Love Playing
25 CAPÍTULO 25- FAÇA SEU CORAÇÃO PARAR DE CHORAR
Notas iniciais
SOUNDTRACK
PS: Olha,como eu sempre digo, música tem pra mim uma importância extrema em conciliação com o texto mas tem gente que não agrada ou que não tem como baixar/ouvir , então fiquem a vontade contudo,se me perguntar se tem diferença, eu afirmo que sim.
Oasis - Stop crying your heart
Player/download:http://www.4shared.com/mp3/kBbI5J8Z/Stop_Crying_Your_Heart_Out.htm
Letra ( peço que leiam ela ao menos) http://letras.mus.br/oasis/63270/traducao.html
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1- E aí pessoal. Não demorei muito dessa vez, não? Esse capítulo é especial pra mim, foi estranho escrever ele, escrevi inteirinho ouvindo a música e me senti viajando, vendo tudo acontecer e... Foi meio triste.
2- O nome do capítulo é o nome da música.. Que falta de criatividade, não? Mas deixe me explicar... Lendo o capítulo e lendo a letra da música vocês vão ver que faz todo sentido, não tinha nome mais apropriado em minha visão!
3- Não posso deixar de comentar, pra quem ama Green Day assim como eu, viram a nova música ,Oh Love? Estou surtado e viciado nela, viciante e maravilhosa! Um certo autor aqui está mega ansioso por UNO,DOS, TRÉ.
4- Hoje não tenho muito lá o que dizer, então não vou enrolar mais e leiam o capítulo, espero que gostem e sintam tanto quanto eu senti escrevendo.Come on:
'' Ignoramos o fato de que a felicidade está presente nas pequenas coisas, em simplesmente respirar, andar ou até mesmo falar, ignoramos as coisas pequenas e vangloriamos as coisas de maiores destaques, sem saber que, na verdade, as pequenas coisas são as mais importantes.''
O local estava lotado, a música continuava demasiadamente alta e minha respiração estava fraca, minha cabeça pesava tanto quanto meus olhos que relutavam para se manterem abertos, eu devia estar sonhando com tudo aquilo mas a voz de Frank era tão real, o sofrimento e angústia em suas palavras no celular era palpável, mesmo de longe eu pude ouvi-lo no telefone, eu queria me levantar buscar por meu celular, não tinha forças para isso, meus olhos se fecharam depois de inúmeras tentativas de não fazê-lo apesar disso não estava dormindo, eu ainda ouvia as pessoas rindo, a música, o som de garrafas de cerveja se espatifando no chão, minha cabeça doía muito. Eu tinha sido imprudente, idiota, Iero estava precisando de mim e agora eu nem ao menos podia ir correndo para ajudá-lo, eu devia, iria, arranjaria forças ocultas se fosse preciso. Eu parecia estar preso em um a escuridão moldada pela depressão preta em seus pigmentos, tive de tentar umas quatro ou cinco vezes até conseguir abrir totalmente os olhos, pareciam ter passado segundos mas eu sabia que já estava assim há um bom tempo, minha visão não estava nítida e tudo parecia se aglomerar e ser desconexo. Vaguei os olhos à procura de Ray ou que fosse meu celular , por sorte ele estava sentado no poof do lado com os dois garotos ,ainda bebendo.
– Puxa, pensei que você ia apagar a a noite toda.
– Ray. — Minha voz saiu trêmula e fraca, inútil.
Toro não escutara. Ficou me encarando e quando estava prestes a me dar as costas consegui falar seu nome em um tom elevado suficientemente alto.
– Hm?
– Era o Frank , no telefone. Ray, cadê meu celular?
–Eu não sei de seu celular, Way. — Respondeu indiferente.
Você viu, você viu o Bert com ele, preciso do meu celular,preciso.
– Gerard, relaxa, fecha os olhos e curte aí.
– Ray! Eu não estou brincando, cadê ?
– Eu já disse que não sei. — Repetiu imapaciente.
– Então me ajude a achá-lo.
– Ah,agora além de estragar a sua diversão, quer a minha também?
– Não. Você não entende. Me escute, pelo menos uma vez na vida Ray, me leve a sério. — Supliquei encarando seus olhos. — O Frank está por aí, em algum lugar, possivelmente machucado e eu … Eu o amo Ray, se algo acontecer com ele e eu não estiver lá. — Minha voz sumiu por um momento e meu peito se apertou.- Pela nossa amizade, por favor, você sabe que eu não pediria se não precisasse, por favor. — Repeti com angústia.
– Você realmente se importa. — Ele disse mais chocado do que questionando.
– Eu o amo, Ray. Veja o que fiz por você e por mim, fui estúpido e bebi demais e agora, por favor, me ajude.
– E o que é que você quer que eu faça? — Revirou os olhos.
– Eu quero que você vá atrás do Bert, arranque dele aonde está o Frank e pegue meu celular,é tudo que te peço. Raymond, eu preciso que você faça isso por mim.
– Eu e meu estúpido azar pra melhores amigos. — Ele bufou e se levantou.- Está bem Gerard, está bem.
– Obrigado. — Foi tudo que consegui dizer antes dele sair no meio da multidão, ainda irritado.
Só conseguia pensar em suas palavras e em como ele podia estar precisando de mim, meu coração parecia estar sendo esmagado. Me levantei com dificuldade, meu estômago estava embrulhado e eu andava cambaleando , quando atravessei a sala com as pessoas dançando, caí uma ou duas vezes com a força dos corpos contra o meu, com sorte consegui me dirigir até a saída e caí deitado no gramado, minha cabeça rodopiava e eu fechava os olhos de dor, meu coração batia rapidamente e minha respiração era irregular, ofegante. Fiquei um bom tempo ali deitado, na grama fria e solitária, observando o céu tão escuro que era imperceptível as estrelas e até mesmo a lua, coberta pelas nuvens, Ray voltou vinte minutos depois, com meu celular em suas mãos e se dirigiu até a mim, me ajudando a levantar.
– Caramba, você está mal mesmo.
– Toro, aonde ele está? — Arfei o olhando.
– Você vai fazer o que, Gerard?Cara, você está mal.
– Raymond, você não me entendeu? Ele está por aí! Pediu por minha ajuda e eu vou atrás dele nem que eu morra no caminho, eu não vou deixar ele sozinho, não vou! Agora, Céus, aonde o Frankie está?
– Rodovia 43.
– Obrigado, Ray. — Falei antes de disparar correndo sem nem se quer sentir o chão sob meus pés.
– Aonde você vai? Seu maluco! Vai correr até lá?
– Eu vou atrás de um táxi, um ônibus, qualquer coisa! — Gritei por cima dos ombros e continuei a correr.
Corri até meus pés começarem a doer demais, caí no chão e meu rosto estava quente, meus olhos sobrecarregados, ainda estava com a vista como se visse tudo por um espelho embaçado, me levantei e me pus a correr novamente, eu não tinha mais muita força e caí de novo quando senti as lágrimas rolarem por meu rosto, eu estava tomado pelo desespero. E se eu não chegasse a tempo, e se eu tivesse demorado demais? Avistei um táxi em velocidade média na pista e me joguei na frente, ele parou a centímetros e mim e abaixou o vidro, me aproximei e ele começou a me xingar e pude ver que havia uma mulher ali dentro.
– Por favor, eu preciso ir pra rodovia 43.
– Seu delinquente , além de maluco é cego?O táxi está ocupado.
– Mas eu preciso, preciso.
– Pois bem, arranje um que esteja disponível.
O taxista exaltado já estava erguendo o vidro do carro quando bati nele com as mãos pálidas.
– Moça, moça... É meu namorado, ele está lá, possivelmente machucado,debilitado, eu não sei, ele estava chorando no telefone, eu o amo, Céus , se acontecer algo com ele.. Eu.. Eu... Eu dou à vocês todo o dinheiro que tenho na carteira, sou Gerard Way, devem conhecer a empresa, eu pago vocês mas por favor – As lágrimas já me tomavam o rosto e eu me embaralhava em falar.- Só... Por favor me leve pra ele.
O vento estava cortante e frio, ele se misturava com minhas lágrimas e me fazia estremecer, enquanto encarava os dois ainda chorando.
– Taxista, está tudo bem, eu posso esperar... Deixa ele entrar, leve ele primeiro.
Ele olhou de soslaio e ainda com receio, destravou a porta, entrei no carro e outra crise desabou sobre mim.
– Obrigado, moça. Eu juro que lhe pagarei, eu... — Tateei meu bolso e peguei minha carteira e a abri. — Aqui.
– Não precisa querido. Não tem valor que pague uma vida , sei bem disso. — Sorriu docilmente.- Vai ficar tudo bem, acredite nisso.
– Eu... Eu queria. — Chorava com as mãos no rosto enquanto o táxi se movimentava.
– O que aconteceu, filho? — A ruiva dócil questionou.
– Eu não sei. Eu estava em uma festa e meu namorado me ligou ,pedindo por mim mas eu bebi tanto, não sei como consegui andar até aqui, só sei que preciso vê-lo.
– Acalme-se,tente pelo menos. Logo estaremos lá . — Me tranquilizou , não que tivesse tido muito efeito.
Cada segundo que se passava tornava tudo pior, imagens passavam por minha cabeça , o que só fazia aumentar as lágrimas em meu rosto, eu nunca tinha sentido aquilo. Era medo mas não era um medo qualquer, como medo do escuro ou de algum animal, era medo de verdade, medo de perder uma vida, uma pessoa que eu amava, era medo de preocupação, de amor, como se uma parte minha estivesse com ele . Demorou uma eternidade ou assim a mim pareceu, até que chegássemos ao local, estava cheio de carros da polícia e coberto por faixas amarelos impedindo a passagem, eu paralisei, como se tivesse recebido uma facada nas costas, minha garganta se secou e as lágrimas não vinham mais, saí do carro e peguei algumas notas, atirando pela janela para o taxista, a mulher sussurrou um Boa Sorte e depois eu andei até o local., ainda perplexo. Havia um carro e ele estava totalmente amassado, os pedaços de vidro estavam esparramados pelo chão e não havia restado janela, tinha sangue no para-brisa e nos bancos, uma parte dele estava queimando , tudo que consegui fazer foi me aproximar o mais rápido de um policial.
– O que houve aqui? — Perguntei temendo a resposta como se fosse minha própria vida.
– Quem é você? — Indagou arqueando uma sobrancelha.
– Namorado de um dos que possivelmente estava no carro. Frank Iero, aonde ele está?
– Oh sim. — Suspirou e virou para me encarar, pôs uma mão em meu ombro antes de falar.- Foi levado ao Hospital Honston há aproximadamente quarenta minutos, havia um loiro com ele também, é... Hmmm, Allman, Quinn Allman.
– O...O...Obrig...Obrigado. — Meus lábios disseram tão silenciosamente como minha dor.
Foi como perder toda a força que ainda me restava. No céu, trovejava e dava indícios de chuva, sentei sobre o asfalto e me pus a chorar, chorei tanto quanto pude, meus olhos estavam inchados e procurei por meu celular, disquei o número de Frank e estava desligado. Fui até um dos policiais e perguntei se podiam me levar ao hospital, para minha surpresa um gorducho com a barba grisalha e pouco cabelo aceitou me levar, alegando que tinha de fazer umas coisas por lá. Durante o caminho , o silêncio se manteve a era tortuosa aquela demora.
– Filho, você está bêbado, não está?
– Tão visível assim? — Perguntei com a voz quase sumindo.
– Meu caro, sou policial há quinze anos, perceberia de qualquer modo.
– Eu... Não quero falar disso está bem? Tenho problemas maiores. — Suspirei aflito.
– Hmmm. Um dos garotos no carro é seu amigo?
– Não. — Pausei e uma lágrima caiu despercebida.- Meu namorado.
– Ah... Sinto muito, espero que não seja nada grave. — Contornou a rua e entrou na garagem do hospital. — Pois bem filho, hora da verdade.
– Obrigado policial. — Disse saindo o quão rápido pude.
– Por nada.- Acenou.
Eu conhecia aquele hospital, por vezes tinha ido lá com Mikey, quando ele tinha lesões por tentar andar de Skate ou até mesmo de bicicleta e por vezes, quando eu tentava uma manobra muita arriscada e me estrepava no chão, eu ainda lembrava da dor e da melancolia branca do lugar, era tão irônico voltar ali, desta vez, a procura da pessoa que eu estava amando, incrivelmente amando.
Entrei na ala de emergência, ouvia choro e olhares preocupados, olhares de dor, de angústia e tristeza, era tudo tão carregado e intenso, tudo aquilo estava estampado em meu rosto também, em meu coração a dor implantada. Andava com dificuldade até o balcão de informações e tive de esperar alguns minutos até a moça parar de tagarelar.
– Oh sim, no que posso ajudar?- Falou roboticamente e ajeitou o coque nos cabelos negros.
– Preciso de uma informação, dois garotos num acidente de carro,chegaram por volta de quarenta minutos, Frank Iero e Quinn Allman.
– Hmmm, e você é algum parente?
– Não.
– Então não posso dar informações, desculpe. — Alegou.
Não tinha pensado nisso.... E a mãe de Frank? Ela já estava ciente daquilo? Como ela reagiria? Seria eu, a contar pra ela?
– Eu sou o namorado. — Falei impaciente.- Pelo amor de Deus, dá pra me falar logo?
– Olha, rapaz, recomendo que mantenha a calma. E se quer saber, ainda assim não teria obrigação de lhe dar informações mas eu o farei. — Sorriu ríspida.- Digitou no computador algumas coisas e depois me falou. — Frank Iero está na ala 67 , curativos e medicação.Já o Allman, ala 80, estado desconhecido, possível traumatismo craniano e coma . Você pode subir para ver Iero, se lhe for do seu interesse.
– Bem... Sim sim, seria muito do meu interesse. — Disse alarmado com a notícia.
Ela pegou um papel e uma ficha e me entregou.
– Obrigado, de verdade. — Encarei seus olhos cor de âmbar.
Disparei para a entrada das alas, dei a ficha a um rapaz que ficava perto da roleta e atravessei. Andei pelos corredores conhecidos e peguei um elevador até a ala 67. Enquanto subia olhares curiosos caíam sobre mim e meu coração palpitava por Frank, ele estava parcialmente bem se eu já podia o ver, ou ao menos assim eu esperava. O elevador se abriu e eu saí de súbito, meus pés vagaram pelo chão e eu andava pelo enorme corredor, procurando o quarto 95 que estava escrito no papel com uma caligrafia folgada e borrada. Estava soado e com frio ao mesmo tempo, ofegante e com ânsias no entanto achei o quarto e meus olhos varreram o quarto e caíram sobre Frank, ele estava sentado em uma maca, com uma enfermeira fazendo curativos em seu rosto, o mesmo estava em tons roxos e um machucado em sua testa sangrava mesmo sobre o curativo branco, ele me viu mas seus olhos pareceram imóveis,me dirigi até ele lentamente e a enfermeira me viu, acenou e terminou um curativo e depois se retirou dizendo qualquer sobre voltar em quinze minutos.
O quarto estava oco e silencioso,só havia ele e eu ali. Meu coração se rasgava cada vez que olhava para ele e embora quisesse falar com ele, as palavras fugiam de minha boca e as lágrimas retomavam indomáveis, ele, no entanto, parecia estático, olhando para meu rosto enquanto uma lágrima caía tristemente de seu rosto recém machucado. Enchi meu peito de coragem e me pus na frente dele, encarando seus olhos que pareciam foscos,abri a boca algumas vezes até ter coragem suficiente para falar com ele.
***
Hold on!
Hold on!
Don't be scared
You'll never change what's been and gone
***
– Frank. — Só consegui dizer seu nome.
Sua expressão não mudou, ele torceu o lábio e respirou como se eu fosse invisível.
– Frank. — Chamei de novo.- Você consegue me ouvir? Frank, eu estou aqui, você está bem?
Estático e calado, como se estivesse morto.
– Por favor, fale comigo. — Supliquei pegando em sua mão, que ele rapidamente afastou.
***
May your smile (May your smile)
Shine on (Shine on)
Don't be scared (Don't be scared)
Your destiny may keep you warm
***
– Aonde você estava , Gerard...
– Eu, Eu ... Me desculpe , eu estava na... — Ele me interrompeu antes que eu proseguisse.
– Não foi uma pergunta. — Disse calmamente.- Aonde você estava, Gerard, quando eu te liguei, quando eu estava vendo meu amigo sangrando do meu lado? Quando eu tinha discutido com Quinn por contar do nosso namoro e logo depois o carro capotar inúmeras vezes. Aonde você estava ,Gerard? — Ele gritou com lágrimas nos olhos.- Quando eu te liguei chorando, com medo de ver meu amigo morrer nas minhas mãos e você não veio, por onde você andou? Aonde foi parar o estarei ao seu lado sempre que precisar? — Ele bateu em meu peito chorando e me olhando. — Você não estava lá, você não veio.
Todas aquelas verdades despejavam me faziam diluir na frente dele, me tornando apenas uma parte insignificante das lágrimas.
–Eu sei, Frank. Eu.... Eu estou aqui agora. Você não sabe como fiquei preocupado, eu juro, eu vim o mais rápido que pude, eu estou aqui, eu não vou te deixar, me desculpe,por favor.
***
'Cause all of the stars
Are fading away
Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out
***
– Gerard, vai embora. — Ele gritou entre lágrimas.
– Não, eu não vou não. Você tem que entender...
– Entender ? Gerard, se alguém aqui tem que entender alguma coisa, é você! Meu amigo está em alguma sala por aí, na beira do morte, eu o vi sangrando nos meus braços e vi seus olhos apagarem, eu fiquei um tempão no meio do asfalto chorando em cima de seu sangue e você não veio, você estava fraco demais pra isso, estava ... Você não veio. Eu quero que você vá embora Gerard, agora ! Sai daqui. — Gritava cada vez mais alto.
– Não Frank. não faz isso. — Engolia minhas próprias lágrimas segurando seu rosto furioso e magoado.- Eu sei que fui burro, eu sou tão patético mas não faça eu te deixar, por favor.
– Eu vou chamar a enfermeira.Sai daqui — Murmurou ainda batendo em meu peito. — Gerard, vai embora! — Ele agora chorava encolhido sobre a cama .
A enfermeira chegou e observou tudo aquilo e pediu para que eu me retirasse, eu chorava me debatendo contra ela e olhava para Frank no canto da maca.
– Eu não vou te deixar ! Eu vou ficar bem aqui ! Saiba disso, eu te amo.
***
Get up (Get up)
Come on (Come on)
Why you scared? (I'm not scared)
You'll never change what's been and gone
***
O menor não reagiu, continuou a chorar e eu estava destruído com aquilo, a enfermeira me levou até o lado de fora e fechou a porta me olhando.
– Calma,rapaz. Ele está debilitado, sofreu um grande trauma hoje, vendo esse acidente, ele vai se acalmar e aí vocês conversam com calma mas o que ele precisa agora é de paz ,para sua recuperação.
– Está certo, eu sei , eu sei. — Funguei tentanto me controlar. — E quanto a mãe dele? Já foi avisada?
– Sim, ela disse que estará aqui o quanto mais breve possível.
– Ah. — Sussurrei e ela acenou, andei novamente pelo corredor, entrei no elevador e depois sai para a área do balcão de informações, ali me sentei em uma cadeira e chorei até soluçar.
Eu era o cara mais idiota do mundo. As palavras de Frank ecoavam em minha mente e eu pensava que nunca tinha o visto daquele jeito, ele realmente parecia com ódio de mim, amargurado pela mágoa e eu queria poder abraçá-lo, beijá-lo e falar que tudo iria fica bem , contudo, ele não me queria lá, aquilo foi dito de sua própria boca, olhando meus olhos e aquilo, me fez sangrar por dentro. Ele estava certo, eu merecia aquilo, merecia ter de ficar longe dele, tinha errado demais mas era doloroso demais não poder ficar ao seu lado, eu não iria embora, não até que eu soubesse que ele estava bem, permaneceria ali ele quisesse ou não pois eu o amava.
A mãe dele chegou depois, desesperada, chorando desesperadamente, ela mal conseguia falar com a atendente e tremia muito, fui até ela e a abraçei, tranquilizei ela falando que fui vê-lo e que ele não estava muito ferido e claro, omiti como fora expulso de lá aos berros por ele. Ela me agradeceu mesmo com palavras confusas e subiu para ver o filho, era totalmente compreensível seu estado, se eu estava assim imagine a mãe dele, para quem ele era a coisa mais preciosa do mundo.
O amor e a tragédia movem os humanos. É estranho como damos tão pequeno valor as pessoas e tudo que nos cerca, nossos dons, nossa saúde e nosso corpo mas quando, na ausência deles, nos desesperamos, nos colocamos a chorar e lamentar pelo ocorrido e aí, tudo o que nos resta, é ser coberto pelo amor, pelo carinho e pela esperança de um novo dia, de um milagre ou de um simples abraço na manhã,então sim, é verdade, o amor se concilia com a dor e ás vezes, ameniza , o processo é longo e doloroso mas é assim com tudo na vida, etapas, dificuldades, os humanos são esquisitos e complexos, como o amor é.
Quinn estava em coma, era tudo que eu sabia. Frank estava razoavelmente bem e iria se recuperar,me queria longe, afastado e tudo isso complicava ainda mais a situação. Seu melhor amigo a beira da morte, por um fio... Que fim teria aquilo se ele não resistisse ? O menor me odiaria pra sempre ? A verdade é que eu me sentia culpado, até mesmo pelo acidente, eles estavam discutindo por mim, sempre por mim.Talvez ele estivesse certo, eu tinha de ir e me afastar só que uma parte de mim se recusava a acreditar naquilo e aquela parte era muito maior.
Ficaria ali.
O ambiente estava cheio e era uma correria para todos os lados, ambulâncias, macas, cadeiras de rodas, tudo muito deprimente. Mandei uma messagem para Mikey dizendo o que tinha acontecido e suspirei, esperando o que ainda me aguardaria, que fim teria Quinn e se Frank iria continuar a me rejeitar.
Ás vezes, tudo o que você tem a fazer é...
Fazer seu coração parar de chorar.
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Stop crying your heart out...
Notas finais
2- Devo aparecer essa semana de novo ou pelo menos tentar !
3- O que acharam de tudo isso? Preciso da opinião e reação de vocês ! USHSUHSAUHSAUHSAUH
4- Até o prox.capítulo
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