Love, Lies And Smiles.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Feridas do corpo e da alma.
Ele acordou pouco depois que o sol nasceu, perdeu o sono rápido, sua cabeça doía demais e latejava violentamente, era sempre assim depois que tinha uma de suas crises, mas sabia que após um bom café da manhã e mais algum repouso logo seu corpo voltaria ao normal. Como sempre Jiraya já tinha feito o café da manhã e deixado a mesa pronta, mesa essa que devido a presença das três garotas estava mais cheia que o normal.
— Bom dia.
— Bom dia... E então, está se sentindo bem?
— Tirando aquela maldita dor de cabeça, sim eu estou bem.
— Hinata?
— Dormindo, mas ela está melhor, embora eu duvide que ela vai conseguir sair da cama hoje... Jiraya. Eu posso ficar em casa hoje?
— Sim, eu não mandaria você ir depois de uma crise.
— Não é por isso. – ele olhou para Naruto enquanto pegava mais café. – Se eu sair daqui hoje, é muito provável que eu faça algo errado.
— Está falando de Hiashi?
— Sim... A minha vontade é entrar naquele apartamento e só sair de lá quando ele não respirar mais.
— Se controle. Essa sua raiva não vai adiantar de nada. Leve um pouco de café e acorde Hinata para que ela coma alguma coisa. Eu logo vou para o trabalho, avise a Sasuke que ele não precisa ir para a escola também e que as garotas podem ficar o tempo que quiserem.
— Tudo bem... Ah, escute. Você poderia falar com Kakashi?
— Eu já falei com ele, é obvio que Hiashi iria ligar a policia sobre o sumiço de Hinata, ele vai segurar as coisas lá na policia até amanhã. Só que amanhã você terá que falar com Hiashi dependendo do que você e a garota decidirem... Eu não vou interferir nas suas decisões, faça o que o seu coração mandar.
— Obrigado...
Ele logo voltou para o quarto, mais com duas canecas cheias de café na mão, entrou no quarto, deixou ambas sobre o criado mudo e fechou a porta, ela não se mexeu um centímetro se quer a noite toda, ele sentou na cama e a chamou, uma, duas, três vezes até ela responder com um “huum” enquanto abria os olhos.
— Bom dia. – ela apenas sorriu em meio ao sono. – Consegue sentar? – ela o fez com certa dificuldade. – Tome, beba um pouco, se estiver com fome me fale que trago algo para você comer.
— Obrigado, mas acho que não vou comer nada por enquanto.
Olhando para ela por alguns segundos, ele levou a mão para o rosto sonolento dela e afastou os cabelos os prendendo atrás da orelha. Havia uma grande mancha roxeada do lado do olho e na bochecha, ela sabia que ele queria saber como ela estava, mas logo após ela soltou a mexa do cabelo.
— Está assim em tudo quanto é parte, eu posso contar nos dedos onde não tem essas marcas... Ele estava mais agressivo do que o normal, foi por isso que eu sai de casa e te liguei durante a madrugada.
— Está doendo?
— Sempre dói.
— Quero te pedir uma coisa. Quero que você passe o dia aqui em casa e quero que você me deixe falar com seu pai amanhã.
— Tudo bem... – ela não o encarou e evitou demonstrar algum sentimento.
Longe do apartamento de Naruto, Jiraya parava seu carro na frente do prédio onde Hiashi mora. E assim como ele planejou conseguiu o pegar antes de ir para o trabalho.
— Quero ter uma conversa com você. – disse ele entrando sem esperar o convite de Hiashi.
— Eu imaginei que você viria. – respondeu ele trancando a porta.
— Como... Como você consegue? Como pode você espancar sua filha todos os dias? Ainda mais ela que é idêntica a mãe...
— Eu não sei. Acredito eu me faço essa pergunta todos os dias. Todo dia quando vejo o olhar dela de assustada e as marcas... Eu sempre digo para mim que é a ultima vez, que eu não vou mais beber. Que vou parar... Mas, eu nunca consigo. Talvez seja exatamente pelo fato dela ser tão igual a minha esposa.
— Você está ouvindo mesmo tudo o que você acabou de dizer? Hiashi sua filha poderia estar morta agora. Se Naruto não saísse de madrugada no meio daquela tempestade, sua filha teria morrido de hipotermia, sozinha, na chuva, largada como uma indigente.
— Mas ela está bem não é? Eu sei que ela está. Eu sei que nessas ultimas semanas antes do vestibular, aquele garoto vai fazer por ela tudo o que eu não consegui fazer nos últimos anos. Não deixe que ela volte Jiraya... Eu consegui fazer umas economias e guardei um bom dinheiro para ela usar durante a faculdade. Assim que ela passar no vestibular eu vou ir embora.
— Para onde?
— Para um lugar onde eu não possa machuca-la. Ela terá Naruto. Ela terá Hanabi, ela ficará bem sem mim. – Jiraya resmungou e coçou a testa.
— Bom, você é adulto, não vou me meter nas suas decisões.
— Jiraya... Por favor não diga a Naruto sobre essa conversa, deixe que ele venha até mim... Ele tem muito de Minato deu para perceber isso. Deixe que ele venha aqui se ele disser que irá levar Hinata eu já fico mais tranquilo.
— Está bem isso? Entregar sua filha para alguém que você nem mesmo conhece?
— Ele é filho de Kushina e Minato, é praticamente seu neto. Eu não poderia escolher pessoa melhor para amar minha filha. E sim eu sei que ele a ama, eu pude ver isso nos olhos daquela criança.
— Por que você não procura ajuda para largar o álcool ao invés de abandonar sua filha.
Por alguns segundos Jiraya não teve uma resposta, Hiashi apenas sentou no sofá e encarou o nada por alguns momentos.
— Jiraya eu já estou morto por dentro a muito tempo. Aquele jovem determinado a ter sucesso e com uma vida brilhante pela frente já não existe mais. Minha vida terminou quando Yuki me falou da doença. Quando começaram minhas brigas com ela, sempre com minhas crianças vendo isso. Quando Yuki morreu a primeira coisa que fiz foi mandar Hanabi para a casa de Hizashi, eu queria que Hinata também fosse mais ela queria tentar a bolsa em Konoha então ela ficou. Eu vi aquela criança perder a alegria aos poucos, vi ela mudar completamente depois daquele trote. E eu sempre impotente, me matando de trabalhar para não conseguir nada e não ter como defender minha filha. Eu comecei a beber. Para esquecer, para ficar cansado e tonto, dessa forma eu consegui manter as lembranças longe, mais não conseguia espantar minha frustação e minha raiva pela a morte de minha esposa, e eu acabei descontando tudo isso em Hinata. Dia após dia, noite após noite. A muito tempo que eu perdi o direito de ser pai e considerar Hinata minha filha. Não tem mais nada que eu possa fazer e você sabe disso. Você melhor do que ninguém sabe disso... Eu vou desaparecer antes que eu arruíne a vida dela. Eu sei que ela vai passar para uma faculdade de elite, sei que ela vai ser brilhante e que vai ter muito sucesso, sei que ela vai ser uma mãe excelente...
— Hiashi... Você... Será que você queria esse tempo todo que Hinata te odiasse para que você pudesse simplesmente ir embora?
— Vai saber, eu nunca soube o que se passa na minha cabeça.
— Bom eu tenho muito a fazer e eu sei reconhecer um caso perdido quando vejo um. Naruto amanhã virá aqui, ele virá sozinho. Se essa for mesmo a sua vontade arrume as coisas de sua filha e as entregue para meu neto. Se ela quiser poderá ficar lá em casa, ou então eu darei a ela o apartamento que era de Yuki.
— Obrigado Jiraya.
De volta ao apartamento de Naruto, ele acordava depois de um cochilo, cochilo esse que durou horas a ponto dele acordar na hora do almoço. Ele acordou bem melhor sem a sacal dor de cabeça, mas acabou por dar falta de Hinata no quarto, ainda sonolento e um pouco tonto ele deixou o quarto de hospedes e o silencio no apartamento denunciava que provavelmente Sasuke tinha saído com Sakura e Ino provavelmente foi para sua casa. E quando um cheiro de comida apareceu ele adivinhou onde Hinata estava.
— Não precisava. – disse ele em tom de observação enquanto sentava na mesa.
— Sasuke-san saiu mais cedo com Sakura-san. Ele me avisou que você tem o péssimo costume de se encher de rámen instantâneo então tomei a liberdade de fazer o almoço.
— Se o gosto for tão bom quanto o cheiro eu vou ficar viciado. – ele olhou para ela e viu que ela corou com o comentário. Ele levantou e se aproximou dela. — Tem certeza que você está bem para fazer isso?
— Sim. Dói bastante mas dá para suportar. – ele a abraçou pela cintura e apoio a cabeça de leve no ombro dela.
— Você fica bastante fofa quando está corada desse jeito.
— N-N-Naruto-kun!
— Sem esse kun... Você já me chamou pelo nome várias vezes.
— D-De qualquer jeito me deixe fazer o almoço por favor!
— Ok, ok... – e ele a soltou mas ficou encostado no balcão ao lado dela. – Bom, se Sasuke saiu com Sakura ele provavelmente só vai voltar amanhã.
— Eles namoram?
— Bem, tá ai uma boa pergunta. – ela olhou para ele sem entender. – Como eu posso te explicar... Digamos que a relação deles envolve todos os aspectos de um casamento, sendo que ele nem mesmo namoram. – ela corou ao extremo. – Mas de qualquer forma essa situação só fica assim por que ele nunca a pediu em namoro, mais como eles nunca ficam com outras pessoas, eu digo que eles estão praticamente casados a 4 anos.
Durante o almoço ele fazia questão de elogiar a comida a todo segundo para a deixar corada enquanto ele caia no riso. Depois do almoço ele lavou rapidamente a louça e seguiu com ela para o sofá da sala, deixou o cômodo bem escuro e ligou a TV escolhendo alguns filmes.
No começo eles estavam separados por um pequeno espaço que minuto após minuto ia diminuindo até ela estar apoiada nele e de mãos dadas.
— Ei...
— Hum?
— Sabe, o Sasuke me disse uma coisa engraçada umas semanas atrás, agora que me lembrei disso. Ele me disse que mesmo que eu te amasse e que se o sentimento fosse mutuo, você não me deixaria entrar na sua vida assim como não iria querer entrar na minha mesmo que eu deixasse a porta escancarada. Eu acho que é um pouco diferente, eu não acho que a questão é você deixar eu entrar e sim o tempo que você me deixar permanecer na sua vida. Não é? Afinal foi uma das coisas que você me disse de madrugada... Mas quer saber? – ele segurou o queixo dela levantando sua cabeça – Eu não vou desistir não importa quantas vezes você me coloque para fora, enquanto eu ver que você sente algo por mim pode apostar que eu vou estar sempre tentando vencer as barreiras que tem ao seu redor. Eu cansei de te amar e não fazer nada a respeito. Eu só lamento não ter feito nada antes. Mas agora tem uma coisa que eu realmente quero fazer e estou me segurando a muito tempo. Você pode parar se quiser, mas se você não parar, apenas tente imitar o que eu fizer.
Ele deslizou seu corpo um pouco para que seu rosto ficasse mais perto do dela, ele encarou por alguns momentos os olhos lilás e o rosto de pele alva que agora estava bastante corado. Ele sorriu para ela achando graça de sua timidez e de uma vez só venceu a pouca distancia que tinha entre os dois. Ele a beijou, um gesto que começou calmo, mas que aos poucos começou a se intensificar quando ele a trouxe para cima dele e a segurou pela nuca, pouco a pouco ele começou a intensificar o beijo, ele sentia seu coração disparar com o toque dos lábios dela, a cada segundo ele sentiu o coração acelerar, a cada movimento que sua língua fazia na boca dela envolvendo a língua dela em uma dança que ele regia e ela seguia fazia com que ele testasse os limites de ambos os corpos, não dava para respirar, não dava para conter as sensações e sentimentos que aquele beijo produziu. Após algum tempo ela parou o beijo e o encarou sem ar, os olhos dela estavam perdidos, ele podia sentir o coração dela que estava perto de um colapso de tão forte que batia, ela respirava rápido como se o ar não viesse enquanto sentia sua face esquentar nas bochechas.
Ele sorriu outra vez, aquele sorriso que fazia seu coração dar um salto. Ele levou uma mão para o rosto dela afastando alguns fios de cabelo e prendendo uma mecha atrás da orelha, depois com a ponta dos dedos ele percorreu seu nariz, sua boca e suas bochechas, ela não tinha reação, não conseguia esconder nada, ela sabia que naquele momento, as janelas de sua alma estavam abertas para uma pessoa que conseguia enxergar a sua alma mesmo quando ela tentava o ludibriar com olhares falsos. Era sempre assim, aqueles olhos azuis intensos tinham acesso a cada canto de sua alma por mais particular que ele fosse, cada pedaço dela, cada pequena parte que faziam parte de quem Hyuuga Hinata é.
— Eu poderia ficar aqui para sempre... Você é linda, não importa o que você pense ou o que diga.
Outra vez ele levou sua mão a nuca dela trazendo seu rosto para perto, o beijo recomeçou, dessa vez já no ritmo frenético que a fazia experimentar sensações novas e viciantes. Eles ignoraram a TV, ela ignorou a dor em seu corpo e qualquer outra coisa que pudesse interromper aquele momento que se repetiu duas, três, quatro, cinco vezes e na sexta ela parou de contar. Ele parou em um determinado momento, havia atingido seu limite, mal conseguia controlar seu corpo e seus sentidos, ela estava na mesma situação e sabia que ela não conseguiria parar as coisas que aconteceriam caso ele continuasse. Ele a soltou e ela rolou para o lado, ambos estavam com a respiração pesada e rápida, ela olhou para o teto, ela queria dizer, ela precisava dizer... Precisava dizer que o amava, precisava deixar essas palavras saírem, mas era como se todos os sentimentos e todas as sensações dentro dela a impedisse de racionar e ela que o diga falar!
— Naruto? Ei...
Ela olhou para ele e percebeu que ele havia adormecido, ela sorriu e se aconchegou nele, por alguns minutos ela apenas o observou e afagou o cabelo dele até também pegar no sono. Após um tempo que ela não soube determinar, o sono passou e ela abriu os olhos, observou tudo a sua frente e se deu conta que Naruto não estava ali. Após levantar ela seguiu pelo corredor tendo como destino a cozinha, mas parou ao ver que Jiraya conversava descontraído com Naruto enquanto o mesmo estava tão vermelho quanto um pimentão.
— Bom... Parece que a sua companhia acordou... – disse ele para Naruto – Mas, eu vou ter que roubá-la por alguns minutos... Hinata-chan posso ter uma palavra com você?
Ela corou, principalmente pelo jeito envergonhado que Naruto mantinha, mas sem dizer nada e apenas concordar com a cabeça ela seguiu Jiraya até o escritório. E antes dele fechar a porta fez questão de conferir se Naruto não ouvia por de trás da porta.
— Desculpe por esse pedido. – ele encheu um copo com uísque e sentou na cadeira frente a ela. – Hinata-chan o que vou falar quero que você mantenha em segredo de Naruto até amanhã.
— S-sim.
— Bom, vou levar a noite toda para dizer essas coisas se for enrolar. Então vou direto ao que interessa. Eu conheço bem seu pai, assim como conheço seu tio e obviamente conhecia sua mãe. Fui eu quem apresentei Yuki a Hiashi... Eu tinha uma relação próxima com seus pais assim como os pais de Naruto, Sasuke, Sakura e os outros que você já conheceu. Grande parte disso por eu ser pai adotivo de Minato e ter criado Fugaku também. Além disso eu fui professor da maioria deles durante a faculdade. Quando Yuki descobriu a doença e que ela teria pouco tempo sobrando, ela imediatamente veio até mim e me fez prometer que eu tomaria conta de você e sua irmã caso Hiashi não fosse capaz. Veja bem seu pai é um ótima pessoa, porém é possessivo, rígido e perde a cabeça com facilidade, principalmente quando algo o faz se sentir frustrado e incapaz. Fui eu quem o convenci a mandar Hanabi para os cuidados de Hizashi, mas eu não esperava que você optasse por ficar aqui para tentar a bolsa na Konoha. Devido a minha rotina pesada e aos problemas que esses dois garotos descerebrados me trazem eu infelizmente não pude ficar de olho em você como Yuki desejava e até recentemente eu não sabia das agressões de Hiashi. Eu vou ser direto, posso parecer insensível mais não tem outro jeito. Como você se sente em relação ao seu pai?
— Eu entendo tudo, eu entendo os sentimentos dele... – ela passou a olhar para o chão. – Só que eu não aguento mais! Eu –
— Tudo bem. – disse Jiraya a interrompendo. – Isso é suficiente. Escute, eu estive com seu pai hoje a tarde. Eu o ouvi pacientemente e o questionei. Amanhã Naruto irá até lá e ele provavelmente irá deixar que você vá embora de casa. Ainda faltam duas semanas até o vestibular e algum tempo para que você vá para a faculdade. Como eu já disse para Naruto, não vou interferir nas decisões de vocês dois. Mas. Eu não vou admitir da parte dele qualquer atitude que desrespeite quem os pais deles foram, principalmente um para o outro. Sasuke e Sakura tem a relação duvidosa deles porém eu já estou ciente dos planos deles. Tendo isso em vista, e tendo em vista os seus possíveis sentimentos quanto a Naruto. Você poderá ficar nessa casa o tempo que quiser ou precisar. E se você quiser – ele pegou uma chave que estava sobre a sua mesa. – essa chave é de um apartamento que pertencia a sua mãe e ela deixou aos meus cuidados, se você não quiser ficar aqui, eu lhe entregarei o apartamento e você poderá viver sozinha.
Depois da conversa com Jiraya, ela deixou o escritório e na sala encontrou Naruto que para a surpresa dela continuava corado e ficou ainda mais quando ela o encarou a fazendo rir. Logo após ela sentou no sofá e vendo que ele não falava nada, decidiu quebrar o silencio.
— Por que você está tão corado? – perguntou ela com certo divertimento tentando segurar o riso.
— Aquele velho maldito... Me perguntando sobre coisas obscenas e me obrigando a falar sobre os meus sentimentos por você. – ela corou e começou a rir mas parou quando ele se jogou sobre ela a fazendo parar de rir. — É divertido não é? Você está adorando me ver envergonhado... Mas você sabe que eu posso virar esse jogo facilmente...
Ele encerrou a frase aproximando seu rosto do dela, ele viu a respiração dela aumentar e pode sentir seu coração disparar, ele começou a rir fazendo questão de deixar tudo em um ritmo mais lento. Sem pressa ele a beijou, um beijo que começou carinhoso e mais tranquilo e terminou ficando mais e mais intenso a ponto dele perder o ar e terminar o gesto mordendo de leve o lábio dela.
— N-Não V-Vale!
— É lógico que vale! – ele começou a rir voltando a se sentar. – Hum... Hinata...
— Hum?
— Ele não quer me falar mais eu sei que ele foi falar com seu pai... Jiraya nunca faz nada sem pensar, e provavelmente essa foi a razão dele me questionar tanto... E-Eu sei que está cedo demais... M-Mais... Se você... Quiser ser minha... N-Namorada...
Ela paralisou, seu rosto que estava rosado ficou mais vermelho que um tomate em poucos segundos. Ela ficou calada enquanto ele começou a rir por vários segundos.
— O-O que tem de t-tão engraçado?
Ele a encarou por alguns momentos e com um sorriso no rosto sussurrou um “espere um minuto” e pulou o sofá indo até seu quarto deixando ela sem entender nada. Pouco depois ele apareceu com um embrulho pequeno nas mãos devidamente belo com uma fita prateada em laço. Ela corou outra vez, ele puxou a mesa de centro e sentou nela ficando de frente para ela.
— Isso foi completamente vergonhoso desculpe. Eu comprei isso a alguns dias, e eu achei a sua cara quando vi isso. E eu não vou aceitar uma recusa para isso.
Com certo receio ela desfez o laço e abriu o embrulho, tinha uma caixa de veludo branca, ela olhou para ele por alguns segundos e logo depois abriu a caixa. Uma pulseira de corrente fina e dourada com um pingente de um pequeno sol.
— Eu me lembrei do seu nome quando vi isso**.
— É... É lindo!
— Eu gostaria que você realmente aceitasse isso. E eu gostaria que a partir de agora, você seja minha namorada.
Ela o encarou por alguns segundos e sorriu, pegou a pulseira, abriu o feche a colocou em seu pulso e fechou o mesmo. E ainda com um sorriso no rosto ela se aproximou dele e com um curto beijo deixou que o silencio permanecesse entre os dois por alguns segundos.
— O meu medo é apenas que você se canse de mim, que você veja que eu não sou interessante. Que você esteja apenas se levando pelo momento, eu sei que isso não é o que está nos seus olhos! Mas depois de todas as coisas que eu passei nos últimos anos eu aprendi a desconfiar de tudo e passei a sempre evitar as pessoas, então por favor me desculpe se de algum modo eu machucar você daqui para a frente, logo você vai ver que eu posso ser bem difícil de lhe dar... E eu aceito o seu pedido.
Com um sorriso ele a olhou por apenas poucos segundos, um olhar tão forte e firme que era como se ele invadisse sua mente tendo acesso a tudo que ela pensava ou sentia. E ao mesmo tempo ela se sentiu tão aquecida e amada que seu coração chegou a doer, ela apenas sorriu e sem conseguir o choro, deixou as lágrimas saírem.
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