Notas iniciais
Bom, pouco atrasado mais consegui postar '-' Sem mais enrolação vamos ao capítulo!

Hope.

No dia seguinte Naruto e Hinata levantaram cedo, ela ainda claramente envergonhada por estar namorando com Naruto a apenas algumas horas e já estar dormindo com ele no seu quarto, mais se parasse para ver quantas vezes já havia adormecido ao lado do Uzumaki... Assim que ele saiu de seu banheiro, já vestido com o uniforme de Konoha, ela entrou no banho, como ela tinha fugido de casa vestindo o seu uniforme, ele era a única peça de roupa dela que estava na casa de Naruto já que estava usando algumas roupas que Ino tinha lhe emprestado. Antes de deixar o quarto ele bateu na porta do banheiro e disse que a esperaria na cozinha.

Depois do banho e do café da manhã ela desceu com ele pelo elevador até a garagem.

— Onde está seu carro? – perguntou ela procurando o mesmo.

— Pedi para Jiraya levar ele e trocar o forro do banco do carona já que eu esqueci completamente de secá-lo. Vou ficar o carro do velho hoje. – disse ele apontando.

A frente deles estava um carro bem mais chamativo que o dele, o escudo da Porsche estava claro no capô e na porta havia a palavra Panamera S. Ela entrou no mesmo que era muito mais chamativo que o carro de Naruto.

— Desculpe, é muito mais exagerado que o meu.

Depois de alguns minutos eles chegaram no Instituto e assim que pararam no estacionamento Hinata simplesmente congelou por alguns minutos, sair daquele carro, junto com ele... Por mais que Naruto nunca tivesse dado bola para nenhuma garota daquela escola e nem mesmo falado com muitas delas, o herdeiro de uma empresa milionária... Um ótimo e belo partido como ele acompanhado dela, a odiada bolsista... Vendo que ela não conseguia sair ele deixou o carro, fechou a porta deu a volta e abriu a porta estendendo a mão para ela que a segurou e ele a puxou delicadamente para logo após fechar o carro.

Assim como ela previa, os olhares e cochichos os seguiam para todo o lado, como ela estava sem os seus materiais ele a convenceu a matarem aula durante o dia todo e como ela estaria com ele não seria incomodada. E tudo corria perfeitamente bem até após o intervalo quando ela foi ao banheiro sozinha e não voltou.

— Hum... Sakura a Hinata não está demorando muito? – perguntou Ino cochichando para a amiga.

— Sim... E o Naruto já percebeu isso. – ela apontou para ele que estava claramente nervoso.

— Sakura, Ino, vamos comigo procurar ela.

Sem esperar por uma resposta ele levantou apressado e logo ele passou por todos os locais que seria possível ela estar. No pátio, na entrada da escola, nos corredores, usando um dos terminais de informação ele viu que o passe dela registrou a entrada dela mais não a saída. Então ela ainda estava no Instituto.

— Eu vou usar o sistema dos professores e encontrar o cartão dela.

— Você pode ser expulso! – alertou Sakura. Mas o olhar dele fez ela se calar.

Após inserir um nome de usuário e uma senha um mapa da escola se abriu com vários pontos piscando por todo o lugar, cada cartão magnético possui um chip GPS que originalmente foi um sistema criado para identificar alunos matando aula, mas acabou funcionando apenas para os alunos que ficam abaixo da media. Depois de inserir o nome de Hinata no mesmo, o sinal indiciou o banheiro feminino no térreo. E após encerrar a conexão ele começou a correr com Sakura e Ino em seus calcanhares. Quando chegou frente ao banheiro feminino ele abriu a porta e sem hesitar entrou... E quando ele viu o que acontecia ele jamais sentiu tanta raiva antes. No meio de uma rodinha de pessoas Hinata estava no chão, o olhar aterrorizado, a expressão de pavor, a saia rasgada a blusa e o sutiã cordatos a obrigando a esconder os seios com pedaços de pano da camisa, um corte fino mas comprido na bochecha e uma parte de seu cabelo estava cortado. Quando uma das garotas olhou para trás e chamou a atenção das outras elas fizeram menção de correr.

— NINGUÉM SAI.

Ele ignorou-as e foi até Hinata, ele esticou a mão enfaixada para tocá-la mas a recusa dela veio instantânea na forma de um forte tapa em sua mão. Ele se assustou de primeira, mas logo após com um olhar triste e conformado ele tirou sua jaqueta e colocou sobre ela. Ele olhou para Ino e Sakura e murmurou um “Cuidem dela” após olhar para cada uma das garotas ele viu uma que tentava esconder um estilete nas mãos, compassos pesados ele seguiu até ela pegou o estilete o guardando em seu bolso e com a mão que não estava enfaixada segurou a garota pela gola da blusa quase a levantando do chão.

— Quero os cartões de checagem de uma, deixem eles e vão embora. E uma coisa, eu garanto a cada uma de vocês que nenhuma jamais voltará a pisar nessa escola e em nenhuma outra escola de prestigio do Japão. E vocês sabem que eu tenho poder para isso, vocês mexeram com algo muito pior do que os seus papaizinhos ricos que te sustentam aqui.

Uma a uma elas colocaram os cartões na pia do banheiro e a que Naruto segurava entregou o cartão diretamente a ele que a largou com força no chão. Após olhar para Ino e Sakura e também para Hinata ele saiu do banheiro, pegou o corredor principal, subiu vários lances de escada e chegou na porta da diretoria, ignorando os avisos da secretária ele abriu as portas e entrou.

— Uzumaki-san?! O que significa essa visita não comunicada? – perguntou uma senhora idosa claramente nervosa.

Ele seguiu pela sala a passos pesados e largos gritando para que a secretária fechasse a porta e assim que chegou na mesa da diretora ele jogou todos os cartões e o estilete na mesa.

— Está VENDO ESSA MERDA KOHARU?

— Seu moleque impertinente! Com que autoridade você entra aqui e vem gritar comigo EM MEU ESCRITORIO?

— Com que autoridade? – ele riu e a encarou sério. – A Hope Corporation que sustenta toda essa merda aqui e é filiada a cada uma das empresas que contribuem com Konoha quer lhe dizer alguma coisa? Vai me dizer que você com todos os seus contatos nunca soube quem faz parte da presidência da Hope.

— Como você sabe dessa empresa?

— Uzumaki Kushina, Namikaze Minato, Uchiha Fugaku, Uchiha Mikoto. Esses são os fundadores da Hope e os donos. O que faz de mim e Sasuke os acionistas majoritários da Hope. Em outras palavras para que gente da sua laia entenda, é com o meu dinheiro que isso aqui funciona. Eu te fiz quase cem queixas em três anos Koharu! CEM! Eu relatei a você toda a merda que vem acontecendo nesse caralho de escola e em todas elas você ignorou, e o que eu encontro agora? As donas desses cartões indo muito além de um bullying comum de escola! Elas rasgaram as roupas, bateram e cortaram Hyuuga Hinata! Eu acabei de sair dos banheiros e ver aquela garota em um estado de terror psicológico que sinceramente eu gostaria muito que fosse imposto a você.

Ele sentou na cadeira frente a mesa dela e pegou seu celular enquanto começava a digitar algo.

— Amanhã, você e cada membro da diretoria e do corpo docente que eu tenha visto ignorando a merda que acontece aqui receberá o aviso de demissão por justa causa e o seu nome será entregue para a policia nas queixas que eu farei sobre as agressões a Hyuuga Hinata e a varias outras pessoas e eu garanto que cada uma dessas pessoas jamais irá arrumar um trabalho decente no Japão e em qualquer outro país que as minhas empresas tenham influencia. Assim como cada uma dessas alunas aqui serão expulsas.

Mostrando a tela de seu celular para a senhora ele suspirou e apertou o botão enviar na tela.

— Nada disso teria acontecido se você tivesse feito o seu trabalho. Até quando você achou que isso ia durar? Até quando você achou que empresários que se acham poderosos iam fazer o que querem aqui? Konoha é o que é graças aos meus pais e meus tios que se formaram aqui quando essa escola não tinha prestigio nenhum e foi graças aos projetos deles que a 22 anos Konoha virou o colégio de maior status no Japão.

Quando ele terminou de falar o celular de Koharu apitou sobre a mesa, uma mensagem, ela a abriu e começou a ler. “Koharu-san, como nos foi ordenado, você está sendo destituída do cargo de Diretora do Instituto de Ensino Konoha e sendo desligada de qualquer cargo que tenha ligação ao Sistema Konoha de Educação. Por favor, retire suas coisas hoje pois a partir de amanhã um aviso judicial será expedido contra você a impedindo de entrar novamente em nossos domínios. Nossas mais sinceras condolências. Hope Corporation.”

Sem reação ela apenas olhou para Naruto que deixava a sala. Pelo corredor com passos mais lentos ele viu várias pessoas seguindo aflitas para a sala da diretoria. Provavelmente cada uma das pessoas que ele escreveu naquela mensagem receberam o mesmo aviso de Koharu. Ele olhou para sua mão que estava formigando e ainda ardia com o sonoro e forte tapa que Hinata lhe dera, a força que ela usou foi tanta que abriu os cortes mais fundos em sua mão que agora sangrava outra vez. Quando ela veio a sua mente, com aquela imagem de minutos antes, aquela sensação de culpa e impotência o dominaram. Ele simplesmente se perdeu nos corredores até parar em um lugar que sempre ia para ficar sozinho. O telhado do prédio administrativo onde nunca ninguém nunca ia e apenas a diretoria tinha acesso. Assim que chegou e olhou para o céu, as nuvens negras e raivosas dominaram tudo e uma chuva forte logo começou... Será que era esse sentimento que Hiashi tinha por ver a filha daquela maneira e não poder fazer nada? Será que quando estava lúcido era assim que ele se sentia? Será que foi assim que Jiraya se sentiu pelos homens que mataram seus pais e seus tios? Será que era assim que Sakura se sentia pelos homens que torturaram seus pais e os mataram assim como Gaara e Temari que viram os pais e depois o irmão mais velho morrerem sem poderem fazer nada? Ele e Sasuke nunca presenciaram o ódio propriamente dito, como não presenciaram a morte dos pais e sempre foram cercados pelo carinho de Jiraya eles nunca pararam e realmente odiaram ninguém, nunca tiveram aquele latente desejo de vingança.

Esse sentimento pesado e cheio de espinhos que parece estimular e machucar o coração, como se fosse um amor doentio pela morte e pelo sofrimento, ele queria voltar, ele queria causar dor a cada uma daquelas garotas. Não eram como as humilhações de sempre, não eram como as ofensas. Elas matariam Hinata se pudessem, se tivessem certeza que não seriam pegas. As lembranças ainda frescas das palavras, dos sentimentos e do sorriso dela ao aceitar seu pedido de namoro na noite passada se misturavam a visão daquela garota aterrorizada a ponto de recusar até mesmo o toque dele e provavelmente de Sakura e Ino. A dor em sua mão que sangrava consideravelmente deixando alguns pingos no chão. Tudo aquilo estava se juntando e alimentando aquela raiva nele. Sem conseguir controlar o próprio corpo ele começou a socar a porta a sua frente, não importava o quanto seus punhos se machucavam, importava apenas descarregar tudo aquilo, apenas esquecer aquilo.

Ele não conseguiria dizer quantas vezes ou por quanto tempo socou a porta de alumínio, só parou quando a mesma começava a prender seus punhos devido aos amassados, e ele não soube dizer quanto tempo se passou até que alguém o encontrasse. A única coisa que ele não esperava era descobrir que era Jiraya quem o encontraria. Ele o observou por alguns segundos, estava sentado no chão encostado na grade do parapeito com as mãos no chão bastante machucadas e cortadas e sangrando bastante. Sem dizer nada ele o pegou o colocando em suas costas e o levou para dentro, o deixou sentado nas escadas e disse para esperar, minutos depois ele veio com uma maleta de primeiros socorros.

— Você se lembra daquele dia quando fugiu? Uma semana após a morte de Minato e Kushina? Naquele dia eu te disse que seus pais morreram pois eram geniais e conseguiram muito poder... Desde então você sempre negligenciou os poderes que você herdou, o poder que a Hope e a Uzumaki lhe trazem... Quando me ligaram dizendo o que você tinha feito eu logo pensei que algo tinha acontecido a Hinata. Para fazerem você agir usando a Hope e mostrando quem você realmente é... Você deve estar sentindo não é? Um pouco de tudo que eu senti naquele dia... A raiva, o ódio, a vontade de destruir quem faz mal as pessoas que você ama. É sufocante não é?

Ele pegou as mãos de Naruto e limpou os machucados para logo após passar uma pomada e começar a enfaixar.

— É como uma faca que vai entrando no seu peito, e quanto mais ela entra, mas ódio você sente e pior fica. Eu não posso te dizer para não ficar assim quando eu senti isso varias e varias vezes. Mas ela está viva, isso é o que importa.

No momento em que Jiraya terminou de falar, as mãos de Naruto começaram a tremer um pouco enquanto os olhos dele recuperaram o brilho.

— Você não precisa se sentir mal por ter usado a Hope, e você não tem que pensar na morte dos seus pais agora. Hinata está viva, está machucada é verdade, mas está viva.

— Ela... Como ela está? – Jiraya ficou em silencio por alguns segundos procurando as palavras certas.

— Sakura está com ela na enfermaria.

Ele agradeceu a Jiraya e logo chegou na porta da enfermaria que mais parecia um hospital já que haviam quartos e não camas. No mesmo momento, Sakura saia do quarto onde Hinata estava e ao ver Naruto, ela fechou a porta devagar evitando o olhar do amigo.

— Ela está um pouco melhor, mas eu tenho que te falar... Ela está de longe pior do que qualquer outra vez... Isso foi muito além das coisas que ela já passou aqui.

— Posso entrar?

— Pode mais ela não quer falar muito...

Olhando melhor para Sakura, ele viu que ela tinha uma tesoura na mão.

— Para que essa tesoura? – perguntou ele.

— E-Ela... Pediu que eu cortasse o cabelo dela... Aquelas garotas picotaram metade do cabelo dela... Ei... Por favor, desfaça esse olhar, ela vai precisar muito de você. E principalmente do que você pode oferecer de melhor para ela.

Após a ultima frase de Sakura ele abriu a porta entrou olhando para o chão, fechou a porta em suas costas e permaneceu encostado nela por alguns segundos. Quando ele olhou para ela, que não o encarava, os cabelos azuis antes compridos estava agora batendo no ombro dela. Ele se aproximou com passos lentos e sentou na cadeira ao lado da cama onde ela estava sentada, ele não soube traduzir o que os olhos dela diziam, quando ele olhou para as mãos dela, notou que uma estava fechada com tanta força que seus dedos tremiam. Com certo receio ele segurou sua mão e vendo que ela não reagiu forçou para que ela a abrisse. Haviam diversas marcas na mão dela como se alguém tivesse pisado com força varias vezes. E quando ela abriu a mesma, lá estava a pulseira que ele a deu no dia anterior... Parecia que a resposta vinha como um filme em sua mente, como o fecho estava quebrado, provavelmente tinham tirado a pulseira a força e a jogado no chão e pisaram na mão dela quando ela a pegou. Com cuidado ele levou uma mão ao rosto dela e devagar o virou na direção dele, no momento em que ela o encarou as lágrimas desceram pesadas e ela engatou em um sonoro choro. E ele permaneceu parado, a abraçou e sem dizer uma palavra apenas a deixou chorar. Não havia nada que ele poderia fazer, palavras bonitas ou frases belas que contassem apenas mentiras não iriam diminuir a dor dela.

Esse era o fato, essa é a verdade. Coisas como palavras de amor e carinho, frases protetoras e encorajadoras funcionariam se ele estivesse com ela a mais tempo, se ela o conhecesse tão bem como seus amigos o conhecem e se aquela fosse a primeira vez que fazem algo assim para ela. Mas no atual estado do coração dela, o quão humilhada sua alma está e o quão machucado seu corpo está sendo não apenas os machucados visíveis mais também os invisíveis. Não tem nada que ele possa dizer, nada que ele possa fazer além de estar ali e esperar que o choro dela continue. Era como Sakura disse, ela precisaria do que ele poderia a oferecer de melhor e no momento isso era sua companhia, saber que ele estava ali, se apresentar a ela como algo real que ela pode tocar e se apoiar.

— Escuta, eu preciso ir falar com seu pai. Eu tenho que ter certeza que daqui para frente nada mais irá me atrapalhar e que nada mais irá te causar dor. E eu vou te contar o que você quiser, vou te falar tudo sobre mim. – ela olhou confusa para ele. – Eu sei que você tem duvidas sobre mim e sei que algumas delas são maiores do que você pode aceitar. Quando eu voltar da casa do seu pai eu vou te contar o que você quiser tudo bem? – ela concordou. Mas não o soltou. – Hinata?

— Me leve com você por favor, eu não quero ficar sozinha outra vez...

— Mas suas roupas... Você só tem minha jaqueta... Por favor então me espere em casa...

— Sakura... Ela pode ir comigo?

— Eu vou pedir para ela. Então vamos sair daqui.

Ele segurou a mão dela disfarçando a dor que sentia nas suas e foi a guiando para fora do quarto e depois de falar com Sakura, seguiu com ambas para o estacionamento, logo após isso alguns minutos os separaram de seu apartamento. Assim que chegaram, Naruto foi direto para seu quarto, pegou uma muda de roupas e após um banho rápido se vestiu e para disfarçar os ferimentos na mão pegou um par de luvas. Após um beijo em Hinata ele pegou um cachecol e seguiu para a portaria já que nem mesmo entrou na garagem com o carro.

Depois de um considerável tempo na estrada, ele chegou na casa de Hiashi que como previu, não foi trabalhar nesse dia. Assim que saiu do carro percebeu que outra vez ele era o centro das atenções. Afinal um jovem como ele com um visual impecavelmente social desde os sapatos ao terno, sem gravata porém, até o pesado sobretudo e o cachecol e as luvas de couro negro na mão saindo de um Porsche como aquele para entrar no modesto prédio onde Hiashi mora... Ignorando tudo isso ele seguiu para dentro do prédio e logo após para o apartamento de Hiashi que o convidou a entrar.

— Perdi as contas de quanto tempo faz que vejo alguém tão bem vestido...

— Por favor não tenho tempo a perder.

— Eu percebi pelo seu olhar. E eu não vou te atrasar. Como você pode ver eu já fiz minhas malas – ele apontou para o canto da sala. – e as malas de Hinata estão no quarto dela.

— Então você vai mesmo fugir. – ele riu fracamente por alguns segundos.

— Uzumaki-san. O que você acha que resta para um homem como eu que decaiu ao ponto de bater na própria filha todas as noites? Eu nem mesmo consigo deixar de beber, por mais que eu veja o que eu faço quando estou bêbado. Eu não quero que ela me ame, eu não quero que ela tenha pena do que eu me tornei, eu quero que Hinata siga em frente sem temer o passado, eu quero que ela tenha todo o sucesso e a sorte que foram roubadas de mim e de Yuki.

— Você sempre culpa a morte da sua esposa não é?

— Não pense que por que você conhece a dor da perda você me julgar Uzumaki. Você era uma criança, teve tempo e pessoas para ajudar você a se recuperar. Eu estava perdendo minha esposa pouco a pouco vendo que um dia eu iria acordar e minhas filhas não teriam mais a mãe. Eu nunca soube cuidar delas como Yuki e muito menos demonstrar carinho ou amor como ela. Mas não importa, não importa quantas coisas eu te diga ou tente te mostrar, mesmo eu não consigo aceitar as minhas desculpas e não sei como eu terminei nisso. Mas eu quero que você a leve embora. Eu quero que aquela criança tenha um ótimo futuro ao lado da pessoa que a ama.

— Como você pode ter tanta certeza dessas coisas sobre mim?

— Por que você é igual Kushina. Você pode se parecer muito com Minato mais você tem muito mais de sua mãe. O jeito explosivo e que não pensa muito nas coisas mas ao mesmo tempo gentil para ajudar qualquer um que precise de você. Eu recebi um telefonema avisando que Hinata estava na enfermaria a uma hora mais ou menos. E um pedido de desculpas formal da diretora além de um comunicado de que amanhã outra pessoa assumiria a direção. Você usou a Hope não foi?

— Como você sabe sobre a Hope? – perguntou ele surpreso.

— A Hope era a empresa que seus pais e os Uchihas pais de Sasuke queriam realmente, uma empresa onde eles poderiam ser os gênios que eram sem estarem presos a coisas como advocacia ou administração. Hoje em dia por mais que qualquer pessoa em qualquer canto do mundo conheça o a maior empresa de tecnologia do mundo ninguém sabe quem são seus verdadeiros donos. Você tem o mundo nas mãos rapaz. E você usa esse poder exatamente como sua mãe e seu pai usariam. Para proteger aqueles que você ama e tentar tornar o mundo mais justo. Eu sei que você e Sasuke não usariam a Hope para ambições como enriquecer ou qualquer outra idiotice que qualquer aluno de Konoha pensaria os ideais de seus pais e a educação que Jiraya lhes deu não os permite serem assim. E além disso eu vejo isso nos seus olhos. Está tão nítido que chega a ser nostálgico, esse olhar forte e inabalável que é capaz de qualquer coisa para proteger quem ama, assim como Kushina era. E assim como ela você tem a estranha habilidade de ver as almas das pessoas não é? Ver cada cicatriz, ver cada ferimento e saber fazer exatamente o que é preciso para fechá-las... É por isso que hoje eu estou saindo de cena. Eu vou simplesmente desaparecer... E se eu puder te pedir algo, por favor faça com que Hinata vá ver Hanabi...

Sem esperar uma resposta ele abriu a porta, pegou suas malas e começou a leva-las para fora.

— As coisas dela estão no quarto. Por favor feche a porta e leve a chave quando sair. Boa sorte Uzumaki-san. Faça por ela tudo que eu não pude fazer... E eu tenho certeza que quando as feridas dela estiverem fechando, você vai poder ver o quão iluminada aquela criança é. Adeus. Mande lembranças a Jiraya.

Antes que Naruto pudesse dizer algo ele deixou o local e ele preocupado com Hinata, seguiu para o quarto dela, mas depois que ele abriu a porta simplesmente sentiu seu corpo paralisar. O quarto era simples mas belo, havia um lilás claro evidente nos papeis de parede do quarto. Mas aquele quarto, por mais bonito que fosse só continha uma sensação, só tinha uma imensa e sufocante solidão ali dentro. E ela parecia querer engoli-lo era como se fosse uma sensação viva que tentasse penetrar por cada poro de seu corpo até chegar em seu coração, como aquele frio de fim de tarde que vai lentamente penetrando seu corpo. Ele foi rápido até as malas que não eram muitas, as pegou com certa dificuldade já que suas mãos doíam insuportavelmente pela pressão das luvas, ele saiu, trancou a porta, guardou as chaves no bolso e seguiu para o carro onde colocou as malas no porta-malas e após entrar e sentar, pode olhar no retrovisor o momento em que Hiashi pegava um táxi e acenava em adeus.

Notas finais
Bom, desculpem por erros de portgues, eu praticamente não consegui revisar esse capítulo. E o que vocês estão achando? Capítulo 7 teve tão poucos comentários que até bateu um desanimo... Por favor digam o que estão achando, se está cansativo pelo tamanho dos capítulos, como está o enredo e etc. Deixem um comentário ou me mandem uma mensagem, um incentivo ou uma critica (construtiva) são sempre bem vindos... Não sei quando terei como postar o próximo, a partir de quarta estarei atolado de trabalho até o Natal. Vou tentar postar fim de semana ou no máximo segunda que vem...