Love, Lies And Smiles.
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Sentimentos Verdadeiros.
Aquele sábado passou incrivelmente rápido, e para o azar de Naruto, a sorte parecia não estar mais ao seu lado já que Sakura e os outros chegaram justamente na hora em que daria uma resposta a Hinata, e a bagunça que Sasuke e Gaara faziam acabaram por levar Hinata para o quarto de Sakura junto com Ino enquanto Sasuke e Gaara jogavam videogame e Naruto olhava para a rua cheia de neve na sacada da varanda.
— Desculpe, eu tentei atrasar os dois. – Ela apareceu ao lado soltando os cabelos rosados que estavam presos em um coque.
— Não tem problema.
— Como foi? – Ela mantinha o tom calmo, escondia sua curiosidade, sabia que Naruto provavelmente ficaria quieto se ela dissesse algo de errado.
— Não sei, ela meio que pirou sabe, não pensei que seria tão difícil se aproximar dela.
— Hum, escuta. Eu e Ino temos um plano. – Ele a olhou feio. – Não se preocupe! Não é nada demais! Eu e ela vamos levar os garotos para a rua, vamos para o cinema e depois bagunçar em algum lugar, vamos deixar vocês a sós por que com aqueles dois ogros insensíveis aqui, duvido que a Hinata vai se aproximar de você.
— Obrigado. – Ele disse rapidamente e voltou a olhar para a rua, apoiando os cotovelos na sacada e segurando o rosto. – Ei, Sakura.
— Hum?
— Alguma ideia?
— Ah... Apenas deixe que ela venha até você. Como você não respondeu a ultima pergunta dela, tenho certeza que ela deve estar curiosa. Só não se apresse e atropele as coisas.
°°°
A medida que as poucas horas restantes daquele frio sábado passavam, a sua ansiedade aumentava cada vez mais. Estava no sofá da sala sentado vendo alguns filmes que passavam pela TV. Ela permanecia no quarto, ocasionalmente passava para a cozinha, extremamente corada e sem olhar para ele. E a cada vez que ela fazia isso conseguia o deixar ainda mais nervoso do que já estava, até que a TV começou a encher a paciência e ele a desligou, apagou a luz da sala deixando apenas os abajures ligados quebrando a escuridão, deitou no sofá e ficou olhando para o teto ou brincando com seu celular.
E as horas continuaram a correr. Onze horas, meia noite. E uma da manhã ele já estava todo enrolado na coberta deitado no sofá. Até que pouco depois de cochilar algumas vezes, começou a ouvir passos no quarto de Sakura, e por algum motivo sentiu seu corpo despertar por completo, mais ao ouvir o clique da porta, simplesmente fingiu que dormia, ouviu os passos irem e virem, até que pararam perto do sofá, voltaram para o quarto e poucos minutos depois voltaram para perto do sofá. Ele abriu os olhos fingindo que acordara e dera de cara com Hinata corada até o limite e vestindo um pijama branco.
— De-Desculpe... Eu... Eu... – Ela parava de falar e olhava para ele a cada palavra tentando não gaguejar. – Não... Consigo dormir... E...
Ela parou ao ver que ele tinha um olhar interessado. E antes que ela pudesse explicar ele chegou mais para a ponta do sofá a convidando para deitar ali. Totalmente tingida de um vermelho vivo, ousava dizer que todo seu corpo inundava de vergonha enquanto Naruto ria até passar mal.
— Desculpe.
Ela deitou no espaço que ele cedeu e sem hesitar se agarrou novamente ao peito dele escondendo seu rosto.
— Desculpe, eu não consigo dormir. Fazia tanto tempo que eu não tinha uma noite decente de sono que... – Ele levou sua mão aos cabelos dela e começou a brincar com ele.
— Eu sei, não precisa explicar.
Ele continuou mexendo no cabelo dela por longos minutos.
— Pode parar?
— Não gosta?
— Pe-Pel-Pelo cont-contr-contrario.
— Então sem reclamações oras!
— Mais... Mais estou fi-fica-ficando m-ma-mais env-enver-envergonhada!
Ele levou a mão a boca e começou a rir sem controle enquanto ela finalmente tirou a cara do peito dele e encarou ele, franziu a testa e tentou olhá-lo de cara feia, mais não conseguiu, seu olhar brilhava com tanta intensidade que ela simplesmente se perdeu naquele brilho.
— Sabe, eu amo isso em você. Eu acho que sempre quis estar assim com você. Sempre quis te tocar, te acariciar a qualquer hora. Mais eu nunca consegui entender você. Eu achava que era só uma questão de classe social. Com o tempo é que eu percebi o quanto seria difícil conseguir estar com você. No começo, eu pensava que tentando proteger você, uma hora ou outra você viria até mim. Mas não foi bem assim e quando eu percebi o tipo de garota que você é, soube que iria precisar fazer muito mais do que simplesmente tentar te impressionar.
— Que tipo de garota eu sou? – Ela voltou a esconder o rosto.
— Do tipo menos comum eu diria. Depois de tudo que você viveu, você ficou forte do seu jeito, acho que essa é a verdade, mais a maneira como você usou essa força, se fechando para o mundo. Eu sabia que você era como eu. Como eu realmente era.
— Não consigo ver como você seria assim.
— Eu sei fingir bem. – E ele mudou o tom da sua voz, ela o encarou novamente, todo aquele brilho havia desaparecido outra vez. – Sabe, por algumas vezes, eu realmente tive raiva de você. Você ainda tinha sua família não tinha? Mesmo que sua mãe não estivesse mais ali. Eu não sabia nada mais sobre a sua família na época que tinha esses pensamentos. Eu passei noites e noites tentando imaginar como era na sua casa.
— Você sente bastante a falta deles não é? – Ela foi direta e ele se espantou por isso, mais formou um sorriso vazio enquanto continuava a falar.
— Eu não sei o que é pior. Perder as pessoas dessa maneira, ou perde-las quando você não as conhece.
— Desculpe Naruto-kun mais... O que exatamente aconteceu? Eu não consegui encontrar nada em lugar algum sobre seus pais!
— A morte dos meus pais foi atribuída inicialmente, a uma execução da Yakuza. Por isso a policia manteve tudo no maior sugilo possível. Jornal, e tudo mais, nunca foi noticiado. Apenas anos atrás foi que a polícia descartou essa possibilidade.
— E?
— E ninguém nunca foi achado, nenhuma pessoa, nenhum motivo aparente. Mais não vamos falar disso agora. Isso é um assunto para outra hora.
Por vários minutos então o silencio retornou, mais não havia nada entre eles a não ser o pequeno espaço que separava seus rostos. Ambos os corações batiam descontrolados, demasiados perdidos em uma alegria viciante. Tudo estava tão fora de controle que eles não conseguiam nem mesmo quebrar o contato visual que mantinham.
Ele podia ler cada simples pensamento que passava por de trás daqueles olhos lilás, como se naquele momento sua mente fosse um livro aberto, mais por algum motivo se recusava a acreditar nas coisas que via naqueles olhos, era surreal demais. Seria perfeito demais.
Ela porém, já estava perdida naquele mundo novo que era o coração dele. Não tinha mais espaço para seus próprios pensamentos, os dele já haviam invadido sua mente, os sentimentos dele já haviam invadido seu coração e enraizado em canto profundo de sua alma.
— Diga que está tudo bem. Só por essa noite... Eu quero continuar a te abraçar, eu quero te fazer feliz...
— O que você...
— Eu te amo. Era isso que eu iria te dizer antes.
Ela não corou mais ao contrário do que ele pensaria que acontecia, sua face apenas ficou levemente borrada com um fraco vermelho nas bochechas, enquanto seus olhos exibiam um brilho que ele não conseguiu decifrar. E com a ponta dos dedos, ele tocou de leve a bochecha dela, sua pele era incrivelmente macia, embora naquele momento estivesse quase fervendo, já que ela não conseguia mais disfarçar sua timidez quando ele a tocava. E deslizando os dedos em direção a nuca dela, ele a trouxe mais para perto, eliminando por completo o pequeno espaço que os separava. Mais um som que Naruto não queria ouvir nem um pouco começou, Sakura e os outros retornavam. E só então ele reparou que já passava das 3 da manhã, ele a encarou um tanto que frustrado e para a surpresa dela, ele levou um dedo aos seus lábios e aos dele, fazendo sinal para que ficassem quietos. Ela obedeceu e permaneceu parada, agarrada a ele e sem conseguir desviar o olhar.
Em poucos minutos quem estava do lado de fora entrou, e ao verem que Naruto e Hinata estavam no sofá, Ino e Sakura praticamente carregaram os meninos para o quarto e seguiram para o de Sakura. Mais para eles a coragem que sustentavam a momentos atrás tinha se esvaído por completo. Ele estava tão corado quanto ela, mais ainda lhe sobrava coragem e certa energia para dar um largo sorriso e encostar a sua testa na dela.
— Acho que nunca tive um fim de semana tão bom na casa da Sakura.
Ele começou a rir, ela o acompanhou, até que ele se sentou e tirou as grossas almofadas do sofá das costas de Hinata dando mais espaço ao largo sofá, e quando ele deitou novamente ela se acomodou, encontrando novamente o aconchego que tinha encontrado da outra vez, e em pouco tempo ela já dormia outra vez. Por alguns minutos ele apenas a observou até cair no sono.
°°°
O dia seguinte chegou rápido, mais para Naruto a madrugada não fora nada boa e a manhã fora pior ainda, acordou queimando em febre e com a respiração difícil.
— Ele teve pesadelos? – Perguntou Sasuke aparecendo na cozinha ao lado de Hinata e Sakura que faziam o café da manhã.
— Sim. – Disse Hinata apressada.
— Do tipo inquietos? Ele disse alguma coisa?
— Sim, ele falou várias coisas mais não consegui entender nada.
Ele encostou na pia perto de Sakura e baixou o tom de voz. Atraindo a atenção de Gaara e Ino que também estavam ali.
— Todo ano ele tem isso, começou no ano seguinte a morte dos nossos pais. Ele fugiu de casa, ficou um dia inteiro congelando e pegando chuva frente ao túmulo dos pais. Jiraya já tentou fazer isso parar de todas as formas, mais é dele, a medida que o aniversário de morte dos pais vai chegando, ele fica desse jeito, as vezes fica dias assim.
— É por isso que ele sempre falta nessa época do ano? – Perguntou Gaara.
— Sim.
— Não é melhor leva-lo para casa então Sasuke?
— Para ser sincero eu acho que só vai piorar, ainda mais que Jiraya viajou ontem e só volta em alguns dias. Deixá-lo isolado só piora.
— Mais aqui em casa é muito frio, tenho esse problema, mesmo os aquecedores nunca é suficiente aqui. Não seria melhor então ir todo para a casa de vocês?
Hinata corou por completo quando Sakura disse a última frase.
— Lá é maior Sasuke, e o apartamento de vocês é de longe mais quente que aqui.
— Certo, vou ligar para o Jiraya e avisar que ficaremos lá então. Ah, a propósito, Hinata você não tem carteira de motorista né?
— Não, ainda não tenho idade.
— Então, Sakura você leva o carro do Naruto com ele? O carro do Naruto é mais fácil de dirigir do que o meu com esse tempo. E meus pneus não são propriamente bons nesse tempo. Então cancelem esse café da manhã, lá agente cata o que tiver na geladeira!
°°°
Quando chegaram ao apartamento onde Naruto e Sasuke moravam, todos se largaram no sofá, enquanto Naruto se sentou em uma poltrona aparentemente muito confortável perto do sofá. Hinata por sua vez permanecia surpresa por ver que a casa de Naruto não era nem um pouco como ela pensou que seria, não havia sequer uma parte do luxo que ela imaginou, era um apartamento grande é verdade, mais demasiado simples, a única exceção eram os aparelhos eletrônicos e os eletrodomésticos, mais de resto era tudo simples. A casa tinha um aspecto extremamente confortável, tanto que por mais envergonhada que estivesse por estar ali, se sentia a vontade.
Durante o dia Naruto até que esboçou melhoras, já ria e brincava novamente e cedia as provocações de Sasuke com seu costume habitual. Mais enquanto o loiro discutia e caçava o irmão, Sakura e Ino tinham sumido pelos quartos para usar a internet e Gaara babava largado no sofá, Hinata parecia mais interessada em saber mais da vida de Naruto, ao sair da sala de estar, tinha um corredor longo que levava aos quartos, um escritório, banheiro e por último algo como uma segunda sala, era um cômodo médio, com um sofá largo e comprido e uma TV anormalmente grande na parede frente ao sofá. Porém a atenção dela foi chamada por uma extensa prateleira que ficava na parede ao lado do sofá. Ela seguiu até a prateleira.
E lá estava, recheada de lembranças, inúmeras fotografias posicionadas de uma maneira que obedecessem uma linha do tempo. Nas primeira fotos, todas tinham várias pessoas juntas, até que logo depois começaram a ser apenas 4 pessoas. Dois homens, um com um rosto alegre, belo e calmo, cabelos loiros e rebeldes e olhos de um azul intenso, ela podia jurar que via Naruto naquela foto. Ao lado dele, um homem de feição mais séria, e cabelos pretos e lisos, ao lado dele uma mulher bela, de cabelos também pretos e compridos, ela correu os olhos pela foto e então percebeu que atrás do homem de cabelos loiros, tinha uma mulher de longos cabelos ruivos e olhos de um azul mais escuro que fazia uma careta. Ela na hora pegou o retrato com cuidado, nas costas estava escrito. “Kushina, Minato, Fugaku e Mikoto, formatura da faculdade.”
— É engraçado não é? – Naruto apareceu na porta do cômodo e logo foi para o lado de Hinata. – Vendo essas fotos, sempre dá a impressão de que eles estão fora, fazendo uma viagem, a trabalho ou se divertindo e sempre tenho a impressão de que a qualquer momento eles vão entrar aqui. Ela gritando “Naruto! Vá arrumar seu quarto agora!” e meu pai tentando acalmá-la como sempre fazia.
— Ela parece feliz.
— E ela era. Como ela mesma dizia, era uma maluca feliz. Todos os dias ela arrumava uma confusão em casa, ela era muito esquentada. Meu pai sempre foi mais calmo e tranquilo, sempre tentando acalmar ela sem sucesso.
Ele levou a mão a sua testa e encostou no sofá. Ela por sua vez colocou rapidamente a foto em seu lugar e foi para perto dele.
— Naruto-kun? Está tonto?
— Não eu...
Ela tirou a mão dele da frente do rosto, e para a surpresa dela, um sorriso largo e carregado de brilho estava formado em meio as grossas lágrimas que corriam por seu rosto, o olhar vago, carregado de saudade, era doloroso, ela sabia como era, sabia como ele se sentia. Não, talvez não totalmente, podia ter uma ideia de como Naruto se sentia, mais não poderia o compreender por completo.
— Desculpe eu... Faz tempos que não entro aqui para evitar essas fotos. Eu nunca consegui esquecê-los por nenhum momento sabe, mais sempre que eu entro aqui. Parece que a memória deles fica mais viva do que nunca, parece que a qualquer momento eu vou vê-los.
Ele a surpreendeu quando a trouxe para mais perto a envolvendo em um abraço, ela deu um pulinho de susto, mais acabou cedendo ao gesto dele, podia sentir o coração dele bater acelerado fazendo o seu o acompanhar, ele elevou seus braços, a envolvendo na altura de seu peito, ele a apertou de leve, mais com um certo desespero, os sentimentos dele eram tão visíveis que não precisavam mais de um contato visual para serem percebidos.
— Não saber ao certo o que você sente é um tanto sufocante. Eu não consigo descobrir o que você esconde. — Ele a encarou, agora a soltando do abraço. – Eu consigo ver praticamente tudo que você está sentindo, mais tem coisas que você esconde não é?
— Eu –
— Não! – ele a interrompeu – Não precisa dizer nada. Eu sei que por mais que tenhamos nos aproximado nesses dias, você ainda não confia totalmente em mim não é?
Ele não a encarava mais, mais para surpresa dela mesma, ele estava certo. As palavras dele pareceram agitar alguma coisa nela, como ainda não conseguia confiar nele? Como conseguia desconfiar dele? Ela... Ela o ama mais do que qualquer coisa nesse momento. Mais por que sua mente não consegue aceitar o fato de que ele vai sempre estar ali? Por que ela insiste em trair seu coração e embaralhar seus sentimentos?
Ele por sua vez apenas começou a andar, mais ela o segurou.
— Está errado... Você está errado. — Agora era ele quem olhava surpreso para ela. – Não é que eu não confie em você. Eu apenas... Apenas tenho medo que você parta. Tenho medo que um dia eu não te veja mais ao meu lado.
Ela saiu do cômodo antes que ele pudesse dizer algo ou pensar em segurá-la.
°°°
E o fim de semana passou. Agitado, uma bagunça total. E logo o tempo passou, um, dois, três... Vários dias. E agora após as provas finais que foi essencial para decidir a nota geral dos estudantes, os aprovados iriam para a seleção de suas carreiras. Ao contrário do ensino comum, o Instituto Konoha engloba a escola em Tóquio, uma em Yokohama e uma em Okinawa, além de duas universidades no Japão e outras tantas outras no exterior. Com isso os alunos que concluem o ensino médio na escola podem escolher estudar em uma das universidades da rede caso consiga nota para isso. E agora que a última semana de aulas chega a seu fim, a correria de alunos nos corredores da escola é grande. Cada um recebeu um envelope na sala de aula, dentro dele, suas notas, sua nota final, as universidades que estão disponíveis para cada um e os cursos que podem fazer.
Por incrível que pareça, Sakura e Ino não fizeram mais das pequenas reuniões aos fins de semana, as provas finais roubaram todo o tempo disponível que tinham. E também, nos últimos tempos, Naruto mal falara com Hinata e vice e versa, apenas o cordial bom dia e as pequenas conversas que o grupo tinha nas horas vagas. E todos sabiam exatamente o motivo disso. Estavam correndo boatos na escola que os dois estavam juntos, já que um grupo acabou por ouvir Sakura e Ino comentarem sobre eles, e os comentários chegaram aos ouvidos de Hiashi, ele havia praticamente proibido Hinata de encontrar Naruto e os outros. E no final do dia letivo Naruto procurou Hinata por todos os lugares na escola a fim de saber o que Hiashi havia dito. Ele nunca sabia onde ela ficava, apenas sabia que ela esperava a escola esvaziar para que ela pudesse ir embora sem encontrar ninguém. E ele fez bem em esperar no pátio.
— Posso falar com você?
Ele perguntou, ela o encarou por poucos segundos, murmurou um “desculpe” enquanto negava com a cabeça e seguia seu caminho.
— Espera.
Ele segurou o braço dela, e se assustou quando ela gritou sentindo dor e puxou seu braço com certa força se desequilibrando e caindo sentada. Naruto respirou fundo, deu alguns passos e se ajoelhou na frente dela, levando uma de suas mãos ao rosto dela para afastar o cabelo ele confirmou o que já esperava.
— Então é por isso que você passou a manhã toda se preocupando em esconder o rosto. Quem fez isso? Foram as garotas aqui da escola? É por isso que seu pai te proibiu de falar comigo?
Ela não respondeu a ele, ficou em silencio por um tempo para no fim mover a cabeça em negação. Ele sem entender abriu o casaco dela e com certa força revelou o braço dela.
— Quem fez isso? – ela não respondeu. – Hinata quem fez isso com você? Por que diabos você está com essas marcas roxas no seu corpo?
Ela continuou sem responder. Ele tapou o braço dela e fechou o casaco, a ajudou a se levantar e segurando a mão dela começou a andar na direção da saída da escola e após deixar a mesma ela percebeu que ele não parou até chegar em seu carro, ele a levou para dentro e logo foi para o seu lugar. Mas ele não ligou o carro, apenas largou suas coisas atrás do banco e suspirou fundo.
— Foi seu pai quem fez isso?
Não ouve uma palavra, nenhum movimento. A única coisa que aconteceu foi uma única lágrima que correu, ela rapidamente a secou mais ele percebeu.
— Isso é um sim? — ele ficou claramente irritado. – É a primeira vez que isso acontece? – Ela balançou a cabeça negando.
— Ele bebe um pouco as vezes... Ele ficou nervoso por eu estar me aproximando de vocês...
Ele não disse nada, ligou o carro e logo deixou o estacionamento do Instituto para pegar a estrada na direção da casa dela.
— Se você quiser ficar longe nesse final de ano, e se você quiser permanecer longe, eu vou entender. Basta você me pedir e eu não irei te procurar mais. Não quero que você passe por isso.
— Não vai adiantar... – ela segurava o choro. – Sempre que ele bebe ele não se controla...
— Eu vou te deixar em casa, se hoje acontecer algo assim outra vez, por favor me ligue.
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