Love In Your Eyes
79 Cap. 79/2 – MISTÉRIO RESOLVIDO
Notas iniciais
CAPÍTULO 79/2 – MISTÉRIO RESOLVIDO
POV- BELLA
Irina! .. Eu não podia acreditar!. O tempo todo foi Irina.
– Entra vadia! – disse apertando a arma em minha testa, entrando no chalé, e me empurrando no sofá – Mande esse cão se afastar, ou pode dar adeus ...
– Marley STOPPED! – comandei, e ele prostou-se ao meu lado, ainda rosnando. – Irina, porque? Porque matou meus pais. Porque se vingar de mim, eu nunca fiz nada para você. Nunca fiz nada para sua filha Tânya. Sei que ela me odeia, por causa dos contratos, mas isso não era motivo....
–CALA A BOCA! – gritou ma dando um tapa no rosto – EU NÃO LIGO PARA TÂNYA, ELA NUNCA FOI MINHA FILHA.
– Ela.... não...é..sua filha? Eu não entendo... – perguntei chocada, com o rosto ardendo, as lágrimas começando a cair.
– Você não sabe de nada Isabella, mas não se preocupe. Não vou deixar você morrer sem ao menos saber o motivo. Afinal, torturar você faz parte do meu plano – ria sombriamente, seu olhar de puro ódio. Os cabelos desordenados, as roupas velhas, pereciam menor que seu número..
– O que? Não estou vestida bonita o suficiente para seu padrão? – gargalhou louca – Sabe como é, tive que improvisar de ultima hora... tsc..tsc.. o que me lembra Isabella.. – seu rosto se fechou novamente, mostrando fúria, seu humor oscilava – Escolheu uma péssima hora pra fugir, logo agora que eu TERIA CARLISLE PRA MIM! – gritou novamente, me desferindo outro tapa, fazendo minha cabeça tombar no braço do sofá.
Marley avançou uma passo, rosnando muito alto, mas como que por reflexo, e ainda com dor pela agressão, segurei sua coleira.
– Isso, segura essa cão, se ele me rosnar novamemte, eu atiro – ameaçou e se sentou na cadeira ao lado de onde eu estava, a arma sempre apontada para mim.
– Me diz Irina, me conta sua história. Talvez podemos conversar. Por favor isso não precisa ser assim – implorei nervosa.
Eu precisava ganhar tempo.
– Eu fui apaixonada por Carlisle. No tempo da faculdade. Mas aquela vagabunda da Esme, tirou ele de mim — sorria, seus olhos brilhavam de loucura – Ela e sua mãe, outra vadia, sempre me afastavam de meu amor...
Nesse momento ela olhava para um ponto fixo, como se entrasse em transe, a arma apontada, o olhar vidrado..
–... Foi quando conheci Felix, lindo, apaixonante, e me lembrava bastante Carlisle – sorriu cínica – Eu transava com ele, pensando que era Carlisle. ... até que um dia, nunca mais pensei nele como meu amor.. eu tinha Felix...
– ... Só que meu conto de fadas virou pesadelo.. Felix apresentou-me Victória e James. E ambos me levaram para o mundo das drogas e prostituição. Um dia James estrupou-me na presença de Felix, e ele não fez nada! Pois ambos dividiam também Victória. E se eu não aceitasse, ameaçavam de me jogar em umas de suas casas de prostituição...
–... Foi em uma dessas casas que conheci Tânya e as meninas. E nos tornamos a “grande família”. As meninas de Felix.. – gargalhou sinistro – Eu acabei engravidando de James, e nasceu Rilley. O tão esperado herdeiro Volturi. Victória me odiou, pois ela não podia engravidar, e exigiu que Rilley, fosse tratado como seu filho, e assim que ele nasceu, ainda na mesa de parto, meu garotinho foi tirado dos meus braços.. – uma lágrima escorreu por sua face.
– ...Depos disso, fiquei anos sem vê-lo. Felix teve outra filha, com uma das prostitutas, e deu-me de presente, para substituir Rilley. A pequena Jane. Começei a trabalhar com Felix, na prostituição e no tráfico. Um dia Tânya e as outras meninas, vieram contar que seu novo cliente, era um famoso empresário do mundo da moda. Felix adorou! E com base em chantagens, fez com que essa pessoa leva-se Tânya, Lauren e Kate, para esse mundo. Abriram empresas falsas, e aliciavam meninas, como putas de luxo. Foi quando Rilley, voltou para minha vida. Meu garotinho já era um homem, transformado. Não me reconhecia mais como mãe. Ele dizia que sua mãe era Victória. Provou isso quando me violentou, gritava que eu era uma puta como as outras. Me comeu gostoso. Eu adorei! Eu viciei!!
– Deus!! – exclamei perplexa, colocando a mão na boca, a outra ainda segurando Marley!!!
– Ahh sim Isabella, muito diferente de seu mundinho cor-de-rosa não? – agitou a cabeça com raiva – Mas ainda não acabei... – Perguntei á Felix porque Rilley tinha voltado, ele me contou toda a história.. O FBI, investigava a máfia Volturi, e James e Victória acabaram mortos. E para salvar Rilley, Felix resolveu adotá-lo, como nosso filho, apagando seu sobrenome Volturi, e incluindo Bears. – Não era isso que você sempre quis? – perguntou-me um dia!! – Sim! Isso antes de foder com ele e gostar!! — me deu vontade de gritar!. E ele me fodia sempre. Eu era sua puta preferida...
– ... Mas quando eu descobri, que eram os Cullens que tinham tirado a vida de James, minha fúria aumentou... Sabe Isabella!, se seu Cullen querido não tivesse matado James e Victória, Rilley ainda poderia continuar sendo filho daquela puta, e eu poderia continuar fodendo meu garotinho, como uma mulher... Mas agora como Mãe... como eu poderia continuar fazendo isso?... Felix me mataria! E Rilley não quis mais.
Ela estava completamente louca! Seu olhar desfocado. Apesar do intenso frio, sua testa soava e suas mãos tremiam.
–... Meu garotinho então começou a comer todas as garotas.. Tânya, Lauren, Kate e até sua irmãzinha Jane... menos a sua Mamãe!.. Mesmo eu participando das festinhas, ele metia em todo mundo, menos em mim!.. Mas mesmo ele não me penetrando, ele me deixava chupá-lo, e seu gozo me satisfazia, o sabor do meu garotinho era tudo que eu precisava...
– ... Mas sabe o que foi o pior de tudo Isabella, foi o dia em que ele, entrou no mundo da moda, com suas “irmãs”, para ajudar no tráfico.. e se apaixonou por você! A doce, linda e adorada “Bells S”. Ele ficou tão fiçurado, que quando namorava você, não participava mais de nossas festinhas, não deixava mais ninguém tocá-lo. E acredite, até cogitou a ideia de se tornar uma pessoa decente. Eu estava perdendo meu garotinho. Ele estava apaixonado. E eu não podia deixar isso acontecer.
– ... Passei a investigar sua vida, e qual não foi a surpresa pra mim descobrir que você era uma Swann. E que era uma protegida dos Cullens. Minha vingança seria perfeita. Acabaria com você. Com os Cullens. Com os Swanns e ainda teria meu garotinho de volta....
–... Foi difícil convencer Rilley a me ajudar. Lógico que menti dizendo que só iria me vingar dos Cullens, pela morte de seus pais. Acabaria com os Cullens e ele poderia ficar com você só para ele. O que ele não sabia, era que Jane me ajudaria a destruir você... – outra uma lágrima solitária saiu de seu olho vidrado – Mas eu tive que matar a pequena Jane, antes de concluir o plano.. Ela estava apaixonada pelo meu garotinho... Não! ... eu não podia dividir ele com mais ninguém ele seria meu... só meu... e o resto da história você já conhece... – gargalhou sarcástica..
– Irina, você precisa de ajuda, isso tem que acabar aqui, não precisa ser assim, ninguém mais precisa de machucar...- implorei apavorada.
– Ahhh sim Isabella, isso vai acabar, sabe porque?. Meu garotinho está morto, e a culpa é sua! – se levantou e começou a andar pela sala, visivelmente transtornada... – Ele me ligou, dizendo que você tinha viajado, e que estava vindo atrás de você, que iria te levar para longe, e ficariam juntos para sempre!!.. NÃO!!!.. EU NÃO PODIA DEIXAR ISSO ACONTECER...MEU GAROTINHO..MEU...- ela gritava, louca e voltou a divagar!! .. – Estávamos com os Cullens, o plano era perfeito... sai correndo do apartamento, e fui conversar com Rilley. Sua casa parecia um santuário em sua homenagem – me encarou com fúria – Suas fotos em todo o lugar!... fiquei desesperada, pedi, implorei, para ele me foder, ficar comigo, e disse que o amava como mulher!..
– .. Ele riu da minha cara... me chamou de velha louca.. mandou eu ir embora, que ele iria em busca do amor da sua vida!!... Eu juro!! Eu tentei me controlar... mas meu garotinho... ficou ali... na minha frente...morrendo.... Quem havia matado meu filhinho?..... – me olhou com fúria — FOI VOCÊ! SUA VAGABUNDA.. VOCÊ MATOU MEU FILHINHO!! – avançou em mim, a apertou novamente a arma em minha cabeça..
Fechei os olhos, acreditando que minha hora havia chegado... e fiz minha última tentativa..
– MARLEY ANGRIFF! – comandei alto para atacar.
E foi nesse momento que Marley saltou alto, avançando em seu braço, mordendo forte. Irina gritou e a arma caiu no tapete. Em um rápido reflexo a chutei longe e corri, para o armário de toalhas, chamando Marley.
Corria pelo corredor, e ao longe escutava os gritos enfurecidos de Irina. Cheguei a casa de máquinas, abrindo a porta, saindo em disparada pela neve, em direção a trilha.
O disparo de um tiro, em minha direção, apavorou-me, fazendo-me tentar correr mais rápido. A neve estava intensa, e meus pés se afundavam nela, me impedindo.
– PODE CORRER ISABELLA, SUA VAGABUNDA, EU VOU ACHAR VOCÊ, E ANTES DE TE MATAR, VOU DISFIGURAR ESSE SEU ROSTO BONITO, QUE TIROU MEU GAROTINHO DE MIM... – gritava louca, e podia perceber que estava próxima.
Eu tentava apertar meus passos, mas estava difícil. Marley ainda tentava me ajudar, puxando com a boca a manga de meu casaco, nos momentos em que eu caia, e afundava na neve..
Outro disparo, que atingiu o tronco de uma árvore, próxima. Me deseperou e comecei a engatinhar na neve.
Mas eu comecei a sentir um outro tipo diferente de tremor pelo meu corpo, minhas bochechas estavam começando a queimar, absurdamente. Eu reconhecia esses sintomas. Minha febre. Minha garganta ardia. Minha boca ficava seca. Meus olhos lacrimejavam demais, me fazendo perder a visão.
Agora não. Deus por favor. Agora Não!
– NÃO ADIANTA FUGIR ISABELLA, SIGO SEU RASTRO. GAROTA IDIOTA. COMO PENSA EM SE ESCONDER DESSA MANEIRA? COMO MEU GAROTINHO FOI SE APAIXONAR POR UMA MULHER BURRA COMO VOCÊ? – ela gritava cada vez mais próxima.
E no meio do desespero, e da dor alucinante que começava a tomar conta do meu corpo, eu tive uma ideia. Mudando a rota da trilha que eu tinha marcado anteriormente, segui em outra direção.
Ainda engatinhando, fui em direção a outra gruta, que tantos anos atrás, fez com que eu e as meninas saíssemos em disparada correndo de um enorme urso. Ergui meu corpo novamente, e agora cambaleando, me segurando entre as arvores, localizei sua entrada. E como se a sorte não estivesse a meu favor, tropecei em uma grande pedra, caindo e batendo minha testa. Me deixando mais zonza. Marley latia frenético e voltou a puxar minha blusa, quando o vi, assumir a posição de ataque, e rosnar furiosamente.
Lá estava ele, na entrada da gruta. Alto, imponente, assustador. Muito maior do que a última vez que corremos dele. Não sei se por efeito da febre, ou do medo, eu quase sorri, ao vê-lo tão lindo. Mas minha visão foi ocultada, por Irina, que ofegante, e com a arma apontada pra mim, chutou meu rosto.
– VADIA! VAI MORRER...
Mas não pode terminar. O grande urso, correu em sua direção, abocanhando sua cintura, jogando seu corpo contra uma árvore, que com o impacto, quase foi divido ao meio. Irina caiu morta e despedaçada na neve. O Urso, farejou o ar, e veio em minha direção.
Ainda com o corpo tremendo, e agora quase não enxergando nada, pelo chute, comecei a arrastar-me de costas, na inútil tentativa de fugir.
– MARLEY NÃO! – gritei desesperada quando vi meu fiel amigo, avançar em cima do animal. Travando uma grande batalha.
Marley mordia o urso, que com seu tamanho e enormes patas, batia em seu corpo o jogando para longe, e avançava novamente em minha direção.
Marley saia de seu torpor e atacava novamente. Desesperada, e olhando para os lados, para achar um pedaço de madeira, pedra, qualquer coisa que pude-se espancar o animal, encontrei a arma que estava em minha cintura, que havia caído quando tropecei na neve. E tirando forças de onde não possuía, corri, e mirei atirando, a tempo de ver Marley sendo abocanhado e jogado longe como Irina.
O grande urso, caiu morto. E Marley também.
Joguei a arma longe, e corri até meu grande e fiel amigo.
– MARLEY! MARLEY! AMOR ACORDA, AMIGO LEVANTA...URTEIL, STAND.. POR FAVOR!! – eu gritava desesperada, abraçada a seu corpo, sacudindo junto ao meu, chorando copiosamente.
Ainda continuava abraçada ao seu corpo, quando o meu começou a tremer violentamente. Minha cabeça começou a latejar, e doer forte, e meu nariz começou a sangrar.
Sem mais controle, sobre mim mesma, meu corpo caiu de lado, e rolei alguns metros, caindo em pequeno riacho congelado. Que com o impacto trincou, molhando toda a minha roupa. Eu não tinha forças para levantar.
Era o meu fim.
– Eu te amo Edward, para sempre. Por favor me perdoa! – sussurrei como em uma oração.
E foi meu último desejo, antes de ser levada pela escuridão.
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....''Pαrα um cão, você não precisα de cαrrões, de cαsαs grαndes ou de roupαs de mαrcα. Um grαveto está ótimo pαrα ele. Um cαchorro não se importα se vc é rico ou pobre, inteligente ou idiotα, esperto ou burro. Dê seu corαção α ele, e ele lhe dαrα o dele. De quαntαs pessoαs voce pode fαlαr isso? Quαntαs pessoαs fαzem você se sentir rαro, puro e especiαl? Quαntαs pessoαs fαzem voce se sentir extrαordinαrio?''
(mensagem do filme Marley e Eu)
Notas finais
Oiê pessoas...Que loucura não? Imaginavam isso?Eu disse que a FIC está enredada, um capítulo com o outro desde o começo.A história de Banff e o animal, está lá... rsOutras coisas também... Quem for esperto.. hum... ♥♥♥ Beijos com carinho.. Lyssa
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