Love and Choices
9 Capitulo 9
King's Landing
— Não lembro de ter exigido um carregamento de armas — Rhaegar bufou irritado — E muito menos metade do valor disso tudo em dinheiro.
— Eu sei senhor — Jon Conngniton tentava argumentar, mas era tão inútil quando resolver o problema da forma como foi resolvido — Mas achei que serviria. É um pedido de desculpas pela loucura deles
— Jon — Seu pai começou a caminhar ao redor da mesa, passando o dedo na borda enquanto observada p mapa de Westeros desenhado ali — Conhece-me tão bem e sabe que quando dou uma ordem, espero que a mesma seja cumprida.
— Desculpe-me Rhaegar — Conngniton — Não vai acontecer novamente.
— Espero que não — Seu pai lançou um olhar para Conngniton que dizia mais que mil palavras. Isso porque considera Jon um amigo... — Você será mandado para lá de novo em 1 semana. E não terá mais falhas.
Ele quer Valdocaso a qualquer custo Jon se fez notar. Pelo o que sabia, a vila estava no controle da Casa Darklyn e era uma das casas que perderam a boa relação que tinha com os Targaryen. Pelo menos por isso, não se podia culpar seu avô, Aerys Targaryen, que fora sequestrado por Denys Darklyn e torturado, só não fora morto pois Barristan Selmy entrou infiltrado e o retirou lá.
A casa Darklyn e seus membros só não foram mortos porque seu pai implorou para que a vida deles fora poupada. Denys Darklyn fora morto, e para poupar o restante da família, fizeram um acordo de transferência de parte dos lucros, mas recentemente, criaram garras e resolveram se rebelar. Dessa vez seu pai não daria misericórdia...
''Os métodos de Tywin Lannister são monstruosos, mas são eficazes '' Seu pai lhe dissera no momento em que soube da pequena rebelião deles '' Dei-lhes a opção de dobrarem o joelho e olha como me pagam! A punição para traição é a morte’’
Os detalhes de como o ataque iria acontecer foram acertados. Quando Jon saiu da sala, seu pai bufou ao seu lado. Teve quase certeza que seu pai Connigniton de inútil.
Concordamos em alguma coisa...
— A vida de casado serve bem a você Jon... — Seu pai puxou a cadeira para perto dele e sentou, olhando para aliança — Como nunca serviu a mim – Ele está falando da Elia ou da minha mãe? — Deve me achar um monstro...
— Queria dizer que não, mas me provou errado muitas vezes. Matar todos os Darklyns pelo erro cometido por um deles é um absurdo!
— Suponha que eu mate um deles – Rhaegar o olhava profundamente, como sempre fazia quando queria dar uma lição – O filho dele ficará com raiva e vai querer vingar o pai, por exemplo, matando a Sansa, e você vai querer vingá-la e por aí vai, num ciclo interminável de sangue e morte. Um dos lados vai cair uma hora Jon, mas os dois vão ter dolorosas perdas. Quer perder mais que ele? – Negou com a cabeça — Uma vez que você assumir o seu lugar na presidência dos negócios, inimigos vão aparecer como ervas daninhas. Quando arrancar um, outro irá aparecer no mesmo lugar. Elimine os seus inimigos quando tiver oportunidade, ou eles eliminam você. Tenho expectativa em você Jon, não me decepcione.
Durante o dia, teve mais algumas reuniões, umas que podia lidar sozinho e outras que tinha que ficar e observar. Era muito difícil, ainda mais quando desejava estar com Sansa em Lys novamente. Vê-la sorrir a cada local que visitavam e fazer milhões perguntas aos moradores locais sobre a história da cidade e o arrastar para museus e teatros. Sua lua de mel teria sido melhor se pudessem ficar trancados no quarto, mas sua esposa queria conhecer a cidade inteira. Naquele mesmo dia Jon fez uma anotação mental de escolher um local muito frio da próxima vez, assim seriam obrigados a passar o dia todo na cama fazendo amor.
No caminho de volta para casa, pediu a Tormund que o levasse mais rápido possível. Queria tirar o terno e tomar banho, deixar que a água lavasse toda a energia negativa e obscura do dia. Deuses, estou pensando que nem ela. Sansa que fazia isso, acreditava em energia ao redor e pensamentos positivos. Talvez ela esteja certa, quem sabe...
— Você está com aquele olhar de novo – Tormund o afastou dos seus pensamentos
— Que olhar?
— Aquele olhar idiota que você tem quando está pensando na sua esposa. Green e Pyp estavam certos, você parece um palhaço
— Cala a boca e dirija – Respondeu rindo
— Babaca – Ouviu Tormund murmurar antes de acelerar o carro
Chegou em casa e encontrou Maria terminando de guardar o resto da louça, perguntou onde sua esposa estava e ela lhe disse que arrumando o quarto. Subiu as escadas o mais rápido possível e entrou no quarto, maravilhado com a visão: Sansa estava escutando música enquanto colocava o quadro na parede. Ela não percebera a sua presença pois estava com os fones de ouvido, provavelmente Britney Spears, pela forma como mexia os quadris.
Com todo cuidado, tirou os sapatos e desarrochou a gravata. Sem que Sansa percebesse, a abraçou por trás e lhe transferiu um beijo na bochecha. Por um tempo ficaram apenas assim, abraçados olhando para o quadro.
De repente surgiu na sua mente o que seu pai tinha dito sobre o ciclo infinito. Se algo acontecesse a ela, perderia a cabeça. Mataria uma família inteira se fosse necessário para mantê-la viva... Não quero perder mais que eles pensou Tudo o que poderia ser tirado de mim está bem aqui
SANSA
O ar era pesado dentro do avião particular.
Estava sentada na janela com Brynden ao seu lado e Jon na sua frente. Os únicos momentos em que seus olhos a deixavam, era para conversar com seu filho, que agora dormia na cadeira.
Ele acha tudo isso divertido...
Pensou que deixaria Tree Hill na paz, mas nunca esteve tão errada na sua vida. Myranda e Mya não quiseram acreditar no início, mas a reação das duas juntas não daria metade do problema que foi lidar com Harry.
Sansa realmente pensou que Jon daria um espaço para que pudesse lidar com Harrold, mas o destino a mostrou que estava errada novamente.
A lembrança do ocorrido ainda a assombrava, e duvidava que sairia da sua mente…
Ele não deveria ter voltado....
Harrold não bateu na porta e nem tocou a campainha. Apenas entrou gritando o seu nome e a chamando de coisas horríveis, quando perguntara o motivo, tinha em sua mão uma foto dela e Jon.
Eu não o beijei... Ele me beijou. Numa das noites em que estava arrumando as malas e separando documentos, Jon surgiu e roubou-lhe um beijo. Na época não tinha entendido, mas agora sabia o porquê...
Uns minutos depois de Harry entrar, Jon desceu as escadas furioso casa, e antes que pudesse se defender, a briga estava armada. Sansa tentou apartar, mas fora agarrada por Janos enquanto Harrold estava no chão com Jon lhe transferindo pontapés. Pensou por um momento que deixaria Harry no chão, a luta claramente já estava acabada, mas era apenas mais um doce sonho de uma criança de verão.
-Não! Por favor não! — Gritava desesperada enquanto Janos a segurava com demasiada força — Deixe-o! Joooon!
Janos sussurrava alguma coisa no seu ouvido que não conseguia e nem queria entender e sentiu um beliscão na sua cintura.
— Deixe-o! — Implorava em meio às lágrimas. Não demorou muito para que Harrold ficasse desacordado no chão com o rosto inchado e cheio de sangue. Num ato de loucura, pisou com toda a sua força nos pés de Janos que a soltou por alguns segundos, dando-lhe tempo para correr em direção ao corpo do Harrold.
— Puta! — O ouviu murmurar. Não se importou, correu em direção ao corpo do Harry ficando entre a arma e ele.
— Saia da frente Sansa! – Jon exigiu apontando-lhe a arma
— Por favor...
— Tormund – Jon chamou
— Jon – Antes que Tormund chegasse, agarrou na cintura do seu marido. – Por favor... A culpa é minha! Apenas minha! Eu o deixei
— Solte-me e deixe de ser patética – Tormund segurava a sua cintura, e, de forma incrivelmente gentil, tentava a tirar de cima do Jon
— Não faça por mim, mas sim pelo Brynden – Seu filho era o último recurso. Suas lágrimas caiam desesperadamente do seu rosto – Ele vai odiá-lo para sempre
— Ele não precisa saber...
— Eu vou contar… — Jogou todas as suas cartas na mesa. Ele poderia matá-la agora para manter o silêncio ou poupar a vida do Harry. Jon a olhou por alguns segundo e puxou o gatilho. Sansa gritou desesperada achando que tinha o matado, mas parou a ver que Jon acertou o ombro do Harrold
— Não me ameaçe de novo – A puxou de braço do Tormund e sussurrou – Ou você vai se arrepender...
Ele não pode me odiar mais do que já odeia.... Refletiu
— Quando você vai tirar essa merda marrom da sua cabeça? – A pergunta de Jon a afastou dos seus pensamento e a trouxe para realidade
— Não vou tirar. Gosto dele assim — Teve a ousadia de responder. Contanto que Brynden estivesse do seu lado, duvidava que Jon teria alguma coisa.
Eu sinto saudade do vermelho... Mas não vou recuar
— Deuses! O tempo em Tree Hill a deixou lerda ou surda? Perguntei quando você vai tirar e não se gosta ou não
— Não vou tirar! — Sentia saudade de ver o ruivo iluminar a sua cabeça, mas recusava-se a acatar a ordem de Jon.
— Sansa... — Sua voz saiu como um aviso — Não me faça usar a força
— Mais do que já usou?
— Você não viu nada.
— Não? – Arqueou as sobrancelhas – Parece que esses 5 anos não afetaram apenas a mim.
Jon iria responder alguma coisa quando a aeromoça apareceu. Sansa deu-lhe uma boa olhada e não demorou muito para juntar as peças. As roupas apertadas, um corpo jovial e belo, a forma nervosa como se aproximou do assento dos dois. Ele dormiu com ela...
— S-senhor Jon e senhorita S-S-Sansa – Respirou fundo para poder parar de gaguejar – Eu trouxe vinho e algumas massas. Posso servi-los? – Jon nem se deu o trabalho de olhar para a cara da moça. Apenas ergueu o copo para que pudesse ser enchido. Pobre garota. Quando se virou para encher o seu copo, colocou as mãos em cima e negou. Toda a situação fazia seu estômago revirar. Tinha certeza de que se colocasse qualquer coisa dentro, não ficaria lá por muito tempo. – Qualquer coisa é só chamar. Ficarei feliz em servi-la
— Obrigada – Agradeceu. Toda a situação fora estranha, mas simplesmente não se importava mais. Jon poderia dormir com todas as mulheres de Westeros contanto que eu tenha a minha liberdade de volta.
— Você não comeu nada ontem e hoje. Pretende fazer guerra de fome ou acha que envenenei a comida? – Não se dignou a responder
Irritada, afastou o corpo do Brynden do seu e o ajeitou na poltrona ao seu lado. Não sentia mais medo de deixá-lo sozinho com Jon, mas sim de ficar sozinha com ele. Preciso de ar. Antes que pudesse levantar sentiu a mão do Jon sobre o seu pulso, sinal claro de que não era para levantar.
— Onde você vai?
— Ao banheiro. — Jon a encarou por alguns momentos e a soltou — Tenho que pedir permissão também?
— Seja rápida — O ouviu dizer. É assim que a minha vida vai ser agora? E o pior era saber que isso era apenas o começo. Não acreditava nem por um segundo que Jon apenas a traria para casa e fingiriam que nada aconteceu entre eles. Fingir que eram felizes vinha com o fato de que teriam que dividir uma cama e Sansa não sabia se Jon iria apenas dormir ou esperava mais alguma coisa...
No segundo que levantou da poltrona e deu dois passos em direção ao banheiro sentiu Jon puxando o seu braço de volta – O que você quer? Eu vou ao banheiro e não –
— O que isso na sua cintura?
— O que? Você perdeu a noção mesmo – Revirou os olhos ignorando toda a situação e voltou a caminhar. De repente Jon a puxou com tamanha força que temeu que fosse cair, e iria se não fosse o corpo dele para a aparar. A sensação de segurança durou por pouco tempo, pois sentiu a sua blusa sendo levantada e parte de trás da calça sendo abaixada – Solte-me!
— Quem fez isso? — Perguntou apontando para o roxo na sua cintura. Quando não respondeu, fora sacudida – Quem fez isso? Eu exijo uma resposta!
Eu não me lembro.... Tentando pensar rápido numa resposta, a risada de Janos ecoou pelo jatinho. Está rindo disso tudo, aposto... Quem ri por último, ri melhor.
Há um milhão de anos atrás teria dito que bateu em algum lugar, mas não tinha nem a força e nem a energia para isso. Sabia muito bem o que acontecia quando algum dos homens do Jon pisasse fora da linha. Vira com os próprios olhos — Janos — Assim que o nome saiu dos seus lábios, fora ficando mais confiante e a memória dele a segurando enquanto sussurrava em seu ouvido voltavam como toda a força na sua cabeça — Ele fez isso enquanto você dava uma surra no Harry – Não tinha toda a certeza do mundo, mas isso já não importava mais. Janos fora o homem que a segurou enquanto Harry levava uma surra assim como desejou a sua morte. Se ele deseja a minha.... Por que não desejar a dele?
Não precisou dizer mais nada. Jon a soltou e lançou um olhar para Tormund, que levantou da cadeira na mesma hora. A partir dali não tinha mais nada para fazer, apenas colocar Brynden no seu colo e tapar seus ouvidos.
As súplicas de Janos rapidamente tornaram-se gritos desesperadores. Ele não está apenas o matando... Com um pouco de coragem, olhou para trás e viu que ambas as mãos dele estavam estiradas na mesa. Só deu tempo de fechar os olhos, pois sabia o que viria a seguir.
— Misericórdia! Por favor! – Slynt implorava – Não faço de novo! Por favor! Por favor!
— Primeiro a sua mão... – Jon respondeu – Depois a sua vida.
Janos gritou. E depois gritou de novo, uma última vez.
De repente sentiu -se culpada por ter entregado o nome dele. Fechou os olhos querendo que tudo aquilo acabasse e pudesse voltar para Tree Hill e ouvir as brigas entre Mya e Myranda e para os braços de Harry. Eu nunca o amei, mas me sentia mais segura e feliz.
— Ninguém vai tocar mais em você — Sansa só pode olhar para a camisa manchada de sangue do Jon e a arma sendo guardada na parte de trás.
— Incluindo você? -Jon a encarou nos olhos e não respondeu — Pretende me matar?
— Não, mas cada vez que você se comporta como uma criança birrenta, a ideia surge na minha cabeça.
Ele quer me assustar ou fala a verdade?
— Você é um monstro – Disparou sem pensar.
— Janos marca a sua pele, e você me chama de monstro. Harrold te chama de puta mentirosa interesseira e você o protege.... Enquanto tento proteger você e a sua honra e sou chamado de monstro?
— Não preciso da sua proteção. – Secou a lágrima que caiu dos seus olhos — Até porque não tem ninguém para me proteger de você.
O resto da viagem foi feita em silêncio. Jon só voltou a abrir a boca quando Brynden acordou. Pelo menos teve a decência de esconder o sangue. Seu filho ficou maravilhado por estar dentro do avião, fazendo todo o tipo de pergunta. Sansa não perdeu o modo como Jon sorria ao ver Brynden com os olhos dançando de alegria ao saber que assim que pousarem, poderia conhecer o piloto.
— Viu mamãe? Ele vai me levar para conhecer o piloto!
— Eu escutei anjo... Já agradeceu? – Brynden saltou da cadeira e abraçou Jon, como se estivesse vendo o Papai Noel
— Obrigado tio Jon! – Seu filho agradeceu. Sansa também não perdeu a forma como o sorriso do Jon se desfez ao ser chamado de tio.
— Não precisa agradecer, qualquer coisa por você – Respondeu. Quando Brynden o abraçou, Jon a olhou nos olhos e murmurou – Meu filho...
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