Love Is The Drug

4 Capítulo 3 - Masoque? (nervos à flor da pele part 1)


Notas iniciais
O título ta bem sem noção Kkkk
Bom, aqui eu não vou focar muito no nosso querido casal, ok?
Ah, desculpem a demora @-@
E obrigada aos meus 9 pimpolhos que lêem essa fic ^^
Chego em casa, após a terapia inútil com Maka e me jogo no sofá. Tiro a camisa e a jogo em qualquer canto da sala, enquanto procuro o controle da TV. Quando o acho, ligo o televisor e assisto à programas idiotas. Só estou assim, porque estou esperando Maka.

Depois de meia hora, a lourinha chega contente e radiante como sempre, isso faz meu peito arder.

— Olá... — ela me olha e logo cora. — Soul!

— Ué, o que foi? — brinco — por que está vermelha? Nós não somos mais tão íntimos?

Dou um sorriso malicioso, o que a faz ficar vermelha até o último fio de cabelo. Ela fica irritada e protesta, mas eu a ignoro.

— Ah, Maka, o que teremos pro jantar? — eu a corto

— Fiz compras. — só então, percebo uma sacola de compras enorme, cheia até o topo, de alimentos.

— Ah, deixe-me ajudar com isso.

Eu corro e pego a sacola dos braços da pequena, essa sede à ajuda e nós nos dirigimos para a dispensa. Arrumamos tudo dentro de um armário, juntos.

— Eu demorei muito fazendo compras... — Maka diz, ao terminarmos a tarefa — Então, provavelmente, teremos lasanha instantânea para o jantar...

— Se seu atraso for cinco minutos, eu juro que vou te matar.

— Mas cinco minutos é muita coisa!

— Cinco minutos não é quase nada!

— Soul! — ela se irrita e eu a ignoro novamente.

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Depois que lasanha fica pronta, Maka a tira do forno. Seu rosto fica vermelho devido à quentura. Ela põe a travessa na mesa e começa a se servir, portanto, começo a fazer o mesmo.

— Não quer me contar o que houve entre você e o Black Star? — Maka indaga séria, depois de alguns minutos em silencio.

— Não. — respondo.

— Você não confia em mim?

— Não sei.

— Como não sabe? Soul, somos amigos de infância! Como pode não saber se confia...

— Eu não sei, Maka! — eu a interrompo.

Continuamos a comer em silencio, depois, a loura vai para seu quarto e eu vou para o meu. Lá, tiro a camisa e me jogo de costas na cama.

Estou perdidamente apaixonado por Maka. E isso é péssimo. Ela me deixa triste e feliz ao mesmo tempo. Feliz por ela estar aqui cuidando de mim. Triste porque sou um merda na vida. Ela deve me ver só como amigo, mesmo. Um fracassado que precisa dela para sobreviver.

Fico entediado e acabo indo ao quarto da pequena. Bato na porta e, segundos depois, ela abre.

— Ah, pare com isso! — ela berra e cora. Só então, percebo que estou sem camisa.

— Ah, desculpe... Mas você vai ter que se acostumar — brinco.

— Idiota!

Eu rio.

— O que veio fazer aqui, afinal? — ela indaga.

— Estava entediado, então vim aqui para... Sei lá. Conversar um pouco?

— Tudo bem. Entre.

Ela dá passagem para que eu entre, depois fecha a porta. Eu me jogo de costas na cama, como fiz antes e Maka senta ao meu lado, com um livro grosso no colo.

— Ei, eu estou aqui! — protesto — Não leia agora.

— Sobre o que quer conversar? — ela diz depois de um suspiro.

— Não sei.

— Argh, Soul!

— Não me culpe, o tédio me consumiu.

— Tsc..

Penso um pouco e solto.

— Acha que estamos bem? — indago serio.

— Como assim?

— Tipo, como estamos agora. Esse rumo que as nossas vidas ganharam.

— Acho que estamos ótimos.

— Hm... E se você não tivesse ido embora? Acha que algo mudaria?

— É claro.

— Como acha que mudaria?

— Você não seria um viciado e eu, provavelmente, não seria uma terapeuta.

— Hm... — murmuro e depois de uma longa pausa, volto a falar — Parece até aquele tal de "destino"...

— O que?

— Isso. Você ser terapeuta e eu ser um ex-drogado. E você ter aparecido justamente quando Blair morreu.

— Ah... — percebo ela corar um pouco e desviar o olhar — É verdade.

— Desculpe por ser um fracasso... — solto. A tristeza e a culpa fazem minha voz ficar tremula.

— Soul...

— Eu gostaria que você ficasse orgulhosa de mim, mas eu acabei me tornando isso. Sou um merda. Você não merece ter alguém como eu para sustentar, psicologicamente falando.

— Soul... Não diga isso! — ela berra — Pare! Por favor não diga mais isso! Eu gosto de cuidar de você! Você não tem que se desculpar! E além do mais, eu não me importo de você não ter emprego ou uma vida muito prospera... Eu não me importo!

Fico em silencio, olhando para os olhos hipnotizastes da loura.

— Obrigado, Maka. — sorrio e ela retribui.

Acabo dormindo com Maka, em seu quarto, ali, naquela cama. Eu e ela, abraçados um ao outro. Cobertos por um edredom macio.

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Acordo com Maka me sacundindo.

— O que aconteceu? — reclamo

— Soul... Eu... — ela está quase chorando. — Não é minha culpa... Por favor... Não brigue comigo...

— Maka?! Mas o que aconteceu? — grito e a seguro pelos ombros. Agora sim, ela está chorando, continuo sem entender nada, até que reconheço duas figuras na porta de meu quarto. Então, solto a loura e murmuro — Você não fez isso...

— Soul, a culpa não é minha!

— Por que você fez isso?! — berro — Eu falei pra você que não o queria aqui!

— Desculpe... Soul... Me desculpe... — ela soluça e vai recuando até a parede mais próxima, quando o faz, se deixa deslizar até o chão e se encolhe ali mesmo.

— E você — continuo berrando, dessa vez aponto para a figura que mais me incomoda ali — o que faz aqui?!

— Cale a boca, filho da puta. — o garoto de cabelos tingidos responde sério. Sua voz está tremula, como se estivesse contendo sua raiva. — Eu vim pra conversar.

— Pensei que nunca mais iria querer falar comigo!

— Eu sei, eu sei. Estou tentando me conter, será que você poderia fazer o mesmo?

Fico calado enquanto Black Star e Tsubaki adentram em meu quarto.

— Soul-kun me desculpe por vir sem avisar. — Tsubaki se curva para sr redimir — E Maka-chan, me desculpe pela surpresa e pelo alvoroço. Eu sinto muito.

— Eu só não te mato porque Tsubaki está presente, ouviu, desgraçado?! — Black Star serra os punhos.

— Black Star veio para conversar, Soul-kun. Eu o trouxe porque não agüento mais ver vocês, que sempre foram quase irmãos, desse jeito.

— É bem típico da Tsubaki... — Maka diz com o rosto escondido — Resolver as coisas com paciência...

— Maka... — fico arrependido. — M... Me desculpe...

— Não precisa se desculpar, Soul... Está... Está tudo bem.

Fico em silencio. Maka se levanta, mas em nenhum momento consegui ver seu rosto, ela se dirige para Tsubaki e as duas saem do quarto, me deixando sozinho com o garoto de cabelos azuis.

— Black Star... Eu... — eu começo a falar, mas sou interrompido. Black Star me deu um soco no nariz — Mas que Porra...?

— Cale a boca, seu merda! — ele diz, pronto para me dar outro soco e me agarrando com uma das mãos pelo meu pescoço, já que ainda estou sem camisa. — Esperei muito tempo para poder fazer isso.

Levo mais dois socos. Outro no nariz, que agora sangra e um na lateral de meu rosto. Eu não revido, apenas o deixo fazer o que quer por vários motivos. Tsubaki está tentando resolver nossa situação, vou formar outra imagem ruim para Maka e eu não vou bater no meu melhor amigo, até porque, ele tem razão nessa história.

— Black Star — eu seguro o braço dele antes que me soque novamente — , veio aqui para me bater ou para fazer o que Tsubaki deseja?

Ele faz uma pausa, mas para e se senta na cama, um pouco afastado de mim.

— Seu filho da puta. — ele resmunga

— Entendo que esteja assim...

— É bom que entenda mesmo.

— Cara, me desculpa... De verdade...

Ele suspira e fala.

— Eu que te peço desculpas.

— O que? — arregalo os olhos.

— Me desculpa, porra! Ta surdo?

— N... Não...

— Eu... Eu agi errado. Mesmo que você tenha errado comigo, eu não podia ter feito o que fiz. Não podia deixar de te perdoar. Afinal, amigos sempre se perdoam não é?

— C... Claro...

— E além do mais, a Tsubaki me falou que a sua vida tava pior que a minha... Você nem tem emprego.

— Como ela sabe disso?

— Ela tem seus meios.

— Hm... — acho estranho, mas dou de ombros.

— Bem, além disso tudo, tem o fato de Maka ter voltado. — ele levanta uma sobrancelha para mim, fazendo uma cara maliciosa — Você ainda gosta dela não é?

— B.. Bem... — coro e ponho uma das mãos na nuca — Eu a amo.

— Enfim, amigos não podem estar brigados há tanto tempo... E eu senti falta das merdas que fazíamos juntos! — nós dois rimos.

— Fico feliz que pense assim — sorrio

— Eu estava errado. Tive que admitir em algum momento.

— Você não é o único.

— Eu te perdoo, cara! Deixa de boiolagem de ficar pedindo desculpas!

— Tá bom — rio.

Apertamos as mãos e vamos atrás das meninas.

Notas finais
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