Notas iniciais
Ola pessoal, postando capítulo 11, o 12 fica para os proximos dias!

Presente de Natal.

Nos dias seguintes, a reconciliação deles foi feita aos poucos, principalmente pelo fato de que Naruto tinha em segredo, falado com Hanabi. A ideia dele foi simples, queria apenas sondar a caçula de Hinata e ao saber dela que a única coisa que importava para ela no momento era ver a irmã independente do que ela contasse ele a convenceu a esperar um pouco mais que ele conseguiria de algum jeito, reaproximar as duas. Ao mesmo tempo em que o namoro dele com Hinata voltava a normalidade, eles percebiam que as coisas estavam indo além da normalidade, tanto ele quanto ela perceberam que continuar dormindo juntos ou passar muito tempo sozinhos estava começando a realmente virar algo problemático, ele já não conseguia mais esconder o desejo por ela e ela já não conseguia mais disfarçar que sentia o mesmo. E com Sasuke e Sakura usando da situação para se divertirem acabaram não ajudando em nada.

— Você poderia parar de ficar rindo igual um idiota e me ajudar merda! – comentava ele esperando o sinal abrir.

— Se você tem tempo de ficar irritadinho deveria usar esse tempo melhor e dirigir mais rápido...

— Porra Sasuke! Seja útil pelo menos uma vez na sua vida!

— Caso você não tenha percebido, eu tenho sido de muita utilidade para a sua vaga inteligência nas ultimas semanas... E eu já te falei isso várias e várias vezes, como diabos você espera que eu consiga te aconselhar sobre algo que eu não faço a mínima ideia de como fazer? É melhor você ir perguntar para um padre ou sei lá que merda de pessoa que faça castidade. Não seria mais fácil você sentar e conversar com ela sobre isso?

— Caralho! E desde quando eu sou uma pessoa que senta e conversa sobre algo assim?

— Porra você não está fazendo isso nesse momento?

— Você é meu irmão merda, não é você quem eu quero comer!

— Essas conversas com você vão ficando vez mais esquisitas...

— Que seja! Eu vou acabar enlouquecendo...

— Por que você simplesmente não deixa as coisas acontecerem então? Com os papos que a Sakura e a Ino tem na frente da Hinata não me estranha ela estar mais solta com você.

— Mas...

— Mas nada Naruto, pelo amor de deus você parece uma criança que quer pedir um brinquedo novo para os pais mais tem vergonha. Vocês estão namorando a meses, dormem juntos praticamente todos os dias, ela já teve todo o tempo do mundo para criar confiança em você, apenas deixe as coisas rolarem e veja como ela vai agir, se ela estiver pronta ela vai deixar as coisas tomarem seu rumo. Então pare de ficar choramingando no meu ouvido caralho! Eu tenho falado de sexo mais com você do que com minha namorada, isso é nojento!

Com o natal se aproximando Sasuke e Naruto estavam indo para tudo quanto é lugar comprar as coisas necessárias para as bagunças que Jiraya gostava de fazer, ele sempre preferia fazer uma festa reservada e na maioria das vezes eram apenas os garotos, Sakura e Ino e alguns familiares deles. Mas isso não mudava a mania dele de querer ver o apartamento todo com um clima natalino e obrigava os dois a irem comprarem diversas coisas até mesmo uma bendita árvore de natal.

Quando chegaram em casa no final daquela tarde deram graças a deus por já terem comprado praticamente todas as coisas que Jiraya pediu. Faltava apenas ele decidir o que seria feito para o jantar de natal. Mas naquele momento tudo que ele queria era cair na cama e descansar já que nos últimos quatro dias Jiraya praticamente escravizou ele e Sasuke com assuntos relacionados as empresas além de toda essa bagunça de natal.

— Cansado? – perguntou Hinata entrando no quarto.

— Eu não aguento mais ver decorações de natal ou números e documentos...

— Hum... Naruto. Eu estava pensando hoje, para qual faculdade você vai?

— Não sei, provavelmente a mais rápida possível já que Jiraya está pensando em se aposentar logo nos próximos anos. Mas eu não sei, talvez eu faça algo totalmente diferente...

— Bem... Sabe, você vai ir para o exterior?

Ele a olhou por alguns segundos e percebendo que ela estava envergonhada ele começou a rir e a puxou para a cama fazendo ela ficar deitada apoiada nele.

— O que foi? Está preocupada com a possibilidade de ficarmos separados é. – ela fez bico se recusando a responder. – Eu já não disse que eu vou para onde você for?

— Mas... Você não deveria estar pensando no melhor para você?

— Como eu já te disse, não é que eu precise de um diploma. A menos que eu resolva vender a Uzumaki e a minha parte na Hope e vá abrir outra empresa... Mesmo assim um diploma não me serviria de muita coisa, Jiraya me ensinou praticamente tudo que ele sabe e isso é mais do que qualquer faculdade pode me ensinar nos próximos anos. Então para mim, o melhor é ficar com você.

— Eu continu –

Ela parou de falar quando ele a puxou mais para perto e a beijou. Nos últimos dias ela estava assim, a todo momento o questionando sobre o que ele faria nos próximos anos e por mais que ela evitasse ele sabia que o que ela queria perguntar na verdade, era como seria o relacionamento deles a partir do próximo ano.

— Tente escutar melhor as coisas que eu te digo. Eu já te disse não é? Eu só quero ficar perto de você, e desde que eu possa fazer isso, eu não me importo com mais nada.

— Mas –

— Nada de mais Hinata! Coisas como dinheiro e poder, eu já tenho tudo isso... E como eu já te disse eu trocaria isso tudo sem pensar duas vezes se pudesse trazer meus pais de volta. Mas como eu não posso, então eu vou usar isso da melhor maneira possível.

— E se você ficar igual a ele? E se você começar a ficar igual meu pai?

— E por que eu ficaria? Eu tenho você. Querendo ou não eu tenho Sasuke, tenho Jiraya, Sakura e todos os outros, eu não tenho motivo para ficar daquele jeito, e eu não vou deixar que nada tire você de mim, nem que para isso eu tenha que usar todo o poder que a Hope pode me dar.

— O quanto de poder essa empresa pode realmente te dar? – perguntou ela curiosa.

— Eu não sei. Jiraya diz que meus pais perderam as vidas por ganhar os poderes que a Hope lhes deu. Por isso ele sempre evitou deixar tanto eu quanto Sasuke a par de todos os assuntos referentes a essa empresa. Mas nas poucas vezes que eu vi Jiraya usar a Hope ou na única vez que eu a usei... Não é algo pequeno. Mas não vamos falar disso agora...

Ele a beijou, mas uma, duas, três vezes. A beijou até ela devolver o gesto, até estarem completamente sem folego e perdidos em um misto de sentimentos que ele não conseguia explicar e ela não imaginava que seria possível sentir. Sem conseguir controlar os próprios movimentos ele a colocou sobre si e sem que ela negasse começou a abrir botão por botão do fino casaco que ela usava até o mesmo estar completamente aberto. O beijo continuou até ele se sentar na cama a trazendo para seu colo e logo em seguida tirando o casaco dela por completo a deixando apenas com o simples sutiã que usava e na mesma velocidade ela tirou a camisa dele. Não havia raciocínio por parte de nenhum dos dois em momento algum, até que o beijo terminou, até ele parar para observá-la, os cabelos estavam um pouco mais compridos e a pele alva já não tinha mais marca alguma, a tocou nos braços e logo após segurou sua cintura subindo as mãos pelas costas a fazendo corar.

— Se você não me parar, eu não sei a onde isso vai dar... Ou melhor, eu sei exatamente onde isso vai dar...

Ela não respondeu, parecia distraída demais para se quer prestar atenção no que ele dizia, estava totalmente sem controle do seu corpo ou suas sensações e sentimentos. Ele a beijou outra vez, só que agora mais rápido a fazendo perder o folego outra vez a ponto dela levar ambas as mãos a sua barriga e o arranhar em seguida quando ele lhe mordeu de leve a orelha. Ele seguiu para seu pescoço enquanto ela sentiu ele abrir o fecho de seu sutiã e no segundo seguinte ela estava com os seios a mostra.

— É a sua ultima chance de parar, daqui para frente eu não vou conseguir.

Ela abriu um largo sorriso o deixando claramente desconcertado, ele não esperava por isso, ele não esperava que ela fosse aceitar que ele continuasse nem tão cedo. Isso era ótimo mas... Ou melhor, isso seria ótimo se ele não ouvisse Sasuke o chamar e bater na porta, ele olhou para a porta. Olhou para ela, sentada em seu colo, os fartos seios, a pele clara e delicada... Ele balançou a cabeça tentando ignorar a porta mas no segundo seguinte Sasuke bateu outra vez e continuou a chama-lo.

— Certo, eu vou mata-lo!

Ela se cobriu com o cobertor enquanto ele saia do quarto vestindo sua camisa. Ela pode ouvir ele discutindo com Sasuke e o mesmo rindo até não dar mais. E por um minuto ela olhou para ela mesma. Estava ali, na cama dele, sem o seu casaco, sem seu sutiã e se não fosse Sasuke interromper isso ela provavelmente estaria provavelmente nua. E sozinha ela riu, levou um dos dedos aos próprios lábios, sua boca estava quente, mas quente que o normal assim como todo o resto do seu corpo, seu coração ainda pulava em seu peito... Ela jamais pensou que o seu passado seria posto de lado em tão pouco tempo, jamais imaginou que estaria tão envolvida com ele a ponto de deixa-lo ir tão longe.

Não demorou até os dias correrem, e eles foram tão ocupados com coisas como decorar aquele apartamento e organizar as coisas para o jantar de natal que ninguém tinha tempo naquele apartamento e até Sakura estava praticamente morando lá.

Até que finalmente chegou a véspera de natal. E para ela aquilo era totalmente diferente, não se lembrava mais do ultimo natal que festejou. Nos últimos anos seu natal era apenas mais um dia qualquer só que naquele momento ela se viu no meio de tanta alegria que a faziam pensar que todo o seu passado não passava de um grande pesadelo e que naquele momento ela vivia a realidade. Era a primeira vez depois que foi morar naquele apartamento que ela viu Jiraya em casa por um dia inteiro, e agora ela entendia por que Naruto e Sasuke viviam dando graças a deus por ele passar os dias fora já que ele praticamente não parava de pentelhar os dois minuto nenhum. Só que algumas horas antes da meia noite, Naruto disse que precisava ir buscar algo e simplesmente sumiu, ela não deu muita atenção no começo, mais agora tanto ela quanto Sasuke e os outros começavam a achar estranho tudo isso, faltavam apenas vinte minutos para a meia noite e ele não apareceu além de seu celular ir direto para a caixa postal.

— Onde esse fedelho se meteu? – perguntou Jiraya nervoso voltando para a sala.

— Se eu soubesse não estaríamos aqui. – retrucou Sasuke.

— O que exatamente ele disse Hinata? – perguntou Sakura a ela.

— Exatamente isso, que iria buscar algo e já voltava...

— Será que ele não ficou preso na nevasca? – perguntou Shikamaru apontando para a janela.

— Estamos em Tóquio Shikamaru! Tóquio! Existem limpadores de neve para tudo quanto é canto, ele não ficaria preso em uma nevasca! – concluiu Ino.

— Então só podemos esperar...

E assim que Gaara terminou de falar, eles ouviram o elevador chegando e passos apressados no corredor, Naruto entrou igual uma bala no apartamento, segurou Hinata pelas mãos e saiu a puxando pela sala falando um sonoro “já voltamos” deixando todo mundo ali sem entender nada. Ignorando as perguntas da garota, ele a levou até o elevador.

— Naruto! O que você está fazendo? – perguntou ela curiosa enquanto ele tirava neve dos ombros.

— Desculpe pela demora, tive que vir a passo de tartaruga por causa da neve. Mas eu tenho uma surpresa para você e antes que você dê chilique só tenho uma coisa para te dizer. É natal...

Assim que ele terminou de falar o elevador parou, estavam em um andar que ela não conhecia, algum tipo de espaço para lazer ou algo do tipo que ela não tinha ido antes. Era uma sala bem grande com vários sofás, mesas e cadeiras entre várias outras coisas, mas antes que ela olhasse ao redor, ele tapou seus olhos, a beijou e logo após ainda mantendo os olhos dela fechados foi a guiando.

— Eu queria te dar algo especial, mas eu não consegui pensar em nada, nada exceto o que estou fazendo agora. Eu não quero que você não pense em nada além de coisas boas ao ver isso ok?

Sem esperar por uma resposta, ele parou e tirou a mão de seus olhos. Ela olhou para frente e na mesma hora seu corpo paralisou, estava cheio de uma sufocante saudade misturada a uma forte vontade de chorar que naquele momento começava a agitar seu coração que também sentia uma pontada de raiva que logo foi esquecida. Poucos metros frente a ela estava uma garota mais nova, um pouco mais baixa, de beleza semelhante a dela, pele igualmente branca, olhos igualmente lilás e o cabelo igualmente liso mais castanho claro. Ela deu um sorriso caloroso para Hinata que logo após sentiu Naruto a empurrar de leve fazendo com que a distancia entre as duas sumisse e ela por instinto no mesmo momento a abraçou enquanto começava um pesado choro até ela a soltar e ficar de joelhos. Lá estava ela, vendo uma pessoa que não esperava, recebendo de Naruto um presente que jamais imaginava. Ela sabia que se dependesse dela, por mais que quisesse ver a irmã, iria adiar o encontro com Hanabi o máximo possível. Ela por sua vez se abaixou ficando de frente para a irmã mais velha outra vez.

— Ei, ei... Você deveria estar feliz em me ver não é? – disse ela tentando segurar o choro.

— Desculpe... Eu... Eu realmente não sei o que te falar Hana...

— Você deveria estar com outra reação não é? – disse Naruto se agachando ao lado dela. – Eu vou deixar vocês a sós um pouco, como aqui está vazio vocês terão um pouco de paz, eu tenho que ir lá em cima falar alguma coisa antes que eles queiram me matar...

Após alguns minutos ele voltou para onde Hinata e Hanabi estavam, mas permaneceu distante. Por longos minutos ele ficou sentado de longe apenas observando as reações de cada uma. Ele se esqueceu da meia noite, se esqueceu do começo do natal, avisou que todos poderiam comemorar sem ele e Hinata, explicou o que estava acontecendo, e simplesmente se permitiu ficar ali onde estava. Ele viu ambas as faces mudarem dos mais sinceros sorrisos para as mais pesadas lágrimas, da vergonha de Hinata em contar cada uma das coisas que aconteceram nos últimos anos e das emoções complicadas de Hanabi que ele não sabia distinguir com facilidade. E assim foi por varias horas, até ele perceber que a conversa entre as duas começava a ficar mais solta e aos poucos as lágrimas começavam a desaparecer, principalmente em Hanabi que tentava fazer Hinata parar de chorar, até que Hinata olhou para ele e esticou a mão o chamando. Ele foi até elas segurando a mão dela.

— Por que você não ficou lá em cima?

— E aturar as perguntas de Jiraya? Não obrigado. – respondeu ele rindo.

— Mas... Quando vocês dois começaram a armas as coisas escondidos de mim?

— Desde a época que você estava ignorando minhas ligações. O Naruto me ligou, explicou tudo e pediu que eu esperasse mais um pouco que ele ia me ajudar...

— E então você teve a mirabolante ideia de me dar esse encontro como um presente de natal? – perguntou ela encarando Naruto com um sorriso.

— Sim. Eu achei que em qualquer outra ocasião você ficaria possessa e ficaria vários dias sem olhar para mim e provavelmente brigaria com Hanabi, então eu esperei... Afinal natal é natal...

Quando ele se tocou, já estavam os três ali conversando por horas madrugada a dentro até que o sono falou mais alto e os três acabaram cochilando. Depois de poucas horas ele acordou, viu que o sol tentava aparecer em meio as pesadas nuvens, ele acordou Hinata e tentaram acordar Hanabi.

— Ela não vai acordar. – disse ela rindo. – Depois que ela dorme vira uma pedra.

— Tudo bem, durante o pouco tempo em que conversamos ela disse que estava praticamente o dia todo sem dormir de tanta ansiedade, ela deve estar realmente cansada. Não tem problema, eu levo ela lá para cima.

Ele se agachou, a puxou para suas costas e após a ajeitar de forma que ela não caísse, começou a andar.

— Nossa, ela é levinha... Ao contrário de você Hina... – ela o encarou.

— Como assim eu sou pesada? Eu sou gorda por acaso?

— Ah... Eu não diria que o que pesa em você seria gordura... – terminou ele caindo no riso vendo a cara dela ruborizar.

Depois de chegarem no apartamento e ver que todos estavam dormindo, e vendo que provavelmente o quarto de hospedes estaria um verdadeiro amontoado de gente com Ino, Gaara, Shikamaru e Temari, ele levou Hanabi para o quarto dele, a deitou na cama e a cobriu.

— Vocês ficam aqui, eu fico no sofá.

Ele deu um beijo rápido nela e saiu do quarto, mas ela o seguiu e o segurou.

— Você é o melhor namorado do mundo sabia disso? Eu não sei como te agradecer por isso... Eu te amo, sabia disso. – ele a encarou com um sorriso no rosto.

— Sabia que é a primeira vez que você diz isso explicitamente? – ela corou o fazendo rir. – Não tem por que se envergonhar... Afinal, eu também te amo.

Fim do Capítulo.

Notas finais
Desculpem se as coisas ficaram um pouco mais corridas, tinha muita coisa antiga entre o capítulo 10 e 11 que também interligava o 12 e eu tive que remover pois o 12 foi completamente reescrito e ficaria completamente sem sentido e eu não consegui mudar de uma forma que ficasse convincente, então apaguei e reescrevi o capítulo 11 praticamente todo. Mas espero que tenham gostado e até o próximo capítulo!