Love Playing
24 CAPÍTULO 24 - TEMPO
Notas iniciais
2- My Poison, você não sabe o ataque do coração que tive entrando aqui e vendo sua indicação, sério, acho que morri três vezes e voltei. Sério, muito obrigado pelo carinho e por ler minha fanfic, fico muito feliz.
3-Amanhã eu tenho prova do meu curso de inglês, 3 unidades juntas, ainda bem que é com consulta mas não podia deixar passar de hoje pra postar.(isso foi hoje, como disse era pra ter postado ontem)
4- Amores, eu não tenho palavras de como fiquei feliz que gostaram da NC17/LEMON , sério, sorri lendo todos os reviews, obrigado de coração.
5- Pessoal,ortografia eu revisei por cima ok? Então se tiver escapado algo agradeço se avisarem.
6- Então, sem mais delongas, vamos lá:
'' Ás vezes, tudo o que você precisa é tempo e ás vezes, em frações de segundo você o perde.''
Acordei com a respiração de Iero no meu rosto, ele dormia encolhido sobre mim e eu inalava seu cheiro, dormia tão calmamente e eu apenas o observava sorrindo,soltei seu corpo do meu lentamente não querendo o acordar e me movi do mesmo modo, descendo as escadas e indo pra cozinha. Respirei fundo e encarei o fogão. '' Não deve ser tão difícil.'' Revirei o armário e peguei uma frigideira e depois alguns ingredientes na geladeira, tentei pelo menos umas três vezes fazer panqueca e da última vez, quando jogara ela no ar, ela simplesmente se espatifou no chão, desliguei o fogo frustrado e suspirei. '' Que tipo de namorado é você, Gerard Way.'' Rendido, liguei para uma confeitaria e pedi um café-da-manhã, depois tentei arrumar toda a bagunça que fizera na cozinha e rezar para Frank não acordar. Por sorte, não demorou muito até o pedido chegar e fui receber e pagar, levei até a cozinha e desembrulhei e depois coloquei tudo em uma bandeija e fiz um rápido suco de laranja, arfei um pouco cansado e levei tudo para o quarto, tentando equilibrar para não deixar cair o suco e nem a bandeja.
No quarto, ele ainda estava adormecido e dormia encolhido, sorri uma vez mais antes de me deitar ao seu lado e por a bandeja na cama, beijei seu rosto e sussurrei um bom dia, quando ele acordou e me olhou meio atônito.
– Eu dormi aqui. Gerard, minha mãe vai me matar.- Ele choramingou me olhando.
– Shhh. — O acalmei e o olhei. — Qual é, você nunca virou uma noite?
– Gerard, você sabe que não. — Respondeu rapidamente.
– Acho que sou uma péssima influência. — Ri.
– Acho que concorco com você. — Riu baixo e depois seus olhos correram pela cama e pela bandeja. — Sério, café da manhã?- Ele sorriu.
– Você tem que comer. — Sorri também e beijei sua testa.- Anda.
O menor olhou novamente e depois pegou a bandeja e a pôs no colo, me olhou pelo canto dos olhos enquanto comia uma panqueca.
– Então... Hmmm, você que fez?
– Você não podia só comer? — Olhei envergonhado.
– Ah, qual é Ge, então você comprou?
Mordi meu lábio e o olhei apreensivo.
– Comprei. Mas saiba que foi depois de três longas tentativas de fazer uma maldita panqueca . O suco foi eu quem fiz.- Ri.
– Ah Ge, você sabe que não precisava. — Gargalhou com o que contei e depois bebericou o suco.- E se quer saber, o suco está ótimo.
– Só está dizendo isso porque é meu namorado. — Bufei brincando.
– Não. Eu estou dizendo porque você é meu namorado e fez isso por mim. — Sorriu me olhando.
– Pare de me enrolar e coma logo. — Falei alisando seu rosto por um breve momento.
E assim ele fez, comeu embora não tudo e me fez comer também , depois deitou na cama parecendo cansado mas com um sorriso na face.
– Isso foi a coisa mais maluca da minha vida.
– O café da manhã nem foi tão radical assim. — Brinquei.
– Essa noite que tivemos, eu quis dizer.
E como... Eu lembraria daquela noite por muito e muito tempo, dos olhos dele me encarando, da sua mão quente em meu corpo e o modo como ele era tão bonito, encantador.
– Tinha medo que se arrependesse pela manhã. — Esboçei um sorriso meio pálido.
– Você tem que confiar em mim. — Me olhou e levou suas mãos em meu rosto. — Gerard, eu não me arrependo dessa noite que tivemos e nem de nenhuma outra.
– Eu te amo. — Dei um selinho e depois estendi para um beijo calmo, até ele encostar sua testa na minha e dizer que tinha que ir.
A verdade é que eu não queria que ele fosse, de jeito nenhum queria ver ele fora dos meus braços, tinha sido tudo perfeito e agora éramos namorados e queria ficar com ele, ali, deitado, o dia inteiro, naquela cama, conversando, rindo,beijando-o ou apenas o admirando, queria estar com ele.
– Eu fico pensando como você tem esse poder. — Confessei o olhando brevemente.
– Hmm?
– É que... Veja bem Frank, você me mudou, continua me mudando cada dia mais e você faz bem as pessoas, você é maravilhoso pequeno.
– Você é maravilhoso.E tem que começar a acreditar nisso, porque você é, de verdade.
O abracei fortemente e olhei em seus olhos, que estavam tão calmos mas tão profundos.
– Você tem mesmo que ir ,não?
– Tenho. Minha mãe deve estar muito preocupada,Ge.
– Quer que eu explique pra ela?
– Explicar o quê?- Arqueeou as sobrancelhas.- Que você me levou pra um parque de diversões e depois pra sua outra casa gigante ?- Riu.
– Está bem. — Concordei. — Mas... É... Frank... Ela...?
– Ela sabe. -Suspirou. — Quero dizer, que eu sou. Ela não liga muito, só fica com medo que eu sofra mas acho que ela suspeita de você, qualquer um suspeitaria.
– É sério? E o que você acha que ela pensaria, de eu e você?
– Bem. — Ele se levantou e vestiu sua camisa.- Acho que ela ficaria com medo, porque você é um Way, sendo amigos ela não disse nada mas namorados, eu não sei.
– E você pretende contar pra ela? — Perguntei calmamente.
– É minha mãe , no entanto, eu tenho um pouco de receio, eu nunca ... Eu não sei... Como eu vou dizer '' Mãe, eu estou namorando ''.
Ri e me aproximei dele, alisando seu cabelo.
– Será que eu consigo te incentivar?
– Talvez.- RIu revirando os olhos.
O beijei calmamente e deixei que meus dedos percorressem seu pescoço e sua nuca, seu lábio deslizava sobre o meu e ficamos assim durante algum tempo, até terminarmos o beijo em meio a um sorriso.
– Tenho realmente que ir.
– Eu também. Já vamos. — Falei e então nos preparamos pra ir embora e liguei para meu motorista, depois fechando a casa e ficando na frente dela, abraçado com o menor, até o carro chegar e nos levar cada um para sua respectiva casa.
***
Cheguei em casa e só aí que mei dei conta de ligar o celular, assim o fiz e vi que tinha quatro chamadas perdidas de meu pai e duas do Mikey, resmunguei um xingamento qualquer antes de subir para meu quarto. A governanta veio atrás e falou meu nome em um tom soando severo e olhei de sobrancelhas arqueadas.
– Hm?
– Seu pai pediu para que lhe lembrasse que você tem um dever com a empresa agora . Bert McCracken estará aqui daqui duas horas.
– Mas é sábado!
– Isso você discuta com seu pai Sr. Way,não sou sua familiar.Recado dado. — Ela fez uma carranca e desceu a escada.
'' Será que eu ficaria preso muito tempo por tacá-la da escada?'' Afastei os pensamentos e fui para o quarto de MIkey. Ele estava acordado já, parecia ter tomado banho e com um um livro em mãos.
– Eu odeio essa governanta. — Bufei fechando a porta de seu quarto.
– Ela não é muito simpática.
– Muito? Me diga aonde viu um pouco de simpatia ali.
Ele riu e depois me encarou com olhos desconfiados.
– Vai me contar tudo. — Afirmou batendo do lado da cama.
– Bom dia pra você também.
– Quanta cordialidade. — Disse seco e depois abriu um sorriso.- Vamos, anda logo.
Sentei ao seu lado na cama e me senti envergonhado quando pensei em lhe contar, sobre aquela noite, parecia e realmente era, tão íntimo para ser partilhado contudo ele era meu irmão e eu nunca tivera vergonha de lhe contar nada, não seria agora que eu hesitaria.
– Primeiro, ele aceitou né? Diz que aceitou.
– Sim, Mike.
– Eu sabia! Ah, caramba, você tem um namorado e ... Nós vamos nos divertir tanto! E como é que foi?
– Nós? — Ri.- Bem, no começo pensei que ia levar um não, ele ficou calado por um bom tempo mas depois explicou que pensou que estávamos indo devagar mas que ele queria ser meu namorado, que nunca tinha antes... Namorado. E então, disse sim.
– Ele disse sim! — Michael sorriu me apertando.- Ah,parabéns irmão,sabia que ia desencalhar um dia.
– Tão amável. — Soquei seu braço sem investir muita força.
– E me conta, como foi, aonde você levou ele, o que fizeram lá?
– Michael, já ouviu falar em Reality Show? Eu não estou em um. — Ri pelo nariz .
– Claro que não. Isso é ao vivo, bem na frente dos meus olhos, tão emocionante!
Contei para ele tudo, tudo menos o que tínhamos feito na casa. Contei do parque de diversões, como Frank tinha ficado encantado e como tínhamos nos divertido, o que ele tinha achado da casa ...
– E você voltou de manhã...
– E?
– Não vai me dizer que ficaram um olhando pra cara do outro a noite toda.
– Não. — Assumi.
– Então...
– Então, o quê?
– Então rolou sexo ?
Fiquei desconfortável com aquela pergunta. É claro, era muito pessoal mas com alguém eu tinha de dividir aquilo.
– Sim. — Confessei corando.
– Que noite! — Gargalhou.- E... Foi bom?
– Você não acha que está querendo saber demais não?
– Então não foi.
– Foi!Quero dizer, claro que foi.
– Vocês estão tão apaixonados. — Disse com uma voz fina e infantil.
Peguei um travesseiro e acertei sua cabeça.
– Já chega de palhaçada.
– Nem chegamos nas partes detalhadas!
– Não vai ter essa parte.
Ele fez um bico mas quando viu que estava falando sério voltou a sorrir e me olhou sério depois.
– E então, trabalho hoje? Acho que o pai está sendo muito severo, qual é, sábado! E então, como está lidando com tudo isso?
– Nem me diga. Não estou lidando,estou suportando, por enquanto...
– Continue. Vai compensar, prometo Ge.
– Espero Mikey, espero mesmo.
***
Duas horas depois, eu já tinha tomado um banho, conversado mais com Mikey, querendo enforcar a empregada de novo, escutado música, visto um pedaço de CSI e então ele chegou. Foi a governanta, claro, que o recepcionou, obviamente cxomo sua função e como eu nunca iria lhe receber, Desci as escadas com desânimo e vi o garoto me observando com os olhos azuis e adentrando a casa.
– Sweet. — Sorriu acenando.
– Bert. — Suspirei chegando na sala.
– Pensei que já tinhamos quebrado esse clima ruim.
– Pensou errado. — Respondi rispidamente.- E, vamos acabar com isso logo, negócios apenas isso.
– Como quiser. — Riu.
Ele era asqueroso mas era bem verdade que era bonito, como o diabo. Estava vestido socialmente mas a roupa lhe caía tão bem que até não se notava. Fomos para o escritório e lá ele abriu uma maleta e despejou alguns papéis na mesa, sentei em uma cadeira e ele também, bem ao meu lado.
– É pouco tempo para fechar o contrato.
– É tempo demais. — Ele disse calmamente.
– Tempo demais? Você está maluco McCracken?
– Sim, tempo demais , Way. E qual é, até parece que vão recusar um contrato com as empresas Way eMcCracken, seu pai só está fazendo isso pra te inserir na empresa.
– Não é como se fóssemos os donos do mundo. — Discordei.
– Quase isso, quase isso. — Sorriu e abriu um documento.- Temos apenas que ver da onde é, os interesses, potenciais pra investimento e toda essa coisa monótona, enviarmos uma proposta, fazer um acordo pessoalmente, arquivar e oficializar e mais um processo chato e aí... Feito. E nem precisamos cumprir com nada, o otário já adianta uma boa grana mas é claro, suja o nome da empresa.
– Não é '' só isso'' e... Dignidade não é uma coisa que você tem, não é mesmo? — Disse incrédulo.
– Dignidade, ser bonzinho, acho tudo isso um porre. — Falou estreitando os olhos.- Você ultimamente está um tédio.
– Vamos voltar logo ao que temos que fazer.
– Você já foi mais agradável.
– Já é? — Disse indiferente.
– Já. E pensei que éramos amigos.
– Não esqueci do que você aprontou com o Frank.
– Aprontei o quê? Diferente dele apenas te contei a verdade, te mostrei ela, acho até que devia me agradecer,
– Por isso? Nunca. E se quer saber, não adiantou nada, ainda o amo e estou com ele.
– Não adiantou pois você é um tolo.Ah, amor... Tão tolo Way.
– Bert, não se esqueça do porque está aqui.
– Hmmm. Tudo bem.
Começamos com o processo de fechar o acordo, organizamos nossos objetivos, o que íamos falar, o que era importante ressaltar, como conseguir contatar a empresa e ligamos pra oferecemos a proposta, conversamos durante horas. Foram quase três horas ali e eu estava exausto, apesar disso estava lidando de certo modo bem com aquilo, eu não gostava mas também não era de todo mal. Era suportável. Nesse meio tempo comemos algo que a empregada trazia e depois de três horas e quarenta minutos, Bert foi embora, ainda com seu mesmo papinho idiota . Contudo, o que ele tinha falado era verdade, éramos amigos ainda, antes de tudo acontecer com Frank eu não o odiava , simplesmente não conseguia conviver com ele depois da noite em que ficamos, Bert era apenas... Um beijo, uma coisa momentânea, pode-se dizer tesão,atração,Frank era amor, era vontade, duas coisas totalmente distintas e além do mais, agora, meu namorado.
***
Disquei o número de Frank no celular e esperei que atendesse.
– Ger? — Disse com uma voz sonolenta.
– Frankie. Te acordei?
– Bem, na verdade sim mas não tem problema.
– Desculpe. E aí, como sua mãe reagiu?
– É... Ela primeiro me abraçou e disse que ficou preocupada, depois ficou um pouco brava e por fim perguntou aonde estávamos até aquela hora.
– E você, o que disse? — Questionei.
– Que saímos pra um lugar e voltamos tarde, que aí então sugeriu que dormirsse na sua casa e assim o fiz.
– E ela acreditou?
– Na verdade, sim.E ela ficou preocupada de seus pais soubessem de mim.
– Então ela não sabe do que ocorreu?
– Não. Ela não sabe de muita coisa... Estou procurando coragem pra contar tanta coisa pra ela...
– Ah pequeno, queria poder te ajudar.
– Queria que pudesse porém é uma coisa que tenho que fazer sozinho, suponho eu.
– Oh sim.
Ouvi passos no corredor e Mikey gritar '' Diz que eu disse oi pro Frank, ou, pro seu namoradoooo. ''
Bufei esperando que ele não tivesse escutado e berrei um '' Some daqui, Mikey.''
– Manda um oi pro Mikey também . — Iero disse rindo.
– Ah qual é, você escutou.
– E então ele sabe que estamos namorando. — Questionou embora houvesse certeza em seu tom de voz.
– Sim. Também não gosto de esconder nada dele, nunca escondi, meu irmão... Mesmo que seja tão... Mikey.
– Ah , ele é legal Ge. — Riu.
– Bem, então, liguei pra saber se meu namorado vai poder sair hoje.
– Ér... — Sua voz parecia apreensiva e ele demorou um pouco a falar.- Ge, o Quinn ligou e ele está me xingando por sumir e não sair com ele, eu preciso sair com ele, preciso contar pra ele e tentar finalmente acalmar ele, espero que não se importe. Você pode aproveitar e sair com seus amigos também sabe... Se divertir um pouco com eles.Não que eu não queira sair com você, nem de longe no entanto eu preciso desse tempo com Quinn.
É claro que tinha me dado um pouco de ciúmes mas eu compreendia, ele precisava de espaço, de um tempo com o amigo e as coisas tinham sido tão recentes e na verdade eu também.
– Tudo bem Frankie, espero que você consiga e que ele não reaja mal. É, pensando bem, vou ver se saio um pouco com Ray, apesar de tudo ainda é meu melhor amigo. Então depois você me conta tudo, sim?
– Sim. — Concordou bocejando.
– Então, tchau pequeno, eu te amo. — Despedi.
– Tchau, eu te amo também Ge. — Falou suavamente e depois encerrou a chamada.
Liguei para Toro que estava escutando AC/DC no último volume tornando quase impossível o escutar, chamei ele para sair e de prontidão ele aceitou , marcamos de noite , umas 21:00 horas e depois desligamos. Ray não era o tipo de amigo confidente, esse era Michael, ele era o tipo de amigo que me divertida e com quem eu falava as maiores asneiras e idiotices do mundo, de certo jeito me fazia sentir bem. Para minha surpresa MIkey ia sair também, ele não era muito do tipo de sair e como eu suspeitava iria ir ao cinema, ele adorava programa mais leves . Mais tarde, eu estava terminando de me arrumar e ouvi baterem na porta.
– Sim?
– Eu.- A voz de meu pai soou.
– Hmmm. Ahn, entra.
Abriu a porta e entrou no quarto, seu olhar era calmo e se aproximou de mim.
– Recebi um email da empresa e ela leu e elaborou a proposta, vocês foram bem, ela está quase aceitando.
– Ah, sério? Caramba, pensei que não íamos conseguir de primeira.
– Sério. — Disse e depois me olhou.- Bom trabalho,você o Bert estão se saindo ótimos.
– Obrigado. -Foi tudo o que consegui dizer com o choque daquelas palavras.
Saiu do meu quarto sem questionar se iria sair, ele estava acostumado, eu quase sempre saía e nunca lhe dera muita satisfação. Vesti minha jaqueta de couro preta e uma touca cinza pois estava frio até mesmo em casa, peguei minha carteira e saí para o local combinado com Ray. O trânsito estava congestionado como de costume e me atrasei cinquenta minutos, ia em uma festa na casa de um amigo nosso, Louis, cheguei lá e encontrei Toro que já estava com uma garrafa de cerveja na mão e veio até mim em meio a gargalhadas com mais dois caras.
– Gerard, pontual como sempre.
– Trânsito infernal.
– Bom bom, não importa, agora vamos,a festa já começou.
– Han, tudo bem. — Falei com receio e os segui.
– Esse aqui é Will e o outro, de cabelo ruvio, Sebastien.
Acenei com a cabeça e sorri amarelo, ambos estavam com bebidas em mãos também.
Entramos na casa que era enorme, com móveis de madeira e por todo canto com bebidas, a música estava alta como de costume em essas festas e mesmo ainda cedo, as pessoas já estavam se pegando pelos cantos. Sentei em um dos poof que estava na beira da escada e ali se sentou também Ray e os outros dois caras.
– Pega uma cerveja ,Ger.
–Não. — Respondi rápido.
– Ah qual é, Gerard.Não se vai em uma festa e não se bebe.
– Eu só... Não estou afim, ok?
– Não. — Estendeu sua mão e repetiu.- Só uma então, vamos Gerard.
– Uma só e você cala essa boca. — Peguei a cerveja já aberta e bebi um gole.
Fazia tempos que não sentia aquele gosto e na verdade, eu gostava mas eu tinha que me controlar, não podia ficar bêbado como das outras vezes, eu realmente tinha apenas de me divertir e me manter sano. A música continuou e cada vez chegava mais gente, o lugar parecia estar lotando, conversei um pouco com Louis e ele era uma pessoa legal até, tinha cabelos encaracolados e loiros, era bonito, seus olhos verdes eram claros, muito mais claros que os meus.
– Ah não. Que diabos é esse anel no seu dedo? — Ray me olhou arqueando as sobrancelhas.
– Uma aliança;
– Uma aliança. — Repetiu com a voz débil.- Eu sei que diabos é isso mas o que está fazendo aí? Não me diga que...Não , não , não. Eu ainda tinha esperanças de você esquecer isso.
– Toro, já conversamos sobre isso. E sim, eu estou namorando com ele.
– Você é tão mané cara! — Riu e me olhou. — Mas tudo bem, não vou estragar seu conto de fadas.
Ray e os amigos ficaram insistindo para que eu bebesse mais e eu tentava recusar, milhares de vezes, até eu ceder e beber mais uma e depois outra e outra e outra. Eu não conseguia enxergar muito bem , via a multidão e a música latejava na minha cabeça, eu não escutava minhas próprias palavras e só escutava as gargalhadas mas então meu celular vibrou e eu o peguei na mão mas deixei cair e ali deixei um tempo, estava ofegante e pensei estar realmente bêbado quando vi Bert em minha frente, sorrindo e se agachando, pegando o celular e atendendo.
– Gerard, vem pra cá, por favor. Gerard eu preciso de você, aconteceu uma coisa horrível. — Era a voz de Frank no telefone e ele estava chorando.
Notas finais
2- O capítulo é mais calminho e ao mesmo tempo não, fica melhor no próximo!
3- Ah! Como disse, LP já estava direcionada pra mais da metade, quando chegar cap.30... Reta final. E já tenho nome e enredo definido da próxima fanfiction mas diferente dessa, ela vai demorar mais pra ser produzida e vai ter mais capítulos adiantados. Então, só deixando vocês ciente, ok? ♥
4- Sei que me torno redundante mas acredito não ser suficiente meus agradecimentos só nos reply, obrigado pelos review, fico tão feliz lendo cada um.
5- Devo aparecer logo, acho que essa semana não vai ser tão corrida como essa foi.
6- Até o prox. capítulo
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