Luxúria
7 Parte Final: Positivo
Notas iniciais
– Hey, como você está? – perguntou Damon preocupado, sentando-se ao lado da morena na cama – Cassandra me contou o que aconteceu...
Ele havia acabado de chegar na casa de Elena após o trabalho e assim que colocara os pés para dentro da grande sala de estar, Cassandra correu ao seu encontro em desespero para lhe contar o que havia acontecido com Elena uma vez que a morena recusou-se a ligar para ele durante o dia temendo incomoda-lo no trabalho.
– Fisicamente estou bem mas moralmente me encontro péssima! Ainda não consigo aceitar ter apanhado de Rebekah! – respondeu ela de cenho franzido e lábios cerrados, em uma carranca inconformada.
– E eu ainda não consigo acreditar que ela fez isso, acredito que pretende processa-la por agressão física ou que ao menos tenha revidado ou se defendido...
– Para ela entrar com outro processo por danos morais? Não, obrigada! Se eu tivesse revidado Rebekah teria se irritado ainda mais e deixar aquela louca mais enfurecida era o que eu menos queria no momento – Elena riu sem humor, virando-se de lado para olhar melhor seu homem – Prefiro deixar como está, o que eu sempre quis está comigo aqui... Acho que o pior que ela fez foi ter contado ao meu pai sobre nós dois, eu sinceramente não quero aparecer no trabalho amanhã!
– Ela contou ao seu pai sobre nós? – Damon perguntou surpreso, segurando um riso pela preocupação da amante de quase trinta anos em relação ao seu pai.
– Sim e acredito que ela não fora sutil em fazer isso... Pouco me importa o fato de ter apanhado dela, o que realmente me incomoda é como irei me consertar com meu pai.
– Elena, você realmente acha que seu pai não sabe o que você apronta ou que não é mais virgem há muito tempo? – ele perguntou mais uma vez sem conseguir conter o tom de divertimento.
– Como já lhe disse uma vez, meu pai não precisa estar ciente de todas as coisas que eu faço, tenho certeza de que ele e minha mãe estão furiosos comigo.
– Se você diz... – Damon riu mais uma vez, retomando ao assunto em questão – Você deveria ter me ligado assim que ela saiu daqui, eu teria vindo para ficar com você... – ele disse acariciando os cabelos de Elena jogados no travesseiro.
– Não foi nada demais, Damon, de verdade... – insistiu ela forçando um sorriso para acalentá-lo – Tudo isso me rendeu apenas uma crise de enxaqueca forte que com um remédio e uma hora de sono já passou, de verdade, obrigada pela preocupação.
– Se não foi nada demais porque tem um pano cheio de sangue lá em baixo e Cassandra me contou aterrorizada sobre o que aconteceu?
– O sangue é do meu nariz que sempre foi sensível demais a qualquer pancada mínima que fosse e Cassandra sempre foi exagerada demais, não se preocupe, eu estou bem! – Elena garantiu arrancando um suspiro fundo de Damon.
Porque era tão difícil para ela assumir que realmente não estava bem? Definitivamente não era possível que em meio a todo aquele orgulho não havia um arranhão causado por Rebekah... Era visível que Elena estava fragilizada mas ainda assim a morena não deixava-se abalar.
– Porque você não me deixa cuidar de você?
– Eu não quero lhe preocupar Damon, já disse que estou bem... – explicou Elena levando sua mão a do homem que estava bem próxima a sua, fazendo um leve carinho nela.
Na verdade, havia sim algo que ele pudesse fazer por ela...
– Apesar de que eu consigo pensar em uma maneira de você cuidar de mim... – prosseguiu projetando um beicinho manhoso em seu lábio inferior. Não era preciso muito para que ele percebesse a intenção da morena e a segunda intenção dela ao pedir que ele cuidasse dela.
– Você tem certeza de que está bem para sexo, Lena? – ele perguntou rindo da morena que aproximava-se lentamente dele.
– Absoluta! Na verdade, estou necessitada daquele sexo selvagem que você melhor sabe fazer para recuperar meu ego ferido...
– Você não presta, não é mesmo? – ele gargalhou alto, balançando sua cabeça como se a repreendesse.
– Vai me negar isso, amor? – com aquele tom manhoso e repleto de malícia, Elena colocou-se sentada em frente ao homem enquanto acariciava seu peitoral.
– Nunca, jamais! – ele riu inclinando-se sobre Elena que já se deitava na cama para receber o corpo do homem sobre o seu – Mesmo que eu ache que...
– Shh shh... – interrompeu ela, selando seus lábios demoradamente aos dele.
Com toda a intensidade e necessidade que habitava aqueles corpos, Damon beijou os lábios de Elena que correspondia com entusiasmo, sem ficar para trás, quase sorrindo presunçosamente contra os lábios do rapaz. Os dedos finos emaranhavam-se entre os fios quase negros do cabelo de Damon puxando-os para si enquanto o homem afastava as pernas dela e posicionava-se sobre seu corpo deixando que seu físico quase seminu entrasse em contato com a estatura delicada coberta apenas por uma fina camisola que não demorou em encontrar o caminho do chão. O beijo dos dois era faminto, apaixonado, os lábios moviam-se com desejo e suas línguas acariciavam-se como dois corpos se amando naquela carícia que acendia e esquentava os corpos dos amantes, suspiros e grunhidos ecoavam pelo quarto enquanto aqueles dois corpos compartilhavam da mesma luxúria e desejo.
Elena percorria o corpo másculo com as mãos, traçando um caminho por toda a extensão das costas de Damon pressionando-o contra seu próprio corpo enquanto aproximava-se do elástico da leve samba canção que os impediam do total contato entre eles. Ao perceber a pressa da mulher e a excitação já evidente pelos seus toques e ofegos, Damon sorri intencionalmente contra o beijo para em seguida puxar entredentes seu lábio inferior arrancando dela um suspiro fundo para só então retomar o beijo com menos intensidade, não agradando em nada a mulher impaciente sob si. Preguiçosamente ele movia sua língua contra a dela, com lentidão e precisão ao mesmo tempo, percorrendo sua boca como se reconhecesse território e conseguindo deixar Elena ainda mais afoita com aquele ritmo.
Mas daquela vez seria diferente, ele faria diferente... Damon iria toma-la para si com calma, com intensidade, iria leva-la ao último de excitação para apresenta-la o prazer e a mais profunda entrega aquela mulher. Ele iria fazê-la implorar por ele e com o maior prazer ele iria lhe dar o que queria. Ele iria fazê-la se senti desejada de verdade, única, como nenhum outro homem havia feito, Damon iria cuidar dela e fazê-la esquecer o que Rebekah havia lhe feito, pelo menos por aquela hora.
Ainda impaciente com aquela lentidão, Elena remexia-se sob ele arqueando seus quadris em direção a ereção já perceptível do homem enquanto puxava os cabelos dele tentando intensificar aquele beijo, mas infelizmente sendo pessimamente sucedida, uma vez que Damon abandonou seus lábios para seguir ao pescoço da mulher. A boca úmida de Damon parecia devorar o local, ele arrastava seus lábios pela pele quente em uma sútil carícia para provoca-la e então distribuía leves chupões a fazendo arquear em um pedido mudo de mais carícias no local que eram concedidos de bom grado. Não era a intenção de Damon deixa-la marcada mas toda aquela atmosfera luxuriosa e ritmo quase que frequente dos quadris de Elena pressionando sua intimidade contra seu membro o deixavam completamente sem controle...
– Damon... – pediu ela, ofegante, deslizando as mãos pelos braços do rapaz arrastando suas unhas pela pele clara dele.
– Porque a pressa, amor? – perguntou ele com um sorriso sacana, deixando sua língua tocar um ponto estratégico que a fazia tremer de desejo.
– Por favor, eu preciso de você...
Em resposta Damon soltou um riso anasalado pinicando a pele sensível e úmida da morena a fazendo arrepiar enquanto continuava com o caminho de beijos, seguindo em direção ao busto cheio dela arrancando suspiros e murmúrios ansiosos pelo que vinha em seguida. As unhas dela o arranhavam em expectativa, como se o punisse pela demora ou os retrocessos do caminho e assim que o rosto de Damon estava na altura dos seios arrebitados dela, ele não demorou em reunir as mãos de Elena as erguendo para cima de sua cabeça, segurando-as como uma algema, enquanto acariciava firmemente o seio esquerdo dela, observando suas feições de puro prazer.
Sem se importar em ser delicado ou não – até porque delicadeza era algo que ele sabia que Elena não apreciava muito, Damon enchia sua mão com o volume dela a apalpando até que o guiasse até sua boca onde fez questão de retomar o jeito tranquilo de tortura-la. A ponta da língua provocava a circunferência do seio a fazendo arrepiar com a umidade morna da língua do homem e seguia até o ponto túrgido do local, o lábio inferior preso entre dentes abafava os gemidos que ela desejava emitir e seus traços contorcidos de prazer refletiam o que ela sentia com a boca de Damon estimulando seu mamilo para em seguida começar a suga-lo com força sem deixar de acaricia-lo com a língua. Era enlouquecedor o quão bom aquilo era e ela queria mais. Seu tronco já não tocava mais o colchão e o estímulo de Damon cada vez mais intensificava a umidade em sua calcinha como se houvesse uma ligação direta de estímulos, ela precisava tanto dele que a pulsação de seu sexo chegava a ser dolorida. Com um longo trabalho feito no esquerdo, Elena não conseguiu abafar o gemido de surpresa quando a atenção fora dirigida ao seio direito com uma leve mordida em seu mamilo antes de reiniciar as carícias naquele local.
Damon parecia deliciar-se nos seios daquela mulher, insistia em ser preciso, saboreando da pele delicada de seu seio eriçado em sua boca observando as feições de prazer dela e os espasmos de seu corpo que contorcia-se e ofegava com os movimentos de sua língua. Era insanamente bom e ela desejava mais muito mais. Muito mais do que sua boca em seus seios ou suas mãos os massageando.
– Damon... – ela sussurrou mais uma vez um tanto quanto extasiada, em um tom quase que de súplica enquanto puxava seus braços para baixo para que ele a libertasse – Me deixe te tocar...
Ainda com o seio da morena em sua boca, Damon sorriu em resposta liberando os pulsos de Elena que com um impulso firme fez Damon deitar-se na cama para em seguida montar em seu colo como se fosse um dos cavalos que ela costumava a montar quando criança, conseguindo tomar controle da situação. Com um sorriso presunçosamente malicioso, Elena encarou o homem que a olhava com fascínio sob si e com uma de suas mãos espalmadas no peitoral nu dele ela começou a rebolar lentamente sobre a ereção formada de forma que não estimulasse apenas ele mas também o ponto de prazer dela, mordendo o lábio inferior com força em meio a um sorriso de prazer com o estímulo tombando sua cabeça para trás. A sensação de pele contra pele, do membro rígido e macio dele intensificando a umidade e acariciando os pontos mais certeiros de sua intimidade, ela poderia guia-lo até sua entrada naquele exato momento que estaria mais do que pronta para recebê-lo. Seu corpo movia-se lentamente e Damon via-se perdido em meio ao tesão de tê-la daquela forma e de vê-la exposta para ele daquele jeito, com seus seios inchados e avermelhados pelo tratamento que os deu há alguns minutos.
Porém, assim como ela, ele queria mais e sua intenção de fazê-la enlouquecer de prazer ainda continuava.
– Lena, venha, vire de costas... – Damon sorriu com malícia a apenas um gesto, que ele indicava sua boca e apontava para seus quadris, ela compreendeu o que ele desejava.
Não era preciso mais explicações do que Damon queria e obviamente nem um segundo fora necessário para Elena topar e adorar a ideia.
Com as mãos agarrando as coxas da morena nas laterais do corpo dele, Damon a ajudou a chegar a posição que ele desejava tendo seus quadris na altura de seu rosto ao mesmo tempo em que ela alcançava o membro dele, exatamente na posição em que ele desejava... Os dois se dando prazer ao mesmo tempo, provando um do outro. Com a posição certa, antes mesmo que ele pudesse guiar sua boca ao sexo dela como desejava fazer, Elena o tomou em mãos acariciando-o com destreza, subindo e descendo lentamente até que sua língua passasse a auxilia-la envolvendo-o em uma carícia destemida e quente. Em resposta ao contato úmido e deliciosamente envolvente da boca da mulher, Damon grunhi baixinho de prazer e sem demorar mais resiste a enorme vontade de apenas apreciar todo o prazer que a boca de Elena lhe proporcionava. Segurando os quadris da morena, ele leva a boca ao local onde Elena clamava por atenção a fazendo gemer de satisfação com ele dentro de sua boca ainda.
Definitivamente ela nunca havia feito nada parecido, ou melhor, sentido algo parecido. Em seu um tanto quanto extenso histórico de homens que já passaram por sua cama ela lembrava-se vagamente de ter colocado em prática aquela posição uma ou duas vezes, porém, com Damon era diferente principalmente porque ele não importava-se apenas com o próprio prazer mas principalmente com o dela e principalmente pelo fato de estar fazendo com ele tornava-se o ato ainda mais especial. A boca da morena envolvia seu membro quase que por completo, acariciando a base e o que restava com destreza intensificando as sucções do jeito que ela sabia que Damon gostava, e enquanto ela trabalhava com empenho nele, a boca do homem devorava sua intimidade. A língua quente primeiramente percorria cada detalhe dela, provocando-a, fazendo-a mais uma vez mexer seus quadris a seu favor tentando sanar aquela agonia até que ele sugasse com força seu clitóris arrancando mais um gemido de prazer da mulher.
Ela não conseguia colocar em palavras o quanto aquilo era bom e ele muito menos, a medida em que ela o tirava e colocava em sua boca em meio as sucções ele estimulava o centro de seu prazer com a língua, puxando-o e sugando-o para si tentando dar tanto prazer a mulher quanto ela o dava enquanto ela duvidava que fosse possível retribuir tais sensações a ele.
Damon apertava com força as coxas de Elena que abrigavam seu rosto, provavelmente deixando suas marcas no lugar e apenas descontando nos músculos dela o tesão que sentia em tê-la o chupando. A língua dele continuava a explora-la, tortura-la da forma mais gostosa que existia espalhando sua umidade pela intimidade, estimulando seu clitóris em um leve duelo para em seguida seguir até a entrada de seu sexo onde fez questão de rodear o local antes de se afundar por ali. Sem conseguir se conter, Elena apoia-se na cama erguendo a cabeça e afastando-se do que fazia, pendendo a cabeça para trás enquanto gemia alto o nome do homem. Seu corpo já estava no limite.
– Damon, eu não aguento... – gemeu ela manhosamente.
– Shhshhh – disse ele afastando-se apenas o suficiente para conseguir falar – Então não segure, amor...
Sem esperar que ela prosseguir com o que fazia, Damon adiantou-se guiando seu polegar a carne inchada de Elena e com o auxílio de sua língua retomou as sucções fortes. Elena guiou o membro de Damon novamente a sua boca e com a mesma veemência que ele voltou a chupa-lo sem parar de masturba-lo, fazendo-o gemer contra a intimidade dela com a volta daquele contato quente.
Eles já estavam esgotados... O corpo de Elena estremecia a cada giro que o dedo e a língua de Damon dava ao redor de seu clitóris e assim como ela, o clímax do rapaz não ficava para trás. O abdômen bem definido contraia-se a cada vez que a boca da morena subia e descia em seu pênis, e ela, por sua vez, ao perceber os indícios do clímax do homem o guiou até onde realmente conseguia intensificando as sucções em meio as carícias de sua língua, fazendo o rapaz sob si gemer contra sua intimidade. Damon não aguentava mais adiar o que viria e com apenas um pequeno incentivo não verbal de Elena, ele libertou-se em sua boca grunhindo alto de prazer e satisfação. Com a combinação da sensação do corpo do homem tremendo sob si e seus grunhidos de prazer bastou apenas que ele a penetrasse de uma vez com dois dedos para que seu interior o comprimisse e o envolvesse com o calor de seu orgasmo, a fazendo gemer ainda mais alto até que seu corpo tombasse lânguido no colchão.
– Você é demais, sabia disso? – Damon riu extasiado e ofegante, colocando-se ao lado de sua morena.
Elena sorriu em resposta, ainda extasiada pelo recém orgasmo com a respiração ofegante pela agitação e com um pouco de esforço, apoiou-se no cotovelo para encarar de perto o homem ao seu lado. Era incrível como ele conseguia ficar ainda mais lindo daquela forma; corado, suado, com os cabelos bagunçados, com aquele olhar excitado e completamente seu. Era como um sonho tê-lo somente para si, em sua cama e completamente a sua disposição em uma definição perfeita do que seria o paraíso na terra para Elena. Aliás, seria o paraíso uma vez que junto com ele a morena cometia mais pecados que pudesse um dia listar.
– E você é minha maior tentação... – respondeu ela, descansando sua mão sobre o peitoral largo do homem para acaricia-lo enquanto subia em direção ao seu rosto.
A maior tentação. O maior desejo. O seu maior pecado.
– Só isso? – perguntou ele fingindo um tom cabisbaixo.
– É, você é bom também... – Elena respondeu rodando os olhos.
– Eu digo que você é demais, te dou o melhor sexo e você só diz que eu sou bom? Estou magoado agora... – com o mesmo tom brincalhão e ofendido, Damon rebateu apoiando-se em um braço para ficar um pouco acima de Elena.
– Ok, você é incrível, está bom assim? – ela riu, dando-se por vencida e emaranhando seus dedos nos cabelos da nuca do rapaz.
– Muito!
Com um sorriso encantador, daqueles que fazia o coração de Elena bater descompensado, ele acariciou delicadamente o rosto da mulher como se ela fosse a coisa mais delicada do mundo, como se ele pudesse quebra-la ou machuca-la com suas mãos másculas caso aplicasse um pouco mais de força em seus dedos. E com ainda mais delicadeza, o moreno depositou um beijo castro nos lábios avermelhados dela que não tardou em intensificar em algo lento e extremamente apaixonado. Exatamente como começara; intenso, lento, excitante, daquele jeito que ela excitava-se apenas com aquelas carícias de suas línguas. Com cuidado e sem interromper o beijo, Damon posicionou-se sobre o corpo pequenino e trêmulo de Elena, ajeitando-se entre suas pernas e sem penetra-la ainda tocou seu membro já ereto na intimidade quente e molhada da mulher a fazendo resmungar um gemido baixinho. Assim como ela havia feito há alguns minutos, Damon a acariciou lentamente com sua ereção já formada, excitando-a novamente e percorrendo suas extremidades levando de volta o corpo escultural aos limites de tesão.
– Anda logo Damon! – pediu ela em um sussurro indefeso, deixando que o rapaz tomasse as rédeas da transa sem tomar nenhuma iniciativa de controle e lentamente o homem satisfez o pedido, finalmente a penetrando, aconchegando-se em seu interior deliciosamente apertado e quente – Isso!
Ainda com a mesma lentidão, Damon retirou-se de seu interior para voltar sem a mínima pressa a fazendo suspirar fundo de satisfação. Era delicioso mas ela necessitava de mais. Os movimentos eram lentos e Elena sentia cada centímetro do membro do homem enterrando-se vagarosamente nela, alargando-a, aconchegando-se em seu interior apertado aos poucos em uma calma que ela realmente não queria.
– Damon, mais... Mais forte... – ela gemeu manhosamente, arqueando-se contra ele e tentando mover seus quadris a seu favor.
– Calma, amor...
– Não... Eu quero mais... – insistiu ela
– Mas eu quero senti-la... – resistiu ele retirando-se mais uma vez com lentidão mas para voltar com força de forma que a fizera deitar novamente na cama.
– Assim! – Elena gemeu em satisfação.
– Céus, você me enlouquece de uma forma... Da mesma forma que eu quero te foder com força, eu quero te tomar lentamente para mim te enlouquecendo aos poucos.
– Você está me enlouquecendo, babe, teremos toda a noite mas eu preciso... – Elena pediu manhosamente, percorrendo toda a extensão das costas de Damon até chegar as suas nádegas forçando seu quadril para baixo.
– Então pede para mim... Geme no meu ouvido o que quer que eu faça – com aquele tom pervertido e extremamente excitado, Damon sussurrou no ouvido de Elena fazendo seu corpo arrepiar e até seus dedinhos dos pés contorcerem em desejo, e com uma investida firme o moreno mexe seus quadris de uma forma que enlouquecia ainda mais a mulher.
– Me fode, Damon! – ela pediu em um gemido alto, arrastando suas unhas pela pele das costas de Damon até chegar aos seus ombros.
– Com todo o prazer, amor! – Damon respondeu com um sorriso sacana, agarrando uma das coxas de Elena e erguendo-a na altura de sua cintura, abrindo espaço em seu interior.
E finalmente deu a mulher o que ela mais desejava. De lentas as investidas se tornaram profundas, ganhando velocidade de acordo com o desejo do homem mas como fora pedido, a delicadeza e suavidade foram deixadas de lado e Damon investia como se quisesse encontrar o fim da mulher. Exatamente como ela pedira, exatamente como ela desejava. Sob o corpo másculo do rapaz, Elena gemia em descontrole e seguidamente, sussurrando coisas incoerentes que a mente excitada dela e de Damon não conseguiam formular ou compreender. Seus corpos roçavam-se deliciosamente, fazendo o som deles misturar-se aos gemidos que ecoavam pelo quarto e suas peles nuas e suadas excitarem os dois ainda mais.
– Puta merda Elena! – ele grunhiu de cenho franzido, encostando sua testa a dela de forma que tentava se controlar.
Damon sentia-se um adolescente inexperiente de dezessete anos com os hormônios a flor da pele toda vez que transava com Elena. A cada suspiro que ela dava, a cada toque que eles trocavam, cada beijo, toda vez que ele enterrava-se em seu interior era uma tortura, um prazer indescritível que o fazia perder o controle e naquele momento não estava sendo diferente. Ele tentava diminuir a intensidade das investidas com o intuito de prolongar o momento mas a forma com que Elena gemia, implorava por ele, contraía-se ao seu redor tornava-se impossível de satisfazer sua própria vontade.
– Não para Damon, por favor! – implorou ela, arqueando-se mais uma vez a ele enquanto arranhava suas costas.
E mais uma vez ele satisfez o desejo da morena, fazendo-a abraçar sua cintura com as pernas e prosseguindo com aquele ritmo frenético que a cada investida levava aos dois ao paraíso, ao limite de prazer até que, languidos, caíssem um ao lado do outro na cama pelo orgasmo ainda mais intenso.
– Hey, amor, venha aqui... – Damon disse baixinho ao ver sua pequena Elena fraca e ofegante, quase adormecendo ao seu lado e em resposta recebeu um gemido em contragosto, mostrando-se resiste a ideia do rapaz, sem forças em seu corpo para se mover – Estamos deitados para os pés da cama.
– Não... Aqui está bom... – resistiu ela o fazendo rir baixinho e então pegar os travesseiros para deitar-se junto com ela.
– Agora venha... – ele disse, puxando-a para si e a aninhando em seus braços.
– As minhas pernas estão tremendo e é por sua culpa! – acusou Elena em brincadeira, aconchegando-se ao peitoral nu de seu moreno.
– E eu nem acredito que eu deixei as pernas de Elena Gilbert tremendo por causa de um orgasmo... – Damon se gabou, acariciando as costas nuas de Elena e depositando um beijo em seus cabelos.
– E eu não consigo acreditar que Damon Salvatore me deixou de pernas tremulas por causa de um orgasmo... – Elena respondeu, sorrindo presunçosamente.
...
Um pouco mais de um mês se passara desde a fatídica tarde que Rebekah flagrou Elena e Damon no escritório do marido e desde então nenhum dois sabiam o que havia acontecido com a loira. Ou melhor, Damon não sabia, uma vez que Elena recebia frequentemente as notícias de que seu melhor amigo estava em um romance sério com Rebekah Mikaelson mas que devido ao fato de que a ex esposa de Damon não ser o assunto preferido dele e de Elena, a morena sequer contava a ele sobre o que sabia e definitivamente era melhor assim. Desde que Rebekah pedira um tempo, ela e Damon não voltaram a se falar e ele entendia isso como o espaço que ela tanto pedira para conseguir superar a que havia descoberto para só então entrar com os papeis do divórcio e ainda que a mulher estivesse relativamente bem com seu ex namorado do início da faculdade e com o intervalo grande de tempo que havia se passado, era exatamente isso que Rebekah estava fazendo.
Enquanto Damon e Elena aproveitavam um do outro e entravam em uma espécie de namoro, Rebekah e Matt faziam a mesma coisa mas com a diferença de não estarem indo tão devagar como o casal de amantes. Damon havia alugado um flat para ficar enquanto procurava uma casa ou até mesmo um apartamento para morar e nos finais de semana ficava com Elena, faziam aqueles programas de casais que a relação extra conjugal que tinham antes os impediam, saiam com amigos, e obviamente gozavam de sua total liberdade para se conhecerem melhor e conviverem mais. Elena não conseguia estar mais contente com o rumo que sua vida amorosa havia levado, mesmo que a mulher nunca havia se prendido daquela forma a um homem, Damon a mostrava aos poucos as vantagens de ter alguém ao lado e não somente para sexo e apesar de todas as frequentes discussões os dois sempre entediam-se da melhor forma. Ainda que os pais de Elena se recusassem a aceitar Damon e as verdades sobre a filha, Elena estava feliz e tentava ao máximo não se sentir culpada pelo que havia feito – já que culpa fora um sentimento que seus pais estavam decididos em pregar na filha pelas atitudes da mulher.
Aparentemente as coisas ajeitavam-se aos poucos para ambos os lados, tanto de Elena e Damon quanto de Rebekah e Matt, mas infelizmente o casamento de Damon com a loira ainda estava no papel e era algo que deveria ser resolvido o quanto antes. O rapaz esperou com paciência a primeira manifestação de Rebekah para que eles se voltassem a se encontrar, e quando aconteceu, a mulher pediu urgência e foi até o escritório do ex marido para conversar.
– Damon, precisamos conversar... – disse Rebekah seriamente.
– Tenho certeza que sim! – respondeu ele imparcial. Damon preparava-se para a pior briga que poderia ter com Rebekah, gritos, desaforos, xingamentos...
– Ok, eu começo...Eu não vou enrolar, serei bem direta, ok? – prosseguiu ela retirando um papel dobrado da bolsa para entregar ao homem sentado em sua frente.
Sem contestar, Damon pegou o papel sobre a mesa encontrando nele um logo conhecido de um hospital, alguns nomes estanhos que ele não fazia ideia do que se tratavam seguido de uns números. Claramente ele percebia que aquilo se trava de um exame, porém, ao mesmo tempo recusava-se a acreditar no que aquilo se tratava.
– O que significa isso? – perguntou Damon instigado.
– Eu estou grávida, Damon...
E era exatamente aquilo que ele temia... Grávida?
– Quais são as garantias de que esse filho é meu? Eu soube que você está saindo com Matt e essa criança pode muito bem ser dele...
– Eu já esperava que você fosse alegar isso por isso, assim que recebi o resultado semana passada, eu marquei consulta com a minha ginecologista para ter certeza de quanto tempo é a gestação... Eu estou de sete semanas , Damon, e sete semanas atrás ainda estávamos juntos, se quiser se certificar... – antes que o moreno pudesse se manifestar, ela retirou da bolsa mais um papel para entrega-lo.
Certificando-se de que aqueles exames não eram falsos, Damon analisou os detalhes do papel para em seguida ver o tempo gestacional que parecia em evidencia nos escritos.
Grávida, Rebekah “finalmente” estava grávida. Após tantos anos casados com a constante briga de aumentar a família, toda a resistência da mulher fora em vão e sem dúvida alguma, se não fosse pelas circunstancias em que eles se encontravam, Damon estaria radiante com a notícia de que iria ser pai. Porém, o único sentimento que se apossava do rapaz era revolta. Ela só podia estar fazendo de propósito. Durante quatro anos Rebekah deixou claro que não queria filhos e não tinha a mínima intenção de ser mãe enquanto um dos maiores sonhos de Damon era de ser pai, e agora que eles haviam se separado e que estavam relativamente bem e felizes com outras pessoas a notícia da gravidez cai como uma bomba nas mãos de Damon. Só podia ser de propósito.
– E agora? O que faremos? – perguntou o moreno com um suspiro fundo, incapacitado, deixando os papeis dos exames jogados a mesa.
– Eu achei que você devesse saber que eu estou a espera de um filho seu, mas não se preocupe com isso porque essa criança não será um problema, uma vez que já tenho data para resolver essa questão... – Rebekah respondeu com descaso e a frieza de quem trata um assunto de trabalho ao invés do próprio filho.
– O que? – perguntou Damon incrédulo – O que disse?
– Não lhe parece óbvio? Eu não quero esse filho, Damon, sempre deixei bem claro que nunca quis ser mãe e não vai ser agora que mudarei de opinião. Eu vou tirar essa criança! – ela respondeu com convicção, fazendo Damon parecer ferver de raiva.
Em nenhum momento ele pensou que o que Rebekah queria com ele fosse dar tal notícia, mas ao mesmo tempo que aquela gravidez era uma bomba em suas mãos ele não podia negar seu filho. Não era de seu feitio ter tal atitude. Como assim tirar essa criança? O seu filho?! Damon não conseguia acreditar no que ouvia, no absurdo que Rebekah dizia, era demais para ele. Independente da hora, da circunstancia e de qualquer coisa, aquele filho era dele também e Rebekah não podia simplesmente chegar com a notícia de que ele iria ser pai para em seguida adicionar que mataria seu filho em breve. Ela só podia estar brincando.
– Não, você não vai! – Damon gritou, batendo com força na mesa – Você não vai matar meu filho! Você é louca, Rebekah, só pode ser! Qual é a moral de ter vindo até aqui, atrapalhado meu trabalho para dizer que está a espera de um filho meu e em seguida falar que vai mata-lo?
– Eu não quero esse filho, Damon, e você não vai me impedir de fazer o aborto. Eu só vim até aqui lhe dar a notícia porque Matt me obrigou e porquê de certa forma você tem o direito de saber da breve existência dessa criança, mas você acha mesmo que eu carregar esse bebê por nove meses para praticamente morrer para colocá-lo no mundo e toda vez eu olhar para ela me lembrar de que ela é sua? Que o pai dela é um cachorro que traiu a mãe dela com a melhor amiga? Ou melhor, para me lembrar de que ela foi feita enquanto você fodia com outra mulher?
Para Damon tudo aquilo não passava de uma brincadeira de mau gosto. Como era possível uma pessoa falar com tanta repulsa de um ser tão ingênuo e inocente, tratar com tanto ódio de alguém que não estava no mundo ainda? Ou melhor, como era possível uma mulher falar assim de seu próprio filho? Independente de tudo Damon queria essa criança, afinal, ele era um pedacinho dele, um pedacinho que ele tanto desejou ter.
– Eu não me importo, Rebekah, eu não me importo com o que você acha ou com o seu bem estar perante tudo isso que você citou. Essa criança é minha também, eu que a coloquei a dentro se você não se lembra, e eu tenho tanto direito sobre ela quanto você e é por isso que eu repito; você não vai matar o meu filho! – Damon frisou furiosamente, levantando-se da cadeira para bater mais uma vez na mesa.
– Olha Damon se você acha que nós vamos erguer a bandeira branca só por causa dessa criança ou que você vai conseguir se desculpar comigo com ela, você está muito enganado! Tudo o que vem de você me dá repulsa, eu tenho nojo, ódio de você Damon e essa criança é fruto de tudo isso – com lágrimas nos olhos, Rebekah levantou-se da cadeira para ficar a altura de Damon e com ainda mais raiva que o ex marido, ela falava – Toda vez que eu me lembro do possível dia que ela foi feita, da noite maravilhosa que você me deu e das coisas que me dizia eu tenho ainda mais raiva de tudo isso porque não passou de uma mentira!
– Ela não tem culpa de nada Rebekah, essa criança é a única inocente na história e não pediu para estar ai mas o fato é que ela está e dentro de você bate o coração do nosso filho, você entende isso? Do meu filho Rebekah, do filho que eu sempre lhe pedi, da criança que eu sempre quis ter, você não pode tirar isso de mim!
– E você acha que eu me importo com isso, Damon? – riu a loira com descaso e deboche – Você era o homem da minha vida, o sonho de marido, e isso não lhe impediu de destruir nosso casamento e a minha vida. Eu não quero que essa criança sofra, Damon, porque eu não vou ser a mãe que ela precisa, eu não vou ama-la como deveria e ela não terá o pai que deve!
– Quem disse que ela não terá? Eu a quero Rebekah e se você não a quiser, eu farei de tudo para cria-la sozinho!
– Você vai mesmo destruir sua vida por causa dessa criança, Damon? O que será que sua querida Elena vai achar do fato de outra mulher estar esperando um filho seu? – com um tom desafiador, Rebekah instigou Damon, ainda chorando.
– Estragar minha vida? Você melhor do que ninguém sabe o quanto eu quero ser pai, Rebekah, não me importo com o que Elena vai achar sobre isso, se ela não gostar tudo bem mas eu só quero o meu filho... Por favor.
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