Lucky
1 A aposta
Notas iniciais
- Diego, eu já pedi para não entrar aqui, não pedi? – Francesca bufava enquanto empurrava o menino para fora do seu quarto.
- Ah, qual é, Fran? – ele fazia biquinho – Eu não vou te agarrar ai dentro.
- Eca! – ela murmurou e riu.
- Vai dizer que eu não sou atraente? – ele colocou uma mão apoiada na parede, passou os dedos pelos cabelos escuros e sorriu de lado.
Fran respirou fundo e balançou a cabeça de um lado para o outro. Diego Hernandez sempre fora seu “irmão mais velho”, ele sempre cuidara dela e sempre fora o seu melhor amigo, cúmplice. Ela o amava desde que soube o que era amor. Eles era uma ano mais velho que ela, um dezessete e o outro dezoito, ele era um cara livre, que sabia viver a vida. Não tinha medo do que as pessoas iriam pensar dele ou do que as ações dele acarretaria. Não sabia pensar nele como algo mais, pelo menos não até a semana anterior, que presenciara uma cena um tanto quanto constrangedora, mas que despertara sentimentos que ela não imaginaria sentir nunca em sua vida pelo seu melhor amigo de infância.
Flashback
- Diego, cadê vo... – Francesca estava procurando o amigo e não o encontrara em lugar nenhum, decidira ir em sua casa para procura-lo, precisa de um favor que só ele poderia fazer. Ao abrir a porta do amigo sem bater, já que fazia isso sempre, se deparou com uma cena que abalou tanto seu coração quanto sua mente.
Diego e Violetta, sua melhor amiga, estavam deitados na cama do garoto, no meio de um sexo, um tanto quanto quente. Eles gemiam tão alto que ela se perguntava como não tinha ouvido antes. Assim que Diego percebeu que Fran estava ali, seu coração parou e voltou a funcionar depois de uns segundos. Isso não poderia ter acontecido. Ele saiu rapidamente de cima da menina e enrolou o lençol na cintura, para cobrir um pouco do seu corpo. Violetta estava completamente envergonhada e se vestiu rapidamente.
- Eu... não acredito nisso... – a morena fechou os olhos e respirou fundo. Ela nunca se sentira tão traída, triste e atraída por um garoto. Sim, atraída. Ela admirava descaradamente o corpo do garoto parado na sua frente e sentia diversos arrepios percorrerem seu corpo, como se aquilo fosse tomar conta dela por inteiro.
- Calma, Fran, isso não é o que você está pensando. – ele falou enquanto se aproximava da garota.
- Ah não? – a morena encarou o menino com as sobrancelhas arqueadas e soltou uma gargalhada – Então vai me dizer que você não está transando com a minha melhor amiga?
- Sim. Não. Ah... – ele passou as mãos pelos cabelos molhados pelo suor e mais arrepios percorreram o corpo da garota. – Nós não temos nada, foi só sexo e...
- Você não me deve explicações, Hernandez, você pode transar com quem quiser. – ela respirou fundo e se afastou um pouco – Só agradeceria que não fosse com as minhas melhores amigas.
Então Fran saiu da casa de Diego o mais rápido possível para fugir tanto dele, quanto das explicações de Violetta.
Flashback off
Uma atração incontrolável pelo seu melhor amigo surgiu naquele dia. Ela ficara brava com ele, óbvio, ele transara com sua melhor amiga, mas não havia motivo relevante para isso. Não havia nada entre eles, além de amizade. Ela não podia exigir dele fidelidade se não havia nada entre os dois. Era apenas uma forte amizade, que estava se transformando em uma grande atração e paixão da parte da garota.
- Você se acha demais, garoto. – ela o empurrou e bufou – Eu ainda estou brava com você.
- Ah, qual é, Fran. – ele se aproximou de novo e suspirou – O que eu preciso fazer para que nós voltemos a nos falar?
A garota revirou os olhos e bufou, colocou os cabelos de lado e cruzou os braços.
- Parar de transar com as minhas amigas seria uma boa. – ela falou entredentes.
- Vamos fazer assim, então. – ele sorriu sacana e se aproximou, causando uma paralisia na garota que já estava perdendo as forças para ficar de pé. – Eu prometo que não vou transar com ninguém durante seis meses.
Fran soltou uma gargalhada e encarou o amigo incrédula.
- Eu duvido. – ela falou olhando para ele novamente.
- Então, se eu transar com alguém nesses seis meses você pode nunca mais falar comigo e ainda pode espalhar por aí que eu sou broxa.
Francesca não conseguiu segurar a risada, Diego era de longe a pessoa que mais sabia fazê-la sorrir. Ela balançou a cabeça negativamente e abraçou o moreno que sorria só de ver o sorriso da amiga.
- Fechado. – ela riu mais e o olhou, ainda abraçada com ele. Uma corrente elétrica passou pelo seu coração e borboletas surgiram em seu estomago.
Ela nunca imaginou sentir algo assim, só de estar perto de Diego a garota sentia que seu coração pararia a qualquer momento. Ela não conseguia esconder o sorriso bobo nem a cara de taxo que fazia quando o via com outra garota. Ela sabia que ele não sentia o mesmo e que sempre a vira como uma irmã mais nova e que jamais tentaria nada com ela, mas também sabia que não dava para parar o que sentia.
Diego sorriu para ela e, contagiada com aquele lindo sorriso, ela correspondeu. O amigo acariciou lentamente os cabelos da menina e beijou-lhe a testa. Ai está, mais um ato amigável vindo dele, era apenas aquilo e Fran estava começando a se acostumar que jamais nada aconteceria entre eles. Um caso de amor não correspondido pelo melhor amigo.
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