Luxúria

5 Parte III - Flagra


Notas iniciais
Hey gente, mais uma vez, obrigada pelos comentários do capítulo anterior, prometo respondê-los aos poucos e agradecer a cada um pelo carinho. Quero agradecer tmb a Bruna pela recomendação, muito obrigada amiga e fico feliz que tu goste da fic e seja minha tão fiel leitora s2 Bom, como prometido e dito, esse capítulo é digno aos barraqueiros de plantão (esse e o proximo, por sinal) então espero que gostem. Enfim, boa leitura.

– Hey... Será que podemos sair esse sábado? Estive pensando em fazer alguma coisa diferente... – sugeriu Elena, olhando para o rapaz concentrado na tela do computador com um tom esperançoso.

– Esse sábado? Eu preciso me certificar mas Rebekah estava planejando um final de semana no iate para nós dois... – ele respondeu sem desviar o olhar de seus afazeres, conseguindo irritar profundamente a mulher em sua frente, não apenas pelo fato de estar sendo ignorada e sim por vários outros fatores inclusos em sua resposta.

Com um suspiro fundo, Elena revira os olhos e afunda na cadeira, questionando seriamente o motivo de ainda estar ali. Ela já estava esgotando-se daquilo, dos finais de semana que ela perdia de ficar com Damon pelos frequentes planos de Rebekah que o roubavam completamente da morena, da forma com que ele lidava com o casamento e aquela relação extra conjugal e obviamente da grande ilusão da loira sobre a fidelidade do marido. Já havia se passado alguns meses desde a última briga dos dois pelo casamento a mil maravilhas de Damon, enquanto ela tinha claro em mente a última vez que seu amante passara horas reclamando da esposa para ela, era tudo um tanto – ou muito, contraditório, e toda aquela situação confusa deixava Elena ainda mais irritada.

– O que foi, Elena? – ele perguntou, permitindo-se desviar o olhar do trabalho pela primeira vez para encarar sua amante impaciente em sua frente.

– A relação de vocês está bem demais para quem estava prestes a se divorciar, não acha? – perguntou ela sem mais rodeios.

– O que quer dizer com isso?

– Quero dizer que para alguém que me dissera que o casamento era algo temporário, todos esses finais de semana intermináveis com a esposa e segundo a relatos extremamente apaixonados se gabando pelo perfeito matrimônio, isso tudo está durando demais.... – com uma feição de poucos amigos e extremamente impaciente, Elena pergunta retoricamente balançando a perna suspensa no ar por ela estar com elas cruzadas.

– Eu não estou entendendo Elena, você está brava comigo porque meu casamento com Rebekah está durando? – indagou ele com um riso sem humor.

– Sim! – respondeu com obviedade – Damon, faz seis meses que estamos assim, seis meses e você continua reclamando de Rebekah mas não faz nada para acabar com isso!

– E dai Elena? Você acha seis meses muito? Tem mulheres que ficam anos como amantes!

– Você ouviu o que acabou de dizer? – disse ela controlando o tom de voz que devido a raiva que sentia no momento insistia em soar como gritos – Acabou de me comparar com outras mulheres, como se eu fosse uma qualquer! Eu não quero mais ser trocada ou ser tratada como segunda opção, quando eu lhe disse que não nasci para ser a outra você não me levou a sério.

– Elena eu não estou comparando você com outras mulheres e sim o nosso caso com outros, por favor, acalme-se! Eu não estou te trocando ou tratando como segunda opção, só estou tentando fazer com que Rebekah não volte a desconfiar sobre nós! – explicou ele tentando manter a calma. Brigar com Elena era a última coisa que ele queria naquele momento.

Há mais ou menos dois meses, Rebekah começara a desconfiar das saídas frequentes de Damon, da vida social com uns amigos que até então eram esquecidos, os jogos de tênis aos sábados de manhã, a demora para chegar em casa do escritório e até mesmo da frieza com que o marido passara a trata-la, então, por medidas de segurança Damon decidira afastar-se um pouco de Elena até conseguir limpar sua imagem com a esposa e fazer as pazes. Enquanto isso Elena enchia-se de expectativas a espera do fim daquele maldito casamento, porém, quando julgou que o divórcio estaria apenas um passo de distância, a loira mostra o novo anel caríssimo e brilhoso que ganhara do marido... Infelizmente toda a desconfiança não passara apenas de um mal entendido e sequer fora suficiente para cogitar separação.

– Eu estou pouco me importando com Rebekah, Damon, será que você não percebe? – sem conseguir se controlar, a morena coloca-se em pé e aproxima-se de onde Damon estava sentado –Pouco me importa se ela desconfia de nós ou se ela sonhou que você tem uma amante, para ser honesta eu realmente gostaria que ela descobrisse porque você não toma atitude e eu não aguento mais tudo isso!

– Eu não tomo atitude? Elena você está ouvindo o que está falando porque se sim espero que me explique o fato de estar insinuando que eu devo contar para Rebekah sobre nós!

– Na verdade você escutou certíssimo, Damon, eu só concordei com toda essa situação porque você me disse que seria temporário e olhe só, tudo isso está estendendo-se demais! – ela disse – Você me disse que seu casamento com Rebekah estava a beira do divórcio e que nossa relação de amantes seria apenas questão de vocês se separarem, mas toda vez que eu vou a sua casa eu apenas ouço elogios sobre vocês dois que não me soam como uma crise!

– Eu sei Elena, eu sei de tudo o que eu disse mas o problema é que nós acabamos nos acertando, ok? – ele responde com um suspiro fundo, como se estivesse livrando-se daquilo que há tanto tempo ficara guardado.

– Ah sim e você só me conta isso agora? Seis meses depois? – sibilou entre dentes, não conseguindo crer no que ouvia – Você é um otário Damon!

– Você queria que eu contasse quando? Há três meses atrás para você surtar como está surtando agora e acabar tudo entre nós?

– Sim! Seria o mais certo e sensato a se fazer – respondeu ela, mais uma vez com aquele tom obvio –Damon, escute bem, ou você toma uma atitude ou quem tomará será eu, está entendendo?

– Isso foi uma ameaça? – perguntou ele com deboche, subestimando a paciência e coragem de sua amante de fazer algo – Você vai fazer o que, contar você mesma a Rebekah para a amizade de anos de vocês ir para o lixo e você sair como a malvada da história?

Definitivamente coragem era o que sobrava em Elena quando tratava-se de Damon, ela não fraquejara ao seduzir o marida de sua amiga e não fraquejaria em contar sobre seu caso com o mesmo para ela. Diversas vezes a mulher deixava escapar estar saindo com um homem moreno dos olhos azuis, que simplesmente a enlouquecia na cama e cujo nome e mais informações ela recusava-se a revelar, porém, como as relações amorosas de Elena costumavam ser instáveis e sem importância suas amigas sequer prestavam atenção aos detalhes sórdidos sobre que ela soltava, nem mesmo Rebekah.

– Será que você não percebe? Eu não me importo com ela Damon, nunca me importei, caso ao contrário eu nunca teria ido para a cama com o marido dela! Eu não me importo em ser a malvada da história, já estou acostumada com esse papel, eu não tenho uma imagem a zelar quanto a isso... Mas agora me diga você, você acha justo estar fazendo isso com a sua esposa por seis meses? Você acha justo procurar outra mulher para transar porque as noites com ela não são satisfatórias? Você acha isso justo? Aliás, como você ainda consegue estar casado com alguém que não te dá tesão, Damon?!

Sem saber o que responder, Damon suspira fundo, apoiando-se em sua mesa com os braços esticados e toma a cabeça para baixo, refletindo sobre o que Elena falava. “Você acha isso justo?” não, ele não achava justo mas assim como ela, ele também não se importava e justamente por não se importar com sua esposa que não terminara o casamento. “Aliás, como você ainda consegue estar casado com alguém que não te dá tesão, Damon?!” a resposta era simples, porém, não iria agradar Elena escutá-la; porque ele precisava sentir tesão com Rebekah se tinha Elena para satisfazê-lo?

– Você acha isso justo Damon? Acha justo comigo também? Você me prometera que seria temporário e eu lhe disse que caso não cumprisse o combinado você iria ficar sem sexo... E bom, para mim chega, ok? Desejo toda a felicidade do mundo a você e Rebekah! – sem obter respostas do homem que havia se calado, Elena suspira fundo, controlando ao máximo as teimosas lágrimas que enchiam seus olhos e então vira as costas após ajeitar sua bolsa no ombro.

– Elena não, por favor, espera – ao percebe que sua morena estava prestes a ir embora, ele sai de seu estado de transe e então corre até ela, segurando seu braço para impedi-la de sair – Me dê mais uma chance, eu prometo, não, eu juro que irei consertar as coisas mas, por favor, não vá embora de minha vida... Rebekah estava sendo muito legal nos últimos meses e por algum motivo eu não tive coragem de acabar com ela, ou melhor, eu não queria acabar com ela e ao mesmo tempo eu não queria perder você... Ainda não quero!

– Escute Damon, eu te dou um dia para me dar uma justificativa ou pensar em mais uma mentira ridícula que me faça cair em sua lábia de novo! – ela disse por fim, antes de livrar-se do aperto da mão de Damon para sair do escritório.

Um nó formava-se em sua garganta, seus olhos estavam inundados por lágrimas que ela insistia em não deixar cair mas que teimaram escorrer pelo canto de seus olhos. Ela odiava chorar, detestava se render as lágrimas que dizia ser sinal de fraqueza, odiava se sentir daquela forma tão vulnerável e dependente de alguém como estava naquele momento. As lágrimas insistiam em cair e uma vez que a primeira fora derrubada as outras tomaram liberdade de fazer o mesmo, transformando a leve umidade dos olhos castanhos em um choro intenso. Ela odiava chorar, odiava se sentir daquela forma, odiava Rebekah, odiava Damon. Com força Elena desconta a fúria que sentia no volante de seu carro, onde após tentar inutilmente aliviar o que sentia, segura as laterais do mesmo e encosta a cabeça sobre ele onde permite-se chorar pela primeira vez a muito tempo por um homem. Ela odiava Damon! Não... Ela amava ele.

Sim, Elena estava completamente apaixonada por Damon e a cada dia que passava o sentimento ficava cada vez mais forte e mais evidente, apesar de ela jurar a si mesma não sentir algo a mais do que atração física pelo rapaz. Porém, naquele momento fora impossível não admitir que a dor em seu peito e o medo de perdê-lo eram reflexos do que sentia pelo dono dos olhos tão azuis e límpidos quanto oceano. A necessidade de tê-lo somente para ela, a admiração ao encara-lo dormir profundamente em sua cama após as noites de extremo prazer que eles compartilhavam, a vontade de estar somente com ele e com nenhum outro homem, a plenitude de estar em seus braços... Era tudo tão intenso, tão inexplicavelmente ridículo que Elena conseguia envergonhar-se por ter se apaixonado daquela forma pelo marido da amiga, era para ser somente sexo mas inevitavelmente a paixão falou mais alto. Talvez tudo aquilo fosse carência ou até mesmo confusão de sua parte, facilmente ela poderia confundir a enorme atração que sentia pelo homem de seus sonhos com o sentimento que habitava seu peito, talvez ela confundisse o ciúmes por seu amante dividir a cama com a esposa com seu orgulho ferido por ter de dividir o homem, mas independente do que fosse ela jurava a si mesma que nunca o deixaria saber sobre isso.

Com um suspiro fundo Elena seca as lágrimas sentindo seu lábio inferior tremular pela vontade de continuar chorando, e com o intuito de ignorar aquilo, ela dá partida no carro e segue para seu escritório enquanto naquele prédio de onde ela acabará de sair o homem que deixara estava ainda mais confuso. Enquanto Elena questionava-se sobre o que sentia por Damon, Damon não tinha dúvidas de que iria lutar pela mulher que em tão pouco tempo mexera com ele em uma intensidade inimaginável, e não media esforços em esconder o quanto aquela mulher o fascinava.

Claro que Elena sabia que não seria de uma hora para a outra que Damon terminaria com Rebekah, mas de alguma forma ela precisava pressiona-lo, mostrar-se firme para ele, ainda que lhe doesse insuportavelmente apenas a possibilidade de ela realmente ter terminado com ele e os dois nunca mais se encontrarem continuar com aquele papel doeria muito mais em longo prazo.

O dia passara mais rápido do que o esperado, pelo menos para o moreno que havia sido colocado contra a parede, porque para Elena as horas se arrastaram assim como ela naquele escritório. Assim que todos os clientes agendados para aquele dia foram atendidos, Elena não tardou em ir para casa onde obrigou-se a tentar pensar em outra coisa, porém, após sair do banho e seguir a cozinha para preparar algo que pudesse ao menos forrar seu estômago vazio quando sua campainha estridente fora tocada trazendo esperanças a morena.

Com o passo acelerado, Elena vai até a porta encontrando exatamente quem ela esperava, com as mãos nos bolsos de sua calça social com cenho franzido denunciando certa irritação do moreno, Damon se desencosta da batente ao ver Elena atendendo a porta.

– Damon, hey... – ela o cumprimenta tentando conter a ansiedade em vê-lo li, pigarreando para que sua voz rouca não denunciasse sua tarde de choro.

– Elena... Posso entrar? – perguntou ele um tanto cabisbaixo, deixando a mulher apenas mais ansiosa devido ao tom de sua voz.

– Claro! – assentiu ela, abrindo a porta para trás para que ele pudesse adentrar.

– Você está bem?

– Sim sim, eu só estava dormindo por uma dor de cabeça... – explicou. Obviamente ele notara o inchaço nos olhos vermelhos de choro de Elena, porém, ainda que estivesse visível que ela havia chorado, ela não iria dar o braço a torcer.

– E está melhor?

– Um pouco... – ela assentiu, passando as mãos pelos cabelos para tentar disfarçar o caos que se encontrava – Eu estava preparando alguma coisa para comer, quer me acompanhar?

– Claro!

Em silêncio, o rapaz segue a dona da casa que caminhava em direção a cozinha em passos largos e sem que uma palavra fosse dita, ele apoia-se ao largo balcão no centro da cozinha sem desviar um segundo o olhar de Elena que mexia algo em uma pequena panela. Talvez a presença dele não fosse assim tão bem vinda como ela julgava que seria. Era como se Damon ali estivesse a agoniando, a incomodando dentro de sua própria casa, todo aquele silêncio, a respiração do rapaz e o olhar dele que ela sentia queimar em suas costas eram uma combinação perturbadora que a estavam a tirando do sério. O que antes costumava a ser prazeroso, repleto de conversas animadas, risadas e carícias havia se tornado o oposto de todas as maravilhas que ela pudesse definir.

Ao perceber que Elena não seria a primeira a quebrar o silêncio entre eles, Damon limpa sua garganta em um pigarro e aproxima-se de onde ela estava para acabar com aquela frieza que se formara ali.

– Eu pensei Elena e eu vou me separar de Rebekah, vou começar a prepara-la sobre nós nessa semana e vou falar sobre... – calmamente ele começa a falar sobre o que passara o dia em sua mente e os planos que criara, porém, antes que pudesse concluir, Elena larga o que fazia e o encara séria, interrompendo a linha de pensamento do rapaz.

– Quando isso, Damon?

– Uma semana, me dê uma semana até que eu consiga me acertar com ela – respondeu o homem com convicção, a fazendo revirar os olhos – Por favor, não faça assim, eu estou jurando que será apenas mais uma semana, eu não posso ir até ela hoje e terminar o casamento sem uma justificativa ou um preparo, entenda isso.

– Eu entendo Damon, só não estou satisfeita com isso mas quem esperou seis meses uma semana não é quase nada, não é mesmo?

– Elena...

– Olha Damon, se você não cumprir o que diz até o próximo final de semana eu não pensarei duas vezes em acabar com tudo isso!

***

Os dias passavam a favor de Elena, a cada segundo aproximava-se do dia definitivo para Damon que tinha claro em sua mente as palavras a usar ao pedir separação para Rebekah. Talvez a única coisa que lhe faltasse fosse coragem para quebrar o coração da loira daquela forma, mas todos os dias ele lembrava-se de que não era justo continuar a engana-la daquela forma, apesar de que nada que ele fizera nos últimos fosse justo com nenhuma das duas mulheres que se relacionava, mas definitivamente a “injustiça” de terminar com ela dizendo que havia outra em sua vida era a mais correta a escolher.

Após a fatídica noite em que o casal de amantes discutira sobre o casamento do rapaz, Damon voltara um tanto quanto arrasado sob as árduas imposições de Elena de que nenhum contato mais íntimo entre eles aconteceria até que, pelo menos, a verdade sobre os dois fosse dita, e que a única comunicação que manteriam eram telefonemas e mensagens de texto – uma vez que seria insuportável conter a tentação pessoalmente, nenhum dos dois conseguiram aguentar tamanha distância e tempo sem o outro faltando apenas três dias para o final de semana chega. Com um almoço marcado, Elena fizera o caminho conhecido até o escritório de Damon onde os dois comprovaram que não conseguiam mais ficar longe um do outro;

– Damon, será que tem como você parar de tentar tirar minha saia? – com certa dificuldade, Elena tenta afastar-se de Damon mas o braço firme ao redor de sua cintura a impedia de tomar distância para que pudesse falar sem que fosse contra os lábios urgentes do moreno.

– Elena, por favor, é rápido... Eu não aguento mais suas imposições – Damon pediu em um choramingo, levando suas mãos aos quadris da morena que estava montada em seu colo na cadeira do escritório.

O que de início era para ser somente um beijo calmo de cumprimento, transformara-se em algo extremamente intenso que os levara a um quase sexo com roupas na cadeira mais próxima.

– Não, eu já disse que não vou transar de novo com você enquanto estiver casado ou então em seu escritório! – Elena disse com uma convicção que fora dissolvida ao receber beijos e leves chupões em seu pescoço que a fizeram tremer sobre o rapaz – Aquele dia quase fomos pegos!

– A culpa não é minha que era possível ouvir seus gritos por todo o departamento! – defendeu-se com um riso sarcástico que pinicara o decote exposto pelos botões abertos da camisa de Elena.

– Ah sim, a culpa não era sua?! Até porque eu estava gemendo atoa, sem ter você entre minhas pernas naquele sofá...

Os dedos de Elena infiltravam-se em meio ao emaranhado de cabelos de Damon, puxando os fios em um intuito de desgruda-lo de sua pele mas que ao invés disso acabara o puxando cada vez mais para si enquanto a mesma afundava seus quadris de encontro ao dele, rebolando lentamente sobre a ereção já formada do rapaz.

– Eu sou mesmo demais, eu sei... – disse presunçosamente, rindo sem humor com a tortura de Elena – Se não vai me dar o que eu quero então porque está rebolando dessa forma em meu colo?

– Para não tirar seu foco da promessa que me fizera...

– Que foco? Que promessa? – brincou ele, erguendo seu rosto do decote da mulher para beijar seus lábios da forma faminta enquanto suas mãos cobriam os seios dela.

Toda aquela determinação perante as próprias imposições desapareceu ao que Elena sentiu Damon a massageando com tanta veemência. Os lábios do homem abusavam da boca de Elena como se eles não tivessem passado os últimos dez minutos sanando a vontade de seus lábios e em meio a suspiros ofegantes ela tentava corresponder sem fraquejar, enquanto as mãos másculas tomavam com posse aquele local de seu corpo que lhe fazia fisgar entre as pernas.

– Damon, rápido, ok? – ela deu permissão, dando-se por vencida de que não aguentaria mais um segundo sem ter aquele homem dentro de si.

Com um sorriso presunçoso, o moreno termina de abrir a camisa de Elena, que ainda investia vez ou outra seus quadris aos dele, e ao estar prestes a abrir o fecho do sutiã vermelho um baque vindo da porta os fizeram parar.

– Mas que porra é essa? – a voz conhecida e inesperada soara como um grito aos dois, separando os corpos quentes instantaneamente.

Rebekah... Aquilo só podia ser mentira, um pesadelo. Para na porta, ainda segurando a maçaneta a figura da mulher loira com os olhos cheios de lágrimas e uma feição que pendia entre incredulidade e decepção fizera uma corrente de adrenalina percorrer aqueles dois corpos flagrados.

– Rebekah?! Bekah, o que faz aqui? – perguntou Damon nervosamente, levantando-se de sua cadeira e ajeitando sua calça e terno para aproximar-se de sua esposa.

– O que eu faço aqui? O que essa vadia faz aqui! – ela pergunta furiosa, encarando a morena que havia levantado do colo de seu marido e arrumava a saia e fechava os botões de sua camisa social – Hein? Estou esperando resposta, Damon!

– Não lhe parece obvio o que eu estou fazendo aqui? – sem que fosse preciso Damon responder, Elena se adianta e sorri em provocação a amiga que batera com força a porta do escritório.

– Hey, Elena, deixe que eu resolvo isso... – advertiu Damon – Bom Rebekah eu ia lhe contar e iria...

– Me contar o que? Que você está fodendo minha amiga pelas minhas costas? Quanto tempo isso, Damon? – as lágrimas descontroladas escorriam pelo rosto pálido de Rebekah assim como sua voz que ecoava como grito pela sala.

– Alguns meses... – ele respondeu com um suspiro fundo de desabafo.

– Meses? Você está me traindo com a minha amiga por meses? Seu canalha, cachorro! – ela grita, fuzilando o marido com olhar para em seguida empurra-lo sem muito sucesso para que o mesmo saísse de sua frente — E você, sua vadia, eu vou matar você e esse seu amante! Como vocês puderam?! Como você pode ir para cama com o meu marido, Elena?!

– Para ser bem sincera foi bem fácil, afinal, todas suas propagandas de como ele é bom de cama me incentivaram e encorajaram bastante... – ela responde com descaso sem deixar de lado a provocação embutida na resposta.

Seria maldade dela estar se divertindo com aquilo? De fato, seria uma enorme crueldade divertir-se com o sofrimento da amiga que descobrira ter um enorme par de chifres em sua cabeça, mas Elena, como sempre, não se importava.

– Sua vagabunda, ordinária! Todo esse tempo e você dando para o meu marido, todos esses meses indo para minha casa e pior, falando do tal cara misterioso que você estava saindo... Era Damon, não é? Meu Deus como eu pude ser tão imbecil?

– Olha, vou ser bem sincera, ele é ainda melhor do que você diz...

– Vadia! – Rebekah rosnou encurtando o espaço entre ela e Elena – Como você pôde Elena? Depois de todos esses anos, eu confiava em você, eu te considerava uma de minhas melhores amigas e enquanto isso você dormindo com meu marido! Porque?! – a magoa que Rebekah sentia era notória apenas pelo seu tom de voz e as lágrimas incessantes que escorriam de seus olhos claros.

– Porque sim, Rebekah, porque eu não aguentei, ok? – Elena responde, sendo sua vez de gritar e desabafar – Você sempre se gabou demais por Damon e eu sempre o desejei, desde a época da faculdade, e simplesmente não me controlei! Você jura mesmo que confiava em mim? Porque sinceramente não é o que parece, para mim você sempre me testou e me provocou com tudo, parecia sempre estar tentando descobrir algo sobre mim ou mostrar-se superior!

– E eu realmente fazia porque percebia os olhares que você trocava com Damon, o jeito que você o olhava ou reagia com ele e até mesmo como ficava quando eu contava sobre nossa vida de casado, você sempre teve essa fama de vadia que vai para cama com qualquer homem e era difícil de confiar mas um lado ingênuo de mim me falava que era coisa de minha cabeça e que você nunca iria fazer isso comigo mas olha só... – riu a loira sem humor – Eu sou muito otária! Eu tinha o casamento perfeito, o marido perfeito, a vida perfeita! Eu odeio você Elena, eu odeio você com todas as minhas forças!

– Quer saber Rebekah? Eu não me importo e em nenhum momento desse seu discurso de amiga e esposa traída me comoveu, você confiou em mim porque quis, eu nunca lhe jurei amizade eterna ou alguma coisa do tipo, apesar de que, eu nunca tentei nada antes com Damon por consideração a você até que eu percebi que eu não dou a mínima para tudo isso! Você sabe muito bem que seu discurso de vítima não me convence e sabe do que eu estou falando, principalmente quando se trata de Matt!

Sem que Rebekah conseguisse controlar-se, ela parece voar para cima de Elena descontando no glorioso rosto da morena um forte tapa que a fizera cambalear para trás, sendo impedida de prosseguir com as agressões pelos braços fortes do marido que a prendiam contra si.

– Rebekah, para, para Rebekah! – ele gritou com a mulher que debatia-se tentando se livrar dele – Para porra! Elena não é a única culpada na história, isso não estaria acontecendo se eu não tivesse aceitado, ok? Antes de se descontrolar não olhe apenas para o lado dela!

– Eu sei que a culpa não foi apenas dela, mas no momento eu só consigo pensar no quanto essa vadia destruiu a minha vida, o nosso casamento, Damon! – a pouca força que lhe restava fora diminuindo até seu corpo padecesse assim como a força com que os braços de Damon a seguravam.

– Sinceramente Rebekah, apenas reflita, ok? Você acha de fato que nosso casamento é perfeito? Digo, em todos os sentidos? – pergunta ele, olhando com piedade a sua esposa que encolhia-se em seus próprios braços.

– Eu sei que nós brigamos, discutíamos e estávamos um tanto distante um do outro nos últimos tempos mas é normal, todo casamento passa por isso em um estágio da vida... Eu amo você Damon, como pôde fazer isso comigo?

– Rebekah, por favor, não vamos ter essa conversa aqui, você está de cabeça quente e não é o melhor momento ou lugar para conversarmos isso – disse Damon pacientemente, correndo seus dedos pelos fios desgrenhados.

– Não! – ela respondeu de imediato – Eu não quero conversar depois, vamos, me diga, nosso casamento não era bom o suficiente? Eu não era boa o suficiente?!

– Sim nosso casamento era bom, nós brigávamos, discutíamos, nos entendíamos, nos dávamos bem mas era só isso entende? Nunca saia disso... Eram as mesmas noites de sexo, os mesmos programas aos finais de semana, as mesmas comemorações... Era sempre a mesma monotonia Rebekah, sempre a mesma futilidade!

– Você acha que nosso casamento era monótono Damon? Fútil? – perguntou ela, fechando os olhos devido a dor que sentira ao ouvir tais palavras.

– Sim, eu acho, e eu não queria que isso tivesse acontecido, eu não queria que tivesse descoberto dessa forma. Eu iria lhe contar porque não achava justo continuar lhe enganando assim, mas a verdade é que eu não sou mais feliz ao seu lado, Rebekah, eu não sinto mais a mesma coisa por você... Eu sinto muito mas não dá mais, eu sei que a verdade dói mas a mentira consegue ser muito pior, e a verdade é que eu não te amo mais...

– Chega, por favor, chega... Eu não quero mais ouvir – ela falou em meio as lágrimas que intensificaram-se – Passe em casa para pegar suas coisas... E quanto a você, sua vadia desqualificada, isso não ficará assim!

Sem que houvesse mais respostas ou interrupções, Rebekah deixa aquela sala, batendo com força a porta ao sair onde mais uma vez o casal de amantes ficara sozinhos.

Notas finais
E então? O que acharam? Eu tentei nao prolongar muito, no proximo teremos mais barraco na historia, quem quer? Bom, como a fic ja está no fim eu decidi postar uma historia que ha tempos to com ela em mente então se alguem tiver interesse, o link é esse (http://fanfiction.com.br/historia/554359/La_Solitudine/) e eu vou ficar muitissimo feliz em ver vcs por lá. Enfim, era isso, gostaram? Odiaram? Quem mais vai recomendar a história? Beijos, e até o próximo :D