Love and Choices

10 Capitulo 10


Dorne...

Ele podia ver os mamilos negros de Arianne através do lençol transparente. Como alguém pode ser tão bonita?

Aegon passara parte da manhã apenas observando o corpo dourado e longos cachos negros espalhados pela cama. Se pudéssemos ficar assim... Estavam sempre brigando e retornado o relacionamento, desde os tempos da faculdade. Os motivos das brigas eram quase sempre os mesmos, mas nenhum se cansara do outro.

— Só vai olhar? — Arianne murmurou ainda sonolenta, interrompendo seus pensamentos

— Você é impossível — Sorrindo, a trouxe para seus braços. Se não brigássemos tanto, poderíamos estar casados agora

— Apenas sei o que quero — Ela o beijou e sorriu. Seus cabelos caiam no seus rosto, a deixando mais bonita – Como está se sentindo?

— Sobre? — Ergueu as sobrancelhas.

— Você sabe... — Aegon rolou os olhos – Sobre seu pai

— Não sinto nada – Respondeu de forma sincera. Rhaegar Targaryen morreu após uma parada cardíaca, más línguas diziam que Robert Baratheon tinha uma mão inteira nessa história, mas assim como Jon, não acreditava que faria o estilo do patricarca do Baratheons.

— Ele é seu pai...

— Só em nome – Falar sobre aquilo o irritava. Aegon nunca poderia perdoar seu pai por ter deixado sua mãe para realizar seus sonhos com Lyanna – Eu fiz meu dever e fui ao enterro. Isso basta

— Ele queria ter deixar os negócios, como pode tratá-lo assim? Seu pai tentou consertar o relacionamento, mas você não facilita também.

— Desde quando isso é bom? Não quero nada haver com isso, deveria saber disso. — Retrucou irritado. Sempre que estavam bem, as conversas seguiam essa direção.

— Como pode amar seu irmão e odiar seu pai?

— Não é culpa dele – Respondeu o óbvio. No início, tentou arrumar algum motivo para odiar seu irmão, mas não tinha como. Jon fora um menino de poucos risos e palavras, mas sempre o tratara bem e cobria suas besteiras.

— Ele tirou a liderança das suas mãos... — O que ela está tentando fazer?

— Ele não tirou nada de mim.

— Sim, ele tirou. Ele tomou de você e da Rhaenys – Arianne afirmava com toda a certeza do mundo – Mas você pode pegar de volta

— Como? — Aegon preferia não entender o que ela estava tentando dizer

— Podemos nos unir... Sou a herdeira do meu pai e você pode conseguir todo o apoio necessário. Nem todos estão felizes com o Jon assumindo o que deveria ser seu. Juntos nós podemos -

— Podemos nada. Já disse que não quero – Aquilo pareceu irritá-la. Com um velocidade incrível, levantou-se cama antes que pudesse pegá-la

— Inacreditável

— Perdeu o juízo, só pode — Murmurou

— Se você planeja passar o resto da vida dessa forma, é uma escolha sua — Arianne procurava o vestido que estava jogado em algum canto do quarto — mas é injusto querer que eu faça o mesmo

— Volte aqui — Pediu gentilmente e estendeu a mão — Deixe essa loucura de lado e vamos-

— Loucura? Egg, estamos nesse vai e volta por anos, não tenho mais idade e nem paciência para esperar que você decida alguma coisa

— Case comigo então...

— Como? — Arianne parou de procurar a peça perdida e o encarou incrédula

Talvez esse não fosse o momento...Se Arianne fosse favorável a sua proposta, poderia contar essa história ao Jon. Aparentemente, os filhos de Rhaegar não sabiam a hora certa de propor

— Quando vai levar a vida á serio?

— Você propôs que eu traísse meu irmão. Isso é levar a vida sério? — Ela deve estar brincando, só pode!

— Trair? Você é o herdeiro e foi a primeira escolha do seu pai – Pegou o vestido perdido no chão ao lado da porta e o colocou numa velocidade surpreendente – Tanto faz

— Tanto faz... — Repetiu orgulhoso

Arianne saiu do quarto furiosa. Aegon a amava, de verdade, e de tempos em tempos sonhava em casar com ela e ter diversos filhos, mas seus sonhos eram despedaçados cada vez que falavam os negócios. Desejava um dia poder levá-la para viajar e esquecer todos esses problemas. Talvez poderíamos ser que nem Jon e Sansa pensar nisso o deixava feliz, apesar de o seu irmão e cunhada não terem se separado nem metade das vezes que os dois, ainda tinha esperança...

... 3 meses depois fora surpreendido com o relacionamento entre Arianne e Viserys.

JON

Por duas semanas ele fora obrigado a ver a rotina de Sansa. Se dependesse dele, teria a buscado na mesma hora, mas Tormund o aconselhou a não arrumar mais bagunça. Harrold era o tipo de gente que a pessoas sentiram falta. Então teve que ficar quieto e observar. Cada segundo a vendo sair de manhã cedo para trabalhar, sorrir e pegar Brynden na escolha, era como facadas por todo o seu corpo. Jon nunca vai se esquecer que fora obrigado a ver Sansa beijar o amante em frente a porta de casa, e o mão dele pousando na bunda da sua esposa. A vontade de matar surgiu como nunca. Fora parado por seus homens.

Não teve a intenção de agir da maneira que agiu quando entrou na casa dela pela primeira vez, mas seu temperamento fugiu do seu controle. Ela estava tão feliz, com novos amigos, um amante, trabalhando e sendo mãe Enquanto a Jon restou lidar com os cacos deixados para trás. O soco na parede também não fazia parte dos seus planos, mas fora a única forma que encontrou de liberar a raiva. Pela primeira vez em 5 anos estava com ela. Os olhos azuis ainda estavam lá, mas o cabelos, a cascata ruiva que tanto amava, que por anos segurou por entre os seus dedos, que por anos enterrou a sua cabeça ali, seja na hora de conforto, quando o peso no seu peito era grande demais para guardar sozinho ou seja na hora em que seus corpos se uniam em um só, estava diferente. Uma lembrança do que ela tinha lhe feito, uma lembrança de que outro homem teve o mesmo privilégio que era somente dele, uma lembrança que só trazia dor e ódio. Precisou de toda força do mundo para não acertá-la no rosto, mas só os deuses sabiam o quanto queria naquela hora. E isso o assustava, demais.

Tudo o que Harrold teve por 5 anos pertencia a ele, e a mais ninguém. Era a sua esposa, sua boca, o seu corpo e, principalmente, seu filho.

— Filho? — Brynden perguntou confuso e Sansa o olhava com a boca aberta — Mas eu não...

— Não acho que seja a hora para isso — Sansa interviu. Claro que você não acha...

— Passou da hora Sansa — Retrucou

— Sansa? — Brynden arqueou os olhos — O nome da minha mãe é Alayne — O corrigiu

— É mesmo? — Ambos a encararam assustados. Sansa arregalou os dois olhos assustada

— Anjo... E-e-e-eu — Tinha lágrimas em seus olhos e balbuciava palavras sem sentido. Brynden saiu de perto dele e abraçou sua mãe — De-e-esculpa

— Porque mamãe?

Porque ela é uma mentirosa queria dizer. Porque ela te tirou de mim. Porque ela fugiu de mim...

— Ele está dizendo a verdade... — Sua voz era tão baixa que quase não dava para escutar.

— Seu nome é Sansa? — Brynden perguntou saindo do abraça dela. Sansa concordou com a cabeça. Se antes as lágrimas desciam aos poucos, agora chorava como nunca — Você sempre me diz que mentir é errado, então porque mentiu para mim?

— Anjo — Sua esposa tentava respirar para se controlar e responder. Jon começava a sentir desconfortável. Quando olhou para além da sua família, notou que os seguranças rapidamente desviaram a atenção — É complicado.

— Então eu tenho um pai? E é ele? — Sansa concordou. Pela primeira vez Brynden o olhou diferente, confuso. Talvez não fosse a melhor hora...— Meu nome é Brynden também?

— Sim, sim e sim.

Jon esperava que seu filho o abraçasse ou que ao menos o chamasse de pai, mas Brynden apenas ficava parado entre ele e Sansa, o encarando confuso. Isso o quebrou. Será que me odeia agora?

— Mamãe, você devia ficar de castigo — Brynden pontuou — Mentir é errado!

— Ela vai ficar de castigo — Jon completou sem pensar. Por um longo tempo...

— Não deveria ter mentido, mas é complicado. Prometo que um dia eu conto tudo — Sansa puxou Brynden para si, o encarando nos olhos- Me perdoe, por favor!

— Não minta de novo — Brynden a abraçou. Toda aquela cena fora inesperada — E Sansa me parece um nome mais fácil de aprender que Alayne — Aquilo trouxe um riso para os dois. Jon sentia-se excluído e era injusto, pois queria excluir Sansa.

O resto da viagem fora um momento torturante. Jon esperava que Brynden fosse querer conhecê-lo, mas seu filho tinha pouco ou quase nenhum interesse nele. Viu Brynden perguntar sobre a barba de Tormund e jogar um jogo de cartas com alguns dos seguranças. É como se eu não existisse...

— Filho — Chamou a sua atenção quando a viagem terminou — Pronto para conhecer o avião inteiro?

— Sim — Brynden tinha um brilho nos olhos. Se não conseguia ter a sua atenção através do laço familiar, se lhe desse coisas, talvez poderia aproximar o dois

— Amanhã nós vamos sair também, para onde quiser.

— Viu mamãe? Vamos conhecer outros lugares — Sansa apenas deu um dos seus sorrisos falsos que Brynden era jovem demais para reconhecer

— Ela não vai — Avisou — Vai ser apenas nos dois. Mamãe vai ficar em casa, certo? Está muito cansada né?

Brynden o olhou confuso. Preciso afastá-la se quero ter alguma esperança de me aproximar dele.

— Você não pode fazer isso! — Por um momento pensou ter escutado errado — Ele é meu filho e não vai ficar sozinho com você!

Sentiu seus braços tremerem e seu rosto se enrubescendo de raiva. Respirou fundo para tentar não perder o controle

— Acompanhe Brynden ao piloto e diga que irei daqui a pouco — Ignorando completamente os protestos de Sansa, dispensou todos seguranças e as aeromoças. Tormund pegou na mão do seu filho e o guiou para fora. Eram apenas os dois dentro do avião

— Sei o que está tentando fazer — O acusou — Você não pode!

— Sabe o que posso fazer? — Caminhou em direção a ela. Sabiamente, Sansa caminhava para trás. Jon não confiava em si quando estava com ódio — Posso tirar ele de você antes que consiga piscar os seus olhos. Posso te colocar na cadeia por falsidade ideológica, roubo e por ter fugido com o nosso filho — Sansa arregalou os olhos assustada — Acha que não sei do dinheiro que você roubou de mim para ter a sua aventura? — Enquanto passara duas semanas a observando, pediu para Sam que lhe enviasse tudo o que podia descobrir sobre Alayne. Não ficou surpreso ao ver o tanto de dinheiro que a própria tinha no banco. Não precisava ser nenhum gênio para descobrir que havia sido roubado — Você ficaria tanto tempo presa que quando saísse, e se saísse, Brynden olharia para a sua cara da mesma forma como olha para a minha, como uma completa estranha. Então lhe pergunto, tem alguma coisa não posso fazer?

— Eu te entrego para polícia — Sansa tentava manter a postura, mas Jon conseguia ver e sentir o medo em sua voz — Eu digo tudo o que sei.

E Jon começou a gargalhar.

— Sério? Precisaria de dinheiro e de um ótimo advogado — Ria como se tivesse acabado de ouvir uma piada — E não tem nem um e nem outro — Sansa abriu a boca para tentar rebater, mas a interrompeu antes de começasse — O dinheiro que Sansa Stark achava que tinha, acabou. E bem, o dinheiro de Alayne sei lá das quantas é roubado e felizmente voltou para mim. Você está vivendo da minha boa vontade e gentileza, o que é muito mais que merece — Qualquer que fosse a coisa que Sansa fosse dizer, ficou esquecida. As mãos dela tremiam, mas não sabia dizer se era a raiva ou o medo.

Espero que seja medo pensou enquanto a encarava. A raiva te faz revidar e me faz querer colocar as mãos no seu pescoço.

— Mais alguma coisa? Não? Ótimo! — Virou as costas — Brynden deve estar enchendo a cabeça do Buckett de perguntas

— Minha família... - De novo não. Ela não cansa?

— Como?

— Minha família, eles devem me odiar mas duvido que Robb vai me deixar na sua mão por mais tempo. Eu sei disso — Jon parou de caminhar e respirou fundo. Tinha planejado esse momento na sua cabeça milhões de vezes. Nos seus planos, teriam essa conversa em casa, mas precisamente no seu escritório, e mostraria os arquivos com as fotos, longe do Brynden. Esperava vê-la chorar e quebrar, como ele se sentiu por todos esse anos, mas Sansa fizera o favor de estragar essa momento também

— Eles estão mortos — Sua voz saiu quase como um sussurro. Era estranho abrir a boca para falar disso, mesmo depois de todo esse tempo

— C-c-como?

— Você me ouviu — Não queria repetir em voz alta.

— Você fez isso! — Mal teve tempo de retrucar quando Sansa avançou em cima dele. Num piscar de olhos, Jon sentiu o peso da mão da Sansa por todo seu corpo — Minha família! Você os matou!!

Precisou usar a força para controlá-la. Quando segurou as mãos dela, sentiu as pernas dela tentando o acertar. A situação estava fora do controle.

Como se tivesse sofrido um apagão, apenas viu sua mão a agarrando e depois viu Sansa jogada no chão. Não se lembrava de tê-la jogado, mas não precisou de muito para juntar as peças.

Seu rosto estava ardendo e ao passar a mão, sentiu o sangue escorrendo da sua bochecha. Olhou para Sansa, que estava uma bagunça, seus cabelos embolados e os olhos cheios de lágrimas.

— Nunca mais faça isso na sua vida! — A ameaçou

— Você os matou — Sansa falava em prantos. A testa dela estava começando a inchar no canto direito. Deve ter batido em algum lugar antes de cair— V-v-você disse que...

— Eu sei o que disse — A cortou antes que pudesse continuar. A memória desse dia o caçava para onde quer fosse. Jon até hoje não saberia dizer se teria coragem de cumprir essa ameaça. E nunca vou saber— Não os matei

— Mentira!

— Acredite no que quiser, mas saiba que sua pequena aventura teve consequências — Agachou-se até ficar a próximo a Sansa, que tentou chegar para trás. Jon só precisou puxá-la pelos pés para que a distância entre os dois fosse diminuída — Enquanto pintava os cabelos e abria a perna para qualquer um, o mundo estava desabando.

— Eu não estava...

— Não interessa mais. Você vai se comportar ou serei esse monstro que você me acusa ser — Isso não é ameaça disse para si mesmo. Qualquer coisa que Sansa ameaçou dizer, ficou guardada para si mesma e Jon ficou feliz por isso — Levante-se e vá se arrumar no banheiro, não quero Brynden perguntando o motivo das suas lágrimas. Vou estar te esperando na porta. Não demore.

Sansa pareceu pensativa mas no fim concordou. Jon respirou fundo e levantou, dando espaço suficiente para que sua esposa ficasse em pé e caminhasse para o banheiro. Por um momento ela parou e o encarou — Eu odeio você — Sansa disse quase como um sussurro, mas fora o suficiente para pudesse escutar.

— Você vai ter que viver com isso — Respondeu.

Estou tão cansado. Encostou na porta próximo as escadas, deitou a cabeça. O peso dessas semanas estavam por fim, cobrando o seu custo. Não dormia direito fazia quase 2 semanas, queria apenas ir para casa e descansar, sabendo que sua família estava finalmente por perto.

Sansa surgiu do banheiro não muito tempo depois. Seus olhos estavam vermelhos e inchados. O canto onde havia batido a cabeça fora escondido com o cabelo, mas fora isso, parecia uma bagunça. Contanto que sorria, estamos bem.

— Precisa de mais tempo para chorar? — Queria ter certeza que ela não iria se derramar em lágrimas na frente de todos. Pouco a pouco estava tentando formar uma ligação com o seu filho, certamente aparecer com a mãe chorando ao seu lado não ajudaria.

— Não — Respondeu sem o encarar.

— Sorria — Seu tom saiu quase como uma ordem.

— Vá para os sete infernos!

— Eu vivo nele desde o dia que você foi embora — Retrucou e estendeu a mão. Sansa a pegou relutantemente e desceram as escadas, juntos, como tinham feito outras vezes quando eram realmente felizes.

Aegon

Highgarden eram um lugar muito bonito.

Aegon sempre achara o lugar um dos mais bonitos de Westeros, mas assim como em todo cantos, a beleza escondia a sujeira da alma.

Tinha planejado se encontrar com Rhaenys no pequeno restaurante da cidade. Era um local discreto e exclusivo, perfeito para qualquer acordo. Nos seus planos, também constava passar mais tempo fazendo uma pequena tour pelo local. Todos esse anos e ainda não conheceram direito o lugar, apenas algumas partes principais.

Sua irmã surgiu como um furação. Alta, pele bem bronzeada e longos cabelos negros lisos. Tamanha beleza escondia seus venenos... Não é atoa que casou-se com Willas

— Cansou de ser babá? — Rhaenys sentou-se na mesa tomando o cardápio da sua mão — Ou lembrou que existo?

— Esqueceu os seus modos? — Rhaenys apenas revirou os olhos — Vim para tratar negócios

— Por que não falou diretamente com Willas? Sabe que não meto o meu dedo em nada da nossa família — Era verdade. Rhaenys sempre achou que deveria vir depois dele e não Jon. " A linhagem da nossa mãe deveria vir na frente " tinha argumentado no dia em que Jon fora anunciado como herdeiro. Aegon não tinha dado atenção na época, era um menino tolo querendo bancar o independente.

— Você me avisou sobre Willas estar começando a perder a paciência, isso não é sinal de falta de interesse.

— Não gostaria de ver todo a trabalho de uma linhagem jogado no lixo — O garçom apareceu perguntando o que queriam, Rhaenys o dispensou, indicando que não iria demorar muito — Jon está arruinando...

— Nada que nosso avô ou pai não tenham feito. A diferença é que ele é mais eficaz

— Joffrey Baratheon está morto e a suspeita é que Jon fora o culpado, não espere que Tywin Lannister vá ficar se sentado. O Norte está uma bagunça e isso reflete nas taxas, os valores cobrados estão um absurdo, Ramsay Bolton faz barulho demais e está chamando a atenção. E ainda tem os Freys! Eles não grandes o suficiente, mas com ajuda podem fazer muito barulho. E isso é culpa de quem?

— Rhae...

— Jon não é mais o seu irmãozinho. Até a esposa dele fugiu. Precisa de mais o que?

— Eu tenho uma proposta — Respondeu. Isso pareceu chamar a sua atenção — Eu quero assumir os negócios.

— Hã? Isso deve ser uma piada

— Não é. Eu quero assumir e preciso da sua ajuda

— Porque não fala diretamente com Willas? — Apoiou o rosto nas mãos e arqueou a sobrancelha, aproximando-se dele

— Por que se eu falar assim, seu marido vai achar que estou brincando, assim como você. — Falou com um sorriso no canto da boca — E ambos sabemos o quanto você pode ser convincente. Willas quem o diga!

Isso pareceu acender o humor da mais velha. Somente os dois sabiam o quanto Rhaenys trabalhou para que Willas casasse com ela. Se sua irmã o amava, ele não sabia e nem queria saber.

— Aegon pensando em traição... Que dia! — Os olhos negros de sua irmã parecia que estavam dançando — O que ganho com isso?

— Pedra do Dragão se torna o seu território — Aegon podia ver seus olhos dançarem. Não era o controle da família, mas era o mais próximo disso. — Você seria esposa da família que controla Highgarden e dona do território de Pedra do Dragão, o que acha?

Rhaenys o observou por alguns minutos, esperando que ele desmentisse ou alertasse que era algum tipo de brincadeira. Nesse interim, seu celular vibrou com uma mensagem. '' Jon está aqui e trouxe a esposa e o filho''

Aquilo quase o fez engasgar com a bebida. Será por isso que ele sumiu por todo esse tempo? Impossível...

— O que aconteceu? — Rhaenys o afastou dos seus pensamentos visivelmente preocupada

— Mudança de planos...

JON

Chegaram em casa sem mais nenhum problema. A noite era quente em King's Landing, uma quebra dos últimos dias frios que assolavam o local.

A casa estava mais organizada e limpa do que quando saiu. Antes de sair, tinha avisado que queria tudo limpo e em ordem. Maria fizera um grande trabalho.

Sansa estava paralisada, olhando a casa de cima a baixo.

— Filho, tenho uma surpresa para você. Pode deixar as coisas ai que alguém vai pegar! — Tormund e Cetim gruniram alguma coisa que não importava agora. Provavelmente reclamando... Pegou seu filho com uma mão e a Sansa com a outra.

Chegaram em frente ao quarto de Brynden, e colocou as duas mãos em seus olhos. Jon não era uma pessoa religiosa, mas pedira a qualquer deus que Maria tenha feito tudo certo e como mandou. Quando abriu a porta e retirou as mãos, seu filho ficou maravilhado.

A semana que ficou dentro da casa de Sansa valera para alguma coisa, pois usou o tempo para ver as preferências do seu filho e depois pediu que Maria fizesse o resto. Tinha brinquedos, vídeo -game, uma cama gigante, aviões. Tudo e mais um pouco.

Vou ter que aumentar o salário da Maria... Colocara uma pressão enorme na pobre mulher.

— É para mim? — Bryden perguntou

— Tudo para você. Gostou?

— Muito! — Seu filho o abraçou. Não era o tipo de abraço que esperava, mas era alguma coisa — Obrigado!

— Amanhã nós vamos sair e vou te levar para conhecer umas pessoas. O que acha?

— Eu acho que tudo bem. Só queria que a minha mãe pudesse ir...

— Quem sabe mais para frente? Se ela se comportar

Sansa estava estática. Jon não sabia se era uma coisa boa ou ruim. Desde que saíram do avião, ela não abrira a boca.

— Vamos dormir? — Estendeu os braços a Sansa, que não se moveu, na verdade, sua esposa nem o olhou, era como se ela não tivesse escutado o que ele tinha dito e não estava presente — Sansa? — A chamou novamente e a reação fora a mesma. E lá vamos nós...— Sansa!

— Hm? Oi? — Era como tivesse acordado de algum encanto

— Vamos dormir? — Perguntou novamente erguendo as sobrancelhas. Ela apenas o encarou e concordou

— Mas já? — Seu filho perguntou fazendo bico – Poxa!

Jon riu. Pela primeira vez em 5 anos. Vou fazê-lo me amar... E um dia vai me chamar de pai e me abraçar de verdade. Estava determinado a fazer isso acontecer. Ficaram mais algum tempo no quarto, até que Brynden trocou de roupa e deitou na cama. Dormiu muito rápido para alguém que dizia que não estava com sono.

— Isso não vai funcionar se você não se esforçar — Chamou sua atenção quando se despediram de Brynden. Sansa estava lá, mas era como se não estivesse. Se o pequeno não tivesse chamado a sua atenção, provavelmente nem teria lhe dado boa noite.

— E se eu não quiser que funcione? — Sansa falou tão baixo que Jon quase não ouviu.

Isso o irritou. Respire disse a si mesmo.

— Pouco me interessa o que quer — Anos atrás, a opinião de Sansa era uma das suas preocupações. Não mais... Sansa o encarou pelo canto do olho e mordeu o lábio inferior, provavelmente guardando algo para si.

Chegaram a quarto sem trocar mas nenhuma palavra. Era estranho estar dividir o mesmo quarto que Sansa depois de anos. Isso trazia antigas memórias à tona. Esse era o local onde costumavam rir, chorar ou apenas estar juntos. Jon perdera as contas de quantas vezes usou o colo de Sansa como apoio, ela costumava pedir para ele dividir o peso do ombro com ela, na época, desejava poder contar tudo, mas se o fizesse, seria visto como monstro por ela, e Sansa iria deixá-lo. Naquele tempo, esse era o seu maior medo.

Jon a encarou discretamente, queria perguntar se ela estava sentindo o que ele sentia. Será que estava se lembrando das coisas boas? Não foi tudo ruim, eu sei disso.

Assim que Sansa entrou no banheiro, ouviu o clique da fechadura. Não queria que ela ficasse no banheiro com a porta trancada, principalmente no estado em que estava, mas já era ruim demais ter que convencê-la a cada segundo em que se encontravam sozinhos que não iria estuprá-la. Obrigar Sansa a tomar banho com a porta destrancada não iria ajudar muito.

Não demorou muito para escutar o barulho do chuveiro.

— Pelos deuses! — Murmurou — O que eu faço? — Não tinha planejado nada mais além de trazê-los para casa.

Brynden me olha como um estranho, não consegue nem me chamar de pai.

Era mais que orgulho, muito mais que isso.

Fechou e olhos e deixou ser traído pela sua mente. Imaginava Sansa nua, com a água caindo ao seu corpo, formando pequenas gotículas. Os cabelos vermelhos estariam mais escuros por estarem molhados, se ele se lembrava corretamente. Nos seus devaneios, ela estaria sorrindo, chamando-o para se juntar a ela.

O clique da porta o trouxe a realidade, Sansa surgiu vestindo uma calça e uma blusa de manga comprida. Estava calor demais para aquela roupa. Ela o olhava como se estivesse perdida e com medo.

Não acredita em mim. Sem dúvidas a roupa escolhida era um tentativa de deixa-la menos atraente, como se isso fosse possível.

— O que está fazendo parada?

— Não quero dormir nessa cama, por favor. — Pediu abraçada ao seu corpo, seus olhos vermelhos de tanto chorar.

— Sansa... — Revirou os olhos — Você vai dormir na mesma cama que...

— Não sei quem deitou aqui — O interrompeu — Por favor

— Ninguém dormiu aqui — Completou não a encarando e caminhando para o banheiro. E era verdade, desde que Sansa fora embora, ninguém dormia nesse quarto nem mesmo Jon. Tentou por alguns meses, mas era doloroso demais. Por fim, resolveu mudar as suas coisas para outro quarto. Dormia e transava em no quarto de hóspedes. A única pessoa que entrava além dele era Maria, para tirar a poeira e ainda com a permissão dele. Com o tempo, o local perdeu o cheiro e a característica dela. Ele olhou para Sansa que iria falar algo coisa mas resolveu cortá-la — Se preferir não acreditar, podemos ir para outro lugar mas garanto que nos outros quartos, pessoas dormiram. — Não esperou uma resposta, apenas entrou no banheiro e deixou a água cair no seu corpo, rezando que levasse todo os seus problemas ou que o acordasse dos pesadelos.

Passou um bom tempo dentro do banheiro, quando saiu, encontrou Sansa deitada na cama completamente encolhida, provavelmente chorando baixinho.

Jon respirou fundo e deitou ao seu lado, fingindo não escutar seu choro. Sansa estava quebrada, assim como ele.

Notas finais
Espero que gostem de verdade. Tinha mais planos para esse capítulo, mas não estavam dando muito certo, então resolvi cortar e deixar para o futuro. Esse capítulo quase que não sai... Tentar entrar na cabeça de uma criança de 5 anos não é fácil. Semcontar os pensamentos ruins que atravessam a minha cabeça e eu tenho que me controlar para não jogar no papel. SOS Beijos e comentem.Não mordo P.S: Teve Jonsa na série gente!!!!! Eu ainda estou tremendo de felicidade! Tantas ideias surgiram na minha cabeça. Preciso de tempo para colocar no papel. Assim fica dificil odiar D&D