Love, Lies And Smiles.
9 Capítulo 9
Notas iniciais
O Capítulo 10 provavelmente só sairá depois do dia 20! Eu queria poder postar antes (bem antes) mas eu estou sem tempo para nada, (eu estou postando ao invés de estar almoçando U.U) não pensei que ia ter tanto trabalho nesse fim de ano. Eu tenho mais coisas a dizer, mas nenhum tempo para escrever aqui, então vamos ao capítulo!
PS: Obrigado a Lor pela recomendação!!
Rumos diferentes.
Após chegar em casa e entregar as malas de Hinata que entrou no banheiro para tomar um banho, Naruto seguiu para a sala junto com Sakura e após tirar o cachecol, o sobretudo, o terno e jogar os sapatos longe ele pediu que Sakura o ajudasse com as luvas.
- Naruto isso está horrível! – bradou ela após ver o estado das bandagens cobertas de sangue.
- Eu não tive tempo de fazer um curativo decente e com essas luvas apertando...
- Como você conseguiu dirigir esse caminho todo até aqui? Francamente você e Sasuke sempre indo além do que aguentam... Por que você não pediu ajuda?
Ela seguiu para o banheiro social que ficava no corredor, mexeu nos armários pegando remédios, gazes e bandagens novas, assim que voltou para a sala ela sentou na mesinha de centro frente a ele e começou a limpar os machucados.
- Ela disse alguma coisa?
- Não muito... Aquela pulseira, foi você quem deu para ela?
- Sim... Eu dei ontem quando a pedi em namoro.
Quando ele terminou a frase ela paralisou e começou a chorar. Por alguns segundos ele não conseguiu entender.
- Não é justo... Algo assim... Esses dias eram para ser os mais felizes da vida dela. Ela segurava aquela pulseira não importava o quanto eu tentasse fazer com que ela abrisse a mão. Mesmo o Sasuke nunca tendo me pedido em namoro propriamente dito, quando ele me deu a aliança não foi preciso... Eu lembro o quão feliz eu fiquei... Mas o Sasuke me disse que você usou a Hope... Isso é verdade? Você vai mesmo a envolver nisso tudo?
- Se eu a quiser ao meu lado eu terei que envolve-la. Ficar ao meu lado ou não depende dela... – eles ouviram ela saindo do banheiro da suíte dele.
- Posso te dar um conselho antes de você ir para lá?
- Sim...
- Evite tocar o corpo dela por favor. Ela ficou muito envergonhada por você a ver daquele jeito e ainda mais em uma situação como aquela. Para uma garota inocente e tímida como ela, expor o seu corpo mesmo que para alguém que ela ame, é difícil, e ser forçada a isso...
- Hei. Sakura. Você viu não? Você e Ino... Os olhares daquelas garotas quando entramos no banheiro.
- Sim. Elas estavam mesmo com raiva, e elas poderiam ter ido muito mais longe se você não interferisse. Pelo tempo que ela ficou sumida... Elas devem ter falado coisas realmente pesadas para ela. Mas Naruto... Você deveria ir a um hospital! Você precisa dar pontos nesses cortes.
- Desculpe pelo incomodo Sakura... Eu vou assim que possível. Você vai esperar pelo Sasuke?
- Sim... Ele me disse que iria acompanhar Jiraya até a Hope. Ele deve demorar mais não se preocupe comigo.
- Obrigado Sakura.
Com passos lentos ele foi receoso até a porta, levou algum tempo segurando a maçaneta da porta, olhou para as próprias mãos enfaixadas, ele teria que dar respostas a ela sobre coisas que não gostaria de falar. Ele deu duas batidas rápidas na porta e entrou logo em seguida. Ela estava sentada na beira da cama dele enquanto olhava para as próprias malas, uma delas estava aberta, provavelmente era dela que ela tirou o pijama branco e as pantufas. Mas ela parecia totalmente alheia ao fato dele estar ali.
- Hinata?
- Hã? Ah... – ele sentou na cama.
- Desculpe... Eu não sei por onde começar.
Ela se aproximou dele, sem pudor algum sentou no colo dele com as pernas abertas e abrindo o casaco deixando parte de seus seios a mostra ela se apoiou nos ombros dele fazendo ele deitar na cama para logo após abrir a camisa dele, botão por botão até ele segurar suas mãos.
- Foi isso que elas disseram? – perguntou ele frio enquanto abotoava a blusa dela. – Típico daquelas vadias. Mas você não é assim e você sabe.
- Como você sabe? – perguntou ela irônica com o rosto baixo escondendo seus olhos – como você sabe que eu não sou uma dessas vadias? Que eu só me faço de inocente para dar o golpe do baú transando com você da forma que você quiser para depois engravidar? Ou como você sabe que eu na verdade quero apenas me divertir, me deixar ser usada para ganhar os presentes caros que você pode fornecer... – ele segurou os braços dela com certa força e inverteu as posições a jogando na cama e ficando por cima dela.
- Por que se eu procurasse alguém que eu pudesse usar como bem quiser e depois jogar fora com apenas alguns presentinhos, eu teria pego uma daquelas vadias. E não você. Eu não tenho tempo para joguinhos, eu NÃO gosto de joguinhos. Se eu escolhi você, é por que você merece, e não por que quero te usar. O que elas te falaram? “Ele vai apenas te usar.” “Você é apenas o novo brinquedo sexual dele.” “Uma vadia nova que ele comeu. Apenas carne nova.” “Se fazendo de inocente para conseguir presentinhos como esses?”
As palavras dele foram tão fundo que ela sentia como se ele estivesse ali, ao lado dela naquele momento dentro daquele banheiro.
- Eu não escolhi você. Eu não sou algum senhor que escolhe os escravos. Eu me apaixonei por você graças a quem você é e não por quem essas garotas querem fazer você pensar ser. Eu nunca trouxe nenhuma delas aqui, eu nunca me deitei com nenhuma delas, eu jamais toquei nelas. Nas vezes em que eu quis uma garota eu fui para lugares onde o meu dinheiro não faria diferença, mas eu nunca trouxe alguma delas aqui. Ninguém jamais se deitou nessa cama comigo. Eu prometi a Jiraya que não seria esse tipo de homem, que traria aqui apenas a pessoa a quem eu estivesse disposto a passar o resto da minha vida. Eu te trouxe aqui... Eu te mostrei minha vida, e eu estou te entregando ela em uma bandeja de prata para que você a use como quiser e em troca eu quero apenas que você continue sorrindo como você sorriu para mim na cerimônia de inauguração. Por você, eu até mesmo aceitei quem eu sou. Então eu não vou admitir que você fraqueje agora. Seu pai me confiou você, até mesmo ele...
Ele se calou quando percebeu que ela estava em total espanto e chorando silenciosamente, ele a soltou e saiu de cima dela. Pacientemente ele foi até a sua escrivaninha e sentou na cadeira, usando as pernas ele deu um impulso para trás fazendo a mesma deslizar nas rodinhas indo para perto da cama.
- Não era assim que eu planejei hoje. Eu iria te levar para sair, eu queria que hoje fosse um dos melhores dias da sua vida. Eu realmente queria matar aquelas garotas quando eu te vi naquele estado. Os seus olhos, o medo e o espanto no rosto, aquilo realmente me assustou, me fez pensar que naquele momento eu estava perdendo você. Perdendo aquela garota gentil e tão cheia de alegria que eu conheci a três anos. Você provavelmente não se lembra de quando nos conhecemos. Você esbarrou em mim na fila durante a cerimonia de inauguração derrubando meus cadernos e você abaixou para me ajudar com um pedido de desculpas e um sorriso tão radiante que eu me senti tonto... Mas depois daquilo você sofreu aquele trote, eu via as minhas chances de me aproximar de você diminuírem a cada vez que aprontavam com você, até que eu comecei a caçar cada um que fizesse mal a você.... Até que chegamos nesse ponto... Poucos segundos atrás, você tentou me seduzir, exatamente como aquelas garotas disseram que você teria feito correto? É típico daquelas vagabundas, sempre usando as mesmas frases e as mesmas ofensas ostentando alguma ilusão vazia de que algum dia eu me apaixonaria por uma merda sem conteúdo daquelas. Eu quero que você entenda uma coisa para que você não duvide de mim. Eu não estou com você por sexo ou para algum uso desse gênero. Eu estou com você por que te amo e ponto final.
Ela continuava na mesma posição, mas agora com um travesseiro sobre o rosto a fim de tentar esconder as lagrimas e a própria vergonha por ter acreditado mesmo que um pouco nas palavras daquelas mulheres.
- Você... Você disse que por mim você aceitou quem você é... Como assim? – perguntou ela com a voz abafada pelo travesseiro e tremida pelo choro.
- O verdadeiro legado dos meus pais é uma empresa chamada Hope. Você já deve ter ouvido dela, a maior empresa em tecnologia atualmente, a Hope cobre todos os campos que possam envolver tecnologia. Informática, Entretenimento, Farmacêutica, Armas, Pesquisas espaciais, Biomedicina baseada em nanotecnologia entre outras dúzias de coisas que eu poderia passar o resto do dia descrevendo. O fato é que a atual presidência da Hope é apenas uma fachada que Jiraya criou para proteger a mim e a Sasuke que somos os sócios majoritários. A Hope é responsável por exemplo pelo fornecimento de novas tecnologias militares para o Japão, além de aperfeiçoamento das tecnologias americanas e russas. Somos responsáveis também pelo sistema das maiores bolsas de valores do mundo além da proteção do sistema de redes confidenciais de diversos países. Eu jurei que jamais aceitaria esse legado pois foi ele que matou meus pais. E eu usei ele hoje para te proteger. Ao interferir em Konoha como um dos majoritários da Hope eu me expus e a Sasuke também como os verdadeiros majoritários.
Ele se calou por alguns segundos esperando alguma reação dela.
- Então você acha mesmo que eu traria alguém como aquelas vadias para o meu lado? Eu posso ter o que eu quiser.
- Não pode. – disse ela firme.
- Como?
- Você não pode.
Ela sentou na cama e com os olhos ainda encharcados ela o encarou por alguns poucos minutos.
- De que adianta tanto poder e tanto dinheiro se ele traz apenas morte e tragédia. Ele não vai trazer meus pais de volta, eu posso ter tudo mas não posso desfazer o passado, e eu não posso também curar as suas feridas com ele... É isso que você está pensando não é?
Por poucos minutos ele manteve um olhar surpreso na face enquanto a encarava, e logo após ele começou a rir com clara diversão e deslizou com a cadeira para mais perto.
- Você realmente tem as suas armas... Conseguir me abrir e ler meus pensamentos como seu eu fosse um mero livro... Você tem ótimos olhos e um ótimo coração, ninguém até agora, mesmo com os melhores olhos conseguiu me ler dessa forma. – ela corou. – Eu preciso que você me diga o que fazer agora... A cada minuto que passo perto de você eu entendo menos as coisas, eu não consigo pensar direito, é como se o meu corpo se rebelasse...
Sem uma resposta clara dela, ele seguiu aproximando-se aos poucos até estar perto do rosto dela. Ele podia sentir a respiração dela, podia sentir até mesmo o calor de seu rosto corando. Mas no momento em que ele tocou seu rosto com a mão, foi o mesmo que houve no instituto, ele sentiu e ouviu o sonoro tapa em sua mão. Pode sentir um choque percorrer todo seu pulso, sentia sua mão reclamando por ser estapeada pela segunda vez enquanto os ferimentos voltavam a queimar e formigar. Ele não se surpreendeu com o ato dela, já o esperava para falar a verdade. Mas tinha que admitir que sua cabeça ferveu quando aquela cena de horas atrás voltou a sua mente. E ela provavelmente percebeu isso, ela percebeu o olhar frio dele, e isso a espantou totalmente, ela não tinha percebido esse olhar horas mais cedo mas agora... Ele parecia outra pessoa...
- Desculpe... – respondeu ela pegando a mão dele.
- Não se preocupe com isso, eu já esperava que você pudesse reagir assim.
Percebendo as manchas de sangue nas bandagens ela se tocou que não tinha reparado nele. Não tinha percebido até aquele momento os machucados dele. Estava tão presa em seu próprio mundo egoísta que não parou para ver os ferimentos da pessoa que naquele momento fazia de tudo para a proteger. Ela sentiu os olhos marejarem mais fez força para segurar as lágrimas.
- Eu sou uma idiota... Não é? Eu fiquei tão presa no meu mundo que eu nem mesmo reparei em você... Posso te pedir uma coisa?
- Sim.
- Segure bem minhas mãos ok?
Ele não entendeu o que ela queria com isso, mais o fez na mesma hora e para a surpresa dele, foi ela quem venceu a distancia entre eles e o beijou deixando que logo a seguir ele tomasse o controle do momento.
- Eu realmente não consigo te entender.
As mãos tela tremiam, faziam força para que ele a largasse ao mesmo tempo que os olhos dela diziam completamente o contrário, cada canto do rosto dela dizia o contrário. Chegava a ser engraçado o quão fácil era provoca-la, interromper o beijo de forma inesperada, morder os lábios dela, ele ria a deixando envergonhada e um tanto nervosa. E então um momento diferente aconteceu, um beijo foi além do que deveria, ele soltou as mãos dela e a segurou pela cintura subindo as mãos devagar levando o casaco junto, não ouve resistência dela, pelo contrário tudo o mandava seguir, o olhar vago e perdido dela, a respiração acelerada, a face corada, ela estava sem defesa alguma, ele poderia pegar o que quisesse e como quisesse, ele arrastou a cadeira até ela encostar totalmente na cama, ele já estava com ambas as mãos a poucos centímetros dos seios dela, podia sentir na ponta de seus dedos a pele macia e delicada dela, a cada pequena parte que eles corriam ele sentia seu corpo e o dela arrepiar, ele mordeu o lábio dela e rapidamente mudou o local de seus beijos indo para o pescoço dela, após o primeiro gemido dela o corpo dele travou, ele pode sentir algo quente molhar a lateral do seu rosto, e quando ele a encarou ele já não sabia mais o que estava fazendo, dando um impulso usando a cama ele se afastou fazendo a cadeira deslizar para longe dela. O casaco deslizou devagar pela barriga dela ocultando a pele branca que ainda carregava diversos hematomas, ela estava paralisada, os olhos estavam diferentes, eram outra vez aquele olhar assustado, era outra vez aquela garota de horas atrás.
Sem conseguir dizer absolutamente nada, tudo que ele conseguiu fazer foi abrir a porta do quarto e deixar o cômodo fechando a porta logo em seguida evitando olhar para ela. Estava confuso, estava totalmente confuso, por um instante tudo estava normal, por um instante ele se esqueceu dos cuidados que teria de ter com ela, ele deixou que tudo corresse rápido demais ele se deixou levar quando não poderia cometer esse erro. Já na sala ele deitou no sofá e antes que percebesse acabou caindo no sono.
Quando ele despertou seus olhos deram falta da claridade. Ele olhou em volta procurando as janelas que mostravam o céu já escuro. Não sabia por quanto tempo dormiu. Ele sacudiu a cabeça e ao ouvir barulhos vindo da cozinha esticou o pescoço por cima do sofá e viu Sasuke que ver que ele estava acordado voltou para a cozinha retornando logo após com café, quando ele passou, Naruto esticou a mão, mas o mesmo indicou a varanda e seguiu na frente. Assim que Sasuke abriu a porta da varanda um vento frio invadiu o apartamento, e uma vez lá fora Sasuke lhe entregou o café. Ele deu um gole, voltou, fechou a porta da varanda e sentou no banco que ficava ali fora.
- Sua cara está horrível.
- Eu acabei de acordar idiota.
- Não estou falando disso ameba. – respondeu Sasuke enquanto olhava para a rua.
- Sakura ainda está aqui?
- Sim... Ela ficou um tempo com a Hinata.
- Por quanto tempo eu dormi?
- Umas seis horas... Você foi longe demais não é? – ele olhou para Naruto e vendo que não teria uma resposta, continuou. – Você se lembra de quando eu e Sakura começamos a ficar? Foi dois anos após os pais dela... E mesmo depois de dois anos ela não conseguia ficar junto comigo sem ter outra pessoa por perto. Com a Hinata é semelhante, você vai ter que ter paciência, não pode apressar nada, nem mesmo apressar o tempo que as feridas levam para fechar. Eu esperei as feridas de Sakura se fecharem... Eu esperei três anos você se lembra bem... Você foi afoito demais e sabe disso.
- Eu sei! Não preciso que você fique martelando isso na minha cabeça.
Depois de uns minutos de silencio, Sasuke sentou ao lado de Naruto.
- Sakura conversou bastante com ela... E eu acho que ela está um pouco melhor, mas a Sakura mandou eu te avisar que se você repetir a dose, ela te matar... – ele começou a rir vendo a cara de Naruto.
- Eu tinha me esquecido de tudo que ela passou...
- Sakura?
- Sim. Eu me acostumei tanto já a estar sempre aturando as maluquices que ela e a Ino inventam que as vezes eu me esqueço como ela era cinco anos atrás... Eu acho que no atual momento ela é de muito mais ajuda que eu para Hinata.
- Cada um tem o seu papel se esqueceu disso? O velho nos encheu o saco com isso cinco anos atrás, não adiantaria apenas eu ou você estar com ela, se não estivéssemos nós dois com ela como sempre foi, ela teria demorado muito mais a se recuperar. Hinata nunca teve ninguém, ela vai descobrir essas coisas agora... Bom, não tem motivo para você ficar assim. A partir de amanhã tenho certeza que ela vai estar um melhor... Por falar em amanhã, Konoha enviou um comunicado... Parece que graças a sua bagunça ficaremos quatro dias sem aula pois haverá uma grande reformulação lá...
- Sasuke, desculpe pela confusão.
- Hope?
- Sim.
- Aconteceria cedo ou tarde, fosse comigo ou com você. Como apenas a diretora antiga ficou sabendo não fomos “revelados”.
Fim do capítulo.
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