Notas iniciais
Olá pessoal! Poxa todo mundo sumiu? Tão poucos comentários no capítulo 11 T.T Não tenho nada demais para falar aqui U.U muito trabalho e pouco tempo, quanto ao próximo capítulo, só por volta do fim de semana ou dependendo da minha rotina, segunda que vem.

Caminhos que se separam.

Não demorou muito até o sono dele acabasse. Dormiu apenas algumas poucas horas até sentir algo pinicar em sua orelha, ele passou a mão na orelha uma, duas, três, quatro vezes até ouvir risadas e perceber que era alguma palhaçada de Sasuke e quando abriu o olho e viu o Uchiha vermelho de tanto rir sentiu uma imensa vontade de o socar.

— Desculpa cara, não resisti... Mas toma. É chocolate, sobrou bastante. – ele entregou a caneca a Naruto que sentou no sofá se enrolando na coberta.

— Quantos graus?

— Quase zero... Dia mais frio do ano. – respondeu ele sentando na outra ponta do sofá. – E então como foram as coisas?

— Ótimas. Menos por essa parte de dormir pouco...

— Escuta... Sobre aquilo... – ele olhou para Sasuke. – Eu dei uma olhada no site de instituto e ela foi aprovada com uma ótima nota, ela vai ter que viajar em quatro ou cinco dias...

— Quatro dias heim... Certo, certo. E você, se resolveu? Vai levar Sakura?

— Ainda não sei o que eu vou fazer e ela não sabe para onde vai.

Após aquela curta conversa Naruto e Sasuke não voltaram a tocar no assunto, durante toda a tarde Hanabi se sentiu como um brinquedo, Sasuke e Gaara ficaram a perturbando dizendo que agora ela seria a mascote do grupo o que despertava risadas de todos ali. Mas logo a tarde começou a chegar ao seu fim e estava na hora dela voltar a Sapporo. Naruto a levou até a estação onde ela pegaria um trem bala até perto de Sapporo onde Hizashi a buscaria.

— Vá com cuidado certo? Me ligue quando chegar lá, não se esqueça.

— Hina você já está parecendo uma mãe coruja outra vez... – disse Hanabi fazendo Naruto rir.

— Eu não tenho culpa tendo uma irmã caçula tão relapsa e irresponsável. – respondeu ela fazendo careta.

— Bom, olha a hora, seu trem já vai sair, você tem que embarcar.

— Certo, certo... Tchau para vocês dois... – ela deu um rápido abraço em Hinata. – e você, muito obrigado, de verdade meu cunhadinho! – respondeu ela com um abraço em Naruto para logo após entrar no trem.

E logo os dias começaram a correr, logo Hinata recebeu a noticia de que tinha sido aceita em uma universidade de elite na Europa onde cursaria administração por alguns anos. O que a deixou em um estado um tanto que depressivo obrigando Naruto a usar tudo quanto é diálogo para a convencer de que tudo ficaria certo e de que ele iria para a Europa ficar com ela dois ou três dias que ela fosse para fazer a matricula e tudo mais. Jiraya também a entregou a conta que Hiashi a deixou e ela se surpreendeu pelo valor que estava lá, seria suficiente para pagar a faculdade e os seus custos durante a mesma. Ela também recebeu outra quantia, dessa vez de Jiraya que deixou o apartamento que Yuki deixou para ela alugado durante todo esse tempo.

— Você vai mesmo não é? – perguntou ela enquanto deitava na cama ao lado dele.

— Sim... Hina eu já te disse repetidamente várias e várias vezes, já te mostrei que estou planejando uma mudança para a Inglaterra em um apartamento a apenas dez minutos da sua faculdade. Então por favor, acredite em mim.

— Desculpe... Eu só estou nervosa.

— Não tem por que, com o dinheiro que Hiashi te deixou e a quantia que Jiraya juntou com os anos de aluguel do apartamento que sua mãe deixou você vai ter dinheiro suficiente para pagar a faculdade e ainda guardar para a faculdade de Hanabi. Mas então, você vai realmente fazer administração?

— Eu não sei, eu coloquei arquitetura e direito como outras opções...

— Eu acho que arquitetura combinaria mais com você...

— Por que?

— Você nunca parou para ver os seus desenhos não é? Pelo amor de deus! – ele levantou pegou uma pasta dela que estava sobre a sua escrivaninha e voltou para a cama. – Olha isso! – ele começou a folhear os desenhos. – Eles são ótimos, cada detalhe, eu desenho bem mas isso aqui é absurdo, você tem uma precisão imensa... Sem contar a imaginação. Seria um desperdício ver você desperdiçando um talento desses para cursar administração.

— Tudo bem, eu prometo que vou pensar bem antes de tomar uma decisão...

— Já comprou sua passagem?

— Sim... Londres, daqui a dois dias.

— Quem diria. Londres... Eu pensei que você ficaria no Japão.

— Eu também, vai ser um pouco difícil já que não falo inglês tão bem quanto você.

— Você vai se acostumar.

Assim que a noite passou, o dia seguinte foi bastante agitado, principalmente enquanto ela começava a arrumar suas coisas para viajar, mas quando Naruto viu as roupas que ela levaria...

— Ei, ei, espera ai. Você vai levar essas roupas mais velhas que o Jiraya para Londres? Hinata, os ingleses são enjoados com essas coisas, você vai parecer uma velha asiática.

— Como você sabe?

— Por que eu já passei três meses em Liverpool. E eu sei muito bem como são as coisas lá.

— Então o que eu faço?

— Compre roupas novas.

— Peço a Sakura para ir comigo. – ele começou a rir.

— Sakura? Com você? Ao Shopping comprar roupas? Se você quiser me levar a falência você pode fazer isso.

— Não mesmo! Eu não vou aceitar que você pague tudo, você já me convenceu a pagar a passagem e tudo o mais, então...

— Então eu vou sim pagar, você pode aceitar e ir comigo para você escolher o que quiser, ou eu vou sozinho, vou comprar o que eu quiser e vou entulhar nas suas malas.

Vendo que ela não teria como dialogar, ela aceitou. Depois do almoço ele seguiu com ela para o shopping e lá, ele nunca riu tanto dela. O senso de moda ou mesmo de decência dela era algo completamente sinistro o que o fazia cair em várias gargalhadas e ter que a toda hora recorrer a ajuda das vendedoras. Loja após loja, roupas de inverno, sapatos, bolsas, joias. Ele perdeu a conta de quantas lojas visitou, de quanta coisa comprou o do quanto ele riu naquela tarde.

— Merda...

— O que foi? – perguntou ela vindo em direção ao porta malas.

— Não tem espaço suficiente. – ele começou a rir. — Bom, vou ter que amassar um pouco as coisas.

— Foi você quem quis comprar tantas coisas.

— A culpa não é minha se você e esse seu senso de moda do século 20 me obrigaram a praticamente comprar todas as suas roupas... E alias. – ele a puxou e abraçou. – Aquelas roupas intimas que você comprou... – ela corou até não dar mais.

— V-Você v-viu?! E-Eu d-disse q-q-que...

— Eu sei... Eu prometi que não espiaria... Mais eu enganei uma das vendedoras dizendo que iriamos casar e ela me deixou espiar.

— E-Era uma surpresa! – ele olhou surpreso para ela.

— Não se preocupe, eu só vi o primeiro conjunto... Mas. Você tem certeza que quer realmente apressar isso? Pense bem, estaremos em Londres daqui a pouco, podemos ir para Paris... Ou Amsterdã... Barcelona, Atenas... Viena.

— Eu sei mais... Foi aqui que nos conhecemos e foi aqui que a minha felicidade começou.

— Se você insiste eu não vou tentar mudar isso. Mas, então não vamos ficar em casa hoje. Vou fazer uma reserva no Shangri-La e iremos ficar lá hoje, tudo bem assim?

— Sim.

E assim foi, quando eles chegaram ao hotel no começo da noite, tudo correu perfeitamente bem, eles jantaram, conversaram, se divertiram de todos os jeitos possíveis e fizeram planos. Planos que apenas por aquela noite ela se permitiu sonhar.

— Escuta... Eu sei que pode ser cedo, e que eu posso estar dando um grande passe passo que pode acabar estragando tudo. Mas... Não, melhor, ao invés de um pedido, eu quero te propor uma coisa, — ele pegou uma caixinha de veludo preta e a abriu revelando um par de alianças de ouro. – Se você quiser, nós vamos usa-las, ou então elas ficarão guardadas até você as aceitar.

Ela corou e sentiu a voz falhar, não conseguia dizer nada e por vários minutos permaneceu em silencio o que o deixou cada vez mais nervoso, até que ele fechou a caixa com um olhar desanimado, mas ela segurou a mão dele que tinha a caixinha.

— Não... Eu quero.

Ele sorriu. O brilho nos olhos dele simplesmente denunciaram tudo que ele não conseguiu dizer. Mas também esconderam todas as mentiras que ele iria dizer daquele dia em diante. Ela pegou a aliança maior colocando na mão dele enquanto ele fez o mesmo com a outra aliança. Sem perder tempo ele a pegou no colo, a levou para o quarto e na cama ele a beijou. Ele apagou todos os pensamentos, toda a culpa que começava a se formar em seu peito e deletou de seu corpo e sua alma qualquer outra coisa que pudesse estragar aquela noite. Não importava mais nada além das próximas horas.

— Eu vou te perguntar uma ultima vez. É isso mesmo que você quer?

— Sim.

Ele estava sobre ela na cama, tudo naquele quarto parecia favorecer aquele momento. Desde a baixa iluminação que vinha do outro cômodo dando uma pequena penumbra que mantinha um tom de mistério até a cama macia sob eles. Ele a beijou mais uma vez, devagar, sem pressa, explorando a boca dela o máximo possível, a provocando com a língua, tentando a deixar tão louca como ele começava a ficar. Ele a segurou e girou seu corpo a colocando por cima dele e depois se ajeitou de modo que pudesse ficar inclinado enquanto ela ficava sentada em seu colo. Devagar ele tirou a blusa preta que ela usava, revelando um simples sutiã azul marinho com detalhes brancos e lilás. Cada parte daquela peça parecia entrar em perfeito contraste com ela, a pele branca, os olhos lilás e os cabelos azuis. Mas apressada que ele e claramente perdida naquela situação ela tirou a camisa dele com rapidez.

— Se acalme. Devagar...

Com ambas as mãos ele segurou sua cintura. Ele percebeu que o simples toque dele foi suficiente para arrepiá-la. Com um sorriso estampado no rosto ele a segurou firme e a jogou na cama voltando a ficar sobre ela, que parecia ainda mais nervosa depois da atitude dele. Aproximando sua boca da dela ele mordeu o lábio inferior dela de leve para logo após voltar a atenção de sua boca para a orelha dela, e na primeira mordida ele viu ela apertar os lençóis, com um sorriso satisfeito ele seguiu para o pescoço dela e beijo por beijo foi percorrendo um caminho fixo ao mesmo tempo em que uma mão foi para as costas dela abrindo o fecho do sutiã. Ele puxou a peça de roupa deixando os firmes e fartos seios dela totalmente a mostra, e então ele continuou seguindo um caminho com sua boca passando entre os seios dela e depois indo até um deles, a pele macia dela o deixava louco, era como deslizar seu corpo por uma seda macia e delicada, sem pudor algum ele mordiscou o mamilo esquerdo dela enquanto com uma mão tomava para si o outro seio. Ela gemeu mas dessa vez não se contendo apenas com os lençóis, ela agarrou ele o arranhando sem controle, o que o fez aumentar o ritmo das coisas.

Ele deixou os seios dela e por um segundo a observou, ela arfava buscando o ar que insistia em fugir, ele podia sentir o coração dela batendo forte e acelerado, sentia as mãos dela apertarem seus braços com força. Ele desceu suas mãos puxando a saia dela revelando uma calcinha da mesma cor e mesmos detalhes do sutiã. Um conjunto perfeito para ela. Após tirar a própria calça ele voltou a ficar sobre ela e com um beijo roubou sua atenção, ele deixou que ela ditasse o ritmo do beijo enquanto sua mão deixava o seio dela para percorrer sua barriga até ele chegar na ultima peça de roupa dela. Se respirar estava difícil, as palavras dela saíram espremidas e abafadas enquanto ele continuava a provoca-la.

— Você é linda sabia disso?

No final daquela noite ele estava exausto. Ele não imaginava que logo na primeira vez dela as coisas durariam por tanto tempo. Ele não conseguia parar, e ela não conseguia resistir. Até que ambos estavam ofegantes demais. Esgotados demais e suados demais para tentar qualquer outra coisa.

— Eu realmente preciso tomar um banho... – disse ela ofegando.

— Nós podemos tomar juntos... – ela corou violentamente.

— Hinata... – ele começou a rir. – Nós acabamos de fazer amor e você me olha com essa cara. Você é realmente fofa, mas... Sabe, você está nua. Eu também. Seus macios seios estão prensados contra o meu peito... Você está complicando as coisas para mim.

— De novo? Meu deus você quer me matar!

Ela levantou rápido levando o lençol com ela e com as pernas claramente bambas ela seguiu para o banheiro. Trajeto esse que logo após ele fez. Quando ele entrou no banheiro ela estava quase apagada na banheira, ele tomou uma ducha rápida e logo após entrou na banheira junto a ela a deixando entre suas pernas com suas costas encostadas em seu peito. Ele a abraçou e segurou as mãos dela.

— Eu nunca senti isso... Eu já estive com outra mulher é verdade, eu não posso negar isso... Mas...

— Mas?

— Eu não sei se consigo explicar isso. Meu coração está tão acelerado que eu não consigo nem mesmo pensar. É totalmente diferente, não é apenas um gesto de prazer, eu não sei. É como se eu pudesse sentir você completamente, não apenas o seu corpo. É como se estivéssemos ligados pela alma. Parecia que eu poderia até mesmo tocar nos seus sentimentos.

Logo o dia seguinte chegou. Correu apressado... Rápido demais para que eles pudessem se conformar. Mas a hora da curta separação chegou. O voo dela sairia as 00:35. E após ela se despedir de todo mundo, Naruto a levou para o aeroporto. Chegaram praticamente em cima da hora, o sistema de som informava a toda hora. “Voo JP0344 da All Nippon Airways com destino a Londres, passageiros por favor, dirijam-se para o check-in.” Ele a acompanhou até o mesmo, a ajudou com as malas e logo a acompanhou para o corredor de embarque, onde ela ficou na porta junto dele até ouvirem no sistema de som “Ultima chamada para o embarque no Voo JP0344 com destino a Londres.”.

— Bom, é agora. – concluiu ele.

— Sim... Mas, é apenas um até logo correto? Logo você estará lá comigo, não é?

— Sim. Eu prometi não foi? Isso não é um adeus.

Ele a beijou. Um beijo rápido que logo foi interrompido por ela que seguia pelo corredor de embarque. Ele ficou ali, segurando ao máximo o próprio corpo tentando o impedir de manda-la voltar para que eles fossem juntos no próximo voo. Ele a observou até onde foi possível, até ela simplesmente desaparecer.

E naquele momento, a mentira estava feita, o adeus estava dado ao contrário do que ela pensava. Ela não poderia saber, ela não poderia jamais saber que ele não iria embarcar para Londres nos próximos dias. Ele correu pelo terminal, correu até chegar ao ponto pudesse observar os aviões. E após alguns segundos ele encontrou o Boeing da Nippon. Não havia uma forma de descrever o que ele sentia, ou que pensava. Tudo que ele sabia é que agora ela estaria longe de qualquer perigo, longe de tudo que ele deveria fazer para manter as pessoas próximas a ele seguras.

Após alguns minutos o avião começou a taxiar, até chegar na pista e decolar. Ela partiu. Ele respirou fundo e olhou para ambas as mãos que aos poucos começavam a parar de tremer. E no momento seguinte a realidade veio como uma parede caindo sobre ele, ela o odiaria, ela vai procura-lo e quem sabe até mesmo voltar para o Japão atrás dele, e uma vez que ela perceba que ele a deixou, que realmente a abandonou, ela vai odiá-lo. Sem controlar direito as próprias ações ele pegou seu celular e começou a digitar uma mensagem.

“Quando você ler isto, provavelmente já terá passado anos desde esse dia no aeroporto. Você provavelmente estará casada, com uma família, sendo feliz. E se você ainda se perguntar por que eu te abandonei, por que desapareci sem dar ao menos um adeus deixando você com apenas uma mentira... Quando você estiver recebendo essa mensagem é provável que você já tenha essas respostas, mas se você se pergunta por que eu não te trouxe, por que não te deixei ao meu lado... Eu só posso dizer que é por amar você. Eu prefiro que você me odeie e seja feliz em algum lugar do que esteja infeliz e em perigo ao meu lado...”

Fim do Capítulo.

Notas finais
Bom, uma nota rápida para vocês, esse capítulo me deu uma imensa dor de cabeça, tanto que foi ele o motivo da minha "desistência" de escrever Love, Lies and Smiles na ultima vez. E mesmo agora ele continuou me dando esse problema pois eu tinha 3 possibilidades diferentes e as outras duas iam me levar para um assunto que ficaria um tanto quanto tedioso. E quanto ao final do capítulo, ele ficou corrido demais eu sei, reescrevi ele mais de 15x e não consegui fazer nada decente então eu tirei algumas coisas do final para colocar como surpresa mais a frente. No mais espero que tenham gostado! E pessoa, não se esqueçam eu LEIO TODOS os seus comentários! O email do meu celular é de uso exclusivo do email daqui do Nyah, então todos os comentários vão para lá, eu respondo uns e não respondo outros pois as vezes estou no metrô ou em algum lugar onde o 3G é fraco, ou estou sem tempo mesmo e só tenho como ler. Então peço que entendam mas saibam que é graças aos comentários de vocês que estou tocando esse projeto!