Love Playing

26 CAPÍTULO 26- O DEPOIS


Notas iniciais
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SOUNDTRACK
PS: Essa música tem todo um clima...Diferente, adoro ela e achei que encaixaria bem no capítulo e como já disse e só vou repetir mais esse cap. , se torna opcional os soundtracks a partir de agora.
play/download: http://www.4shared.com/get/NHn534Da/8_The-Naked-Famous-Young-Blood.html
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1- Hey! Nossa, eu demorei dessa vez e vamos as explicações?
Bem, meu computador resolveu dar pau e teve de formatar(mas salvou os documentos) daí não teve como vim postar, então, desculpe ,sim?
2- Sweet Revenge queridíssima, quando li tua review quase tive um taquicaria e putz, sério, muito obrigado mesmo, nem sei se mereço aquelas palavras e a recomendação divina linda mas de todo coração, obrigado. E espero que continue gostando de LP e faça valer a recomendação.
3- Minhas férias estão acabando, dia 01 eu volto pra vida de estudante queridos, PASSOU VOANDO! O lado bom : Não vou ser mais escravizado, o ruim: tempo, adeus. É isso aí, vida não é moleza não!
4- Esse capítulo é... Um tanto quanto ''fraco'', eu acho mas espero que gostem, mesmo.
5- Não vou me prolongar muito antes que eu tenha que sair do pc e eu já deixei vocês sem post tempo demais.
6- Boa leitura:

‘’ É bem verdade que o que importa mais é sempre o depois…O depois de um beijo, o depois de uma palavra, de uma atitude e de uma tragédia.’’

Sabe aquelas cenas que você vê em filme e imagina '' isso nunca aconteceria na vida real.'' ? Ledo engano, é tudo real, toda a dor, toda a angústia, o medo, as pessoas são reais, os sentimentos são reais e até mesmo as tragédias, por vezes definitivo. Eu estava cansado mas não com sono, não aguentava mais dar um passo se quer,eu só queria poder acordar e ver que tudo fora um pesadelo, acordar na casa em que tínhamos tido nosso primeiro contato mais íntimo,acordar ali com Frank. Mikey entrou no hospital atônito e desajeitado, ele odiava aquele lugar ainda mais do que eu , ajeitou o óculos no rosto e se sentou do meu lado,normalmente familiares se abraçam e dizem ‘’sinto muito’’ contudo, a gente só precisava de um olhar pra entender exatamente o que o outro queria dizer.

- Você parece estar meio zonzo, está tão pálido.- Comentou me observando.

- Só mais uma parte da minha burrada.- Falei desanimado.

- Ele vai ficar bem, os dois vão. Mas Ger, por que você disse que o Frank...

- Porque é verdade. Quando eu cheguei, fui vê-lo, eu estava com tanto medo e desesperado e então eu entrei no quarto, ele estava tão diferente, não só pelo hematomas e machucados , estava... Com raiva de mim, chorava enquanto me mandava ir embora no quarto, disse que eu não estava lá quando precisou e ficou me perguntando por onde andei.

- O Frank acabou de sofrer um grande trauma Ge, você é namorado dele... É natural ele estar confuso e abalado, ele não sabe o que diz, está tudo muito recente pra ele.

- Estou querendo acreditar nisso, eu sei que deve ter sido horrível no entanto...Queria poder ficar ao lado dele.

- E você vai, assim que ele se recuperar. – Sorriu tentando me fazer crer em suas palavras.

Não foi dito mais nada, o caçula apenas ficou sentado ali comigo, durante horas , horas que se arrastavam uma longa e angustiante noite, lá fora começava a chover fortemente, fazendo com que se fosse audível as rajadas de vento e as árvores entrando em colisão umas com as outras, fechei os olhos e esperei que tudo aquilo melhorasse, de algum modo. Quando eram seis e vinte da manhã e o sol já devia se por ( o que não aconteceu por conta das grandes nuvens nebulosas no céu e a chuva contínua) uma médica com olhos de ônix e cabelos negros que caíam em uma perfeita cascata sobre o jaleco,adentrou a sala de recepção , suas vestimentas eram medicinais porém fosse pouco perceptível por conta de sua beleza, olhando daquele modo, era quase como se ela ficasse bonita em qualquer look imaginável, seu rosto era pálido mas avivado nas bochechas levemente rosadas, era magra e rígida ,apareceu acompanhada da mãe de Frank , a mesma carregando uma preocupação recíproca com o filho, nos olhos. O ambiente não podia estar mais hostil e sobrecarregado, era como se ondas de angustia corressem por meu corpo , através das veias, se tornando quase como meu sangue. Me pus de pé o mais rápido que consegui e esperei até que elas se aproximassem de mim, Linda tinha os olhos inchados e com tons roxos ,provavelmente tinha chorado, suas mãos estavam tremeluzentes, a médica mantinha um olhar rústico e firme e pôs todo seu cabelo para o lado esquerdo antes de agitar as mãos e falar.

- Gerard Way? – Chamou me encarando.

- Sim?- Respondi atrapalhado.

- Como dizia pra senhora Iero, Frank está em bom estado, teve apenas alguns ferimentos no rosto mas já foi feito curativos e procedimentos padrões. – Ela abriu um pequeno sorriso e seus olhos reluziram — Terá alta até o fim do dia.

- Que ótimo, ótimo. – Suspirei aliviei e sorri pálido. – Obrigado doutora..?

- Annabelle. – Assentiu e deu um último sorriso antes de sair e se juntar ao branco das paredes e do piso do hospital.

Linda me olhou por um momento e então arfou , se aproximou e pôs a mão em meu ombro.

- O Frank, ele... Pediu muito pra te ver, ainda hoje. – Terminou com um pequeno sorriso.

Meu peito se apertou.

Ele queria me ver, ele realmente queria? Um sorriso tomou meus lábios antes de respondê-la.

- É claro, é claro. E como é que ele está, quero dizer, sano?

As sobrancelhas dela pareceram se eriçar por um momento.

- Sano?

Mikey perambulou á minha volta e olhou estreitando os olhos.

- É que... Bem, quando eu o vi... Ele parecia, de algum modo, confuso, não sei... Talvez estressado pelo o que aconteceu.

- Frank está bem, pelo menos não me deixou notar nenhuma anomalia. – Respondeu em um tom calmo e baixo e depois seus olhos pareceram se ofuscar. – Eu fico me perguntando como isso aconteceu, esse acidente, o Quinn... Não quis incomodá-lo com perguntas mas isso está me atormentando as idéias.

- Ah, que bom. – Olhei para ela e vi o rosto manchado.- Também queria entender tudo isso, Sra.Iero.

Lá fora, parecia se iniciar uma tempestade, trovejava e o barulho ecoava dentro do hospital.

Era incrível como o ambienta ficava aglomerado, coberto não só por pessoas mas pelo grito delas, as conversas demasiadamente altas, o barulho dos saltos agulhas no piso, os médicos correndo em grande fluxo de movimentação, os telefones tocando a cada minuto, era tudo uma grande confusão caótica.

- Hã... Sra.Iero, quando eu poderei vê-lo? – Indaguei já impaciente.

- Acredito que dentro de uma hora,ele está dormindo quando o deixei. – Falou e sentou.

- Certo.- Deixei que as palavras soassem somente como entendimento quando na verdade exalavam decepção.

Meu irmão também se sentou e nos entreolhamos e depois eu andei até a porta de entrada/saída do hospital, segurei-a com força e atravessei, indo para o lado de fora, eu podia sentir o vento em meu rosto e a chuva caindo ferozmente no meu tênis, ela não atingia meu corpo pois havia uma cobertura que impedia, me encostei no vidro da porta e observei a chuva . Eu sorria lembrando das palavras da mãe do pequeno, que ele queria me ver, era tão reconfortante saber e escutar aquilo, deixei meu braço se esticar até aonde a cobertura não alcançava e senti a água se despejando contra minha mão, era tão gélida que me tremer um pouco, contudo, eu gostava daquilo, eu sempre adorara o frio e a chuva, até mesmo as tempestades, o único problema era que elas sempre me recordavam da melancolia. Pensamentos invadiam minha cabeça e avivavam minha memória, lembrava do corpo perfeito e intacto do menor se movendo de forma intensa sobre o meu, o modo como seus olhos caíam sobre os meus e sua mão pousava em meu peito, acariciando tão levemente com as pontas do dedo, aquilo era inesquecível e fazia com que todo meu corpo se aquecesse em relembrar aquilo... Não haveria felicidade maior do que ver de novo aquele sorriso infantil e tão puro de Frank, era o que eu mais queria, além é claro, de beijar seus lábios e tomar seu corpo em meus braços, amando-o da forma como desde o início tinha sido, intensa.

Ás vezes, as pessoas cometem erros, sem mesmo perceber e isso interfere de modo catastrófico em suas vidas , outras vezes, o erro vem para bem, no entanto, acredito que sempre há um propósito e se aquele erro estúpido de ter não chegado á tempo quando Frank precisava de mim ensinava algo, era que eu sempre tentaria reverter aqueles erros, suturá-los e fazer absolutamente qualquer coisa por Iero. Abri meus olhos e fechei novamente e oura rodada de lembranças correram por minha mente, desta vez era eu e meu irmão, nós éramos novos, crianças, estávamos no jardim de casa e e eu corria atrás de Mikey, em uma daquelas brincadeiras de perseguição, estava chovendo e isso tornava o chão lamacento e a grama escorregadia, chovia tanto que eu mal podia ver seu corpo magricelo rodeando as árvores, corri o mais rápido que pude atrás de sua sombra afetada por poças , agarrei-o pelo colarinho e nós dois escorregamos na grama e ficamos cobertos por lama, ríamos loucamente pensando o que estávamos encrencados e como aquilo era surpreendentemente divertido. Quando entramos para casa, encharcados e totalmente sujos, Doroti olhou com horror mas ela ria e tinha a mão na testa, nos olhava com ternura e repetia algo como ‘’ Um dia desses, vocês realmente vão entrar em uma fria.’’, ela nos mandou pro banho e fez com que ficássemos limpos, tínhamos medo de nossos pais descobrir mas ela tirou toda a lama por cima da roupa , tornando imperceptível e depois as lavou, depois de secos e limpos, Mikey e eu ficamos em frente a televisão comendo Cookies de chocolate feito pela governanta, enquanto assistíamos Batman , em desenho animado. Lembrar de tudo aquilo fez uma dor súbita me pegar de surpresa, o modo como as coisas tinham mudado... Já não éramos crianças, não tínhamos mais aquela liberdade e simplicidade das coisas, tudo tinha se tornado amargamente real e aí podíamos nos dar conta de que todos os planos malucos de criança eram meros desejos, que cada um deles teriam tão poucas chances de se realizar. A ausência de Doroti também me doía, como se aquela casa ficasse insuportavelmente vazia, como se me faltassem as pegadas, as sombras, o caminho a seguir, eram pequenas coisas mas fundamentais, seus gritos desesperados de manhã, seus conselhos sábios, seu serviço rápido e prestativo, o modo como era dócil e como provavelmente ela me daria apoio naquela situação, dizendo como iria tudo ficar bem ... Eu tinha achado incrível o fato dela perceber como Frank me amava, ela simplesmente tinha notado.

Fui desvencilhado de minhas boas recordações quando Michael tocou meu ombro e me encarou .

- Está tudo bem?

- Hmm? É... Sim, sim, está tudo bem. Eu só quis respirar um pouco.

- Ahh. – Murmurou.- Bem, deve estar sendo uma loucura pra você também.

- Um pouco. É que... Frank ia sair com Quinn e eu com Ray e as coisas deviam parar aí, sabe? Não deveria ter acontecido tudo isso, não deveria. – Lamentei olhando o céu cinzento .

- Mas aconteceu. E de todo modo, Frank está bem e tudo vai se ajeitar, sabe, o pós?

- O pós? – Arqueei as sobrancelhas.

- Sim. O pós, o depois, nada fica estático pra sempre, o pós acontece, o pós do bem, o pós do bem e o pós das tragédias.

- Espero que exista um pós mesmo. – Ri sem perceber. – Um grande pós, que me leve até ao momento em que tudo estava bem.

- Fique calmo, sim? Ele quer vê-lo! Já é o começo do pós. – Apoiou sorrindo e exibindo sua fileira de dentes levemente amarelada.

- Obrigado Mikey. – Sussurrei.

- Por? – Balançou a cabeça confusa.

- Por estar aqui,por me dar uma força, por... Vir – Finalizei.

- E você tinha dúvidas que não viria? Qual é, você é meu irmão, insuportável e feio mas é. – Riu.

Ri também, pela primeira vez naquele dia.

As palavras pairaram no ar e se esfarelaram no silêncio .

Voltei para dentro e esperei mais um tempo até que finalmente chegasse a hora em que poderia vê-lo. Havia um grande relógio na parede por detrás do balcão e ele tique-ta-te-ava lentamente, era de madeira muito bem polida e seus ponteiros eram longos e dourados,rodando por cima dos números negros que se encontravam por debaixo de uma camada branquicenta

Quando marcavam quase oito horas no grande relógio, a mãe de Frank foi conversar com uma das recepcionistas a respeito de minha visita e logo depois voltou com dois papéis em mão.O número do quarto, andar e ala, me entregou e sorriu docilmente, acenei para Mikey antes de seguir para a outra ala e pegar um elevador até chegar no grande corredor onde estava o quarto dele, meu coração parecia acelerar cada vez mais a cada andar que subia, da primeira vez que tinha o visto ele estava tão confuso e seus olho eram um grande emaranhado de angústia e dor, não queria rever aquilo, queria que ele estivesse bem mas isso era ser exigente demais. Andei um pouco até entrar no quarto aonde ele estava, desta vez diferente, parecia ter tomado banho e seus cabelos estavam úmidos e desajeitados sobre a cabeça e a testa, ele me olhou e suspirou, seus olhos foram de encontro ao meu e eu sorri, ele não. Aquilo me preocupou e acelerou ainda mais o fluxo dos meus batimentos, suspirei e o fitei mas ele sussurrou algo como ‘’ Entre e feche a porta’’ e assim o fiz.

Meu corpo vibrou e se deslocou como que se naturalmente para ao lado dele, na cama.Frank suspirou novamente e me olhou, aproximou seu rosto e começou a falar.

- Eu...Gerard..Eu quero que...Bem, me desculpe. Eu nunca presenciei uma coisa dessas, ainda mais com um amigo, eu fiquei perplexo, atônito, eu não sabia se vomitava com aquele sangue todo nas minhas mãos ou se chorava pelo desesperado e eu queria tanto que você viesse, eu pedi tanto enquanto chorava. Você não veio aquela hora mas veio depois e bem... Eu exagerei com você, exagerei mesmo, então... Me desculpe. – Por fim abriu um pequeno e quase imperceptível sorriso.

Foi como levar um soco na cara e ser anestesiado.

- Eu entendo, Céus, como entendo. Frankie, eu amo você e acredite, eu queria estar lá mas fui tão idiota e imprudente , de todo modo, tentei o que pude pra vir pra cá o mais rápido que consegui. – Meus olhos se abaixaram. – E eu não sabia como iria ficar se você não estivesse, bem,não sei mesmo.

- Está tudo bem, ao menos comigo.E bem, agora..As coisas simplesmente já foram sim? –Suspirou.

- Então...Você não está com raiva de mim?

- Raiva de você? – Ele riu baixo e cruzou as pernas , me olhando depois. –Não. Estou , hmmm.. Chateado.

- Ah. – Foi o único som que consegui emitir.

Aquilo chicoteou em meu coração.

- Eu fui muito estúpido ,não? – Falei com a voz alterada.

Iero se aproximou e seu rosto ficou a centímetros do meu, seus olhos brilhavam mas pareciam sérios.

- Gerard, você beijou o Bert ?

Notas finais
1- Espero que tenham gostado e ficado bom.
2- Não sei quando venho, tudo depende de tempo e tals, pode ser essa semana, semana que vem... Mas prometo não demorar, já que semana que vem, quarta-feira volta o batente.
3- Vik_Faria li sua mensagem mas não tive como responder, desculpe pela demora da postagem, sim?
4- Alguém tem um palpite do pós-27? HAHAHAHA.
5- Até o prox. capítulo!