Notas iniciais
Yo! Pessoal antes de mais nada, desculpem pela falta de respostas aqui no Nyah! eu tirei um dia para responder aos reviews pendentes das minhas fic's aqui no Nyah, mas após responder os pendentes de Entre o Amor e a Música o Nyah simplesmente se recusa a abrir na minha casa, não sei o que aconteceu pois só consigo acessar pelo lixo do meu 3G... (Que por sinal levou 12 minutos para abrir a página para fazer o post desse capítulo.) Então enquanto eu não chego a um denominador comum com o fornecedor da minha Internet, (quem tiver essa abominável SIM Internet por perto, JAMAIS assinem isso!) eu estou literalmente sem ter como responder os reviews!

Quebrado.

Três anos depois.

A correria daquele escritório estava chegando ao limite, o entra e sai de pessoas começava a deixa-lo nervoso, mais nas ultimas semanas o período de contratação da empresa estava aberto então a todo momento pessoas entravam na sua sala com papéis nas mãos e prontos para uma entrevista. Mais quanto mais pessoas ele entrevistava, menos achava que encontraria alguém que realmente valesse a pena.

— Vamos fazer uma pausa para almoçar. Estamos nisso desde as sete da manhã. Já é quase três da tarde.

— Certo.

Ela corria, havia esquecido completamente da entrevista que tinha marcada. E pelo tempo que estava atrasada com certeza não conseguiria dar ao menos uma resposta convincente. Quando finalmente chegou ao seu destino entrou pela portaria do prédio apressada, olhou no quadro de departamentos, tinha uma entrevista marcada com a Leaf Corporation, dona do prédio. Ainda mais apressada entrou no primeiro elevador que conseguiu e seguiu para o sexagésimo andar. Indo direto para a recepção ela parou e entregou a folha para a recepcionista que olhou educada para ela.

— A senhorita deu sorte. As entrevistas foram paralisadas a quase uma hora e devem recomeçar em pouco tempo. Pelo que vejo aqui, seu nome é o último a ser chamado. Pode seguir por esse corredor, pegue um dos elevadores e vá até o penúltimo andar.

— Obrigada!

E novamente ela correu. Seguiu as instruções que recebera. E no penúltimo havia um grande salão como se fosse uma grande sala de espera. E naquele momento parecia exatamente isso embora apenas uma pessoa estivesse lá.

— Com licença, mais você também está aqui para a entrevista?

— Sim. Basta apenas aguardar até ser chamada.

Ela agradeceu e se sentou em uma cadeira mais afastada. Era um lugar bonito, bem decorado e com uma iluminação não muito forte. Olhou para si mesma. Estava vestida como uma legítima empresária e torcia para que isso pelo menos rendesse algum resultado.

E depois de quase uma hora a ultima moça desceu as escadas que haviam ao lado do elevador e disse que mandaram ela subir. Ela o fez, o coração disparado, é a sua primeira entrevista de emprego. Quando as escadas acabaram havia uma porta. Ela bateu duas vezes e ouviu um “Entre” e ela assim fez. Era uma sala grande, separada em dois ambientes, claramente dividida em duas. Em cada lado havia uma grande mesa de aço com vidro e vários papeis nas mesmas, além de um computador e um notebook em cada. Mais quando ela olhou melhor seu corpo congelou. Do seu lado esquerdo um rapaz da sua idade, estava de costas para ela apoiado em sua cadeira com os pés na janela, olhava para o céu enquanto falava ao telefone.

“Não é possível!” Foi a única coisa que passou por sua cabeça, conhecia aquele rapaz, conhecia aqueles cabelos terrivelmente arrepiados atrás e um tanto mais comportados de resto. Seu rosto foi automaticamente para o outro lado. E sentiu seu coração apertar com tamanha força que o ar quase lhe faltou. É ele! Ele está ali! A poucos metros dela! Os mesmos cabelos dourados, o mesmo rosto belo, só que mais adulto e com a barba por fazer. Estava com um terno inteiriço preto, mais um tanto que desarrumado e com a gravata nas costas da cadeira.

— Sente-se por favor.

A mesma voz. Não havia nenhum sinal de sentimento na sua voz, estava terrivelmente e dolorosamente normal. Os olhos continuavam com aquele brilho de antes. Mais por que quando os encarou não havia nada neles além de uma pressa imensa em acabar as entrevistas daquele dia? Não era possível. Não seria possível que ele não lembrasse dela. Que não a reconhecera! Estava com o curriculum dela na mão! Ela ignorou por hora seus pensamentos e se sentou na cadeira frente a mesa dele. Ele a analisou por alguns segundos, inclinou o corpo, apoiou os braços na mesa, cruzou as mãos e descansou o rosto nas mesmas.

— Hyuuga Hinata certo?

— S-Sim.

— Bom, aqui diz que você tem vinte e um anos, e... Hum, muito bom, terminou a faculdade com antecedência e sempre manteve as maiores notas da turma de administração... Você não tem problemas com o inglês tem?

— Não.

— O seu curriculum veio até mim pelo programa para universitários que eu criei aqui na Leaf. Você fez essa inscrição?

— Sim.

— Esse endereço é o seu atual?

— Sim.

— Bom, nós somos um conglomerado, operamos em dezenas de setores diferentes que vão desde o ramo hoteleiro ao tecnológico. Atualmente a Leaf é dona de 23 empresas diferentes de setores diferentes e parceira em outras tantas. O cargo que foi aberto consta na descrição como secretária, porém não é bem assim, além de acumular a função de secretária a pessoa que conseguir o cargo ainda acumulará tarefas de assessora, cuja função está escrita aqui. – ele pegou uma folha e entregou a ela que começou a ler enquanto ele falava. – Embora cada subsidiária tenha sua própria presidência, todos os principais projetos sempre passam por mim e por Sasuke. Além dos projetos próprios da Leaf. Resumindo, é muita coisa.

Ele parou de falar e esperou que ela acabasse de ler o papel.

— Eu sou obrigado a admitir que o seu curriculum é o melhor que já passou por aqui. Mas eu preciso perguntar uma coisa antes que eu prossiga com a entrevista. Sua formação foi em Londres, sendo a melhor de todo o curso eu acho altamente improvável que Konoha não tenha lhe oferecido uma oportunidade de emprego até mesmo melhor que a minha.

— E ofereceram mais eu tive problemas familiares, precisei me mudar para cá a fim de cuidar da minha irmã já que não consegui leva-la para Londres.

— Certo... Existe algum fator que te impeça de viajar para fora de Nova York em emergências?

— Não.

— De todos os campos descritos nessa folha que te passei, em quais você possui conhecimento?

— Todos. – ele olhou para ela com certo desdém e sorriu.

— Preciso te lembrar que conhecimento não representa experiência... Olha, eu ainda tenho toneladas de perguntas a fazer, no mínimo uma hora de entrevista pela frente, todo aquele besteirol de sempre, mas eu estou cansado, exausto para falar a verdade e o seu curriculum é melhor de todos os milhares que vi essa semana. Eu estou muito tentado a contratar você, mas devido a sua falta de experiência você vai precisar de treinamento. Então eu vou te propor uma coisa. Duas semanas de experiência, remunerado é claro. Mas eu devo te dar um aviso, caso você aceite vai ter que estar preparada para ter que me atender a qualquer hora, não importa se você está em uma reunião com o papa ou na cama com seu namorado, eu ligo você atende, estamos entendidos?

— Sim.

— Ótimo. Você vai ter que descer até o sexagésimo andar, a recepcionista vai te levar até o RH para colocar seus dados no sistema e te fornecer uma identificação.

— Tudo bem.

— E você começa amanhã as 9 da manhã.

Todo aquele momento confuso e corrido bagunçou sua mente, uma hora estava na sua calma vida, na sua nova vida. E outra hora a sua antiga vida batia a sua porta. Não conseguia entender nada direito, por mais que pensasse, analisa-se tudo que acabara de acontecer, não conseguia compreender nada. Tentou sair o mais rápido daquele lugar, precisava chegar em casa, precisava pensar, compreender o que acontecia. Mais quando saiu do elevador, lá estavam Naruto e Sasuke. Ele a viu, deu um pequeno sorriso e acenou, Sasuke apenas acenou, enquanto eles saiam do prédio.

E foi nesse momento. Ela sentiu como se todo aquele terror que sofreu a anos atrás retornasse, sentia aquilo esmagar seu coração e a sufocar, saiu do prédio com dificuldade, não olhou para nada, nada além do chão a sua frente, e indo o mais rápido que conseguia, correu para casa, tinha esgotado todas as forças de seu corpo.

Quando finalmente chegou em casa, o cheiro de comida denunciava que Hanabi já estava em casa, deixou suas coisas no sofá da sala e seguiu para a cozinha.

— Voltou cedo hoje? – Perguntou ela encostada no portal da cozinha.

— AH! Que susto Hina! – Ela quase derrubou os copos que tinha na mão. – Pensei que você ia voltar cansada então vim para casa mais cedo.

— Sabe que não precisa fazer isso.

— Não tinha nada para fazer então decidi que isso era o melhor a fazer. – Ela sorriu e continuou o que fazia antes.

— Hana. Advinha quem é o meu chefe?

— Alguém bonito eu espero.

— É. Muito bonito. Alto, jovem, loiro, olhos azuis, cabelos arrepiados e um belo sorriso.

O copo escorregou da mão de Hanabi e caiu na pia quase quebrando, ela paralisou por alguns segundos.

— Isso é brincadeira não é Hina?

— Não. Naruto é o meu chefe Hana.

— Não! Não! Não pode! Impossível! Você deve estar enganada! Tem que ser alguém muito parecido! Nós deixamos Londres para que você pudesse esquecê-lo e você tem feito isso bem no último ano! Depois de tudo aquilo! Não! – Ela encarava Hinata, estava completamente nervosa. – Você recusou o emprego não é?

— Sabe que eu não posso. Precisamos do dinheiro.

— Você arruma outro!

— Hana! Eu sei o que você está pensando. Mais não tem chance de acontecer. Não tem chance dele tentar alguma coisa.

— Por que não? Da primeira vez não foi assim? Fez todo aquele jogo! Disse todas aquelas coisas, te enganou até o último minuto! E quando conseguiu o que queria te deixou logo após!

— Ele está casado.

Outra vez Hanabi parou, parecia desnorteada, bagunçou os cabelos como uma criança nervosa, puxou uma cadeira e sentou frente a irmã que fez o mesmo.

— Como assim casado?

— Eu vi a aliança, na mão dele. – O tom de Hinata foi baixando cada vez mais.

— Hina! Por favor não fica assim! Você sabe que ele não merece! Ele pelo menos disse alguma coisa? Demonstrou algum remorso?

— Não. Ele fingiu que não me conhece.

Hanabi quase explodiu em fúria com aquela última frase, saltou da sua cadeira em um pulo feroz e começou a zanzar pela cozinha resmungando algumas coisas, Hinata apenas foi para seu quarto, apenas se trancou em seu quarto. Hanabi permaneceu na cozinha, encostada na pia, pensava em Hinata, pensava em tudo que aconteceu. No inferno que foi a vida de sua irmã nos últimos anos.

No dia seguinte ela levantou cedo, cada músculo de seu corpo estava totalmente tenso, acordou três horas antes do necessário e duas horas antes de sair de casa já estava arrumada e andando de um lado para o outro da sala com uma xícara de café. Quando chegou a hora de enfim sair de casa, o fez o mais rápido possível e chegou na empresa 10 minutos mais cedo. Falou por alguns minutos com a recepcionista e seguiu até a sala de seu atual “patrão” já que para sua surpresa ele já estava em sua sala a tempos.

— Bom dia.

Ele disse assim que ela entrou a pegando de surpresa, ele já estava sem o terno como no dia anterior e com a mesa recheada de papéis.

— Sua mesa é aquela – Ele apontou para uma mesa menor no canto da sala. – Mais por enquanto sente-se aqui, vou te explicar algumas coisas.

Por um instante, aquele “explicar algumas coisas” soou em seu peito como se ele fosse esclarecer tudo que houve no passado, como se ele fosse dizer a desculpa mais formidável. Só que essa imaginação desapareceu assim que ela vislumbrou a grossa aliança de ouro em seu dedo.

— Bom, você agora está contratada como minha assessora. – Ele a encarava, aqueles olhos azuis permaneciam sérios, não havia um sinal de fraqueza, de arrependimento... Ou mesmo de um amor que um dia possa ter existido ali. – Enquanto você estiver aqui eu controlo até mesmo a quantidade de ar que você respirar. Um erro que você possa cometer e nós perdemos tempo, um erro grave que eu cometa e você não encontre nos documentos que eu lhe entregar, nós perdemos tempo e dinheiro. Um relatório que você esqueça, o mesmo. Você terá que ser perfeita Hinata. Memorandos, relatórios, tudo, qualquer coisa, deverá ser feito na hora que eu pedir ou mais rápido possível. Eu separei alguns assuntos básicos, são documentos complicados que só a presidência tem acesso. Eles serão sua avaliação de hoje, você terá duas horas para verifica-los e enviá-los a seus destinatários. Qualquer coisa me consulte, qualquer duvida por menor que ela seja, espero que você aguente essa pressão.

Ele segurou a pilha de folhas e a entregou, ela pegou e foi para sua mesa. E quando começou a olhar todos aqueles documentos, viu que conferir aquilo tudo e enviá-los em duas horas seria um suicídio mental. Mais ela ignorou aquilo, não iria voltar atrás agora, não iria mostrar a ele que era fraca ou que não conseguiria.

— Sr. Uzumaki. – Ela o chamou e ele olhou de cara feia para ela. – Naruto. – Ela disse seu nome por puro instinto, era aquele mesmo olhar de antes quando o chamava pelo sobrenome. – Esse documento aqui, faltam diretrizes do contrato.

Ele olhou surpreso para ela com um sorriso no rosto, deu um pequeno riso e lhe entregou outra folha, exatamente o que faltava. Ele fazia isso de propósito então?

Sua tarde foi recheada daqueles momentos, mais ela foi extremamente eficiente, porém tal eficiência quase custou sua sanidade mental, quando faltava apenas meia hora para o fim do expediente já não havia mais papéis em sua mesa ou na de Naruto, mais quando achou que teria sossego escutou Naruto se estressando com alguém no celular.

— Hinata, vou precisar de você por mais uma hora.

Ela o olhou espantada, olhou para o relógio e fez menção de dizer que não poderia.

— Não tenho solução, surgiu um problema inesperado com um cliente, Sasuke está viajando e está incomunicável agora, vou precisar revisar alguns papéis importantes enquanto vou para a sede do meu cliente após o Queens, eu te dou uma carona até em casa enquanto isso, com o transito que vamos pegar, levaremos praticamente o tempo que preciso.

Ela negaria, queria veemente negar, e o motivo disso não seria por estar sozinha com Naruto em seu carro, e sim por ter medo que naquele momento ele pudesse ver o segredo que ela mais quer manter dele.

— T-Tudo bem.

— Ótimo! Pegue suas coisas e me encontre lá fora em 10 minutos.

E ele deixou a sala apressado e correndo pelo lugar. Ela arrumou suas coisas o mais rápido que conseguiu e seguiu para fora do prédio, após os exatos 10 minutos lá estava ele, com uma Ferrari vermelha abrindo a porta do carona para que ela entrasse. Assim que ela o fez, ele acelerou e lhe entregou seu notebook.

— Eu irei revisando tudo com você, não poderei me concentrar muito por causa do transito, mais preciso que você me mantenha focado e que se possível, me corrija quando eu estiver errado.

Quando os minutos começaram a passar, ela viu que realmente, não teria vida longa naquele emprego pois em breve iria a loucura. Por todo o caminho vinha dialogando com Naruto sobre os dados em seu computador, o corrigia e era corrigida, e naquele momento, o relacionamento deles lembrava mais o de dois estudantes brigando pela resposta de uma prova em dupla, ela gesticulava enquanto argumentava e ele fazia o mesmo, ora se estressavam um com o outro. E por um breve momento no final daquele caminho, parecia que era ela sua esposa, que era a mulher que dormia com ele todas as noites, que a beijava toda vez que fosse possível. Que era ela que ostentava o outro par daquela aliança. Porém quando ele parou o carro no local indicado por ela, por mais poucos minutos continuaram a dialogar até que ela se despediu, fechou o notebook dele e o colocou sobre o banco do carona ao sair do carro, fechou a porta e ele foi embora. Deu a volta no bairro e sumiu de suas vistas. Mais uma vez.

Mais ela ignorou seu ultimo pensamento, subiu as escadinhas da casa a sua frente e começou a procurar as chaves em sua bolsa, o frio começava a aparecer, e só naquele momento ela percebeu que estava pessimamente agasalhada.

Fim do Capítulo

Notas finais
Bom pessoal, desculpem se o capítulo ficou vago, estou devendo a vocês um capítulo melhor eu sei! Só que apenas hoje tive um tempo livre e ou eu revisava e editava o capítulo e postava ele hoje, ou revisava, editava e esperava até o próximo tempo livre para reestruturar e deixar vocês umas duas semanas sem capítulo... Por isso prometo capítulos melhores mais a frente!