Notas iniciais
Passando para postar o capítulo! Antes de mais nada, desculpem por outra vez, (já virou rotina eu sei) não responder os reviews! Mas eu prometo que durante o carnaval, já que terei uma folga, eu vou responder a TODOS os reviews que estão sem resposta!

O sofrimento de um coração.

O sol invadiu seu quarto sem pedir autorização, em poucos minutos quebrou completamente a penumbra do cômodo e acabou por despertá-lo. Uma vez acordado ele não demorou a levantar e após passar por várias peças de roupa espalhadas pelo chão do luxuoso quarto ele foi para o banheiro e só saiu após um longo banho que por incrível que parecesse foi o suficiente para aliviar a dor de cabeça que quase perfurava seu crânio. Comeu a primeira coisa que achou pronta na geladeira, bebeu um copo de suco e após pegar o terno, a carteira e as chaves do carro deixou o apartamento.

Do outro lado da cidade porém. Alguém tocava incessantemente a campainha de um apartamento até que alguém atendeu.

— Eu já falei para você nunca mais voltar aqui! Vá embora ou eu chamo a policia!

Ela estava exaltada, os cabelos rosa antes presos em um coque agora começavam a se soltar e cair por cima dos ombros dela.

— Você realmente faria isso?

Lá estava ele, outra vez ele estava ali, tem sido assim na ultima semana, Sasuke ia lá todos os dias e sempre no mesmo horário e sempre querendo apenas uma coisa: que ela o escutasse.

— Sim eu faria, ou você achou que você simplesmente desaparece por três anos, não dá uma noticia se quer e depois volta para a minha vida como você bem entende?

— Eu achei que seria mais ou menos algo assim. – disse ele em deboche a impedindo de fechar a porta.

— Pois você achou errado. Eu não sei o que deu na sua cabeça e muito menos na de Naruto. Mas as coisas mudaram Sasuke... Eu mudei. Diga logo o por que de você estar aqui e vá embora. – ele suspirou.

— Vim apenas te trazer isso.

Ele abriu a pasta que trouce consigo e tirou dela um grosso envelope pardo, ela encarou o mesmo em sua frente por algum tempo e depois o abriu, com certa raiva ela rasgou o mesmo até poder ver o conteúdo, haviam vários e vários papeis, documentos diversos, alguns DVDs... E fotos. Com certa curiosidade ela começou a ler, até que depois de algumas folhas o seu espanto era maior que a imensa raiva que sentia pouco atrás.

— Isso... Como você conseguiu isso?

— Não interessa como eu consegui. Ou por que eu consegui, ou qualquer outra pergunta que você tenha a fazer. Eu só vim até aqui hoje para te entregar isso. E não se preocupe não irei aparecer outra vez na sua vida.

Ela jogou o envelope no chão espalhando tudo. Tudo que estava naquele envelope era relacionado aos seus pais. Haviam nomes, acusados, condenados... Depoimentos e diversas outras coisas. Ali estava descrito o por que de seus pais terem sido torturados e mortos, o por que dela não ter sido morta também. O nome de cada um deles...

— Foi isso que vocês andaram fazendo não é? É por isso que simplesmente desapareceram no mapa... Vocês abandonaram tudo por uma simples vingança?

Sasuke parou a centímetros da porta. Ele bufou e coçou os cabelos até olhar para ela.

— Não. Nunca se tratou de vingança.

— Então o que é Sasuke? Por que está ficando cada vez mais difícil engolir as mentiras que você conta! Você achou que isso seria suficiente? Que algo assim limparia a sua imagem? Eu agradeço por isso, de coração... Mas vocês escolheram um caminho diferente. Você me abandonou no Japão. De todas as pessoas eu pensei que vocês dois seriam os únicos que estariam sempre comigo, mas ao que parece eu fui equivocada até mesmo nisso!

Sem nenhum palavra, ela só viu ele mexer em alguma coisa e logo após ele acenou para ela enquanto abria a porta. Mas havia um detalhe, um detalhe na mão dele que não estava ali antes. A aliança que eles usavam estava ali, estava no dedo dele, devia estar guardada em um lugar onde ela não podia ver antes. Com esse único gesto ela desabou depois que ele soltou a porta, não podia ser... Ele a abandonou, nunca houve nenhum contato, nenhuma resposta. E agora ele aparece com tudo aquilo sobre os assassinos de seus pais e por fim mostra que ainda tem a aliança que ambos usavam, ele continua o mesmo de três anos atrás, imprevisível, alguém que consegue a desarmar com apenas um único gesto.

— Você não tem esse direito! — ela disse baixo, mas ele ouviu e cessou os passos. – Você sabe o quão machucada eu estou? Você tem ideia de como foram os últimos anos Sasuke? Você e Naruto fizeram o que quiseram! Eu e Hinata não tivemos a chance de nem mesmo tentar ficar ao lado de vocês!

— E você acha que foi fácil para nós? – ele continuou sem olhar para ela.

— Não interessa, vocês escolheram partir, vocês escolheram isso! Vocês não tem o direito de se sentirem como eu me sinto, ou como Hinata se sente!

— Certo... Então diga! Diga que você não quer nunca mais me ver, que não sente nada por mim além de ódio e raiva! Despeje tudo o que você guardou nesses anos Sakura! – ele virou-se para ela e com passos fortes ficou a poucos metros dela outra vez. – Você melhor do que ninguém deveria saber de toda a merda que nos rodeava! Por quanto tempo você acha que ELES ficariam quietos? Por quanto tempo acha que teríamos paz? Nós não escolhemos abandonar vocês! NÓS ESCOLHEMOS DAR O MELHOR A VOCES! DEIXAR VOCES LONGE DE TODA ESSA MERDA! E não abra a boca para falar que eu e Naruto não tínhamos esse direito, você e Hinata não tem ideia do quantos eu e Naruto mergulhamos nisso, no quão baixo tivemos que descer para MANTER VOCES VIVAS! Você se lembra o que eu você e Naruto prometemos uns aos outros 12 anos atrás? Nunca esquecer. Não importa o que nos separasse, nunca iriamos esquecer um do outro. Esses três anos foram um total inferno. Jiraya se isolou para não se tornar um alvo, eu e Naruto estávamos sozinhos, tínhamos que controlar os passos para manter vocês duas e os outros seguros, ganhar a confiança deles, entrar para o circulo deles. Eu perdi a conta de quantas vezes quase colocamos tudo a perder e isso tudo só não desandou por que Gaara e Shikamaru ajudaram e muito.

— Eles dois também? É por isso que eles, Ino e Temari foram para longe?

— Sim. Você percebe agora Sakura? Você não tem ideia do quão difícil foi...

— E acabou?

— Não. Ainda não, ainda falta uma pessoa. Ela veio para cá, foi por isso que eu e Naruto viemos para Nova York. Para acabar logo com isso.

Não demorou até os dias correrem, e logo quase um mês já havia passado. Hinata já

estava um tanto que acostumada a ver Naruto todos os dias e a trata-lo como seu chefe, ter com ele nada mais que uma relação profissional. Embora ultimamente ele viesse ficando estranho, as vezes se distraia consecutivamente fazendo-a sempre chamar por ele para que ele voltasse ao trabalho. Já estava acostumada também com os extras que tinham praticamente todo dia quando ele sempre a levava para casa enquanto discutiam algum assunto.

E nesse momento mais um desses extras tinham inicio, mas agora eles paravam frente a uma cafeteria e ela esperava no carro. Distraída entre papéis ela acabou por procurar uma caneta. E foi automaticamente procurando nos compartimentos do carro até achar uma no porta objetos entre os bancos, mas algo chamou sua atenção. Um pequeno brilho dourado no meio do algumas coisas. Ela voltou ao porta objetos e puxou o que emitia aquele brilho e no mesmo tempo seu coração deu pulo tão forte que era perdeu o ar. Seu corpo todo travou por alguns segundos e quando ela recuperou os movimentos não se satisfez enquanto não segurou aquele objeto com as duas mãos e o examinava minuciosamente até chegar a uma conclusão. Era a aliança dele. Não a grossa de casamento que estava no dedo dele nos últimos dias. Mas o outro par daquelas que ele comprou dias antes dela viajar para Londres. Dias antes dele desaparecer e deixa-la. Logo em seguida ela colocou a aliança no lugar e a cobriu como ela estava antes colocando de volta também a caneta. Ela não tinha reação, não sabia no que pensar, não sabia como agir.

Quando ele voltou para o carro ela fingiu estar distraída lendo os documentos e foi um verdadeiro desafio pegar o café que ele trouxe para ela sem olhar para ele e entregar em um único olhar que ela havia encontrado a aliança ali. Quase uma hora após eles estavam a poucas ruas da casa dela e ela começou a guardar os documentos enquanto os colocava sobre o painel. E sem saber por que ela olhou para o retrovisor central, olhou para aquele pequeno espelho no mesmo momento que ele olhava. E por poucos segundos parados naquele sinal eles encararam um ao outro por aquele espelho. Só que uma coisa a fez perder o ar e quase a razão. Não era aquele olhar de antes, não era o mesmo olhar arrogante e desconhecido, não era a expressa neutra que ele mantinha fingindo que não a conhecia. Era aquele brilho outra vez, eram os mesmos olhos azuis que permitiam a ela espiar a alma dele sem nada para impedir. Estava lá todos os sentimentos por ela, intactos, tão vivos quanto a três anos atrás, e até mesmo mais fortes. Mas havia muito mais coisa, dor, solidão... Além de outra coisa que ela não sabia distinguir. E no momento que o sinal abriu e aqueles segundos que levaram uma eternidade para passar terminaram ele quebrou o contato, voltou sua atenção para a direção do carro como se nada tivesse acontecido.

Ao deixa-la em casa ele agiu como antes, uma despedida e um sorriso e logo arrancou com o carro como sempre fazia, mas dessa vez estava claro, a raiva por ter deixado ela ver o que não devia estava transbordando. Ele chegou em casa ignorando sinais, limite de velocidade e qualquer outra coisa que não fosse a policia. Parou o carro de qualquer jeito na vaga da garagem e subiu para seu apartamento. Ao chegar jogou longe os sapatos, a gravata e o terno. Foi direto para o bar onde vários copos, garrafas de bebida entre outras coisas estavam perfeitamente arrumadas. Pegou o primeiro copo que viu e uma garrafa de uísque. Encheu o copo e não demorou até beber todo o conteúdo. Tinha cometido um erro, tinha posto tudo em risco. Ainda faltava uma pessoa, ainda faltava Ele. O ultimo empecilho e o mais perigoso, e ela não seria responsável como Sakura estava sendo após saber a verdade. Ela não iria manter a distancia, não iria conseguir fingir que não sabia o por que dele ter partido. Ele estava novamente a colocando em perigo, sem perceber ele apertou o corpo em sua mão com tanta força que sentiu ele quebrar com facilidade assim como sentiu cada pedaço de vidro perfurar sua mão.

O dia seguinte chegou com uma visita inesperada de Sasuke no apartamento de Naruto.

— Pelo amor de deus Sasuke são dez da manhã, pelo menos me deixe descansar já que hoje é feriado!

— Eu te liguei ontem a noite toda e você não atendeu a merda do celular, então vim até aqui.

— Meu deus você está parecendo que é minha mulher. – ele deixou Sasuke entrar e foi para a cozinha fazer café.

— Sem piadas... Nós combinamos de manter contato diário agora que ele está na cidade. Ele vai vir atrás de nós hora ou outra. O que houve com a mão?

— Apenas me cortei.

— Colapso?

— Não. Mas está ficando difícil evitar, estou começando a achar que vir para cá foi um erro.

— Independente de virmos para cá ou não você já estava tendo os colapsos outra vez, afinal de contas, Hinata estaria em perigo do mesmo jeito. Eu só não entendo por que você não conta logo tudo para ela assim como eu fiz com a Sakura.

— Por que Sakura já sabia de tudo sobre a Hope, ela já sabia que era questão de tempo até tudo isso acontecer Sasuke. E mesmo assim ela não aceitou bem. Como você acha que seria com a Hinata? Pelo amor de deus eu deixei ela com a maior mentira que eu já contei na vida, e agora eu volto sustentando um casamento...

— Naruto cedo ou tarde ela vai descobrir, de algum modo ela vai saber. Não seria melhor ela saber de tudo isso por você?

— Não. Eu vou fazer de tudo para que ela não saiba da verdade... Afinal, tudo era diferente do que pensávamos...

— Quando você se tocar de que tudo que está fazendo é pensar demais. Já vai ser tarde demais... Se ela estivesse mesmo querendo te evitar, se as coisas fossem assim tão difíceis, ela não teria aceitado o emprego, não teria aceitado ficar perto de você.

A conversa deu uma pausa quando a campainha tocou e Naruto estranhou já que não esperava mais visitas. E quando ele abriu a porta ali estava uma das pessoas que ele jamais imaginava que iriam até ele.

— Hanabi?

— Precisamos conversar e eu não quero saber de desculpas. – ela entrou o deixando completamente sem saber o que fazer.

Fim do Capítulo.

Notas finais
E então pessoal, o capítulo ficou curto, sorry =/ eu modifiquei muitas coisas na fic, mudei algumas coisas que eu não gostei a partir desse capítulo e melhorei outras que, acredito eu, deixaram as coisas mais interessantes, devido a isso o mistério continua '-'. Quanto ao próximo capítulo eu tenho uma notícia não muito boa. O capítulo 15 é o último capítulo da minha reserva, ou seja, não tenho o 16 pronto ainda, então o 15 pode demorar um pouquinho mais a sair! Até semana que vem!