Notas iniciais
oie pessoas,MIL DESCULPAS PELA DEMORA NÃO SEI NEM COMO ME REDIMIR COM VCS, estou adiconando, e eu quero q enquanto leem ponham esta musica para carregar é rapinho hihi: http://letras.terra.com.br/jonas-brothers/1480172/traducao.html bjs boa leitura,no meio do cap vou perdir para ouvirei a musica ok? bjs Laay

9:00A.M.; QUARTO DA MAGALI.

Eu estava folheando uma revista de fofocas quando o inesperado aconteceu. De pijama, ainda estava esparramada sobre as cobertas amarelas decoradas com melancias da noite anterior, repousando meu pé engessado em uma almofada qualquer (Não, isso não vai me fazer parar de apostar corrida). Torci o tornozelo.

O que me faz pensar no Cebola – ele havia sido fofo, e era cavalheiro, isso eu não podia negar de jeito nenhum.

Mamãe estava cuidando de mim – já havia trazido meu café da manhã (cinco vezes, sem comentários) em uma bandeja e os remédios para a dor, além de ter entrado saltitante às sete da manhã para abrir as cortinas e deixar a luz entrar. Por isso, fiquei um pouco surpresa quando alguém bateu impaciente na minha porta.

— Mãe? – perguntei em voz alta. – Pode entrar!

— Não é a sua mãe! – a voz da minha melhor amiga riu do lado de fora, e em seguida abriu a porta. Olhei para o meu relógio de cabeceira e vi que não passavam das nove da manhã. O que ela fazia acordada? – Bom dia, Magali – sua voz soava quase musical.

— Bom dia. – falei confusa. – Mas o que você está fazendo acordada há essa hora?

Ela sentou-se feliz da vida ao meu lado. Sem querer, deu uma tapinha de leve no meu pé machucado e lacrimejei. Ela reparou e se afastou um pouco de mim, encarando o gesso branco que circulava o meu pé.

— Ah, sorry. – disse ela. – Tinha me esquecido desse seu pé. Posso ser a primeira a assinar? – perguntou. Ela parecia realmente de bom humor hoje.

Mônica assinou rapidamente com uma caneta que estava por cima das minhas coisas. Depois, dei espaço para que ela se sentasse ao meu lado na cama e deixei a revista para lá. Ela parecia explodir de felicidade.

(N/A: botem a música para tocar agora,pfv,é mt importante!)

- E então? – estimulei. – O que aconteceu?

- Eu estou namorando! – ela falou em um fôlego só. Ahn?

- Namorando? – perguntei completamente confusa. Com quem? Ela confirmou, balançando a cabeça animadamente.

- Sim! – ela começou a falar rápido. – Foi ontem à noite. Ah, mas o Cebola foi tão fofo... – eu a interrompi.

- Cebola? – arfei. Alguma coisa protestou em meu estomago. Mônica me lançou um olhar risonho.

- Claro que o Cebola! – ela disse. – Quem mais poderia ser meu namorado?

Fiquei calada por uns cinco segundos processando a noticia. O Cebola? O mesmo Cebola que era o meu amigo de infância? Senti aquele bolo na garganta e o nó no estomago engraçado novamente. Meu deus, por que estou assim?

- Magali, tudo bem? – Mônica parecia preocupada comigo, engoli em seco.

- Tudo ótimo! – disse abrindo o pote de remédios e lançando mais dois para minha mão, enquanto tentava tomar sem água. Péssima idéia.

- Se não te conhecesse tão bem, diria que está com ciúmes! – falou ela enquanto ria alto, e engasguei com o remédio diante de tais palavras, tossindo igual a uma louca. Ela tentou me ajudar, péssima idéia de novo. – Magali, tem certeza que está tudo bem? – e, enquanto dizia isso, me deu um tapa dolorido nas costelas para que o remédio fosse para o outro lado do quarto.

- Sorry, de novo – ela sorriu amarelo, e eu sorri de volta de uma forma pouco convincente, ou deve ter saído azul. – Olha Maga, você parece abalada. O que aconteceu?

Os olhos chocolate dela tinham uma forma tão materna, que achei que ela tinha o total direito de saber dos meus medos e dos problemas que estava passando, o que realmente me incomodava. Respirei fundo e metralhei-a com palavras.

- É que é uma grande surpresa vocês dois juntos, isso acaba com o romance contido e toda a história, espero que vocês nos metam em alguma aventura ou o bairro do limoeiro vai ficar muito monótono. Mas vocês não vão ficar juntos o tempo todo, não é? Você vai ter tempo para mim também, certo? Por que eu sempre fui sua melhor amiga, não é justo que você me troque por um namorado novo. E o Cebola não vai agüentar ficar longe de garotas, sei que você ama muito ele, mas fala sério, são garotos! Ah, e também como vocês vão namorar? Tipo, vocês vão ficar se pegando o tempo todo? Então todo mundo vai reparar e os monitores da escola vão pegar pesado com vocês. – parei para respirar, me preparando para a outra rodada. Ainda não tinha dito tudo o que queria.

Minha melhor amiga havia ouvido aquilo tudo parada, como se não estivesse entendendo absolutamente nada. Será que eu iria ter de repetir tudo aquilo? Estava começando a ficar sem fôlego de tanto falar. Mas então ela sorrio para mim como se entendesse tudo muito bem.

- Ah Magali, calma. Respira, esta tudo bem. Você está achando mesmo que eu vou te abandonar? O Cebola pode ser o maior gato do mundo, mas nada e ninguém poderia substituir você amiga. Eu amo ele, mas amo você três vezes mais. – Mônica sorrio para mim. – O que está acontecendo? Você parece muito nervosa.

Neste ponto eu já tentava tomar os remédios de novo, quem sabe três deles me fizessem apagar e quando eu acordasse descobriria que tudo aquilo não passava de um sonho. Seria o dia da peça de novo e eu não me casaria com o Cebola, quem estaria me esperando no altar seria o Joaquim, saudável de novo. Mas nada daquilo era um sonho e assim que ouvi Mônica falando tão preocupada, engasguei de novo. Ela tomou impulso para bater em minhas costas novamente, mas eu me desviei e acabei conseguindo engolir.

- Mônica, você tem razão. – falei com lagrimas nos olhos, as lagrimas que estava tentando conter desde que ela chegou e me deu aquela noticia que me fez sentir tão mal, não amada. Mas por quê? – Tem alguma coisa de muito errada comigo. Sabe, eu terminei com o Joaquim.

Aquela altura as lagrimas já paravam na minha bochecha, e eu tentava secá-las com as mãos. Meu Deus, eu não estava me sentindo mais leve por botar aquilo para fora. O que era agora?

- Oh! Sério, Magali? – Mônica olhou para mim enquanto eu deitava minha cabeça no travesseiro e chorava mais. Ela me abraçou como uma verdadeira melhor amiga. – E quando foi isso? Por que você não me contou? Você podia ter ligado e eu vinha correndo, não importava a hora.

- Foi ontem de manhã. – solucei. Só conseguia lembrar do Cebola e de mim dividindo o rocambole, conversando e rindo. Senti as mãos da namorada dele apertando o abraço e chorei mais. Ela olhou como se pedisse uma explicação. – O que? Eu não iria contar, você estava tão feliz. Provavelmente iria até cancelar esse jantar idiota por minha causa e perderia tudo isso. – chorei por não estar chorando por causa do Joaquim.

- Amigas em primeiro lugar. – ela disse. – Então é por isso que você e o Cebola estavam juntos de manhã? Não vá me dizer que ele te consolou, não é? Tire o olho do meu namorado, por favor.

Ela falou aquilo em um tom de brincadeira, provavelmente tentando me animar e me confortar. Mas tudo que conseguiu foi que eu engasgasse com meu próprio choro.

- Não é nada disso, certo? – falei, parando de chorar de repente.

- Magali, você está tão estranha. Você engasga quando eu falo essas coisas de você gostar do Cebola, e está muito nervosa também. – ela desviou o olhar, fixando-o na minha cama, longe dos meus olhos. – Não acredito! Por que não me contou, hein? Como você pode?

Ela pensava mesmo que eu gostava do Cebola? Mas claro que não, ela tem que estar pirando! Ia começar a abrir minha boca para explicar, mas Mônica não parou de falar nem por um instante. Se levantou da cama e começou a rodar pelo quarto, parecendo com raiva.

- Como alguém pode se considerar uma melhor amiga agindo desse jeito? Como você pôde, Magali? Como você é minha melhor amiga e... – ela não ia mais parar antes de terminar, percebi. Ela balançou a cabeça como se não conseguisse acreditar. – E não falar que tem o último número da revista O Lado Negro do Tapete Vermelho!

O que? Como assim? Não estava entendo mais nada. Mônica voltou para perto de mim e capturou com as mãos a revista que eu estava lendo antes de ela chegar, mamãe havia saído de manhã para comprar leite na mercearia – não na padaria, ufa – e trouxe dizendo ser a mais nova que encontrou nas bancas. Minha melhor amiga parecia incrédula enquanto segurava aquelas estúpidas folhas de papel que eu nem dera importância. Bom, vai entender essas mentes femininas.

- Nossa, é a revista mesmo. É edição de colecionador e deve ter custado uma nota, Magali! – e ela piscou inúmeras vezes, incrédula. – Magali, você tem noção de quanto tempo eu esperei por essa edição? Prometeu um pôster do ator que foi eleito o homem mais bonito do mundo, no caso o Robert Gostosão Pattison! E essa é a única que vai publicar o ranking!

- Hum, é mesmo? – falei completamente zonza. Talvez os quatro remédios que eu tomei antes estivesse fazendo o efeito. Então Mônica não pensava que eu era apaixonada pelo namorado dela?

- Sim! Sim! Sim! – falou ela como uma perfeita viciada em fofocas. Revirei os olhos, não acreditava.

Depois disso, ninguém podia sonhar em separar Mônica daquela revista. Nós duas lemos juntas e o assunto “Nervosismo da Magali” foi esquecido completamente. Ela ficou até a hora almoço e nós rimos, discutindo o quanto era injusto que a revista tivesse atrasado e não tido tempo de publicar o ranking neste mês – e nem o pôster, ficando para a próxima edição. Mô chegou a ligar para o editor reclamando, enquanto eu gargalhava ao lado dela.

Perguntei, com o maior cuidado do mundo, todos os detalhes da noite anterior que ela tinha passado assim, tão mágica, como ela mesmo disse – mas tive a impressão que a Mônica teria contado mesmo que eu tampasse sua boca. Ela sorria lembrando das coisas e parecia no mundo da lua enquanto repetiu milhões de vezes que ele foi fofo, e que a noite não poderia ter sido mais perfeita. Cada palavra parecia uma pequena pontada em meu coração, que aos poucos foi se tornando uma dor real e fiquei desnorteada. Por que eu estaria sofrendo tanto?

Depois do almoço, logo quando ela estava quase indo embora, quase me obrigou a ligar para o Joaquim. Aquela altura eu já havia contado tudo para ela sobre a briga, e Mônica disse que havia sido uma bobagem e que ele me amava muito e nunca iria me trair, de forma alguma. Ela cantarolou o quanto seria ótimo se os dois casais – eu e Joaquim, Mônica e Cebola – saíssem para sair juntos. O que foi só mias um motivo para que não voltar com o Joaquim, mas não disse isso para ela. Apenas contei que não tinha perdão, e que eu provavelmente nunca voltaria a falar com ele.

Quando Mônica finalmente foi embora, rapidamente fui para o meu quarto e chorei muito lamentando minha deliciosa vida.

Notas finais
OIEEE! e aí gostaram? comentem,pfv! bjsss espero q tenham gostado