Notas iniciais
Acho que esse ficou um pouquinho maior, o que acham que vai acontecer eim?! Que rufem os tambores... boa leitura!

Depois que ele foi para o caixa, peguei minha bolsa no balcão e saí. Eu já estava tomada por uma fome incessante, entrei na praça de alimentação e fui ao Mc'Donalds, pedi uma salada dupla, uma porção de fritas e uma Pepsi bem grande. Pus-me a pensar, eu realmente estava apaixonada, normalmente não gostaria de me apaixonar, ainda mais por alguém que nem conhecia direito. Eu estava inteiramente confusa. Fiquei ali sentada, esperando minha comida chegar, e tentei esvaziar minha mente.

Olhei para a porta do refeitório e... Oh não... não, não, não, não. Por favor não. Mas sim! Ele estava entrando. Como eu poderia tentar esquece-lo. Se ele estava em todo lugar? Nossos olhos se encontraram e ele veio até mim.

–Tem alguém aqui? -Ele apontou para a cadeira vazia ao meu lado.

–Não. Pode se sentar. -Sorri.

Ele sentou-se do meu lado. Oh que perfume mais gostoso, meu Deus eu devia estar sonhando. Eu não podia negar, que já estava afim dele, embora soubesse que aquilo era errado.

–Prazer meu nome é Micael. -Ele disse interrompendo meus pensamentos.

–Prazer Micael, meu nome é Giselle. Demos um aperto de mão e um beijo na bochecha. O garçom finalmente chegou com a minha comida.

–Quer alguma coisa? -Perguntei educadamente.

–Não obrigado. -Ele respondeu.

Eu estava confusa, se ele não queria comer nada, então por que se sentou ao meu lado? Talvez só quisesse conversar. Continuei a comer tentando disfarçar a minha fome.

–Então, gostou da gravata? -Perguntei tentando puxar assunto. Aquela situação estava bem estranha pra mim.

–Ah sim, muito obrigado, você é uma ótima vendedora. -Ele me respondeu sorrindo.

–Pra dizer a verdade, eu não sou vendedora. Sou uma designer.- Respondi

–Mas você leva jeito para essas coisas. -Ele me olhava sedutor. "Porra, por que me olhava assim?"

–Levo é? -Eu também o olhei sedutora. E por aquele instante estávamos excitando um ao outro com olhares.

–Aham- Ele respondeu assentindo com a cabeça.

–Obrigado, mas e você? -Perguntei

–O que tem eu?

–O que você faz?

O que eu estava fazendo? Por que eu perguntei aquilo? Que burrice. Mas agora que eu já havia perguntado, era só esperar né!

–Eu sou arquiteto.

–Legal. -Disse, já colocando uma garfada de salada na boca.

Decidi que eu não iria mais puxar assunto, se ele quisesse conversar então, ele que arrumasse um assunto.

–Você namora? -Ele disparou, quebrando o silêncio que já nós envolvia a quase dois minutos.

–Não, eu trabalho muito e quase não tenho tempo pra essas coisas. -Respondi sinceramente, bebendo meu refrigerante.

–Ótimo. -Ele disse.

Para tudo! Eu estava a quase dois anos sozinha e ele achava isso ótimo? Olhei para suas mãos, sem nenhuma aliança.

–Você namora? -Repeti sua pergunta.

–Não, ainda não achei a garota certa. E também trabalho demais.

Ai, ai, homens. Tão previsíveis com essa história de "ainda não achei a garota certa". Mas enfim, eu já tinha acabado de comer, Já estava mais do que na hora de ir embora.

–Agora tenho que ir. -Disse já me levantando.

–Espera. -Ele segurou meu braço e se levantou.

Oh merda porque ele ficava fazendo isso? Toda hora me tocava inesperadamente. Eu novamente, de novo, me arrepiei.

–O que foi? -Perguntei, o olhando normalmente.

–Será que vou te ver de novo? -Ele me olhou com carinha de cachorro que caiu da mudança. Era totalmente irresistível.

–Eu não sei! Talvez sim. -Era bem provável, já que nós víamos todos os dias.

–Eu tenho que ir agora. -Continuei.

Ele me soltou e eu continuei a andar, pude perceber que ele ainda olhava fixadamente para mim. Voltei para a loja, mas achei melhor ir embora.

Quando cheguei no apartamento, Bianca e Elise -Minhas melhores amigas, no qual eu dividia o apartamento -elas estavam sentadas no sofá, tomando vinho e escutando Madonna. O MEU cd da Madonna. Que ousadia.

–Oi gente. -Eu as cumprimentei e fui para o meu quarto.

Tomei um banho e decidi colocar uma roupa bem leve e confortável. Voltei para a sala e as meninas ainda estavam tomando vinho, me sentei com elas e coloquei um pouco de vinho para mim também.

–Que sorriso enorme é esse Gisy? -Bianca perguntou.

–Sorriso? Que sorriso? -Tentei disfarçar, mas tinha que admitir, eu estava feliz, e por mais que tentasse, jamais iria conseguir esconder.

–Esse seu sorriso bobo aí. -Elise retrucou.

–Tá bem, eu vou contar. -Elas se ajuntaram mais perto de mim e me olharam com bastante curiosidade, tamanha curiosidade, que chegou a me assustar.

–Credo suas curiosas. Parem de me olhar assim. -Elas riram.

Durante vários minutos ficamos conversando. Eu as contei tudo, desde a parte em que entrei no shopping até o último momento em que vi Micael. Até ai já tínhamos dividido uma garrafa de vinho inteira.

–Olha quem está de boy novo. -Elise gritou, apontando pra mim. Ela e Bianca riram.

–Eu não estou de "Boy" novo. -Me levantei e coloquei os nossos copos na lavadora.

–E como foi o dia de vocês? Me assentei no sofá novamente.

Elas me contaram exatamente tudo. Bianca -Uma escritora renomada, não muito famosa- havia escrito mais dois capítulos do seu livro, e Elise não tinha ido trabalhar. Depois que já tínhamos conversado bastante, achei melhor ir dormir, escovei meus dentes e deitei, comecei a pensar em Micael, ele era muito bonito. Olhos claros, pele escura, cabelos pretos e um corpo bem definido, forte. Fiquei pensando nele até dormir.

Notas finais
Gostaram? Independente, se sim, ou não comentem deem sugestões... digam o que precisar ser melhorado. Agradecida. XO(Beijos e abraços)