Love Playing

27 CAPÍTULO 27- SACRIFÍCIO


Notas iniciais
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SOUNDTRACK
Say ( All I Need)- One Republic
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1- Oi pessoal...Vocês estão autorizados a me odiar , querer me matar e me xingar, dizer que sou desnaturado e tudo! Faz quase 2 semanas certinho que não posto...Se tive tempo? Tive. Mas... Bem, na semana passada eu não postei por preguiça e porque tive uma crise de falta de ....Inspiração. Então,pra não fazer uma coisa supérfula e ridícula me permiti delongar...Depois, essa semana, eu tive uma virose no domingo, passei a noite inteirinha vomitando, então até segunda estive em recuperação. Note-se que minhas aulas começaram semana passada... Ou seja, eu tive que copiar matéria de segunda e meus professores JÁ começaram a passar trabalhos e eu estou dando uma estudada de noite, agora, eu preciso manter(aumentar também,se possível) minhas notas e sabemos que isso não é facil...Então, desculpem? Olha, tudo que posso dizer é que, assim como vocês também tenho umas crises aí, problemas familiares/escola/amigos e etc, gosto de ler e ver seriados( o que por si ocupa muito tempo), sair com os amigos e eu faço curso aos sábados, então não vou chegar aqui e prometer que não vou atrasar de novo e que não vai acontecer novamente essa demora ( e até maior ás vezes) porque além de estudo estudar é chato e cansativo e eu tenho insonia então gosto de dormir pela tarde mas... Obrigado pelo carinho, atenção e paciência, eu amo cada um de vocês por gostar do que escrevo e comentarem, essa fic sem vocês seria apenas uma projeção da minha loucura, atrasos vão ocorrer sim, espero que não muito mas quando começar as provas AÍ O BIXO PEGA! Beleza? Escrevi esse discurso tudo só pra me explicar por essa e outras vezes que chegar a acontecer, mais uma vez, obrigado.
2- Como já falei muuuuuuuito e o capítulo não é dos menores...
3- Boa leitura, esse é pra vocês que tiveram paciência e também aqueles que me mataram mentalmente pelo atraso:
* Ortografia, se perceberem erros, é só avisar! Agradeço.*

‘´Você tem que se doar, se entregar ou se deixar ir, se distanciar, tem que decidir e conviver mas acima de tudo, tem que estar disposto ao sacrifício, com o tempo ele trará bens e curare feridas, porque ás vezes, eles são necessários.’’

Foi uma golpeada em meu coração. Meus membros se tornaram rígidos e trinquei os dentes enquanto minha cabeça rodopiava no emaranhado de confusões. Foi como se cada pouco fragmento de cor do lugar se desintegrasse e desbotasse ali.

– O que você … Como assim , Frank? – Mordi meu lábio procurando alguma resposta em seu rosto.

– Me fale a verdade, Gerard. – Ele falava de modo sério mas seus olhos pareciam quase suplicantes.

Eu tinha convicção de que não tinha o beijado ou pelo menos…Não, eu não poderia.

– Eu não beijei ele Frank. – Disse por fim apoiando minhas mãos nas suas.

Seus lábios se abriram em um sorriso pálido, oco e quase incrédulo.

– Você não acredita em mim?

– Não é isso…

Agora eu sentia o cansaço dentro de cada parte do meu corpo, como se fosse uma coisa só. Meus olhos estavam tão pesados e minha capacidade mental esgotada, de protestar ou negar qualquer coisa que fosse.

– Então, o que é? — Falei por fim, enquanto ele parecia se dispersar.

– É que… — Ele acomodou o corpo antes de continuar a falar.- Você não parecia estar consciente.

E era verdade. Por um momento, tudo foi um enorme véu negro sobre meus olhos ,no entanto era tão impossível imaginar não lembrar de algo como aquilo ter acontecido.

– Eu me lembraria de algo como isso, Frank. – Foi o que afirmei assim como em meus pensamentos.

– Certo.

Tudo estava estranhamente diferente, com ele, com nós.

– Eu acho que quero ficar sozinho, por enquanto, Gerard. – Sua voz soou mais grave.

– Então agora você não quer mais me ver, é isso?

– Ninguém Gerard, eu só…Quero um tempo sozinho,tá legal?

– Tudo bem, Frank. Como queira. – Saí do quarto com passos largos e apressados, fechando a porta e me dirigindo pelo corredor enquanto sentia aquela sensação úmida no rosto, novamente.

Tudo que eu conseguia pensar era em como eu precisava dormir, nem que fosse por uma hora, eu precisava descansar minha cabeça de toda aquela complexidade, de todos aqueles problemas e de como as coisas tinham se complicado tanto. Então, era assim , ele queria um tempo sozinho e embora não admitisse era um tempo, sem mim. Eu respeitaria sua vontade e deixaria que as coisas se acalmassem, eu o amava e ansiava por estar ao seu lado, tinha prometido isso mas naquele momento, parecia incabível e inútil. De volta ao andar de baixo, Linda tinha um olhar cansado e a pele cadavérica, ela se levantou quando me viu e me envolveu em um abraço estranhamente confortante.

– Foi tudo bem?

– Hmmm, é..Sim, tudo resolvido. – Consegui responder.

– Ah que ótimo! Ah , meu Frank, quão sortudo ele…- Dizia trêmula e de repente, seus olhos começaram a marejar, Mikey estava desconfortável na cadeira.

– Vo..Você está bem? – Indaguei ao notar.

– Eu... – Ela suspirou e as lágrimas invadiram sua face que já parecia há muito úmida.- É o Quinn, ele não está nada bem e não se sabe o que vai acontecer, o Frank vai ficar tão arrazado, você entende Gerard?Eu não posso contar isso pro meu filhinho.

– Eu entendo, é claro, é claro mas o que é que o Quinn tem, Sra.Iero?

– Se acidentou mais que Frank e demorou pra ser levado ao hospital,teve um grande ferimento na cabeça por conta do impacto da pancada, sofreu um grave traumatismo craniano e ele está em coma , os médicos disseram que… — Seus olhos pareciam desesperados e ela chorava e fungava agora.- o coma dele pode permanecer por anos, mesmo que ele acordasse, o risco de uma sequela é de noventa por cento.

Foi só naquele momento em que me lembrei de que não era só Frank que estava em risco (agora não mais) , Quinn também estava com ele e o menor disse que ele sangrava em seus braços, eu podia imaginar o desespero e agora a aflição dos pais em ver o filho deitado em uma maca, quase morto, respirando com ajuda de aparelhos, preso num sono de tempo indeterminado, podia imaginar a dor do pequeno, que veria seu melhor amigo naquele estado, sem poder fazer nada para ajudar ou reverter e até mesmo eu, que nunca tinha me dado bem ou se quer falado com o o loiro, me sentia mal. É uma realidade intrigante e que corrói nossos sentimentos, termos alguém tão perto mas tão distante, tão intocável de palavras.

– Que terrível . E os pais dele?

– Quando souberam ficaram arrasados, totalmente, imagine, é um filho… Mas estão tendo fé que ele vai acordar a qualquer momento e surpreender todos nós !

– Espero que sim. – Assenti.

– Mas… Oh Gerard, como eu falo isso pro meu pequeno ? Que… O melhor amigo dele — Ela se lamentava enquanto eu a envolvia em um abraço caridoso.

– Não faz. – Respondi.

– Eu tenho… É amigo dele, melhor amigo, de infância, eu fico tentando proteger ele mas sei que só vou o magoar se esconder ainda mais porém eu sou mãe, meu coração está destruído com tudo que aconteceu e de imaginar meu filho nesse caos, eu não sei se tenho forces para encarar mais isso.

– É justamente por isso que eu farei. – Falei, suspirando e encarando seus olhos.

– Gerard, eu não passaria essa responsabilidade pra você se achasse que eu pudesse fazer melhor, não mesmo mas estou tão alterada emocionalmente e tudo que o Frank precisa agora é de alguém equilibrado, então..Se…Se você realmente pode fazer isso,então eu o agradeço. – Me abraçou novamente e depois nos soltamos.

– Você me ajudou tanto também, não me esqueço Sra.Iero, agora é minha vez e além disso, é algo que preciso fazer de qualquer modo.

– Como assim? – Ela pergunto confuse em meio á tantas informações.

– Nada. – Sorri. ‘’ Nada que pudesse entender.’’ – Bem, então, agora eu preciso ir tomar um banho e dormir um pouco, eu volto depois para…Contar pra ele, certo?

– Ah, certo …Certo. E mais uma vez, obrigado Gerard.

– Por nada . Você vai ficar bem?

– Vou sim. Daqui a pouco subo para ficar com Frank antes da alta dele.

– Certo, então eu vou e volto depois.

Ela assentiu e depois fui converser com Mikey, perguntou-me se queria que ele ficasse mas disse que não era preciso, então nós dois fomos para a casa. Durante todo o caminho eu parecia estar flutuando no céu, minha mente estava tão transtornada e tudo que eu podia imaginar e ver era o rosto de Frank, como ele ficaria quando…Quando contasse o que tinha acontecido ao seu amigo, aquele que me odiava, que o alertára para ficar longe de mim, talvez se Iero tivesse escutado ele…Mas…Nunca conhecer a sensação do toque do menor? Nunca ver aquele sorriso brotando em seus lábios, nunca me perder em suas feições ? Isso também não existiria e essa é a parte que mais dói em pensar.

O carro parou em frente de casa e entramos , meus pais como sempre não estavam em casa, já devia ser mais de uma hora da tarde, estranhamente eu não estava com fome, a nova empregada mostrou sua face carrancuda despejando palavras que eu já conhecia, que eu deveria ter ido no escritório ou algo assim, que Bert tinha me procurado.Que me importava aquilo agora? Subi para meu quarto e apenas deixei com que meu corpo pesado caísse na cama e meus olhos fechassem e tudo se apagou.

13:00

14:00

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17:00

Eram 18:35 quando acordei. Eu ainda estava sonolento e o corpo totalmente dormente, meu incômodo na cabeça tinha passado mas meu estômago ainda revirava. Não tinha sonhado, apenas dormido, descansado, me perdido nas horas e esquecendo pelo menos por algum tempo todos os problemas que eu deixei para quando acordasse e agora, era hora de resolve-los. Tomei um banho e deixei que a água levasse toda a sujeira e o cansaço do meu corpo, tensionando meus músculos , me arrumei rapidamente e vi que meus olhos tinham olheiras profundas encravas ali na face cor de papel. Perambulei pela casa atrás de Mikey e vi que ele estava dormindo no sofá das ala, mal ajeitado, o que era muito raro, devia estar realmente cansado, assim deixei um bilhete dizendo que iria ao hospital novamente e pedi para que o motorista me levasse até lá. Querendo ou não, no outro dia a vida voltaria ao normal, escola, trabalho, pais, empregada nova e tudo mais, como se tudo já não estivesse sendo horrendo demais.

Olhava pela janela a vista das árvores secas, o tempo nublado e as pessoas agasalhadas, algumas se abraçavam e havia um casal…Um casal que me lembrava tanto eu e Frank, eles não eram aquele tipo de casal que você encontra por aí, simplesmente se beijando ou literalmente esfregando seus corpos, eram intensos demais para isso. A menina tinha um olhar apaixonado e o garoto um sorriso bobo nos lábios, aquele tipo eu conhecia bem, o tipo de admirar uma pessoa e ficar tão encantado que palavras eram insuficientes, ela tinha um cabelo ruivo que ele afagava com carinho, o garoto, um pouco mais alto que a garota tinham olhos azuis incandescentes, ela segurava a face dele e não o beijava, ficava admirando-lhe, então, depois, escorria os dedos por entre seu rosto e se tomava de seus lábios… Eu queria que fosse assim. Queria tudo aquilo de volta, o que o casal tinha, amor, química, paixão, intensidade, tudo que eu e o pequeno tínhamos contudo eu não podia, não mais, algumas tragédias acontecem para o bem, mesmo que para isso seja preciso o mal. O sinal ficou verde e o carro deu partida, mais oito quadras e estava de volta ao hospital branco e horrendo, definitivamente eu nunca mais esqueceria aquele lugar.

Desci do carro com pressa e fui para a sala de espera, Sra. Iero não estava lá, então pedi informações no balcão e a moça me dissera que ela estava para descer, que tinha subido para falar com Frank há bastante tempo. E se ela tivesse contado? Como ele estaria reagindo? Como ela iria suportar ver o filho ainda pior?Não, não podia.Essa era uma coisa que eu devia de fazer e não era só aquilo. Esperei na cadeira desconfortável, olhando algumas vezes para a televisão minuscula e de som inaudível no alto da parede frontal.

Realmente não demorou muito para que eu avistasse Linda voltando para a sala, seu olhar estava mais suavizado contudo ainda carregava nos olhos a preocupação e o cansaço, pobre mulher, pobre mãe, ela tinha tomado um susto horrível. Sra.Iero veio até a mim e nos cumprimentamos e pensei que não havia tempo para mais prolongamento, então adiantei o assunto.

– Hmmm, então, você contou para ele?

Demorou alguns segundos para responder, parecia apreensiva mas não mais a ponto de desatar á chorar como na outra vez.

– Não. Eu não tive como, eu simplesmente…Ah, queria lhe poupar de fazer isto por mim.

– Não se preocupe…Eu farei e… Não precisa me poupar, eu devo fazer isso , você já passou por coisa demais, um grande susto, seu filho…

– Oh, querido, não sei como lhe agradecer.Sabe, desde o primeiro dia que te vi, quando apareceu lá em casa, eu tive impressão que você era um rapaz doce, eu pensava que não porque bem… Um Way. Mas você tem se mostrado tão amigo do Frank e agora me ajudando com isto.

As palavras tamborilaram na minha cabeça e tudo que consegui foi abrir um meio sorriso.

– Você e seu filho é quem me ajudaram Sra. Iero. – Suspirei e a olhei. – Agora, bem, devo falar com Frank, não?

– Certo,certo. – Ela assentiu sorrindo docilmente, como quando a conheci.

Linda me entregou o papel de visita e as outras coisas e então acenei para ela,passando na roleta e procurando o elevador para voltar ao corredor do quarto de Frank. Enquanto caminhava ofegante eu pensava nas palavras de Linda Iero e como elas despejavam confiança, gratidão e amor por mim, ninguém nunca tinha sentido isso comigo,a não ser talvez Mikey e Dorota, e claro Frank porém aquilo era tão terrível, o que pensaria ela se soubesse a verdade? Que eu estava namorando com Frank? Tudo que eu tinha feito com ele? E agora, deixando ele sozinho desesperado numa estrada, por estar bêbado?

Entrei no quarto. O menor estava vendo televisão embora seu olhar parecesse distante, ele parecia pronto para ir embora, provavelmente ainda naquela noite teria alta e… Agora meu peito palpitava e meu coração parecia ser arranhado , eu teria que contar aquilo para ele e depois.. Frank me notou e eu entrei no quarto, desta vez ele abriu um pequeno sorriso, quase um risco, parei á sua frente, na cama.

– Gerard. – Emitiu com pouca voz.

– Sim. – Assenti e sorri.

– Eu … Você sabe que um tempo sozinho não são só algumas horas , não é? – Disse mas suas palavras não soaram rudes e sim como um pai chamando a atenção de um filho desobediente.

– Eu sei, eu sei. Contudo, eu tinha que vir, dois motivos, ambos importantes.

– Hmm? – Arqueou as sobrancelhas e se ajeitou na cama, sentando de joelhos cruzados.

É como se sentir caindo de um vôo, não ter ninguém pra te salvar, nenhum recurso, apenas ficar de olhos aberto e ver seu destino final : A morte. É cruel, é doloroso e injusto mas quem disse que o mundo não? As pessoas por aí, uma traindo as outras, o destino sendo levado e pregando preças desagradáveis em quem não merece, a verdade é que as dificuldades e as amarguras da vida podem ter poder fortalecedor mas doem, levam uma parte de você, exigem muito, é um preço tão alto... Sentei na cama, ao lado dele e encarei seus olhos, eles eram tão perfeitos, uma vidraça para a minha alma.

– Frank, tem uma notícia que você deve estar esperando mas não é algo fácil de contar , então por favor, apenas deixe eu terminar de dizer e eu estarei aqui, para um abraço, para qualquer coisa, certo?

Seus olhos se arregalaram e eu pude perceber que agora ele ansiava pelo pior, quase marejando já.

– Calma. – Segurei seu rosto e suspirei deixando que as palavras fluíssem. – Frank, o Quinn… Você deve estar esperando algo sobre ele e eu e sua mãe pensamos muito em como e se devíamos falar agora isso porém sabíamos, é seu amigo…E eu devia contar e você vai entender. O Allman sofreu um traumatismo craniano, por conta de ter se acidentado mais que você, o resgate demorou, as coisas se complicaram e…- O menor tremia e as lágrimas desciam por seu rosto agora.- Ele está em estado de coma,os medicos não sabem dizer por quanto tempo, estimulam que pode acordar a qualquer momento …Ou não.

– Não. – Ele disse baixo, para minha surpresa e agora ele chorava desoladamente. – Isso não pode ter acontecido! Não, Gerard, não! O Quinny não! Ele é…Ele é meu melhor amigo, não não. – Tremia e eu o espremi contra meu corpo, num abraço.-

– Infelizmente é a verdade ,Frank. Mas ele pode se recuperar, acredite nisso, ele vai. – Falei tentando acalmá-lo

– Isso não pode estar acontecendo, ah não. – Chorava e suas lágrimas molhavam minha camiseta, ele tremia demais.

Durante um grande periodo ele chorou e se lamentou… Os dois, incessávelmente. Eu o abraçava, o apertava contra meu peito e beijava seu rosto, o consolava e dizia que iria ficar tudo e aproveitava…Aproveitava para tê-lo comigo, sentir seu cheiro uma vez mais e o calor da sua pele, como era difícil o que eu tinha de fazer, ainda mais do que contar sobre Quinn. Quando consegui o acalmar, sabia que era a hora, peguei em suas mãos e fiquei um tempo apenas o olhando, reunindo coragem para emitir algum som, para terminar…

– Pequeno, eu sei que você está atordoado com tudo isso acontecendo mas eu tenho que te falar mais uma coisa, agora.

– Tudo bem. – Assentiu com o rosto marcado e molhado.

Segurei em suas mãos mais forte.

– Você, Frank Iero, é o ser mais incrível que conheci. Frank, eu já te disse muitas vezes o quanto você é importante e como você me mudou , eu te amo e sei disso com todo meu coração mas… E eu? Eu só tenho feito mal a você, tenho trazido complicações, problemas, decepções pra você, eu sou um mal para você e eu queria que não – Sorri enquanto sentia minhas lágrimas escorrendo. – Eu queria ser o melhor homem do mundo para você, te fazer feliz, te proteger e ser tudo o que você merece porque você é …Incrível. Um ótimo namorado, amigo, filho, estudante, você , meu pequeno, mudou o meu eu contudo ainda tenho vestígios do meu velho eu, você não pode mudar as decisões que irei tomar e eu fui tão cego, tão idiota, se tivesse sóbrio podia ter te ajudado, estado lá com você quando precisou, talvez até salvado o Quinn do coma. Lembro de nós e isso me dói o coração porque você é maravilhoso, merecia que eu estivesse lá…Já fez tanta coisa por mim e o que é que fiz pra você, a não ser trazer coisas ruins? Eu te amo, eu vou sempre amar, em cada dia, em cada segundo, de quando eu levanto á quando vou me deitar mas não podemos ficar juntos, não podemos. Fez de mim um homem melhor mas não um pra você – Agora meus olhos transbordavam e meu coração parecia se sufocar assim como as palavras que saíam num gemido de dor.- Talvez um dia, eu serei essa pessoa, eu te orgulharei e seremos tão felizes como merecemos, eu abracerei você e verei seu sorriso lindo novamente, te tomarei nos braços e direi que senti saudades mas agora? Por enquanto não, eu tenho que me afastar, eu tenho que deixar você respirar coisas boas, deixar você se recuperar, você ser feliz, será difícil para mim, quase impossível mas pela primeira vez eu farei algo bom por você, algo que eu tenho que fazer. Frank, só não esqueça que eu não vou esquecer de você, nunca, se lembre de tudo o que eu lhe disse e se permita ser feliz. Eu tinha que fazer isso, tinha que falar isso. E agora, se me permite..-Beijei seus lábios com paixão, como despedida, um beijo choroso e molhado,meus lábios comprimiam os deles com ansia.

Notei seu rosto ainda mais molhado, ele também tinha chorado e muito. Ainda segurava suas mãos e as aproximei do meu peito.

– Eu não vou te deixar, se precisar que eu esteja aqui por você, eu estarei, como amigo, mas você tem sua mãe que é maravilhosa e os pais do Quinn também tenho certeza de que lhe darão apoio contudo, se precisar… Eu só… Não posso continuar, não sendo assim, não notei como trouxe coisas ruins para você, só observei de baixo, as coisas boas para mim.

Frank nada disse, ficou estático mas chorando, depois me pegou de surpresa me abraçando e deu um ultimo selinho em meus lábios, meu corpo se aqueceu e minha mente pensou que era tortura viver sem aquilo. Soltei suas mãos e deixei com que as minhas corrossem por seu rosto, beijei sua face e o encarei com o temido olhar de ambos, de Adeus, breve ou não, era um.

– Obrigado. – O menor disse quando eu saí.

Aquilo provavelmente tinha sido a coisa mais difícil que já fizera…Eu odiava ter que deixá-lo, magoá-lo, vê-lo chorar mas se era para depois, no futuro, vê-lo recuperado e feliz, então que fosse. Frank era a coisa mais preciosa que eu tinha e eu queria apenas o seu bem,com o tempo ele se recuperaria da notícia, o amor da mãe o aqueceria e o acalmaria, o tempo curaria algumas feridas e o sorriso voltaria ao seus lábios e eu… Eu estaria fazendo o que era preciso: Sacrifício.



Notas finais
1- E então? Ficou bom? Comentem porque eu realmente não sei como ficou!
2- Como disse uma vez, vou falar de novo, essa fanfic é bem sobre a vida e uma coisa que nunca disse...É levemente inspirada na minha série favorita de todos os tempos,ONE TREE HILL, ela retratará coisas da vida, com sutileza mas também com profundidade, nada muito absurdo mas coisas comum que podem tomar grandes proporções e assim que sempre seguirá LOVE PLAYING.
3- Não tenho mais muito tempo pra dizer, porque são 1:40 da matina mas EU NÃO PODIA atrasar mais ainda ( Era pra ter postado ontem mas ocorreu uns probleminhas,rs)
4- Pessoal , eu ainda não respondi os reviews mas li eles com muito carinho & amor e assim que tiver um tempinho, venho cá correndo pra fazer,ok? AMO ELES! E VOCÊS!
5- Por último vou me desculpar de novo, só pra pesar menos minha consciência! E bem, essas próximas duas semanas vai ter reunião na minha escola e eu entrarei 8:30, A C H O que não será tão puxado mas depois disso... Provas á caminho, Fabrício pirando. Anyway, é isso.
6- Até o prox. capítulo!