Luxúria
4 Amantes
Notas iniciais
A porta da frente fora fechada com força, dando toda a privacidade para aqueles dois corpos que tentavam fundir-se em um ao entrar pela sala. Nenhum segundo fora desperdiçado e no mesmo momento em que Elena descera de seu carro Damon não tardou em envolver o corpo da moça contra o seu para prosseguir o que faziam no escritório dela, e em seguida, junto com a porta, as costas da mulher que prendia-se ao pescoço cheiroso de seu amante. Distância era algo totalmente dispensável entre aquelas duas pessoas sedentas que tentavam contrariar a lei da física sobre dois corpos não poderem ocupar o mesmo espaço, definitivamente quem fizera tal afirmação não sentira tamanho desejo e necessidade que aqueles dois amantes sentiam um do outro. Damon pressionava Elena contra seu corpo, apalpando suas majestosas curvas ainda por cima dos grossos tecidos de suas roupas enquanto a mulher alisava o peitoral do rapaz por cima da camisa social, tateando e abrindo aleatoriamente os pequenos botões da mesma por já ter se livrado de seu terno ao entrarem por sua casa. Tudo isso sem ao menos afastar suas bocas e interromper o beijo que apenas se intensificava. Eles tinham pressa para se verem livres de qualquer coisa que pudesse cobrir seus corpos, sentiam sede dos lábios um do outro como se a sanidade deles dependesse daquele beijo, e toda aquela afobação apenas comprovava o quão necessitados eles estavam.
– Eu quero você, sem torturas e sem enrolações, Elena – disse ele ao pé do ouvido de Elena, extremamente ofegante e a paralisando ainda mais contra a larga porta de madeira – O resto do dia te fazendo minha... – ele adicionou, fazendo um sorriso malicioso alargar os lábios inchados e vermelhos de Elena.
E era exatamente aquilo que ela queria, tê-lo a tomando para si em todos os lugares daquela casa que eles conseguissem. Ela queria correr atrás dos três anos perdidos em que ela reprimiu aquele desejo inexplicável que sentia por Damon e mais do que tudo, queria esquecer aqueles longos meses que se passaram após a primeira noite dos dois acontecerá. Elena iria apossar-se da mente, do corpo e de cada partícula daquele homem e sem nenhum ressentimento ele iria permitir aquilo a ela. O resto do dia o fazendo dela.
Em uma resposta não verbal, ainda sorrindo com aquela perversa promessa do rapaz, a mulher afastou de seus ombros o blazer que usava para em seguida deixá-lo cair aos seus pés em um incentivo para que ele cumprisse o que havia dito, mas que no fim acabará causando certo fascínio em seu telespectador.
– Está facilitando meu trabalho, amor? – perguntou Damon com um sorriso fascinado, imaginando o quão excitante seria ter aquela mulher que exalava sensualidade despindo-se para si. Obviamente isso era algo que ele gostaria de presenciar mas que naquele momento não era uma boa ideia ao julgar a urgência que sentia por ela, a lentidão de Elena em seus movimentos apenas enfurecia aquele desejo extremamente primitivo de Damon.
Com uma mordida no lábio inferior em meio ao mesmo sorriso malicioso, Elena assentiu balançando positivamente a cabeça e então pegou as mãos do homem parado diante de si levando-as até sua cintura por debaixo de sua fina regata preta para em seguida começar a guia-las pelo seu corpo a medida em que ela mesma subia o tecido. Ora ou outra ela retardava o processo voltando o caminho até sua cintura, o que irritava o homem que a tocava e descontava a frustração no pescoço dela com beijos e mordidas fortes, mas Elena não importava-se com a irritação de Damon. Ao invés disso, insistia em tirá-lo cada vez mais do sério ao chegar perto de seus seios e não deixá-lo toca-la naquele local.
– Pensei que tivesse dito que não queria torturas ou enrolações! – grunhiu ele mais uma vez ao pé do ouvido dela.
– Não podemos transar de roupas, babe... – Elena respondeu vitoriosa e ofegante. Ela sequer sabia o que estava fazendo mas apenas o fato de estar conseguindo torturar o moreno daquela forma a fazia infinitamente orgulhosa.
– Do que você me chamou? – ele perguntou com um sorriso extasiado de tesão pelo que ela havia o chamado, ignorando por completo o que ela havia dito para justificar suas torturas. Será que aquela mulher fazia noção do que causava naquele homem ser chamado de "baby" por sua voz extremamente sedutora e naquela ocasião? Era óbvio que ela sabia e mais óbvio ainda que ela fizera propositalmente.
– De "babe”... – Elena respondeu com certo descaso em um tom extremamente pervertido e um tanto manhoso.
– Repete... – sem muita delicadeza, Damon emaranhou seus dedos aos cabelos de Elena, adentrando suas mãos por debaixo de suas longas madeixas, puxando seus fios e então a imobilizou contra a porta, a obrigando a sustenta-lo entre suas pernas de modo que a erguia do chão para que ele se encaixasse entre elas enquanto a segurava pela cintura com o braço livre.
Um gemido sôfrego escapara de Elena pela forma quase que bruta com que Damon a mantinha contra si e instantaneamente suas pernas vacilaram com a onda de tesão que invadira seu corpo. Ainda que a mulher gostasse de dominar, naquele momento um desejo impudico de ser dominada por Damon alastrou-se por seu corpo fazendo-a suspirar com a sensação de submissão. Elena gostava de comandar mas acima de tudo gostava de atitude e atitude era o Damon mais tinha sendo assim uma das coisas que mais a atraia nele, e vice versa. Provavelmente o que os tornavam tão quentes e atrativos um ao outro era essa disputa, esse desafio que viam em si, com personalidades tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais eles conseguiam enlouquecer o outro em um estalar de dedos. A força com que ele a mantinha era descontada contra os quadris da morena, naquela região sensível entre suas pernas onde Damon insistia em pressionar sua ereção contra.
– Sussurra para mim o que você acabou de dizer... – insistiu ele, investido contra ela e arrancando um gemido sôfrego da mulher que esforçava-se em não reagir daquela forma.
– Felizmente não podemos transar de roupas, babe... – ela repetiu com o mesmo tom, sussurrando ao pé do ouvido de Damon que estremecera levemente.
– Alias, nós podemos sim mas eu lhe quero nua para mim... – ele respondeu presunçosamente, satisfeito com a forma com que aquela mulher agia quando estavam juntos. Apesar de toda a postura durona e extremamente sexy da morena, com ele, ela parecia padecer e tê-la tão “submissa” e flexível a ele o deixava incrivelmente presunçoso.
Sem conseguir aguentar as atitudes da morena Damon solta um riso debochado com a resposta inconsciente de seu corpo e então livra-se do aperto de suas mãos para finalmente retirar aquela blusa de seu corpo. Ou melhor, arrancar a peça. E então com a mesma urgência e rapidez, eles espalharam pela sala as malditas roupas que os impediam de sanar a vontade mais intima de ambos criando aquele contato delicioso entre seus corpos nus, que mesmo sem aquela conexão desejada conseguiam causar sensações inexplicáveis apenas com o roçar de suas peles nuas em meio aos beijos e toques. O fôlego já havia se tornado escasso e ainda que o oxigênio fosse espirado de forma pesada eles recusavam-se a quebrar a carícia de seus lábios, e com aquela forma mais singela de demonstração de afeto Damon apossava-se de Elena tomando todo o autocontrole e resistência que pudesse existir na moça, o que não era extremamente difícil de fazer, mas a forma com que ela rendia-se a ele com aquele quase inocente contato o deixava fora de si. Os lábios de Damon haviam se tornado o paraíso na terra para Elena, era incompreensível a maneira que a língua quente dele em contato com a sua a excitava, de um jeito que apenas ele conseguia fazer.
Cada toque. Cada beijo. Cada suspiro, murmúrio, sussurros extasiados repletos de desejo e volúpia. Cada pedido por mais. Eles suavam desejo, estremeciam em tesão, emanavam luxúria.
Com lentidão, Damon prosseguiu com seus toques enquanto saboreava dos seios fartos de Elena, sua mão esquerda seguia o contorno perfeito da lateral do esguio corpo da mulher aproximando-se lentamente dos quadris dela até chegar as coxas torneadas que o sustentava entre suas pernas. Elena perdia seu rumo na mesma velocidade que desejava que aquilo entre os dois prosseguisse, rapidamente, seu corpo encontrava-se em chamas devido ao calor que era alastrado pela mão forte do homem que a acariciava e a boca úmida que sugava seu seio veemente, ela só poderia estar no inferno. Ou melhor, ela definitivamente iria para o inferno por estar tendo tais sensações com o marido de sua amiga, e junto levaria seu amante que perdia-se pecaminosamente em seu corpo.
– Você é minha perdição, Elena! – assumiu Damon, extremamente ofegante e derrotado, erguendo seu rosto para encarar a mulher montada em seu colo.
Não tinha mais como ou motivos para esconder aquilo, Damon já era louco por Elena e estar indo pela segunda vez para a cama a com a morena – com a proposta de ela ser sua amante, comprovava isso.
– E você já era a minha muito antes de eu ter lhe provado! – ela respondeu de olhos fechados, extasiada, com um sorriso deslumbrado enfeitando suas feições de prazer.
Sem demorar mais, Damon leva a mão que descontava seu desejo nas coxas de Elena até a região entre suas pernas onde a mulher mais desejava ser tocada, e assistindo a suas feições, o rapaz acaricia o centro de prazer dela com lentidão arrancando um suspiro fundo e sôfrego da morena.
– Damon! – ela gemeu baixinho, como uma criança manhosa, prendendo seu lábio inferior entre os dentes – Pensei que tivesse dito que não queria enrolações ou torturas...
– Isso é tortura para você, amor? – com aquele tom inocente e que ao mesmo tempo exalava malícia, Damon provocou Elena e antes que ela tivesse oportunidade de responder, o moreno aprofunda suas carícias até a entrada de sua feminilidade, brigando com as paredes quentes do local que comprimiam seus dois dedos intrusos.
– Damon!! – mais uma vez, sem que pudesse ser controlado, o nome do homem causador de tamanha aflição escapa manhosamente entre os lábios de Elena que pressionava-se contra o corpo másculo e suado sob si.
Céus, como ele adorava tê-la gemendo daquela forma para ele.
Sorrindo presunçosamente, Damon começou a mover seus dedos sem pressa, acariciando seu ponto de prazer lenta e intensamente, conseguindo transformar os sussurros de prazer em gemidos altos e incontrolados que ecoavam pela sala enchendo o ego masculino e viril do moreno. Ela estava tão apertada, tão quente e úmida, tão pronta para recebê-lo que o homem precisava controlar-se para não afundar-se no corpo dela e substituir seus dedos pelo seu membro pulsante. Em meio as suas carícias ele estimulava seu clitóris sem diminuir o ritmo ou atrapalhar-se com o trabalho de seus dedos, a mulher em seu colo já estava extasiada de prazer, completamente atordoada e fora de si com o prazer imensurável e indescritível que sentia. Ela tremia, estremecia com tudo aquilo, seu corpo sequer tinha forças para auxilia-lo com tais carícias e a mulher simplesmente enlouquecia com a devida atenção dada a parte mais necessitada e sensível de seu corpo. E que diga-se de passagem, encontrava-se ainda mais sensível naquele momento e pulsante que o normal.
Uma fina camada de suor cobria o corpo de Elena e a cada nova sensação, a cada segundo que aquele prazer intensificava-se, ela sentia-se esquentar como o inferno, como se ela não estivesse completamente nua sobre aquele homem habilidoso. Era única a sensação de prazer que intensificava-se e crescia, seu corpo, sua pele pareciam arder de necessidade de serem tocados e Damon estava disposto a lhe dar todo o prazer que conseguisse, a mão livre do rapaz segurava fortemente a cintura de Elena mas no momento em que o corpo pequenino estremecera e que ela tombara a cabeça para trás, apoiando-se em seus ombros, inconscientemente os longos dedos foram parar em seus seios tão convidativos e extremamente saborosos, degustando-se da pele sensível e fina do corpo de sua amante.
Ele realmente iria enlouquecê-la.
– Argh Elena você vai me deixar todo marcado! – repreendeu ele, de forma divertida, a mulher que arranhava seus ombros e braços com força.
– Eu não me importo... – respondeu ela em um sussurro, lânguida e extasiada de prazer, remexendo-se no colo do homem que lhe tortura impetuosamente.
– Você pode não se importar mas Rebekah obviamente se importa... – Damon respondeu, sem diminuir a intensidade das carícias e já sentindo o corpo de Elena tencionar.
– Continuo não me importando... Damon... – disse ela, arrastando com ainda mais força as unhas ao longo dos bíceps fortes de Damon até chegar a nuca do rapaz onde puxou com força seus cabelos – Damon...
O nome do homem saia como súplicas, pedidos incessantes e incoerentes que não eram concluídos mas que ele sabia bem o que queriam dizer... Elena mordia fortemente o lábio inferior em uma tentativa falha de abafar os sons emitidos pela sensação que aproximava-se dela, seu corpo mergulhava em um mar de fogo, era atingido por uma onda de prazer inexplicável que fizera tencionar cada parte de seu corpo, desde lá onde o homem a tocava até os dedinhos dos pés... Até que com um último gemido sôfrego a deliciosa sensação de libertação a atingiu em um clímax extremamente intenso.
– O que você fez comigo? – ela perguntou extasiada e extremamente ofegante, deixando seu corpo padecer sobre o de Damon escondendo seu rosto na curvatura do pescoço cheiroso de seu homem.
– Te fiz gozar, só que de verdade... – ele respondeu presunçosamente, obviamente gabando-se por ter sido o único a favorecer tal prazer a Elena, que por sua vez, sequer importou-se com o tom do homem, afinal, apenas o fato de ter sido ele que lhe deu tal orgasmo a fazia sentir o mesmo sentimento em relação a ele.
Com uma breve pausa o suficiente para que Elena conseguisse retomar parte seu fôlego, Damon posicionou o corpo ainda um tanto trêmulo de sua amante sobre si com o perverso pedido que fizera a mulher estremecer em desejo; “Eu quero você perdendo-se em mim, Elena...” e que facilmente fora atendido. Afinal, ela não era tola o suficiente para negar tal pedido de Damon Salvatore, se ele a queria perdendo completamente seu controle e sanidade em cima dele, ele teria, fácil e simples assim.
E de fato, Elena deu a ele –ou melhor, aos dois, o que eles mais ansiavam desde que entraram por aquela sala até que seus corpos caíssem languidos sobre o tapete da sala de Elena.
– Hm sério mesmo que fizemos isso no meu tapete da sala? – ela choramingou baixinho, fazendo o homem ao seu lado rir divertidamente de sua preocupação e então a puxa-la para os seus braços e aconchega-la ali.
...
– Hey... – Elena moveu-se lentamente, apoiando-se em seus cotovelos para falar com o homem praticamente adormecido que lhe abrigava em seus braços após longos minutos terem se passado – Quer comer alguma coisa?
– Você vai fazer algo para nós? – Damon perguntou sorrindo com ironia para a mulher nua que havia levantado ao seu lado.
– Uhum, pode acreditar! – ela respondeu com sarcasmo, procurando pelo chão sua pequena peça intima e a camisa do rapaz – Provavelmente Cassandra deixou algo pronto antes de ir embora, ela sempre deixa... Venha...
– Elena, onde você deixou minha boxer? – o rapaz perguntou, um tanto quanto indignado, procurando as cegas pela peça de roupa desejada.
– Você tem sérios problemas em encontrar suas roupas na minha casa ou é apenas impressão? Damon, está atrás de você perto do sofá! – ela o respondeu com um tom divertido enquanto abotoava alguns botões da larga camisa masculina que estava vestido.
– A culpa não é minha que você simplesmente joga minhas roupas em qualquer canto! – defendeu-se enquanto punha-se lentamente em pé para colocar a boxers perdida e então seguia a morena que havia ido para a cozinha.
– Oh sim, prometo queda próxima vez irei dobra-las com cuidado e deixa-las empilhadas para que você ache como se não tivéssemos coisas mais importantes para fazer! – Elena revirou os olhos ainda com sarcasmo, virando-se de costas para a grande geladeira inox – Como eu disse, Cassandra deixou algo para comermos! – sorriu presunçosamente.
– “Querida Elena, deixei na geladeira aquele doce de chocolate que você gosta para curar a tpm e no forno tem uma torta salgada quentinha. Espero que goste, com amor, Cassandra!” – Damon leu com uma voz firme ao bilhete deixado sobre o balcão da cozinha – Tpm?
– Nunca ouviu falar que uma mulher com tpm e crises de enxaqueca são realmente perigosas? Tão perigosas que com apenas um telefonema a casa ficou totalmente vazia... – respondeu Elena com um sorriso inocente mas com um olhar sugestivo e repleto de malícia – Para nós dois...
Ao entender sobre o que Elena referia-se, o moreno tombou a cabeça para trás, gargalhando estrondosamente. Enquanto eles estavam a caminho da casa da morena, Elena telefonou a Cassandra, sua fiel governanta, para que ela e os rapazes que trabalhavam na reforma de sua casa tirassem o resto do dia de folga pois ela estava com uma forte dor de cabeça e uma cólica interminável e queria descansar em silêncio. Sem questionar o pedido da patroa, a ordem fora cumprida e ao chegarem a casa estava completamente vazia para os dois.
– Ah certo, entendi! – disse Damon – Então é isso, todos por aqui te mimam, até sua governanta?
– Quem não me mimaria? Eu sou adorável! – ela deu de ombros, retirando da geladeira o doce e fazendo seu companheiro gargalhar ainda mais alto.
– Oh sim, incrivelmente adorável, principalmente quando está ajoelhada na minha frente fazendo loucuras com a boca... – respondeu ele, com a voz carregada de malícia e perversão, umedecendo seus lábios com a língua enquanto assistia sua amante lamber uma colher com o doce e corando em seguida – Aposto que seu pai iria achar adorável ver sua princesinha entre as pernas de um homem... – ele provocou, lembrando-se da foto que vira na sala em que Elena usava uma coroa em um de seus aniversários e seus pais lhe beijavam as bochechas.
– Já lhe disse que meu pai não precisa saber das coisas que eu faço, Damon! – Elena defendeu-se, revirando os olhos e oferecendo o doce ao homem que ria – Está ótimo, sério!
– Realmente deve estar! – ele sorriu, aproximando-se dela e encurralando seu corpo contra o balcão para em seguida segurar seu rosto e selar seus lábios em um beijo lento e envolvente.
Vagarosamente Damon adentrou sua língua pela boca literalmente doce de Elena, a beijando com cuidado, provando da deliciosa combinação que era a doçura do doce com o sabor de seus lábios em um beijo preguiçoso. Correspondendo ao ritmo imposto, a morena deixou que o homem guiasse o beijo apenas movendo-se contra ele entendendo a intenção daquele beijo.
– E então, você não me disse se aceita a proposta que lhe fiz... – mantendo a proximidade entre os corpos e olhando dentro dos olhos de Elena, Damon falou seriamente e com um tom cauteloso.
– Eu pensei que já tivesse respondido te trazendo para cá... – ela respondeu com um suspiro fundo, encarando-o tão firmemente quanto ele fazia – Mas é temporário Damon, eu não vou ser a outra por muito tempo, ou você cumpre sua promessa ou ficara sem sexo!
– Eu prometo!
Elena não tinha condições de recusar aquilo, a morena não encontrava-se em uma posição que pudesse escolher entre o sim e o não... Apesar de seu conflito interno e de seu lado racional – ainda que minúsculo quando em relação a esse assunto, berrar dizendo o quanto aquilo era errado e que não deveria, de jeito nenhum, aceitar aquela loucura, a paixão da mulher a obrigava a aceitar o pedido indecente do rapaz e não resistir mais aquele par de olhos incrivelmente azuis que lhe faziam estremecer por dentro. Era Damon, o homem que por tanto tempo cobiçou, ela não podia ser tão tola a ponto de recusar o pedido do homem de dividir a cama com ele quando quisessem. Além disso, os dois já haviam dormido juntos, a traição já fora feita então o que mais ela poderia fazer a não ser aproveitar dignamente daquele homem? E que a verdade fosse dita, Elena sabia exatamente como aproveitar do homem de sua amiga. A sensação de ter Damon em sua cama, de tê-lo fazendo loucuras com ela como ela sempre imaginou e ouviu sua amiga se gabar era indescritível e saber que ele estava ali, propondo-se a ter um caso com ela era ainda melhor do que pudesse imaginar.
Definitivamente ela não tinha como recusar essa proposta... E fora exatamente o que fizera; jogou-se nos braços daquele homem, entregando-se a ele pela primeira vez oficialmente como sua amante.
Juntamente com o consentimento do pedido extremamente indecente viera as intermináveis noites de prazer, os encontros as escondidas, a relação dos dois que intensificava-se a cada noite que passavam juntos e em conjunto a todo o pacote luxurioso que era a relação dos dois, as discussões, os ciúmes e claro, o inevitável sentimento. Elena envolvia-se cada vez mais com Damon, entregava-se a cada dia que passava àquele homem e mergulhava naquela relação sem ter noção de que pudesse se afogar. E Damon, por sua vez, descobria que por trás daquela sedutora mulher realmente havia uma adorável "princesinha do papai" que apesar de anormal e extremamente sexy era uma mulher como todas as outras com sentimentos e sonhos – algo que devido a sua postura autoritária e durona muitos desacreditavam existir esse lado.
Porém, nenhum dos dois atrevia-se a assumir e até mesmo convencer-se de que havia algo a mais além dos prazeres que uma relação sexual pudesse favorecer.
– E então, você e o Salvatore... – rindo de forma zombeteira, Matt, o convidado da noite e também melhor amigo de Elena, quebrou o silencio que se forma naquela mesa de café da manhã para provocar a morena um tanto emburrada.
Na noite passada, após o casal ter planejado um perfeito “happy hour” a dois após uma semana de trabalho e duas semanas sem se verem, Damon cancelara a noite dos dois preferindo assim ficar em casa e passar seu final de semana com a esposa ao lado deixando Elena realmente furiosa. E como se não bastasse a discussão dos dois quando Elena fora encontrar com seu companheiro após ter saído de seu escritório, a mesma discussão continuara por mensagem de texto antes de dormir. Porém, como seu “fiel escudeiro” e como distração decidiu chamar Matt para que os dois pudessem fazer algo e após uma breve ligação o loiro dos olhos claros já estava ouvindo os desabafos de sua amiga enquanto bebiam juntos.
– É apenas sexo, Matt – respondeu ela, bebericando do conteúdo de sua caneca.
– Você deve estar no céu, não é mesmo? – concluiu o rapaz loiro, fazendo a amiga sorrir deslumbrada em resposta. Apesar de toda discussão e conflito no dia anterior, a morena de fato estava no céu, afinal, era impossível não estar provando do paraíso tento o homem de seus sonhos em sua cama.
Matt era uma das, senão a maior, testemunha sobre a saga de Elena em relação a Damon então era de se esperar que ele estivesse tão feliz quanto a própria pelos últimos acontecimentos. E obviamente por outros motivos.
– Isso quer dizer que meu caminho está livre para Rebekah? – ele perguntou com um ar esperançoso que tentava camuflar com a usual descontração.
– Infelizmente Damon e Rebekah ainda estão casados, muito bem casados, mas se quiser um estímulo; vá em frente e sem ressentimentos. Talvez pudéssemos nos juntar para acabar com esse casamento! – Elena respondeu com acidez e uma amargura evidente que não deixava dúvidas de que algo entre aquele casal de amantes havia acontecido.
O fato era que a preferência de Damon em ficar em casa com sua tão adorada esposa no final de semana que seria dos dois fizera Elena pela primeira vez sentir as dores de ser somente "a outra". Ela sempre fora a única, a adorada e insubstituível Elena e de repente a morena via-se em uma situação tão mutável e inconstante que aquela ideia de ser trocada, de ser a segunda opção de um homem – quando sempre fora a primeira, lhe incomodava excessivamente. Ainda que soubesse de todos os “poréns” de ser a amante, não conseguia simplesmente aceitar a situação. Principalmente quando a pessoa por quem ela era trocara era ninguém menos ninguém mais que Rebekah.
– Eu gosto da ideia – Matt riu com divertimento mas obviamente tudo aquilo não passava de uma brincadeira, pelo menos para Elena – Mas rebekah parece ter um autocontrole sobrenatural...
– Vocês já... – perguntou Elena um tanto quanto chocada e claramente esperançosa em ouvir a resposta que poderia mudar sua situação com Damon.
– Infelizmente não mas não foi por falta de tentativa – respondeu com um tom cabisbaixo – Mas agora eu pego aquela mulher de jeito! Ainda mais agora que o marido dela deve estar em falta em alguns assuntos por estar exausto satisfazendo certa morena insaciável...
– Você sabe o quanto eu agradeceria! – Elena gargalhou alto tomando a cabeça para trás mas antes que seu amigo pudesse responder ou que a morena pudesse adicionar algo, a campainha da casa de Elena fora tocada ecoando alto pela casa.
– Você está esperando alguém? – Matt perguntou.
– Não na verdade... – Elena respondeu levantando-se da cadeira para ir atender a porta – Os porteiros conhecem o carro de Damon, mas ele está com Rebekah...
A possibilidade de certo moreno dos olhos azuis estar do outro lado da porta fazia o coração da mulher bater descompensado embora tal possibilidade fosse completamente descartável quando ele mesmo enfatizara que ficaria os dois dias seguintes em casa. Provavelmente fosse seu orgulho machucado tentando reerguer-se com a esperança de que os dois pudessem se ajeitar com a provável visita, porém, Elena mantinha firme em sua mente que poderia decepcionar-se ao encontrar algum de seus vizinhos enxeridos reclamando por algo que ela não fizera na noite passada. Mas para sua grande sorte e surpresa sua primeira suposição ao citar os porteiros estava certa e ao abrir a grande porta de madeira a figura de seu homem vestindo uma roupa de ginastica quase lhe fizera sorrir.
– Bom dia, amor! – disse ele com certa animação em uma atitude clara de bandeira branca.
– Damon, Hey! O que faz aqui? – perguntou ela um tanto surpresa, percebendo que naquele instante havia adquirido uma pequena encrenca para o seu lado devido a pessoa que estava em sua mesa tomando café da manhã.
– Vim lhe ver, é claro! – respondeu Damon com descaso.
– Pensei que fosse ficar com Rebekah esse final de semana...
– Eu ia mas Rebekah preferiu passar o dia no salão com sua mãe e a prima então eu vim jogar tênis... – ele respondeu com tranquilidade, ignorando o tom um tanto rude da mulher, e piscou maliciosamente ao citar seus novos planos.
– Hm certo... – Elena assentiu com o cenho franzido abrindo espaço para que Damon entrasse e controlando-se para não dizer o que vinha em sua cabeça naquele momento devido a presença de seu amigo logo atrás – Acho que você se lembra de Matt, não é? – assim que o moreno entrou pela casa já percebendo que sua morena não estava sozinha antes que ele chegasse, Elena suspira presunçosamente e então encara o homem que instantaneamente mudou de humor.
– Hey damon! – cumprimentou Matt.
– Donovan! – Damon acenou a cabeça tentando parecer educado mas sua indignação e incomodo com ele ali eram extremamente evidentes para passar despercebido.
– Bom, eu vou deixar vocês sozinhos, está na minha hora... – com o ultimo gole em seu café, o rapaz loiro e envergonhado levantou-se da mesa sacando sua carteira, celular e chaves do carro e seguiu até sua amiga – Tchau Lena, nós nos falamos?
– Claro, claro! – a morena assentiu aceitando de bom grado o beijo demorado que era deixado e ao observar a rigidez na postura do homem que levara uma de suas mãos as costas dele, decidiu que seria hora de reerguer seu ego de outra forma, provocando seu amante – Obrigada por noite passada...
– Sem problemas... – respondeu ele mecanicamente – Até mais Damon...
Limitando-se a palavras, Damon balançou a cabeça mais uma vez e então assistiu a visita indesejada sair pela porta deixando os dois sozinhos. Perigosamente sozinhos. Ao considerar o desejo incontrolável de Elena em provocar seu amante que a magoara na noite anterior e a fúria do próprio que fora afetado de forma bem sucedida pela provocação de sua morena, o que aconteceria naquela casa nos próximos minutos indicava que não seria muito bom. Ou seria...
– O que foi? Porque está me olhando dessa forma? – perguntou Elena, encarando seriamente as duas safiras que brilhavam de... Fúria.
– Você tem saído com outros caras, Elena? – a fúria de seus olhos refletia-se em seu tom de voz ríspido ao dirigir-se a morena que o encarava de braços cruzados.
– Bom, eu tenho saído com muitas pessoas ultimamente Damon não que isso lhe importe... – ela respondeu autoritariamente erguendo o queixo igualmente seria.
Claramente Elena havia mentido sobre estar saindo com outros caras e até mesmo outras pessoas, mas momento nenhum ela cogitou em falar aquilo ao homem que lhe pedia satisfações afinal seria submeter-se demais aquele homem que tão facilmente a tinha em mãos. Além disso, ela ainda sentia sede de provoca-lo.
– Eu pensei que estivéssemos juntos, Elena, não sei como pude ser tão tolo a ponto de confiar a esse ponto em você!
– Nós estamos juntos mas isso não lhe impede de ir para cama com Rebekah e me tratar como segunda opção! – ela disse amargamente – Qual é Damon, você está bravo comigo porque Matt estava aqui?
– Eu não estou bravo com você porque Matt estava aqui e sim porque ele estava em sua casa em um sábado de manhã enquanto vocês tomavam café da manhã juntos com você vestindo apenas uma camisa e agradecendo a ele pela noite anterior! – disse ele exaltado, praticamente gritando com a mulher que não cedia.
– Sua camisa, Damon! – ela disse enfatizando que a roupa que usava pertencia a ele – Você acha que aconteceu algo entre Matt e eu?
– Está evidente de que aconteceu!
– Não vejo o porquê de tamanha evidência! – defendeu-se – Quantas vezes eu tenho que dizer que eu e ele somos apenas amigos e que nunca nada rolou entre nós dois?
– Não venha me dizer que vocês passaram a noite jogando cartas... Você até agradeceu pela noite, algo que nunca fez comigo!– riu Damon com desgosto e sarcasmo.
– Basicamente foi isso e eu o agradeci pela companhia porque o homem que deveria estar comigo na noite passada me trocou e preferiu ficar em casa, se você quer saber nem dividimos um quarto e se quiser averiguar isso, pode subir e ver minha cama desfeita e a do quarto de hóspedes! Eu já lhe disse uma vez que não precisa se preocupar com Matt, pelo menos não em relação a mim porque aparentemente ele ainda é louco por sua mulher.
– Por isso mesmo que eu não gosto e não consigo confiar nele!
–Tudo bem mas eu gosto dele e agora será que tem como você se acalmar? – Elena pediu, suspirando fundo e seguindo seu próprio conselho.
– Então você costuma a aproveitar as noites que não estamos juntos? – ele perguntou sério, aparentemente mais calmo mas ainda sustentando o semblante irritado.
– Algumas apenas... – Elena respondeu com descaso, mentindo descaradamente.
– Isso é uma pena porque eu normalmente fico mal humorado nessas noites que não estamos juntos por não conseguir me satisfazer completamente, irei tomar mais cuidado da próxima vez em te ligar de madrugada ou então de escapar para sua casa já que corre o risco de te atrapalhar em alguma coisa! – com o sarcasmo habitual entre os dois as discussões, Damon disse controlando-se ao máximo para não fazer alguma besteira.
– Obvio! – Elena riu sem humor – Liga para sua segunda opção, para seu canalizador de estresse, para o step do sexo!
– Você entende tudo errado Elena! – Damon revirou os olhos bufando alto.
– Então porque você não é mais direto?!
– Eu acabei de lhe dizer que não me satisfaço com minha mulher por que quero estar com você e você está brigando comigo e falando que está saindo com outros caras! – com um tom derrotado, Damon assumiu batendo suas mãos nas pernas em um sinal de rendição e indignação ao mesmo tempo fazendo Elena paralisar com o que ele havia dito.
“Eu acabei de lhe dizer que não me satisfaço com minha mulher por que quero estar com você” ... Era como música aos seus ouvidos, era como se uma suave melodia tivesse a feito relaxar naquele exato momento. Será que tinha algo melhor a se ouvir em situações como aquelas do que aquela confissão? Aliás, não tinha melhor sensação do que saber que Rebekah, a esposa ideal, exemplar e ardente não conseguia mais satisfazer seu marido viril e perfeito porque ele provara de um sexo melhor fora de casa? Definitivamente, para Elena, não.
– Eu não estou saindo com outros caras, ok? Você é o único homem que eu tenho dormido em todo esse tempo que estamos juntos! É você quem entende tudo errado, Damon! – ela desabafou, visivelmente derrotada, desistindo no mesmo instante de sua ideia de provoca-lo.
Era obvio que a morena não estava saindo com outra pessoa além de Damon, de fato ela tentara um ou dois encontros mas que foram um total fracasso. Elena não sentia mais vontade de outro homem, não satisfazia-se mais com outro homem que não fosse Damon, mas isso definitivamente era algo que ela não iria contar a ele, pelo menos não ainda.
Assim que ela ficara em silêncio, a espera da resposta do homem que a ouvia com atenção, Damon limita-se a qualquer resposta verbal e acaba com o espaço entre os dois, fazendo o que desejou ter feito desde o momento em que ela abrira a porta.
– Agora será que podemos pular para parte onde melhor nos entendemos e que não deixamos assuntos em branco? – ele perguntou ofegante, separando seus lábios apenas o necessário para que o convite fosse feito.
E então tudo começara com um beijo e terminara com os dois ofegantes e suados na cama de Elena.
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