Love on top
3 O nosso primeiro beijo
Notas iniciais
Quando acordei no dia seguinte, eu estava bem disposta. Tomei um banho e coloquei minha roupa para o trabalho. Fiz um rabo no alto da cabeça e uma make bem básica mesmo. Ajudei Bianca e Elise, a colocarem a mesa, e enquanto tomávamos o café conversamos bastante.
Peguei minha bolsa, minha pasta, e desci. Peguei um táxi. Quando cheguei no shopping, eu estava ansiosa, será que veria Micael novamente? Estava torcendo para que a resposta fosse sim. Passei pela praça de alimentação e SIIIIM. Ele estava lá, como todos os dias habituais, havia um homem ao seu lado. Micael me olhou, eu sorri e acenei, ele também acenou para mim sorrindo. Cheguei na loja cumprimentei Luce e Jaqueline, me dirigi ao meu escritório. O meu design do dia anterior estava quase pronto, resolvi termina-lo.
Quando finalmente acabei me dei conta de que fiquei todo o tempo pensando nele, sim, em Micael. Mas enfim pelo menos já estava pronto. Com o design finalizado resolvi dar uma ajeitada no escritório que por sinal estava uma zona. O horário de almoço havia chegado, então terminaria de arrumar depois. Saindo da loja uma voz me surpreendeu.
–Oi. -Disse a voz grossa e sexy, que logo reconheci. Mas me assustei.
–Ah, oi Micael. -Disse.
–Se assustou? -Ele perguntou rindo.
–Sabia que não se pode assustar uma mulher assim? Eu poderia ter te machucado. -Falei com uma pitada de humor, mas obviamente eu não me atreveria a machucar aquele "Adônis".
–Não faça isso. Esta indo almoçar? -Ele perguntou.
–Estou sim.
–Quer almoçar comigo? -Ele fez aquela mesma carinha de pidão.
–Claro.
Fomos a um restaurante japonês, Micael pediu uma Yakisoba, e eu pedi uma tempurá: peixe, camarão ou legumes empanado por farinha especial e frito no óleo. Bebemos saquê. E no final cada um de nós pagou sua conta.
–Então como você está? — Micael perguntou.
–Até onde consigo me lembrar, estou bem obrigado. -Nós rimos. -E você? -Perguntei.
–Estou bem obrigado! -Ele olhava em meus olhos. -Seus olhos... são tão lindos. -Embora eu achasse que os olhos claros dele fossem bem mais bonitos que os meus, aproximei o olhar, e ele aproximou-se também, nossos lábios já estavam quase se encontrando.
–Obrigado. -Eu sussurrei bem perto da sua boca, ele mordeu o próprio lábio inferior e me roubou um beijo.
Uau ele... ai meu Deus... ele... ele beijava muito bem, correspondi o beijo, mas em seguida tentei me afastar, ele segurou minha cintura, que pegada. Só paramos quando já nos faltava fôlego. Olhamos para o lado e vimos que algumas pessoas nos observavam, fiquei um pouco envergonhada. Depois de alguns minutos de silêncio constrangedor, ele perguntou.
–Eu estava pensando, sei lá... se você não, gostaria de sair comigo hoje? -Ele fez a carinha de pidão, ele sempre fazia aquela carinha, e era meu ponto fraco, e acho que ele sabia disso.
Eu pensei, pensei, até que me veio a mente a academia com as minhas amigas. Poxa, eu queria muito, muito, muito mesmo, sair com ele, mas eu já tinha marcado com a Lise a Bibi.
–Eu não sei Micael. É que eu tenho um compromisso hoje.
–Olha Giselle. -Ele disse enfiando a mão no bolso, retirou um cartão e me entregou. -Aqui meu número. Se você mudar de ideia me liga. -Ele piscou.
–Acho que isso não vai acontecer, mas nunca se sabe né. -Eu disse.
–Nunca se sabe. -Ele me olhou com cara de safado e me roubou outro beijo.
–Para com isso Micael. -Dei um tapinha no peitoral dele, que por sinal era bem forte.
Mesmo sendo só um tapinha a minha vontade era de me sentar em seu colo e fazer amor com ele ali mesmo. Mas obviamente, eu nunca faria. É, eu estou apaixonada mesmo.
–Parar com o quê? -Micael perguntou.
–Para de ficar roubando esses beijos de mim.
–Não paro não. -Ele me deu um selinho.
Olhei para o relógio, já estava quase na hora de voltar para a loja.
–Está quase na hora de voltar. -Falei
–Então temos que aproveitar esse tempinho. -Ele agarrou minha cintura e me colocou bem juntinho ao seu corpo, eu passei meus braços pelo seu pescoço. Nós beijamos mais algumas vezes.
Olhei para o relógio e me decepcionei, já estava na hora de ir. Tirei meus braços do seu pescoço.
–O que foi minha nega? -Ele perguntou.
–Eu não sou "sua nega". -Falei mais séria.
–Tá bem, estressada, você não quer ser minha nega? -Micael, parecia confuso.
Eu o olhei seriamente dentro dos olhos.
–Não. Eu quero ser mais que isso. -Disparei.
Segundos depois me arrependi. A verdade é que eu não queria ser a "nega" do Micael, eu queria ser o amor da vida dele, assim como eu sentia que ele era pra mim. Mas não queria deixar que isso transparecesse.
–Tenho que ir. -Me levantei.
–Desculpa Giselle. Não foi o que eu quis dizer. -Ele parecia arrependido.
–Está tudo bem. -Tentei parecer compreensiva.
–Então posso pelo menos te acompanhar?
–Aham. -Sorri.
Voltei para a loja com Micael. Não estávamos de mãos dadas, mas uma aura nos envolvia. Quando chegamos na porta da loja ele agarrou minha cintura e tentou me beijar, pus minha mão em sua boca.
–Aqui não Micael. -Disse séria.
–Porquê? -Ele perguntou confuso.
–Não. Ainda não temos nada sério, e aqui é o meu trabalho.
–Concordo. AINDA não temos nada sério. -Ele enfatizou o ainda me deixando um pouco envergonhada e desconfortável.
Sorrimos um para o outro. Eu lhe dei um beijo na bochecha, ele afagou seu próprio rosto e piscou para mim, eu sorri. Entrei na loja e continuei andando, não olhei para trás mas senti que Micael me seguia com olhar. Dei passos firmes e poderoso, tal qual de uma mulher confiante, até porque, eu estava me sentindo uma mulher confiante.
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