunda moça fez o mesmo com James. Eu não estava entendendo muito bem o que estava acontecendo, apenas vi Gianna se aproximar de mim sorrindo.

–O que esta acontecendo aqui? –Sussurei pra ela

–Aquecimento. Estamos aqui para deixá-los em ponto de bala. Relaxa e deixa comigo. – Ela se ajoelhou segurando firme em meu membro e massageando com maestria. — Woow. Eu ouvi dizer que você era grande, mais não imaginei que fosse tanto assim, que delicia!

Sem perder tempo, Gianna abocanhou meu pau, o engolindo. Fechei meus olhos e me deixei levar pelas sensações que ela estava me proporcionando. Quando meu membro estava pronto para entrar em ação, ela deu um beijinho em sua cabeça, sorriu e disse

–Arrasa lá bonitão. — Depois virou as costas e simplesmente se foi

–Vamos lá rapazes, hora de foder – Gritou Riley animado.

Tudo estava em seu devido lugar, Victoria já estava posicionada, cameras checadas, luzes acesas e ereções latejantes.

Bem, lá vou eu gravar meu primeiro filme.


-Gravando!

Notas finais
Oii Gente :)
Quero agradecer de verdade a todos que estão acompanhando a história anonimamente, e aos que deixam seus comentários que me fazem muito muito muito feliz.
Eu gostei de escrever esse capitulo, espero que gostem de ler também.
Beeeijos e até na Terça.