Luxúria
3 Parte II final alternativo - Reencontro
Notas iniciais
Dois meses se passaram e nenhuma palavra fora dita, nenhuma mensagem de texto ou telefonema feito, e mais nenhum beijo trocado... Fora como se nada tivesse acontecido. No momento em que Damon passara pela porta de Elena um “adeus” definitivo fora dado restando apenas lembranças e saudades da perfeita noite juntos. Muitas lembranças e muitas saudades. Só isso, mais nada. Fora como se aquela noite não tivesse passado de uma ilusão, um sonho bom, uma vez que nenhum dos dois atrevia-se a trocar uma palavra sequer pelo ocorrido – ou em geral.
Após o acontecimento Elena continuou a sair com Rebekah e as outras amigas, continuou a ir aos encontros na casa da loira como se nada tivesse acontecido – até porque ela não queria que desconfiasse de alguma coisa, porém, o grande motivo de ela ir a tais encontros agia como se ela não existisse e sequer a cumprimentava. Sim, Damon passava por ela e nem um mísero “boa noite” lhe dizia, apenas a lançava um olhar extremamente gélido e então prosseguia ao seu escritório onde por horas passava até a mulher ir embora. Se antes daquela noite a relação limitava-se a algumas palavras trocadas, alguns sorrisos sorrateiros e troca de olhares intensas, após o ocorrido mais nada restava dos dois exatamente como se fossem dois completos desconhecidos. Por alguns momentos a morena cogitava procura-lo, ligar para ele ou até mesmo ir ao seu encontro no escritório mas seu orgulho era muito maior e ela não iria submeter-se mais uma vez correndo atrás de um homem. Era demais para ela. Se ele não falaria, ela não tomaria atitude.
Como sempre, o que conseguia piorar sua situação era Rebekah gabando-se para ela e as amigas sobre o quão perfeito estava seu casamento e o quão magnifica fora sua segunda lua de mel em um iate que comprara exclusivamente para usar com Damon. Que diabos de lua de mel e casamento perfeito era aquele? Se ela ao menos soubesse o que seu amado marido havia feito com a amiga na cama alguns dias antes dessa maldita lua de mel com certeza Rebekah não se gabaria tanto ao referir-se ao seu matrimonio. Definitivamente não. Por vários momentos enquanto a loira contava para elas sobre a viagem que fizera com Damon ela tivera que controlar-se para não concordar com os relatos íntimos que ela dizia e fazer alguns adendos...
“Porque eu não me canso de falar o quanto Damon é bom de cama, tenho sorte com isso.”
“Oh sim, eu realmente entendo o que quer dizer, Bekah, seu marido é incrível mesmo! Sabe aquele movimento que ele faz com o quadril enquanto investe? Ou então quando consegue lhe dar prazer brincando com seus seios daquele jeito pervertido de filme pornô... Oh desculpe-me, me esqueci que você não tem seios para isso e ah, seu casamento talvez não seja tão perfeito assim!”
Porém ela sabia que se fizesse isso nunca mais escutaria a voz aveludada do moreno, se sua situação estava péssima apenas com a possibilidade de Rebekah não estar traindo Damon com Matt, aquilo poderia piorar de uma maneira inimaginável sua “relação” com o moreno.
Os dias passavam e Elena tentava ao máximo esquecer sua noite com Damon Salvatore, fizera alguns esforços para sair com outros caras mas seus sonhos, agora ainda mais vívidos e piores do que já tinha com o rapaz antes de rolar entre lençóis com ele, a atormentavam quase que noite e dia e na maioria de seus “encontros” ela voltava frustrada para casa por não ter o queria. Isso se repetira por pelo menos duas ou três semanas até as saudades e desejo começarem lentamente a transformar-se em um grande arrependimento e raiva do dono daquelas orbes tão azuis e profundas quanto o oceano.
...
– Entre... – Elena respondeu mecanicamente as três batidas em sua porta, sem desviar o olhar a tela de seu computador.
– Com licença... – uma voz aveludada e incrivelmente máscula fizera a morena estremecer em sua cadeira e instantaneamente parar o que fazia. Ela esperava ouvir qualquer outra voz em resposta, menos aquela.
Aquela voz, aquela maldita voz que atormentara seus pensamentos nos últimos dois meses estava lá novamente, tão firme e ao mesmo tempo tão suave, tão macia que chegava a acariciar a pele da mulher em um arrepio que de tão clara que não lhe restavam dúvidas de que era real.
– Damon?! – perguntou ela, erguendo sua cabeça para olhar em direção a porta, perplexa – O que faz aqui?
– Posso entrar? – perguntou ele com aquele habitual sorriso sorrateiro que normalmente fazia o interior de Elena esquentar-se afetado em um sentimento desconhecido de excitação, mas naquela ocasião a causara um verdadeiro ódio e revolta pela insolência do homem.
O que diabos ele estava fazendo ali depois de tanto tempo e depois de tanto ignora-la nos últimos dois meses? A vontade da mulher ela levantar-se de sua mesa e empurra-lo para fora de sua sala enquanto estapeava seu rosto e seu peitoral, descontando toda sua indignação nele para em seguida manda-lo embora e dar-lhe um beijo demorado como fizera de despedida. Mas ela sequer encontrava sua voz para respondê-lo, quem dirá levantar-se de sua cadeira para expulsá-lo como desejava...
– Posso? – perguntou novamente, ainda sorrindo para ela e adentrando sutilmente pela espaçosa e bem arquitetada sala.
– Já entrou, não é mesmo?! – respondeu ela com azedume. Definitivamente ela iria ter uma conversa séria com Max por não ter anunciado a chegada daquela visita tão (in)desejada – Então, o que quer aqui, Damon?
– Perdoe-me aparecer aqui dessa forma mas não consegui falar com Max para marcar horário... – ele disse, fechando a porta atrás de si e sem que Elena visse girou a chave na fechadura.
– Poderia ter ligado diretamente a mim, tinha meu número de celular no cartão em que lhe dei na noite em que nos vimos... – Elena respondeu mantendo a frieza em sua voz e recusando-se a levantar-se para melhor receber o moreno convencido que entrava em sua sala.
– Desde quando somos tão formais um com outro assim, Elena? – Damon perguntou com deboche, sentando-se em frente a sua amante em uma das confortáveis cadeiras que havia em frente a mesa – Que eu me lembre somos bem íntimos um com o outro para tal formalidade...
– Oh sim, então ele se lembra...– Elena disse sarcasticamente com um riso sem humor – Você não me respondeu ainda o que quer aqui!
– O que todas as pessoas que te procuram querem, seus trabalhos como arquiteta, oras! – respondeu Damon com descaso, sentando-se de maneira despojada.
Os olhos de Damon exalavam humor e malandragem, o que de fato estava irritando insuportavelmente Elena, quem ele achava que era para aparecer em seu trabalho como se nada tivesse acontecido entre eles, dois meses após a mais maravilhosa noite que Elena lembrava-se de ter tido e depois de ele ter a ignorando completamente, como se ela fosse uma completa desconhecida? No mínimo Damon tinha graves problemas mentais para estar fazendo aquilo e nenhum senso crítico. Mas a verdade era que o moreno estava ali pelo único e simples motivo de querer ver aquela mulher emburrada que há um pouco mais de oito semanas o enchera de prazer e que mesmo sustentando uma carranca entre suas sobrancelhas ainda ficava absurdamente sexy e atraente.
– Então, o que quer de mim? – ela perguntou, endireitando-se em sua cadeira e cruzando com força seus braços sob seu busto.
– Então, eu quero fazer um projeto para o meu escritório, arrumar melhor minha sala e inovar algumas coisas...
– Não acho que seja preciso mexer em alguma coisa em seu escritório, ele é impecável a meu ver... – Elena respondeu fazendo o rapaz semicerrar os olhos para encara-la –Mas enfim, preciso da planta de sua sala e das áreas onde quer mexer...
– Pensei que fizesse isso no computador... – Damon respondeu arqueando uma de suas sobrancelhas, ele realmente não contava com aquilo.
– Damon, eu preciso ter noção do espaço para poder mexer nele e planejar alguma coisa! – bufou alto, rapidamente descobrindo que as intenções do moreno não eram com seus serviços como profissional – Sinceramente Damon, o que veio fazer aqui?
– Ok, pelo visto eu não sou tão bom em planejar histórias como você... Eu vim aqui para conversar Elena... – explicou ele fazendo Elena revirar os olhos.
– Ah sim, você quer conversar? Depois de dois longos meses você finalmente decide que é hora de conversarmos e parar de fingir que não me conhece ou que ao menos sabe meu nome? – sem que conseguisse se controlar, Elena eleva seu tom de voz e levanta-se de sua cadeira, inclinando-se sobre sua mesa e batendo com força na superfície de madeira branca – O que diabos quer conversar, Damon Salvatore?
– O que você esperava que eu fizesse, Elena? Que te enchesse de carinhos, te abraçasse e pegasse no colo, mandasse presentes ou que lhe enchesse de mimos? Não sei mas caso não se lembre, você é a amiga da minha esposa com quem eu transei!
– Não Damon, eu não queria nada disso, não queria buquê de flores, telefonema no dia seguinte e muito menos mimos, carinhos e tudo isso, foi apenas uma noite de sexo casual mas ao menos eu esperava que você me tratasse normalmente, que não fingisse que eu sou uma completa estranha para você sem ao menos me olhar ou cumprimentar nas noites em que fui a casa de sua esposa! – ela falava em descontrole, aproximando-se do rapaz inconscientemente – Você acha que Rebekah não percebeu o clima estranho entre nós? Os olhares indiscretos e o fato de eu ser a única entre as mulheres em que você sequer olhou ou cumprimentou?
– Você fala como se o que Rebekah acha ou deixa de achar importasse para você, pare de ser hipócrita Elena, você sequer mediu esforços para ir se oferecer a mim como uma qualquer e agora quer se preocupar com o que sua amiga pensa sobre o fato do marido e a amiga terem ido para cama? Me poupe Elena! – Damon defendeu-se e no instante seguinte, não conseguiu controlar-se e deixou que sua mão chocasse no rosto do moreno em um tapa ardido e barulhento, que o fizera instantaneamente levar sua mão ao local agredido.
– Você é um ridículo, patético, cafajeste que se quer se controlou em cair na cama dessa qualquer uma e fazer as coisas mais pervertidas com ela para então voltar a casa de sua esposa e agir como se nada tivesse acontecido! – ela cuspiu as palavras enquanto o homem reerguia a cabeça para encara-la, evidentemente furioso – Se sua intenção era vir até aqui me insultar e conseguir me deixar extremamente arrependida por ter me deitado com você, parabéns, conseguiu e agora se não se importa, quero que vá embora por favor!
– Eu não vou embora até dizer tudo o que vem me atormentando desde aquela maldita noite em que me deixei seduzir! – Damon disse, encurtando a distância entre os dois e encurralando Elena entre sua mesa de trabalho.
– Então fale, o que diabos você quer Damon Salvatore! – disse ela rispidamente, sem deixar-se intimidar pela proximidade perigosa que o homem havia imposto.
– Eu quero você Elena Gilbert, essa é a única coisa que eu quero e a única coisa que eu penso! Será que não percebe?
– Não, eu não percebo e para ser sincera isso parece até piada para mim! – respondeu ela, erguendo o queixo orgulhosamente realmente não acreditando no que Damon falava.
– Pode até parecer mas é sério! Assim que cheguei em casa depois de nossa noite, Rebekah chegou logo em seguida e eu estava disposto a colocar tudo a limpo com ela e fazê-la me contar a verdade e então ela fez e eu percebi que tudo não passou de uma armação sua... Minha esposa na verdade estava programando férias para nós e negociava com Matt Donovan um de seus iates para fazermos uma segunda lua de mel e você realmente não faz ideia do arrependimento que senti por ter feito o que fiz e do ódio de você por ter me manipulado daquela forma!
– Poupe-me dos detalhes de sua vida com Rebekah, nada disso me interessa! – revirou os olhos com desgosto – Se você veio aqui para me contar sobre a verdade por trás de Rebekah e Matt sugiro que dê meia volta e sinto em lhe informar que perdeu seu tempo!
– Me deixe terminar! – exigiu ele – E então mesmo que estivesse terrivelmente arrependido de ter traído minha esposa eu não conseguia te tirar de minha cabeça Elena, você faz ideia o quanto é difícil desejar um corpo com tanta urgência a ponto de mais nenhum outro te satisfazer? Eu cheguei a um ponto de estar tão louco por você que descontava todo aquele desejo reprimido em Rebekah e no fim acabava ainda mais arrependido e frustrado, primeiro por não poder te ter e segundo por estar enganando ainda mais minha esposa.
– Qual parte do “poupe-me dos detalhes de sua vida com Rebekah” que você não entendeu? Eu realmente não estou interessada em quão frustrante sua vida sexual com sua esposa está... – disse ela com desaforo, obviamente mentindo ao dizer que a frustração do rapaz não a interessava. Na verdade aquilo a interessava tanto que chegava a soar como música aos seus ouvidos de tão prazeroso que era ouvir algo daquele porte – E em qual parte da história explica o fato de você ser um ridículo e mal agradecido em não me olhar ou me cumprimentar?
– Em toda essa que eu lhe contei, oras! Elena, eu nunca havia traído minha mulher e depois daquela noite eu jurei a mim mesmo nunca fazer novamente mas agora tudo o que eu penso e desejo fazer é repetir o que aconteceu naquela noite em sua casa... – Damon falou rapidamente em um sussurro pesado, que invadia os ouvidos da morena e aqueciam seu interior enquanto sua pele arrepiava a cada palavra dita. Porém ela não deixava-se abater, pelo menos não visivelmente – Eu não quero você apenas por uma noite, Elena...
– Acontece, Damon, que eu não quero mais... Nós transamos, foi bom mas é só, acabou minha curiosidade em ter você – ela deu de ombros respondendo com descaso e obviamente falando a maior mentira que já havia contado naquele dia e para aquele homem – E se você não se lembra, permita-me lembra-lo mas você ainda é casado e tenho certeza de que não desfez seu casamento por minha causa.
Realmente a curiosidade havia passado, mas em lugar dela um desejo descomunal em tê-lo por ela saber qual era a sensação de se entregar a ele havia praticamente triplicado de tamanho. Ela sequer sabia de onde estava tirando tanta força e autocontrole naquele momento para ficar tão próxima àquele homem que a fizera enlouquecer há dois meses em uma sala fechada.
– Ah sim como se lhe importasse meu estado civil para ir para cama comigo, não foi o que pareceu há dois meses.
– Como eu disse, curiosidade... – repetiu ela com o mesmo tom de desdém, deixando o rapaz furioso.
Como ela se atrevia a falar algo daquele porte para ele? Era simplesmente inaceitável! Ele iria fazê-la arrepender-se por ter dito tais palavras e engoli-las uma por uma em uma promessa libidinosa.
Sem que ela estivesse esperando, Damon simplesmente acaba com a distância que existia entre eles, encurralando completamente a morena contra a mesa de seu escritório e a fazendo sentar-se sobre a superfície em uma tentativa falha de fugir dele. Um sorriso presunçoso e ao mesmo tempo quase que maligno estampou-se no rosto tencionado de Damon, adorando ver a reação acanhada da mulher que nunca desinibia-se e enquanto observava o peito dela subir e descer irregularmente, ele passou seu braço ao redor de estreita cintura a puxando cada vez mais para si enquanto encaixava-se entre as pernas dela. Oh céus como sentiu falta daquele corpo que modelava-se perfeitamente ao seu, mesmo por cima das roupas ele sentia as curvas de Elena que o enlouquecera uma vez e naquele momento o fazia alucinar de desejo.
– Me solte Damon! – Elena relutou, extremamente ofegante com a proximidade imposta, tentando livrar-se do corpo másculo do homem que a apertava contra si com tanta firmeza e empurra-lo para longe... Em vão é claro, uma vez que suas forças e raciocínio haviam disseminado de seu corpo ao sentir o físico másculo que ela cobiçava encaixando-se perfeitamente a sua pequena estatura – Me largue, agora! – exigiu ela.
– Será que você quer mesmo que eu lhe solte? – com aquele habitual tom convencido, Damon sussurrou roucamente ao ouvido de Elena a fazendo arrepiar da cabeça aos pés e ofegar alto de tesão.
“Não Damon, eu não quero que me solte” respondeu mentalmente.
– Sim! – disse ela em um quase sussurro.
– Não é essa resposta que seu corpo me dá... – ele respondeu com o mesmo tom presunçoso, descendo pelo pescoço da mulher com a ponta do nariz onde inalou fortemente seu perfume para em seguida beijar demoradamente a região.
Sem que conseguisse evitar, seus olhos reviraram de prazer e ela obrigou-se a morder fortemente seu lábio inferior para conter um gemido com aquela provocação. Ela era orgulhosa demais para ceder aos desejos de Damon, mesmo que os próprios não fossem muito diferentes dos do rapaz.
– Repita que não quer mais transar comigo, quero que diga em voz alta que eu vou embora! – ele impôs fazendo Elena suspirar fundo de alívio, porém, no instante seguinte, Damon leva a mão a uma das coxas de Elena a erguendo para sua cintura abrindo espaço para que ele mostrasse o quão excitado estava na região mais sensível da mulher.
Mesmo por baixo da calça social e do jeans que usava, Elena sentia a virilidade de Damon dar sinais de excitação e os movimentos que ele fazia contra sua intimidade a lembravam da sensação indescritível que era recebe-lo.
– Não adianta você fazer isso, eu estou de jeans, Damon... -
– Então diga o que lhe disse... – defendeu ele com um tom zombeteiro, depositando uma trilha de beijos pelo pescoço cheiroso de Elena – Seja minha amante, Elena, eu sei que quer tanto quanto eu...
– Eu não sou esse tipo de mulher para amante, Damon! – disse Elena com rispidez.
– Ah não? – ele riu com sarcasmo – Não foi o que me pareceu quando estava oferecendo-se para mim em meu escritório, é tarde demais para fingir ser moralista Elena!
Estúpido. Cretino. Cafajeste! E todos os nomes que ela pudesse xinga-lo!
– Saia daqui Damon, saia! – insistiu ela, debatendo-se contra os braços do rapaz incessantemente e evidentemente furiosa.
Elena não conseguia captar o que Damon a falava, era absurdo demais para ser entendido. Ela? Sua amante? A outra? Desde muito pequena sua mãe lhe ensinara os valores de um casamento e sempre a orientava, que quando crescesse, era para manter distância de homens casados e apesar de sempre ouvir os conselhos da melhor amiga que ela pudesse ter, seu lado rebelde e depravado a fizera ficar surda quanto esse assunto. Embora ela devesse admitir que a ideia de ter o tão adorado e glorificado marido de Rebekah Mikaelson – sim, Elena ainda recusava-se a pensar na loira como uma Salvatore, era extremamente tentadora.
– Saia, me largue! – enquanto ela debatia-se Damon aguardava até que ela se cansasse e logo que a mulher começou a perder as forças, ele a segurou com força pelos braços.
– Eu juro que é uma situação temporária, meu casamento com Rebekah está de mal a pior e é uma questão de tempo até nos separarmos... Eu preciso de você Elena, por favor, eu não iria lhe procurar se não tivesse tanta urgência por você!
– Retire o que disse, então! – exigiu com rispidez.
– Eu retiro! Sua resistência está acabando comigo, Elena, me perdoe por isso mas você sabe o que é estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe do que desejas? É de tirar do sério! – com delicadeza e carisma, ele disse encarando as orbes chocolates da moça que o olhava intensamente e então levou a mão até o macia face da mulher que fechou os olhos ao receber carinho no local – Por favor...
– Maldito seja você com essa proposta indecente! – sussurrou ela, rendendo-se as carícias do rapaz e espalmando suas mãos em seu peitoral sobre o terno grafite que usava, dessa vez não para empurra-lo e sim para acabar com a maldita distancia que havia entre seus lábios.
Fora como se tudo o que tivesse acontecido fora esquecido no momento em que a boca de Elena estava contra a dele, os lábios macios movendo-se aos dela em um beijo extremamente intenso e ávido arrancando-lhe todo e qualquer pensamento coerente e relute que houvesse. Os sedosos fios pretos já estavam entre os dedos finos de Elena que os puxavam para si e arranhavam a nuca do rapaz intensificando o beijo que chegava a ser selvagem devido a tanta necessidade, ela reconhecia perímetro na boca de Damon e acariciava-se a sua língua como uma velha amiga enquanto ele saboreava da boca da morena com a mesma urgência. Era como estar em casa novamente, ou melhor, de volta ao paraíso. Todas as sensações, as carícias, os toques, o sabor do beijo, tudo exatamente como lembravam e até melhor. Aliás, muito melhor.
Damon acariciava as coxas de Elena que o abrigavam entre suas pernas e adentrava suas mãos por debaixo da blusa preta e básica que usava com um blazer vermelho, sentindo sua pele macia e quente contra seus dedos que a acariciavam sem muita delicadeza e a medida em que seu polegar fazia movimentos circulares pela barriga reta, ele voltava a simular investidas que deixava Elena em um estágio de excitação inexplicável. Ela sequer sabia como aproveitar daquele homem primeiro, sua boca continuava a praticamente duelar contra a dele mas que logo após uma longa sugada em seu lábio inferior, desceu com seus lábios até seu pescoço onde começou a beijar com veemência o local obrigando-a a agarrar-se em seus ombros largos para que não caísse sobre os objetos em cima da mesa.
– Eu quero você. Agora! – disse Damon com urgência, levando as mãos aos botões da calça jeans de Elena, sendo impedido de prosseguir em seguida.
– Aqui não, eu pai está na sala ao lado, Damon... – ela respondeu extremamente ofegante.
– Oh sim e você tem medo que ele escute os gemidos da princesinha do papai e que ele descubra o quão devassa você pode ser?! – perguntou ele em deboche.
– Sim! – Elena respondeu com um tom obvio que o fizera rir em negação – E outra, meu pai não precisa estar a par de minha vida sexual e nem das coisas que eu faço...
– Certo... Rebekah está viajando para casa dos pais, podemos ir para minha casa já que é mais perto...
– Nem pensar – negou a morena instantaneamente – Eu não vou transar com você na cama que você divide com ela... Nós vamos para a minha casa!
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