Lumpus e Rapus

10 Descobriram! Por favor, não me deixe.


Notas iniciais
Esse cap ficou mais emocionante, e mais dramatico, mas acho que foi um dos melhores que já fiz dessa fic então aproveitem!!

LUMPUS E RAPUS

Descobriram!Por favor, não me deixe.

MAKA POV.

Estava em um lugar estranho. Tudo era branco e não havia nada nele. Nem paredes parecia ter.

Por mais que eu olhasse para todos os lados não via nada alem do próprio nada. O que era realmente frustrante e assustador.

Comecei a andar com passos lentos e hesitantes. Alguma coisa me dizia que aquele lugar tinha uma coisa que não podia domar.

De repente o chão começou a queimar formando um circulo a minha volta. Olhei desesperada para todos os lados para achar uma saída, mas as chamas haviam formado uma muralha impossível de atravessar.

Quando estava prestes a entrar em pânico ouvi um rugido. E, de trás das chamas, saiu uma raposa de pelo loiro acinzentado, olhos verdes jade e presas e garras brancas como a neve.

Sua calda longa se movia agitada de um lado para o outro e seu olhar tinha um brilho ameaçador que me fez recuar uns poucos passos.

- Que lastima. – disse uma voz em minha cabeça. – É tão fraca e débil.

- Quem... ? – não pude completar a frese de tão assustada que estava.

- Garota estúpida! – rugiu a voz em minha cabeça. Tardei em descobrir que era a raposa a minha frente que dizia isso. – Eu sou sua parte animal.

- Minha pa-parte animal? – ecoei um pouco atordoada.

- Isso. Mas parecia que uma garota tão idiota como você não entenderia a lógica do que você mesma tem. – dizia ela com ignorância. – Tão fraca e delicada que nem pode se defender de umas humanas idiotas.

Abaixei a cabeça. Ela estava certa. Por mais que eu me dissesse que não era o que essa raposa dizia, sabia que ela estava certa. Sou patética. Uma decepção.

- Não sei por que não me deixa tomar conta de seu corpo para fazê-lo ser pelo menos útil para alguma coisa.

Essas palavras despertaram as lembranças daquela noite em que havia me deixado dominar por aquele lado. Quase havia mato o Soul por causa disso e quem sabe outras coisas horríveis que poderia ter feito.

- Vamos garota. – dizia a raposa se aproximando de me mim. – Você não vai sentir nada.

- NÃO! – gritei a todo o pulmão. Ouvi a raposa grunhir em minha cabeça com pura irritação. – Não vou deixar você tomar meu corpo. Não depois do que você fez com o Soul!

- Então é por isso? – perguntou em uma gargalhada. – Por causa dele? Por aquele Lumpus?HAHAHAHAHAHAHA!!!!!

Mirei a raposa a minha frente com ódio. Ela apenas se limitou a parar de rir e me mirar com um olhar de desprezo.

- Não seja tonta garota! Ele é apenas um garoto estúpido, não tem importância.

- Tem! Tem importância! – voltei a gritar – Ele foi quem me tirou dessa solidão, ele foi quem ficou sempre do meu lado, ele... Ele... Ele... Ele é o garoto que gosto. – falei em um sussurro o ultimo. Mas logo voltei a aumentar a voz – E não vou deixar que o machuque!

- Ora sua garota insolente. – sua voz tão intimidadora que me fez recuar mais alguns passos. – Eu vou dominar esse corpo seja por bem ou por mal. E a primeira coisa que farei será matar esse seu amiguinho estúpido.

- Não!

Sentei na cama de golpe. Minha respiração estava agitada e descompassada. Meu coração estava a mil e meu corpo estava ensopado de suor.

Olhei desesperada para o lado e, para o meu alivio, Soul estava deitado no colchão que sempre colocava no chão para ele, dormindo tranquilamente.

Suspirei aliviada e me levantei da cama, me ajoelhando do lado do colchão e observando o rosto tranqüilo e relaxado de Soul. Levei uma mão ate seu cabelo tirando algumas mexas que caiam em seu rosto.

Não notei que estava chorando ate que uma lagrima caiu no rosto de Soul. Levei a mão rapidamente para o rosto, enxugando-o com rapidez. Aquilo tinha mesmo me afetado.

Se por acaso eu fraquejasse e aquela coisa chegasse a tomar meu corpo, não só meus pais corriam perigo, mas também o Soul. Não ia deixar que isso acontecesse se tivesse chance de impedir.

Olhei para o relógio e vi que já era estava quase na hora de ir para a escola. Amanhã era sábado então finalmente poderia descansar, ou treinar com o Soul, ou o que vier primeiro.

Levantei-me e fui para o banheiro levando comigo meu uniforme (um limpo,é claro). Tomei um banho rápido com água quente e me veste.

Quando sai do banheiro Soul já estava acordado, sentado em cima da minha cama e seu colchão já estava guardado. O mirei confundida, mas ele parecia tão perdido em seus pensamentos que nem parecia notar minha presença no quarto.

Aproximei-me dele e coloquei uma mão em seu ombro, para logo dizer:

- Esta tudo bem? – perguntei preocupada. Estava muito serio.

- Está. – falou em um tom distraído. – Só estava pensando que os guardas daquela prisão estão muito quietos ultimamente. Isso é muito estranho da parte deles.

- Talvez tenham desistido. – falei tentando animá-lo.

- Ou talvez saibam onde estou e estão só esperando para vir me pegar. – falou desanimado.

- Não fique pensando nesse tipo de coisa se não daqui a pouco acontece. – me levantei e comecei a andar na direção da porta.

- Maka. – chamou. Me virei para vê-lo e o vi com um grande sorriso no rosto. – Não acha melhor tirar as orelhas e a calda?

O mirei confusa para logo levar uma mão ate a cabeça, sentindo assim minhas orelhas de raposa. Meu rosto esquentou e um suspiro longo e demorando saiu de minha boca. Desde quando elas estavam ali?

Materializei-as de volta ao normal e fiz com que minha cauda desaparecesse.

- Obrigada. – falei lhe sorrindo – Se não tivesse me avisado ia ficar encrencada.

Sai do quarto e comecei a preparar meu café-da-manhã. Apenas uma torrada e um toddy davam. Não estava com muita fome. Também, depois do sonho que tive qualquer perderia a fome.

Suspirei.

Senti muito medo de quando aquela raposa ameaçou controlar meu corpo e matar todos aqueles que eu amava. Não que isso acontecesse e muito menos queria machucar alguém próximo a mim. Como Soul.

Ele foi meu primeiro amigo e a primeira pessoa que me entendeu completamente. Não suportaria perde-lo. Ele é tudo pra mim.

Admito: o amo. Desde um tempo havia percebido que aquela sensação que tinha perto dele era amor. Mas tenho certeza que ele não sente o mesmo, já que não sou o tipo de garota que ele se interessaria. Como sei? Fácil. Ele sempre critica meu corpo por eu ser plana e me trata como se eu fosse sua irmã caçula ou algo do tipo. Não tinha a menor chance.

Mas mesmo assim o amava com toda minha alma. Estaria do lado dele mesmo que ele não quisesse. O apoiaria e o aconselharia ate o fim. Daria minha vida por ele.

Pode ser um pouco precipitado da minha parte, mas é o que sinto. Não posso mudar ou mentir falando que é menos, que é passageiro. Porque não é. É um sentimento tão intenso que de vez em quando me falta ate ar para respirar.

Tentei não pensar muito nisso. Sempre que fazia uma imensa dor me consumia ao me dar conta que o que sentia não era correspondido.

Levantei-me, peguei minha mochila e sai de casa. Meus pais já haviam ido, então deixei um lanche para Soul. Não queria que ele morresse de fome.

Andei bem divagar ate a escola. Não tinha pressa de chegar. Já havia faltado um dia mesmo, chegar atrasada não faria nada mal. Afinal, não precisava pegar matéria já que já sabia ela de cor e também ninguém me passaria mesmo.

Cheguei na sala e por sorte o professor ainda não havia chegado. Sentei-me em meu lugar de costume e esperei o inicio da classe.

Por alguma estranha razão Kim não havia me incomodado desde o momento em que cheguei na sala. Isso era bem incomum da parte de Kim, já que ela aproveitava cada momento livre para me tortura.

Um calafrio percorre minha coluna. Algo não me cheirava bem nessa historia. Alguma coisa estava muito errada com tudo isso. Primeiro os guardas param de vigiar e agora Kim não esta me torturando como sempre faz?

Não sei por que, mas acho que uma coisa liga a outra aqui. Digo, os guardas e Kim.

De repente Kim entrou junto com o professor. Olhei para ela atentamente. Tinha um sorriso extenso no rosto e uma mirada com uma mistura de emoções. Diversão, raiva e... Medo?

O que estava acontecendo aqui?

O professor e Kim olharam para mim por um momento ate que um deles falou.

- Maka, pode vir um minuto conosco, por favor? – perguntou o professor em um tom serio.

Todos voltaram a me ver com miradas acusadoras. Acho que eles estavam pensando que eu havia sido acusada de machucar a Kim anteontem.

Eu apenas assenti com a cabeça ignorando todos a minha volta. Levantei-me da cadeira e fui ate os dois que estavam na frente da sala.

Nos três saímos da sala deixando para trás o cochicho de muitos alunos confusos. Caminhávamos pelo corredor em completo silencio. Ninguém ousava quebrá-lo.

Kim me mandava miradas de intimidadoras sempre que podia e eu a ignorava sempre que fazia. Não sabia do que se tratava isso tudo e não ia deixar Kim me intimidar com tanta facilidade como fazia antes. Agora era diferente.

Ao entramos na sala do diretor vi dois guardas daquela prisão parados em pé perto da mesa do diretor. Os dois olharam pra mim com miradas indiferentes e sem emoções.

Engole em seco e me aproximei quando o diretor fez um sinal com a mão. Ele mandou o professor sair e nos deixar a sós.

Fiquei um pouco nervosa com as miradas intensas de todos sobre mim. Isso não me parecia nada bom. O que será que queriam? Haviam descoberto que Soul estava na minha casa?

- Senhorita Kuroite. – começou o diretor com um tom serio. – Esses senhores ficaram sabendo que você tem contato com o prisioneiro que fugiu há meses.

- E quem lhes deu essa informação? – perguntei no tom mais indiferente que podia.

- A senhorita Kim. – falou o diretor. – Ela diz que viu você com ele no bosque aqui perto ontem mesmo, quando estava voltando da escola.

- Tem provas? – voltei a perguntar mais confiante.

- Bom... Não, mas... – não deixei que terminasse.

- Se não tem provas não tem com que me acusar de ter contato com um fugitivo, estou certa? – cada vez me sentia mais confiante e mais segura de que ia sair daqui impune. Por mais que eu seja culpada.

- Esta, mas... – de novo não deixei que o diretor terminasse novamente e me levantei dizendo.

- Então não tenho mais nada que fazer aqui. – comecei a caminhar na direção da porta com a intenção de deixar esse sufoco.

Mas alguém me impediu.

Um dos guardas havia segurado meu ombro com tanta força que pensei que ia quebrá-lo. Parei de andar e me virei na mesma hora para mirá-lo surpreendida.

- Ainda temos perguntas a fazer. – falou o guarda sem em um tom serio sem emoções.

Não disse nada, apenas me dirige novamente a cadeira me sentando na mesma e ficando em completo silencio.

- Pode continuar direto. – voltou a falar o guarda com a voz mais calma.

- Bom... – começou a dize novamente o diretor. – Se por acaso você tenha contato com o prisioneiro por que não disse?

- Talvez porque não ache que ele mereça estar preso como esses homens queiram. – falei meio duvidosa. – Pelo menos deveria ser isso que pensaria se não contasse a ninguém.

- Mas por que você acha que ele não mereça estar preso? – perguntou um dos guardas. – Afinal se ele esta preso é por um motivo.

- Pelo o que vi lá na prisão, senhores, ele não tinha mais de dezessete anos. – falei mais relaxada. – E pelo que saiba pessoas com menos de dezoito não podem ir presas. Mesmo que tenha motivo.

Todos ficaram calados com meu argumento. Agora sim havia conseguido sair dessa.

- Então admite que teve contato com ele. — falou Kim com um sorriso presunçoso no rosto.

- Não. – falei com autoridade. – Estávamos falando "se" eu tivesse contato com ele. Não quer dizer que tenha.

- Mas você falou com tanta determinação que parecia estar realmente defendendo-o – volta a atacar Kim.

Todos na sala voltaram a me mirar. Tive que pensar por alguns segundos para saber o que ia dizer e quando estava prestes a falar Kim me interrompeu.

- E tem mais uma coisa que eu vi que acabei me esquecendo de contar e acho que seria do interesse de todos aqui. – falou Kim sem deixar de mi mirar.

Meu coração falhou uma batida. Ontem eu e Soul estávamos treinando nossos poderes e se Kim viu isso junto com nossas orelhas e caudas estávamos perdidos.

- E o que seria? – perguntou um dos guardas. Mirei Kim de uma maneira suplicante e seu sorriso se estendeu.

- Pelo que eu fiquei sabendo aquele garoto não é um garoto normal – começou a dizer Kim me mostrando que sabia do nosso segredo. – Ele tem a capacidade de controlar o gelo e ter as habilidades de um animal. Por isso estava preso. Por ser uma aberração capas de nos eliminar.

Todos a miraram surpresa. Ela realmente sabia do nosso segredo.

- Isso é informação confidencial mocinha. – disse um dos guardas. – Como ficou sabendo disso?

- Porque eu os vi. – disse Kim sem deixar de me mirar com um sorriso. – Eu vi ele usando os poderes e com as orelhas e cauda de lobo. — apertei o braço da cadeira. Isso não podia estar acontecendo. – E não foi só isso que eu vi. Vi também ela com cauda e orelhas de raposa e controlando e fazendo fogo.

Um dos guardas segurou minha mão esquerda e a virou com brutalidade. Mostrando a palma da minha mão onde tinha a, arca de sol.

- Ela é uma Rapus! – exclamou me jogando no chão.

O outro guarda pegou sua arma com agilidade e a apontou para mim. Bem na direção da minha cabeça.

- Onde esta ele? – perguntou o guarda que segurava a arma com firmeza.Não falei nada. Apenas tentava achar um meio de escapar disso. – Diga se não eu atiro!

Em um agiu movimento pulei por cima dos dois guardas e saltei da janela que tinha atrás deles.

Consegui aterrissar no chão com segurança, mesmo que a sala estivesse no segundo andar. Meu cabelo acabou soltando na queda, mas não me importei. Comecei a correr o mais rápido que conseguia.

A ultima coisa que ouvi foi os guardas chamando reforços. Mas única coisa que me importava era em chegar em casa e avisar o Soul.

Não demorou muito para chegar.

Entrei as pressas em casa e fui direto para meu quarto, ignorando completamente os gritos preocupados de meus pais, que ao parecer tinham chegado mais sedo em casa.

Logo após entrar em meu quarto fechei a porta com força e cai sentada no chão exausta. Não por causa da correria, mas sim por ter que desviar dos tiros dos guardas que me seguiam com carros.

- Maka? – perguntou Soul preocupado. Ele se levantou da minha cama e correu ate mim. – O que houve? Por que chegou tão cedo? E por que esta tão assustada?

- E-eles n-nos descobriram – falei tentando me recuperar. – Estão vindo pra cá. Kim nos viu treinar ontem e nos dedurou. Eles sabem que sou uma Rapus.

- Droga. – murmurou Soul. Materializando sua cauda e suas orelhas. Eu fiz o mesmo.

Levantei-me e fui ate a janela. Olhei para baixo, mas bem debaixo dela havia uns cinco guardas.

- Não dá tem... – não pude terminar de falar já que meus pais entraram no quarto e nos miraram surpreso.

- O que esta havendo aqui? – perguntou meu pai mirando a Soul com medo e raiva. – O que esse fugitivo faz aqui? E por que vocês estão com caudas e orelhas de animais?

- Pai, mãe. – comecei a falar com a voz um pouco tremula. – Eu posso explicar.

- Maka. – chamou Soul me puxando para um canto longe dos meus pais.

- Faca longe dela seu monstro. – gritou minha mãe desesperada sendo segurada por meu pai.

- Eu vou acabar com os guardas lá em baixo e te chamo quando for seguro. – falou Soul serio. – Temos que sair daqui antes que eles nos peguem.

Eu apenas assenti com a cabeça e o mirei pular pela janela. Estava preocupada caso eles o machucassem.

- Maka. – chamou meu pai. – O que esta acontecendo?

- Olha, não precisam acreditar no que vou falar, mas quero que saibam que mesmo com o que eu disser aqui não vão deixar de sentir o que sentem por mim. – quase implorei quando falei isso.

- Claro que vamos continuar te amando querida. – falou minha mãe em um tom doce.

- O Soul, o fugitivo que vocês viram aqui não é mal. Pelo contrario, ele é o melhor amigo que podia pedir. – comecei a falar. – Mas aqueles homens querem pegá-lo e prende-lo porque ele é diferente. Ele é como eu. E eles sabem que sou assim e estão atrás de mim também. Por isso precisamos fugir daqui antes que nos peguem.

- Mas o que vocês são? – perguntou meu pai.

- Somos de duas tribos que viveram nessa região a muito tempo. Uma se transforma em raposas e outra em lobos. Isso é o que somos e por isso querem nos prender. – falei desesperada. – Não peço que entendam, mas quero que me apóiem e não me impeçam de fugir.

- Claro que não vamos te impedir querida. – falou minha mãe. – Se é o único jeito de você estar bem, então não podemos fazer nada.

Meus olhos se encheram D'água e não pude mais agüentar e os abracei com força. Eram a melhor família que podia pedir.

- Maka! – ouvi Soul gritar desde o primeiro andar.

- Tenho que ir. – falei me soltando deles.

- Não se preocupe querida. Pode ir. – falou minha mãe contendo as lagrimas.

Não perdi tempo e saltei da janela. Soul me esperava em baixo e me segurou antes que chegasse ao chão. Para logo depois começarmos a correr na direção do bosque, com os guardas bem no nosso encalço.

SOUL POV.

Corríamos pelo bosque a toda velocidade tentando escapar dos guardas que apareciam por toda parte.

A cada passo que dávamos eles atiravam mais, chegando bem perto de nos acertar. Isso estava ficando cada vez mais complicado. Se não achássemos logo um lugar para nos escondermos eles nos pegaram.

- Soul. – chamou Maka me fazendo olhar para ela. – To ficando cansada. Não vou conseguir correr nesse ritmo por mais tempo.

- Aquenta só mais um pouco Maka. – falei olhando para todos os lados em busca de algum lugar para nos esconder. – Só ate eu achar alguma maneira de nos livrarmos desses caras.

De repente ouvi um disparo. Senti como algo me empurrava para o lado e me fazia cair no chão, com esse algo em cima de mi.

Abri os olhos só para ver Maka em cima de mim com sua blusa começando a se manchada de vermelho nas costas.

- Maka! – exclamei preocupado. Ela havia me salvado de uma morte certa. De novo. E agora ela ia sofrer as conseqüências.

- Está bem Soul? – perguntou com a voz fraca e levantado a cabeça.

- Por que fez isso? – perguntei me levantando e a carregando nos braços.

- Por que você é meu amigo. – falou com a voz cada vez mais fraca. – E não podia deixar que você morresse.

Ouvi passos se aproximando de nos e me esconde atrás de uma arvore e de arbustos apertando Maka contra meu peito.

Torci para que eles fossem embora logo para poder levar Maka para algum lugar e pedir ajuda. A cada minuto que passava ela ficava mais fria e débil. Podia sentir seu coração e sua respiração diminuírem de velocidade e também podia sentir o sangue em suas costas sair em jorros.

- Onde estão? – ouvi um dos homens falar.

- Tem que estar perto. – outro falou. – Eu tenho certeza que acertei alguma coisa.

Uma raiva imensa inundou meu corpo ao saber que quem havia machucado a Maka estava só alguns metros de distancia de mim. A única coisa que me impediu foi Maka que segurou minha blusa com força.

- É melhor acharmos. – falou o que havia falado primeiro. – E para sua sorte, espero que o garoto esteja vivo. Se não você sabe o que o chefe vai fazer com você.

Quando eles foram embora soltei um suspiro relaxado. Havíamos escapado.

- Soul. – ouvi uma voz fraca e débil me chamando. Voltei a ver Maka que já estava quase fechando os olhos. – Quero te falar uma coisa.

- Melhor não falar nada. Tem que guardar energia ate acharmos ajuda.

- Mas eu tenho que te falar. – insistiu. – Desde que te vi naquela prisão eu... Sinto... uma coisa por você.

- O que quer dizer com isso Maka? – será que era o que estava pensado?

- Quero dizer que eu te... AAAHHH! – Maka se contorceu contra mim e gritou a todo pulmão.

- Maka! O que houve? – perguntei preocupado.

- Ta doendo! Soul, por favor, faz isso parar. – gritava Maka desesperada. Sentia-me igual aquela vez que ela se transformou pela primeira vez. Um completo inútil.

A abracei de leve contra meu corpo e escondi meu rosto no topo de sua cabeça. Comecei a sussurrar que tudo ia dar certo e que ela iria melhorar, mas nem eu mesmo acreditava nessas palavras.

Tinha um sentimento de que iria perder Maka para sempre. E com ela meu sentido de viver e minha felicidade. Não queria que isso acontecesse, mas não podia fazer nada. Já era tarde de mais para procurar ajuda e também, quem nos ajudaria?

Quando Maka parou de gritar e seu corpo relaxou, a afastei um pouco de mim e a mirei preocupado.

- Soul. To cansada. – falou fechando um os olhos lentamente.

- Maka, não durma. Fique acordada, por favor. – implorei com os olhos enchendo de água. Não tinha costume de chorar. Acho que nunca chorei, ou nem me lembro da ultima vez.

Podia sentir agora as lagrimas escorrendo por meu rosto, sem controle. Meu coração doía e um nó se formou em minha garganta. Iria perdê-la. Para sempre.

- Ta chorando? – perguntou Maka com um tom surpreso, mas ao mesmo tempo débil. – Por que esta chorando?

- E por que mais seria? – perguntei sem poder conter o tom de raiva e tristeza em minha voz. Raiva porque não podia fazer nada para salva-la e tristeza porque iria perdê-la. – Não quero que você morra Maka. Você é a pessoa mais importante pra mim. Por favor, não me deixe.

- Soul. – sussurrou levando uma mão a meu rosto e enxugando as lagrimas que escorriam pelo mesmo. Fechei os olhos e me deixei apreciar o contado de sua pele com a minha de uma maneira quase egoísta. – Vamos, nem tudo esta perdido. Você agora... é... Livre e isso... é o que... Importa.

Sua mão que estava no meu rosto caiu no chão inerte e seus olhos se fecharam. Seu rosto estava tão sereno que parecia estar dormindo. Mas eu sabia a verdade. Ela havia morrido. Em meus braços.

- MAKA!

Notas finais
Ta, ate eu achei esse final muito dramatico, mas bem eu sou dramatica então tinha que ser assim mesmo. Espero que tenham gostado e ate o proximo cap!!!Bjsss