Notas iniciais
desculpem a demora! entrem na nossa comu: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=91587699
link da musica: http://www.youtube.com/watch?v=bap-oZI-Grc

6:02P.M.; QUARTO DA MÔNICA.

Mônica olhava-se no espelho cuidadosamente, com um sorriso imenso estampado nos lábios carnudos e doces. Passou os dedos pelos cabelos escuros e curtos, enquanto observava-se produzida. Aquele vestido lindíssimo – que havia usado na formatura de um primo – lhe caia muito bem.

As rosas que Cebola havia lhe dado mais cedo pousavam, descansadas e saudáveis, em um jarro pequeno de vidro – abarrotado de água. Seria a ultima coisa que veria antes de adormecer e a primeira que contemplaria ao acordar. Aquilo, por mais bobo e romântico que fosse, fazia seu coração palpitar loucamente.

Ouviram-se leves batidas na porta, seguidas de um rangido. Uma cabeça pequena apareceu e podem-se ver vários fios negros desgrenhados em um penteado simples, devido ao tamanho do cabelo. Luisa sorri.

— Querida, o Cebolinha chegou. – diz, com malicia na voz. Mônica fica envergonhada e assustada ao mesmo tempo.

- Ai. Meu. Deus. – disse a dentuça, tentando não enlouquecer – Calma, coração. E respira. – sugou a maior quantidade de ar possível, e pareceu se controlar, olhando fixamente para seu reflexo tentador no espelho. Virou-se para a mãe. – Mamãe, como é que eu estou?

Guess this means you\'re sorry

Acho que isso quer dizer que você sente muito

Luisa observa-a de cima a baixo, e tirou a conclusão que todos tirariam a primeira olhada. O vestido vermelho insinuador, justo e bem decotado a fazia aparentar bem mais idade do que realmente tinha, e o salto – ela ainda era um pouco baixinha – a deixava com alguns poucos centímetros maior. E a maquiagem, apesar de um pouco pesada, era perfeita.

— Você está mais que linda. – disse, e sua filha lhe deu um sorriso encantador e um abraço bem apertado. “Deseje-me sorte” sussurrou ela no ouvido da mãe – Boa sorte.

As duas riram. Luisa acompanhou Mônica pelos corredores, e, quando chegaram ao topo da escada, puderam ver o Sr. Sousa e Cebola conversando. Percebia-se que o pai da dentuça estava dando a eles umas ‘dicas’ de como se prevenir e precaver um ‘acidente’. E Cebolinha, claro, morria de vergonha e estava muito sem graça. Apesar de estar constrangida também, Mônica não pode evitar sorrir.

- Papai, não encha o Cebolinha com bobagens. – disse a dentuça, já começando a descer as escadas. Nesse momento, os dois homens olharam para ela. E ficaram muito impressionados com sua beleza. Ao chagar ao lado do ex-troca letras, deu o braço a ele, como forma de amizade. – Ele é apenas o meu melhor amigo. Nós não temos nada, não é Cebola?

— É? – o moreno mais novo olho-a completamente ofendido. Mônica deu-lhe um pisão no pé nada discreto. Ele contorceu-se de dor. – É!

You\'re standing at my door. Guess this means you take back.

Você está parado em minha porta. Acho que isso quer dizer que você volta atrás.

O pai de Mônica pareceu nem um pouco convencido, e ia, com toda a certeza, dar um sermão nos jovens se Luisa não viesse repreendê-lo pela atitude. Ele começou a gaguejar “Ma-mas Luisa!” tentou. “Ela é a nossa menina!”. No final, terminou por ceder e apenas limpar a garganta.

— Acho mesmo bom que não tenham nada, ouviram? – não conseguiu resistir a dizer o Sr. Sousa. Mônica começou a puxar o ficante para a porta. – E eu a quero de volta em casa antes das 23:00 horas, ouviu garoto?

— Tchau mãe, tchau pai! – gritou Mônica, e fechou a porta. Enquanto os dois andavam em direção ao carro. Olhou feio para Cebola. – Tudo culpa sua.

- Minha? – disse o garoto, arregalando os olhos. Eles já estavam dentro do carro e pondo o cinto – Foi você que disse que não temos nada. Eu me senti muito ofendido.

— Ai, seu bobão. Era só para despistar, Cê! – ela tentou ficar com raiva dele de verdade, mas não conseguia, pois o amava de mais. Sorrio. – E nós não temos nada sério, temos?

— Pode não ser sério, mas nós absolutamente temos alguma coisa. – falou Cebola, já começando a dirigir. “E o que temos deveria, pelo menos, fazer você pensar duas vezes antes de beijar um garoto da minha frente” pensou ele, mais não teve coragem de deixar as palavras saírem da mente. Aquela noite seria especial. Com a ponto dos dedos, tocou o anel que havia encomendado há muito tempo. – Vamos tentar não brigar hoje, que tal?

All you said before

No que você disse antes

— É. – concordou a garota. Tentou entender o caminho. – Para onde nós estamos indo?

— É surpresa. – respondeu, com um sorriso nos lábios. Era aquela a pergunta que ele esperava que ela fizesse.

Seria a noite que ele planejara há tantos meses – desde que, no inicio do ano, eles começaram a ficar – e, apesar de o dia anterior ter sido um pouco perturbador, foi o dia que o feito perceber – havia chegado a hora.

Cebola havia economizado sua mesada lentamente, além de todas as muitas e muitas lavagens do Popó que havia feito sacrificadamente. Agora, estava com dinheiro e com todas as coisas mais românticas para pedir à garota que ele amava – apesar de tudo, veja bem – em namoro. Até mesmo as alianças de prata mais encantadoras, que ele havia mandado fazer a muito tempo. Iria ser tudo perfeito – principalmente por que ele a estava levando para um dos melhores restaurantes da cidade.

Estacionaram o carro e, assim que Mônica olhou a fachada delicadíssima e trabalhada em granito no restaurante, percebeu que já estivera ali antes. Mas não se lembrava quando e com quem.

Like how much you wanted anyone but me.

Como o quanto você queria qualquer uma, exceto a mim.

— Lembro-me vagamente deste lugar. – comentou ela para o menino – É algum restaurante que eu conheça?

Ele limitou-se a entregar-lhe um sorriso de lado, o que ela mais amava. Eles caminharam até uma mulher já com certa idade, que usava o uniforme do restaurante. E quem terminou falando com a recepcionista foi Cebola.

— Olá. – cumprimentou, passando o braço pelos ombros de Mônica. Esse simples gesto fez seu coração bombardear. – Eu sou Cebola. Já fiz uma reserva há certo tempo para exatamente esta hora.

— Reserva? – cochichou Mônica em seu ouvido. Cebola não a respondeu, e apertou mais o abraço.

— Aqui. – disse a mulher, entregando um papel e sorrindo. – A garçonete vai levar vocês. É a mesa treze.

Said you\'d never come back, but here you are again.

Disse que você nunca voltaria, mas aqui está você novamente.

Cebola capturou o papel antes de Mônica e se dirigiram a porta, onde outra senhorita os guiou pelo ambiente. Apesar de a dentuça estar maravilhada com um lugar – e ainda tinha certeza que estivera ali – não deixou de perceber com amargura a secada indiscreta que a garçonete dava a Cebola. Ela, rapidamente, chegou perto do menino e foi abraçada pela cintura.

Em um amplo local, as paredes eram vermelhas e havia salas separadas – mais intimas – onde se podia sentar no chão com seria no Japão, e essas salas eram decoradas com pinturas antigas de famosos guerreiros e flores japonesas. Musicas calmas e suaves tocava e saiam pelas caixas de sol instaladas no teto, e a luz fraca deixava tudo romântico e bonito. Ao longe, rodeado de vidros a prova de som, estava uma pista de dança onde tocava uma musica animada.

Mônica ficou bastante impressionada ao perceber que a garçonete os guiava para uma das salinhas privadas. Entraram e, como no costume do Japão, tiraram os sapatos e sentaram-se nas almofadas confortáveis espalhadas pelo chão.

— Ah, Cebola. – suspirou Mônica, depois que a garçonete oferecida saiu com a promessa de trazer os refrigerantes pedidos. O menino olhava o cardápio, e a dentuça também pegou um – Está tudo muito perfeito.

Ela nem ao menos desconfiava o verdadeiro motivo de ser trazida para aquele lugar. Pensava, no máximo, que fosse um jantar para que ele pedisse desculpas por ter sido tão grosso na noite anterior. Cebola sorrio.

\'Cuz we belong together now, yeah

Porque nós pertencemos um ao outro agora

— Você ainda não faz idéia de quando esteve aqui, não é? – perguntou ele, feliz da vida por estar tudo dando certo. Ela fez uma careta.

— Nem sombra de lembrança. – comentou triste. Neste momento, a oferecida voltou trazendo os refrigerantes. Sorrio para Cebola. Ele nem notou.

— E então? Vocês vão pedir o que? – perguntou ela, mexendo no cabelo sedutoramente e flertando para Cebola. Mônica percebeu naquele instante que aquela garota lembrava muito a “Tia Mega-Decotada” do vídeo-game muito doido e confuso que Cebola a pediu para ajudá-lo há projetar pouco tempo atrás. Ela não agüentou de raiva.

— Sua cabeça bem frita em uma bandeja, sua oferecida. – disse, levantando-se e ficando frente a frente com a menina. Ela se fez de desentendida. – Quer fazer o favor de tirar os olhos do meu amigo e chamar outra garçonete para nos servir?

Forever united here somehow, yeah

You got a piece of me

De alguma forma unidos aqui, para sempre
Você tem um pedaço de mim

— Eu posso até chamar outra garçonete, mas se é apenas seu amigo não tem problema algum de outras garotas ficarem olhando. – disse a menina. Mônica ouviu Cebola tentando segurar o riso, bem do lado, mas quando olhou ele estava sério e fingindo prestar atenção no cardápio.

— Olha aqui sua cara-pálida, é bom parar de me irritar ou vou denunciá-la ao gerente! – Mônica tentou parecer irritada e manter a voz baixa para não causar escândalo do restaurante.

— Meu chefe é meu pai, sua perua. – respondeu a decotada. – Se toca!

Cebola levantou-se do lugar completamente enfurecido por terem ofendido Mônica, e lançou um olhar muito intimidador para a garçonete que recuou imediatamente, com medo.

— Chame outra garçonete ou eu peço para a própria família Frufru dar um jeito em você e no seu pai! – falou, aparentando calmo e rude ao mesmo tempo. A garota empalideceu.

And honestly, my life would suck without you

E, honestamente, minha vida seria uma droga sem você

— Tudo bem. Desculpe incomodá-los. – disse e fugiu dali o mais rápido que pode.

Mônica quase caiu na gargalhada e sentou-se de novo no chão. A outra garçonete era bem mais velha e os tratou muito melhor que a outra nova. Eles terminaram por pedir um prato de sushi repleto de salmão.

— Então quer dizer que os pais da Carminha são donos desse restaurante super bombeado, é? – perguntou à dentuça.

— E por que você achou que o lugar se chama Frufru’s Sushi? – disse ele, e Mônica ficou corada. Nem tinha reparado no nome do restaurante. Cebola sorrio. – Você ficou com ciúmes daquela garçonete?

— Ela ficou te secando o tempo todo. Isso é uma ousadia. – comentou, colocando um sashimi na boca. – E ela ainda me ofendeu. Isso me deixa fora do sério e você sabe muito bem disso!

Maybe I was stupid for telling you goodbye
Maybe I was wrong for tryin\' to pick a fight
Talvez eu tenha sido burra por te dizer adeus
Talvez eu tenha errado por tentar entrar numa briga

— E qual o problema dela me secar? – perguntou Cebola, sorrindo. – Você se incomoda?

— Ela também... – tentou explicar, mas não conseguia chegar à outra conclusão senão ciúmes – Ficou olhando feio para mim.

— Mô, fala sério. – disse acusador. – Você só não gostou dela porque ela é idêntica a personagem que eu pedi para você derrotar quando estávamos fazendo o game!

A dentuça fez a expressão de quem juntou dois e dois e deu quatro. Estreitou os olhos e meteu o dedo, sem cerimônias, no nariz de Cebola e pareceu ríspida.

I know that I\'ve got issues
But you\'re pretty messed up too

Eu sei que eu tenho problemas
Mas você também está muito confuso

— Sr. Cebolinha, você por algum acaso conhece aquela oferecida para as duas serem tão parecidas assim? – ela disse, raivosa. Isso deixou Cebola nervoso.

— Bem, talvez eu já tenha vindo algumas vezes aqui com os meus pais. – disse, rindo sarcasticamente. – E ela talvez não tenha saído da minha mente, pra fazer aquele jogo.

Mônica estava rubra. Não gostava da garota nem quando ela não era real, quanto mais agora, que descobrira que ela era de verdade. Acalmou-se apenas com a lembrança da derrota humilhante que deu na decotada.

Either way I found out I\'m nothing without you

De qualquer forma, eu descobri que eu não sou nada sem você

— Desculpa Cebola. Ela me irritou. – encheu a boca de comida para não ter de falar.

— Mais ou menos como me senti ontem de noite – disse Cebola, com um pouco de remorso de tocar no assunto. – Foi difícil ver você beijando outra pessoa, sabe? – ela ficou muito triste ao ouvir as palavras da boca dele.

\'Cuz we belong together now, yeah
Porque nós pertencemos um ao outro agora

— Eu não quero estragar esse momento. Eu fui uma idiota. – ela segurou para não chorar. Iria borrar toda a maquiagem. Lembrou-se do chute. – E desculpa te machucar. Eu bebi. Queria esquecer...

— O que você queria esquecer? – ele estava curioso.

— Que eu dancei com o Xaveco. Foi horrível. – ela disse, fazendo uma expressão de quem comeu e não gostou. – Ele pisou no pé milhões de vezes, e ele está doendo até agora.

— Se você não quiser falar, não inventa. – disse Cebola, meio magoado.

— Ah, droga. Está bem. Eu estava muito feliz em dançar com você. – admitiu ela, abaixando a cabeça. – Ouvi dizer que você dança bem, e fiquei triste em não ser a sortuda a dançar com você.

Forever united here somehow, yeah
You got a piece of me
De alguma forma unidos aqui, para sempre
Você tem um pedaço de mim

Cebola percebeu a tristeza, humildade e vergonha na voz dela. Sentiu-se muito triste em ter de fazê-la lembrar-se de tudo aquilo, mas logo ela seria recompensada de uma forma muito agradável.

— Ah, é? – ele lançou um olhar para a porta que dava para a pista de dança. – E que tal agora? Você ainda está interessada em dançar comigo?

— Mas a-agora? – gaguejou, nervosa e animada. – Claro!

And honestly, my life would suck without you

E, honestamente, minha vida seria uma droga sem você

Ele a conduziu gentilmente, segurando sua mão. Quando passaram pela garçonete, Mônica mostrou a língua e Cebola fuzilou a decotada oferecida. O ex-troca letras abriu a porta e uma musica lenta ecoou pelo lugar. Alguns clientes olharam enfurecidos pela conversa interrompida, mas a porta já estava fechada, e os dois lá dentro.

Entraram na pista e ele segurou a cintura de Mônica, enquanto ela passava os braços pelo pescoço dele e pousava a cabeça em se ombro. Eram tão fantásticos que os outros pares param de dançar apenas para observá-los. Cebola aproximou sua boca do ouvido de Mônica.

Being with you is so dysfunctional
I really shouldn\'t miss you, but I can\'t let you go
Oh yeah
Estar com você é tão disfuncional
Eu realmente não devia sentir sua falta, mas eu nao posso deixar você ir.
Oh yeah

— E então, sou tão bom como dizem? – ela se arrepiou com a voz dele, e sorrio, apesar de estar com o rosto enterrado no ombro dele.

— Não. – respondeu convicta. Olhou para ele e continuou rindo. – É muito melhor.

— Ainda não descobriu quando esteve aqui? – perguntou, girando-a e depois a fazendo voltar para perto de si. Ela negou. – Fui eu que a trouxe aqui, quando tínhamos nove anos.

— Foi? – ainda tentou confirmar, incrédula. Aos poucos, começou a se lembrar. – É, acho que estou lembrando algumas coisas. Nossa, que boa memória a sua.

— Sabe o porquê de eu lembrar? – voltou a perguntar, e ela voltou a negar. – É que aquele dia foi muito especial. Foi o dia em que me descobrir apaixonado por você.

— A-apaixonado? – ela falou um pouco mais alto e a musica parou. Um holofote luminoso pousou nos dois e Mônica cerrou os olhos. Quando foi os reabrir, Cebola já estava ajoelhado a sua frente e tirando uma coisa miúda do bolso. Ele aproximou mais o anel* de seu dedo e ela pode ver iniciais M.C. bordadas com elegância no anel de prata. E sua emoção era tanta que ela nem podia se conter.

Cuz we belong together now, yeah
Forever united here somehow, yeah
You got a piece of me

Porque nós pertencemos um ao outro agora
De alguma forma unidos aqui, para sempre
Você tem um pedaço de mim

— Mônica, você quer namorar comigo? — Ouviram-se alguns suspiros apaixonados das meninas em volta, e logo todos começaram a berrar: “Aceita! Aceita!”. Mônica respirou fundo e sentiu que apenas ela e seu amor estavam ali, e ninguém mais. Por isso, quando falou, pareceu que falava apenas para ele. E era o bastante.

— Sim. Absolutamente sim! Mil vezes... – sorrio, e logo ele se levantou para fazê-la calar a boca com um beijo. Vários aplausos vieram dos envolta. Desgrudaram seus lábios e Mônica, feliz como nunca, encostou os lábios no ouvido do namorado.

And honestly, my life would suck without you

E, honestamente, minha vida seria uma droga sem você

— Eu te amo mais que tudo nesse mundo.

And honestly, my life would suck without you

E, honestamente, minha vida seria uma droga sem você

Notas finais
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