Luna - INTERATIVA

14 Capítulo XIV


Notas iniciais
I AM BACK! yeeeeeeeeee!!!!!1 Sim, eu sei que eu demorei um pouco (cofcof muito cofcof) para retornar, mas assim que minhas provas acabaram, outras começaram na semana seguinte. PORÉM CONTUNDO ENTRETANTO, eu já me providenciei de todas as datas e prometo que uma pausa tão longa assim nunca mais vai acontecer! Boa leitura e até lé embaixo!

Massimiliano mexia nervosamente e sem parar no pote de geleia, nos pratos, na cesta de pães... Mesmo após vários encontros, o príncipe ainda se sentia nervoso. Alguns (incluindo muitas selecionadas) poderiam achar isso fofo, mas Mass apenas achava ridículo.

Após longos cinco minutos, a silhueta de Marina Orletti contra o sol, com a saia leve esvoaçando, apareceu no Jardim Botticelli, sua imagem aumentando diante dos olhos de Mass conforme ela se aproximava. Se levantou de um salto e tentou, em vão, limpar as gramas de sua calça. A selecionada riu um pouco diante da cena, fazendo uma reverência meio desajeitada.

— Tudo bem, não precisa se preocupar com isso. – Diante da reverência do príncipe e do leve beijo em sua mão, Marina se sentou, sendo acompanhada por Mass. – Vossa Alteza, isso... – olhou para o piquenique, o céu maravilhoso e a floresta a apenas alguns passos. – É lindo!

Massimiliano riu nervosamente e mexeu nos cabelos e encarou-a com seus olhos castanhos – conjunto de coisas que aparentemente são bem comuns, mas que ao ver de Marina era muito charmoso, e que fez seu coração pular uma batida.

— Eu tinha pensado que algo mais casual seria melhor. Você me pareceu alguém que gosta desse tipo de coisa. – Marina, ao entender a fala como um insulto, na hora fechou a cara, ao passo que Mass percebeu que o que era para ser um elogio se tornou um xingamento nos ouvidos da garota. – Quero dizer, você me pareceu apreciar as coisas boas nas situações mais simples. É uma qualidade difícil de se encontrar por aí.

A expressão da selecionada se suavizou e o príncipe soltou o ar que prendia entre o sorriso. Os dois começaram a comer, e o clima foi se tornando mais leve em meio às risadas. Massimiliano descobriu que Marina mudava de humor com muita facilidade, mas quando se acostumou um pouco com isso, a conversa fluiu. A garota contou-lhe sobre sua família, seus irmãos (ela tinha mais que ele!) e que a vida de Marina não era das mais fáceis e muito menos das mais luxuosas, mas ela frisava que não podia reclamar, que afinal, ela podia ter uma renda baixa e milhões de outras dificuldades, mas tinha o família que a amava, e isso já era ótimo. Era muito bom conversar com uma selecionada em italiano, para variar um pouco.

Passado um tempo, a selecionada derrubou, sem querer, um pouco de geleia na roupa do príncipe. Seus olhos se esbugalharam e ela tentou, desesperadamente e em meio a vários guardanapos de papel, limpar o estrago.

— Mil desculpas, Vossa Alteza, mil desculpas! Como sou desastrada!

Mass segurou a mão que ela usava para tentar arrumar a sujeira, e disse:

— Já disse que pode me chamar de Massimiliano.

Apenas para então, espalhar o chantilly da torta de limão em uma das bochechas de Marina e sair correndo para a floresta. Ela foi atrás, e eles brincaram como crianças por um tempo que não faziam a menor ideia, até que um guarda – estraga-prazeres – anunciou que Marina estava atrasada para a aula das selecionadas, e ela seguiu o guarda com creme em uma bochecha e um beijo real na outra.

Todas as selecionadas estavam sentadas em suas mesas de madeira bem trabalhada e viraram, algumas rindo e outras confusas, quando Marina Orletti entrou cheia de chantilly no vestido, que, pela aparência de sua maquiagem, tinha sido usado como guardanapo em seu rosto. Marina percebeu que Megan Adams estava lá, portanto deveria estar melhor, porem a ruiva não se preocupava em esconder as faixas que cobriam pelo menos um terço de suas pernas. Ada encarou a italiana cheia de reprovação, mas desviou o olhar quando esta se sentou ao lado de Natalie Wounderworld.

— Muito bem, meninas. Não sei se qualquer uma das senhoritas já soube, com um pouco de profundidade, sobre como aconteceu a penúltima Seleção, do rei Maxon. Mas, nessa Seleção, houve uma atividade, se podemos assim chamar, denominada Recepção. A Recepção consistia em dois grupos de selecionadas, e cada um cuidaria da recepção de uma família real. O príncipe Massimiliano, o rei Arturo e a rainha Nicoleta decidiram que seria uma boa ideia realizar essa atividade com as senhoritas, como parte da preparação para rainha. – As selecionadas já começaram a se animar e conversar, arrumando grupos. – Porém, apenas as meninas da Elite participarão de tal atividade. Todas vocês irão se preparar, mas os grupos só serão divididos após o anúncio da Elite.

Algumas meninas se desanimaram, ao passo que outras ficaram nervosas pelo palpável começo da Elite e, consequentemente, a eliminação de mais três selecionadas.

Elisa Clark levantou a mão, e começou a falar após o consentimento de Ada.

— Então... quer dizer que a Recepção será realizada em Luna?

— Exatamente, senhorita Clark.

Megan Adams adentrou seu quarto e se jogou na cama, ainda com um pouco de dificuldade de andar.

— Senhorita...

— Eu sei, Clarisse, eu sei. “Hora de trocar as bandagens!

— Na verdade... O príncipe Massimiliano deixou uma carta.

Megan olhou para a criada com uma sobrancelha levantada, e pegou a acarta que lhe era estendida.

Querida senhorita Adams, como vai? Sei que machucada, porém espero que esteja melhor. Gostaria muito de te falar isso pessoalmente, porém estou trabalhando muito hoje e suas criadas me disseram que você – apesar de não obedecer muito – passa a maior parte do dia em repouso.”

A ruiva lançou um olhar de divertimento para suas criadas, que fingiam estar fazendo seu trabalho enquanto observavam a selecionada ler o pedaço da papel.

“Apesar de todos os compromissos, eu adoraria me encontrar com a senhorita hoje, porém apenas tenho livre a noite. Se for um horário ruim para a senhorita, entenderei completamente, mas eu – embora a senhorita provavelmente não acredite muito – estou muito preocupado com o ocorrido e, principalmente, com a sua saúde.

Aguardo sua resposta (escreva uma carta, e peça para alguma criada ou guarda me entregar), e espero poder passar aí por volta das 21h00.

Preocupadamente, Massimiliano.

PS: Se a senhorita, de alguma forma, se incomodar em ser chamada de querida (como fiz na primeira linha), me avise por favor. História curiosa, não se preocupe.

Megan pegou um papel da escrivaninha e uma caneta da cabeceira e começou a escrever.

Vossa Alteza, estou melhorando, obrigada. Imagino que o educado a se fazer seja perguntar como o senhor está de volta, então como o senhor está?

Agradeço (e talvez seja interessante que o senhor saiba que normalmente não o faço com qualquer um) o convite, e não, não é uma hora ruim. Porém prefiro que, em vez de nos encontrarmos em meu quarto e irmos para algum lugar, nos encontremos no mesmo jardim do incidente da outra noite.

Ciente de que a palavra “preocupadamente” não existe, Megan.

PS: Não vejo o porquê de me incomodar. Espero ouvir a tal história curiosa.

—Teressa, você poderia entregar essa carta ao príncipe Massimilliano?

Ao andar naquele jardim escuro, Mass sentia calafrios ao lembrar da agonia de ver uma menina, literalmente, em chamas. Mal conseguia ver um palmo a frente, até que viu, alguns metros de si, duas chamas que iluminavam cabelos ruivos. Pensou ser sua imaginação o fazendo lembrar daquela noite, mas então viu, claramente, o rosto de Megan em meio ao fogo. Era ela, dançando com tochas. Essa menina é louca.

— Megan? Megan! Pare com isso! Você quer se queimar de novo?

— Não me importo cm queimaduras, Vossa Alteza— debochou do título. – Imaginei que quisesse saber o porquê de tudo que aconteceu no outro dia, então aqui estou.

Em meio a piruetas e tochas jogadas para cima, Massimiliano ficou hipnotizado. Hipnotizado pelo fogo, mas principalmente por ela. Definitivamente ela era, por mais irônico que isso soasse, uma tempestade. Mesmo quando acabou, ela assoprou as tochas, a luzes se ligaram, ela agradeceu como num espetáculo e o príncipe aplaudiu, as chamas continuavam vivas e selvagens em seus olhos.

— E então?

— Achei... dramático. Porém fantástico! Onde aprendeu a fazer isso?

Os dois andavam em direção ao palácio, ela conduzida por ele. Era a parte dele do encontro.

— Fazia parte de um circo. Ficar trancada num castelo nunca foi muito a minha praia.

— A senhorita sabe que é basicamente isso que vai aconteceu se casarmos, não é?

— Sei. Mas é diferente. Eu era quase que completamente sozinha naquele lugar. Aqui eu teria uma família, amigos. Lá minha família não era muito presente e eu tinha que fugir para falar com meus amigos.

— Parece horrível. Sinto muito.

— Não sinta. O que é tudo isso?

Megan tinha os olhos arregalados em meio aos montes de doces que haviam a sua frente.

— Não é nenhum show de fogo nem nada, mas soube que você gosta de doces.

Ela sorriu e se sentou quando Mass puxou-lhe a cadeira.

— Sobre seus amigos... como eles são?

— Bom, um está morto e a outra foi eliminada por algo que não podia controlar.

— Eu sinto muito. O que aconteceu?

— Podemos... não falar disso?

— Claro.

Conversaram, conversaram e conversaram mais um pouco. Megan tentava não se abrir e mais com o príncipe, mas era impressionantemente difícil. Ele lhe contou do porquê de Tarja, Ingrid e Spencer terem sido eliminadas – com Tanja foi um consenso. Após um encontro, decidiram que nunca seriam mais que grandes amigos; Com Ingrid, bom, ela alegou problemas familiares e foi embora; Spencer revelou sua orientação sexual — homossexual — e disse que só estava lá tentando ser quem não era.

— E você? Tem melhores amigos?

— Tenho. – Mass mexia nos cabelos e sorria, confortável diante do pronome de tratamento “você” em vez de qualquer coisa próxima de “senhor” ou “Vossa Alteza”. – Você provavelmente já viu em algum noticiário Kaden Schreave, o príncipe de Illéa. – Megan concordou com a cabeça. – Ele é um dos meus melhores amigos no mundo todo, juntamente com um dos guardas aqui do palácio, Stefano Bevigliere. E bom, você deve conhecer a Amelie, já que ela vai casar com o seu primo.

— Conheço sim. É impressionante como eles são felizes juntos. – A ruiva se pegou pensando se algum dia seria capaz de ser assim com alguma pessoa.

— É mesmo. Não que isso tivesse impedido ele de traí-la nem nada.

Os olhos de Megan se ascenderam ainda mais, com um fogo furioso.

O quê? Você realmente acha que Julius foi o culpado? Ele estava bêbado e ela se jogou em cima dele.

— Perdão, mas penso que, sóbrio ou não, a responsabilidade foi dos dois.

— Mas ele estava inconsciente do que fazia!

Megan passava os dedos pela chama da vela no centro da mesa, raivosa.

— Ele estava bêbado, não drogado!

A ruiva se levantou, irada, e Mass a imitou. Mesmo que Megan, no fundo, soubesse que Julius tinha sido culpado sim, ela nunca admitiria que o príncipe a fizera perceber isso.

— Eu nunca trairia a minha esposa. Eu nunca trairia você!

Ambos se encontraram num estado de choque por alguns segundos, ele pelo que tinha falado involuntariamente, e ela, pelo que tinha ouvido. Não demorou para que a selecionada se recompôs na pose de antes.

— Quem disse que me casaria com você?

— Não pode negar que é uma possibilidade! – Mass tentou, em vão, assumir um pouco do porte “Vicento” de ser.

Ela saiu marchando e bateu a porta atrás de si, ao passo que ele se deixou cair na cadeira, nenhum efetivamente bravo entre si, mas com sigo mesmos.

Notas finais
E então? Sei que esse capítulo foi praticamente só focado em duas personagens, mas é que eu precisava andar com os encontros e resolver o acidente da Megan. Prometo que será mais balanceado nos próximos caps! TAREFA DA SEMANA: http://goo.gl/forms/eAZal3jTje (até sábado) Os avisos já estão no tumblr. Kisses, MARVEL