Love Is The Drug

3 Capítulo 2 - Antigas brigas...


Notas iniciais
Hello~~
Eu tentei ser engraçada Ç.Ç
AVISO: palavras de baixo calão nesse capítulo.
Eu e Maka entramos na cozinha juntos. Fico nervoso por estar com ela tão perto de mim de novo.

— Senti sua falta. — acabo soltando.

— Desculpe a demora. — ela sorri, mas não consigo sorrir de volta.

Maka e eu crescemos juntos, mas quando fizemos doze anos, ela brigou com pai, que traía a mãe dela o tempo todo e fugiu de casa. Não tendo onde morar, a lourinha acabou vindo morar comigo. E foi aí que eu me apaixonei.

Era tão divertido. Fazíamos comidas juntos, assistíamos a filmes juntos, trazíamos os amigos para cá e ela tentava me ajudar com os estudos, mas sempre fui irresponsável.

Mas quando completamos dezessete anos, Maka resolveu que iria viajar. Procurar um rumo para sua vida. Então ela me abandonou e eu caí nas drogas para afogar as mágoas.

— Soul! — volto para a realidade com um pulo — O que aconteceu? Você estava olhando pro chão com um olhar distante...

Não respondo, apenas a olho um pouco e sinto cheiro de comida. Dirijo meu olhar para o fogão e vejo que Maka está preparando algo.

— O que é isso? — digo e aponto para a panela.

— Sopa. — ela põe na nuca e ri nervosa — Foi a única coisa que vi que dava para preparar.

— Tudo bem.

Ela termina de preparar a sopa e se serve. Me sirvo também e pego uma colher na gaveta de talheres. Olho para a sopa. Faz tempo que não como outra coisa que não seja macarrão instantâneo.

Levo uma colherada daquele alimento quente à minha boca. O sabor salgado invade meu paladar.

— Está uma delícia — digo.

— Obrigada — ela cantarola

— Também senti falta da sua comida..

— O que você comia enquanto eu estava fora?

— Macarrão instantâneo...

— E a sua saúde? — ela se espanta.

— Quem liga pra saúde? Eu só queria morrer de uma vez, enquanto você seguia sua vida linda por aí — explodo, porém, sem gritar.

— Soul...

Eu a ignoro e passamos o resto da noite sem dizer uma palavra.

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— Por favor, Soul! — ela choraminga

— Não, Maka. Não adianta.

— Por favooooor! — ela choramiga e me abraça.

— Não.

— Diz que sim!

— Não.

— Soul!

— Maka!

— Nhah, deixe de ser ranzinza! Seu velho!

— Não sou velho. Você que é uma bruxa.

— E você é um velho ranzinza e rabugento!

— Bruxa!

— Velho!

— Bruxa!

— Velho!

— Tábua!

— O.. O que? — ela cora — não sou mais uma tábua!

— É sim, sempre será.

— Ah, Soul, seu escroto!

— Estamos falando de que, afinal? — fico confuso — Sobre seus peitos retos ou sobre essa sua idéia maluca?

— Não é maluca! — ela protesta. — Só acho que seria legal ver a Tsubaki, o Black Star, o Kid, a Lizz e a Patty de novo. Toda a nossa turminha do colegial! Seria legal!

— Não, não seria e você esqueceu da Crhona.

— Ah é mesmo! Aliás... Crhona é uma garota mesmo?

— Não sei. Ninguém tem certeza se ela ou ele é homem ou mulher.

— Hum.. Mas esse não é o caso, Soul!

— Já disse que não.

— Soul! Seu... Seu... — ela hesita e solta — Broxa!

— Como é que é? — uma aura negra se forma à minha volta. — Você não tem o direito de me chamar disso, sua sem-peitos!

— Eu tenho peitos!

— E eu tenho culhões!

— Soul, pense em como seria ver o Black Star de novo!

Fico sério e coloco um travesseiro no rosto.

— Black Star nunca vai querer vir aqui e se quiser, ele vem para me matar.

— Mas por que?

— Longa história...

— Soul...

— Maka, por favor entenda.

Tiro o travesseiro do rosto para olhá-la. Ela lê minha expressão um pouco triste e assente, então sai de cima de mim e em seguida do meu quarto, me deixando sozinho.

Hoje fui acordado pela lourinha. Acordei quase passando mal, pois ela pulou em cima de mim e permaneceu lá. Foi então que ela sugeriu essa maldita idéia.

Black Star nunca mais irá gostar de me ver. E eu o entendo. Eu apresentei as drogas à ele e o mesmo acabou com a própria vida também. Igual a mim. E até hoje ele me culpa pelo seu fracasso.

Apenas Tsubaki, sua namorada, cuida dele. Seus pais o abandonaram quando descobriram sua relação com entorpecentes. Mas, pelo menos, ele tem um emprego.

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— Não se esqueça que hoje temos terapia, ouviu?

— Sim. — resmungo enquanto dou um golpe em um dos inimigos do jogo.

— Falta apenas uma hora até lá.

— Sim.

— ...Está me ouvindo?

— Sim.

— Soul...

— Sim.

— ... Coloquei veneno na sua sopa, ontem.

— Sim.

Estava concentrado em meu jogo, até que Maka me puxa pela orelha esquerda.

— Ouch!

— Vá se arrumar, Soul! Não quero atrasos!

— Por que não me leva no seu carro?

— Porque não quero que pensem que estamos tendo um caso.

— Ah...

Ela tem razão. Mas eu não queria pagar outra passagem de ônibus.

Como não tenho escolha, vou me arrumar para ir. Mas decido provocá-la um pouco. Tiro a camisa na frente dela, antes de ir tomar banho.

— S.. Soul! — ela grita e põe as mão nos olhos, tapando-os.

— Ora, o que foi? — brinco.

— Pelo menos espere para chegar no banheiro.

— Por que? Ficou com vergonha?

— Soul! — ela berra e corro para meu banheiro.

Tomo um banho, visto uma camiseta qualquer e um casaco de couro preto por cima, uma calça jeans e minha tiara fina nos cabelos.

Quando saio do meu quarto, percebo que ela já foi para a clínica, então vou logo comprar minha passagem e pegar o ônibus.

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Chegando na clínica, me dirijo para o ex-consultório de Blair, onde Maka irá ficar agora. Abro a porta e a vejo sentada à sua mesa, analisando alguns papéis.

— Maka?

Ela olha para o relógio, sem dirigir o olhar para mim por nenhum momento.

— Está atrasado.

Olho para o relógio da parede que estava ali. Eu estava cinco minutos atrasados. Dou de ombros e me sento numa cadeira à frente de sua mesa.

— Então, — ela para de olhar os papéis para olhar para mim — conseguiu bater o objetivo?

— Anh... Objetivo?

— Não lembra? — ela levanta uma sobrancelha — Disse que ia arranjar um emprego.

— Ah... Ainda não.

-.... Folgado!

— Mas eu falei isso ontem!

— Já poderia ter arranjado até hoje.

— Maka, você sabe que não deu tempo.

— Eu não sei de nada, Sr. Eater. E eu exijo mais respeito. Não somos tão íntimos a ponto de você me chamar apenas pelo primeiro nome.

— Você... — ela me olha com cara de "vou arrancar seu nariz" — Bem... Desculpe Srta. Albarn.

— Assim é melhor. — ela me lança um olhar reprovador e começa outro discurso inútil.

Notas finais
Nhahyahya espero que gostem como eu gostei desse capítulo ^-^ bye bye ~~