Love In Your Eyes
80 Cap. 80/2 – MEU MUNDO DESABANDO
Notas iniciais
Segue mais um capítulo...
Quer realmente se emocionar?
Leiam escutando essa música. Super indico.
http://letras.terra.com.br/bon-jovi/4925/traducao.html
Boa Leitura♥
CAPÍTULO 80/2 – MEU MUNDO DESABANDO
POV- EDWARD
- PORRA NÃO! POUSA ESSA MERDA AGORA!! – eu rosnava segurando o piloto do jatinho pela gola da camisa
- EDWARD PARA! – VOCÊ VAI SUFOCÁ-LO! – gritava Emmett, tentando me tirar de cima dele – VAI MATAR TODO MUNDO PORRA!!
- ME SOLTA EMMETT! FODA-SE ! MANDA POUSAR ESSA MERDA CARALHO!
- Eu sin..sinn sinto muito senhor- gagejava o co-piloto – a tempestade está muito intensa, não podemos pousar em Banff.
- EU NÃO QUERO SABER CARALHO, POUSA ESSA MERDA! – eu gritava, já tentando pegar minha arma,que foi tomada por Jasper.
- EDWARD SE ACALMA !! – gritou também – ASSIM VAMOS SOFRER UM ACIDENTE...
- Senhor.... eu posso tentar pousar na Vila mais próxima, tem algumas fazendas grandes nessa região, com espaço para aterrisagem. – explicou
Eu soltei o comandante, o liberando para que voltasse a pilotar..
- Escute aqui, acho bom você pousar logo, ou vamos todos morrer! – ameacei deixando a cabine.
Segui para o fundo da aeronave, longe de tudo e todos. Minha fúria era tão grande, que ninguém se atrevia a falar comigo. Carlisle me olhava de longe com Esme. Rosalie e Alice, choravam baixinho de cabeça baixa. Jacob só me encarava mudo. Emmett e Jasper eram os únicos que se atreviam a me enfrentar.
- Edward você precisa de acalmar homem, por Deus! – disse Jasper se sentando em minha frente, me devolvendo a pistola.
- Eu só quero minha mulher de volta! Enquanto ela não estiver segura em meus braços, quero que todos se fodam! – rosnei, deixando claro que não queria conversa.
Recado dado. Recado aceito.
Jasper ficou quieto, e Emmett sentou ao seu lado. Mais nenhuma palavra foi trocada.
Quarenta minutos depois, pousávamos em uma Vila, próxima a Banff, e assim que entramos na cidade, fomos recepcionados pelo Delegado.
- Meu nome é Alistair, recebi uma ligação do FBI. Billy Black, pediu reforços e alguns agentes chegaram á pouco também e já foram para Banff. Infelizmente a tempestade atrapalhou – disse nervoso – Esse é Benjamim e essa é Maggie – introduziu dois velhos – são caseiros da propriedade. Eles vão acompanhá-los até o local.
Assenti com a cabeça, passando por eles. Eu estava puto. E qualquer coisa que dissesse poderia ofender essas pessoas.
De posse de cinco viaturas, seguimos viagem até o Lago Moraine, que ficava exatamente a vinte minutos de viagem.
O mais longo vinte minutos da minha vida.
Quando chegamos, saltei do carro ainda em movimento. Entrando correndo no chalé, gritando por seu nome, sendo seguido por todos da família que faziam a mesma coisa.
- BELLA AMOR! ONDE VOCÊ ESTÁ? – gritava desesperado..
- BABY! ME RESPONDE! – eu implorava
Quarto, cozinha, banheiro, área externa. Nada!. Isabella não era vista em lugar algum.
Entrei correndo de novo na sala. E um dos agentes do FBI,mostrava alguma coisa no sofá para meu pai. Esme me olhou aparavorada.
Segui a passos largos em sua direção, empurrando seu corpo para o lado. Sangue. Respingos de sangue, manchavam o sofá.
Meu corpo estremeceu! O desespero tomou conta de mim.
- PAPAI! QUE PORRA É ESSA! ME FALA.. DIZ PRA MIM QUE NÃO É DE ISABELLA – gritei segurando sua camisa com força.
Ele me abraçou como um pai, abraça um garotinho desesperado.
- Calma Edward....
- AQUI!.. ACHEI PISTAS – gritava Jacob do lado de fora. Saímos correndo.
- Olhem.. pegadas... mais a frente tem uma trilha... – apontou — E olhem o que achei preso na árvore – mostrava uma fita vermelha. Eu também havia lido o manual de treinamento da CIA, que era semelhante ao do FBI, sabia o que aquilo significava.
Um fraco sorriso nasceu em meus lábios. Meu anjo era muito esperta.
- Eu conheço essa trilha – disse Rose, correndo em nossa frente, sendo seguida por Alice e depois por nós.
- PORRA!.. NÃO ELA NÃO ESTÁ AQUI! – gritei, quando chegamos a uma pequena gruta, onde terminava a marcação das fitas.
E nada dela.
- ISABELLA... ISABELLA VOCÊ ME ESCUTA AMOR? – eu gritava, já com a voz embargada.
- BELLA?... SE ESTIVER OUVINDO DE ALGUM SINAL! – gritava Emmett
- MARLEY!! GAROTÃO... MARLEY – lembrou Jasper.
- Esperem! – chamou Carlisle – A marcação das fitas continuava, mas as pegadas não .. vejam.. – apontou para a neve.
- Tem razão, vamos voltar – disse Jacob, voltando correndo pelo mesmo caminho.
As pegadas, em um determinado ponto, mudavam de rota. E notamos que as marcas indicavam, uma pessoa rastejando, pegadas de cachorro e uma outra.
- Isabella deve estar ferida! – disse Jasper desesperado, e todos saímos em sentido aquela direção.
Mais alguns metros adiante. E o que vimos nos fez abruptamente.
Irina estava morta. Seu corpo caído, quase partido ao meio. Mais adiante, um enorme urso caído ao chão. E ao seu lado Marley.
Corri ao seu encontro. Mas o pobre animal já estava sem vida.
Fiquei desesperado.
- BELLA? QUERIDA PELO AMOR DE DEUS RESPONDE! – eu gritava desesperado. Meu corpo tremendo. Olhando de novo para o corpo de Marley cheio de sangue.
- OH! MEU DEUS!! – gritou de horror de Alice, apontando para uma vala.
Corremos novamente. E meu mundo desabou.
Isabella estava caída, toda ensanguentada, em um pequeno rio. Caí de joelhos na neve. E rastejando, implorando, chorando, com minha visão nublada pelas lágrimas, me agarrei ao seu corpo.
- BABY! PELO AMOR DE DEUS NÃO FAZ ISSO COMIGO!! AMOR FALA COMIGO.. – eu enxugava seu rosto, banhado de sangue. ISABELLA ACORDA!! NÃO OUSE ME DEIXAR!! PELO AMOR DE DEUS! VOLTA !! BABY ABRE OS OLHOS...- eu chorava compulsivamente...
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH — dei um grito desperado de dor. Estavam arrancando meu coração, e doía demais..
- Edward ela está viva! – falava Emmett, tentando tirá-la dos meus braços.
Eu não me movia.
- BABY!... ACORDA...PRECISO VER SEUS OLHOS! OH DEUS! ME AJUDA POR FAVOR.. – comecei a sucudir seu corpo – ISABELLA ABRA OS OLHOS.. POR FAVOR VOCÊ PROMETEU!!
Emmett deu-me um grande empurrão, fazendo meu corpo tombar na neve, e Isabella cair dos meus braços..
-NÃO!!! EMMETT NÃO... POR FAVOR NÃO LEVA ELA DE MIM.. – eu gritava alheio a tudo o que acontecia em minha volta.
Meu irmão erguia seu pequeno corpo, inerte, e corria de volta pela trilha, em direção ao chalé.
Eu continava caído na neve. Vendo meu amor, minha pequena, sendo levada de mim.
- Edward mano, vem! – chamava-me Jasper, me puxando pelo braço – Papai ligou para o piloto, vamos levar Bella ao hospital, tem que ser rápido...
Eu não respondia. Meu olhar perdido.
- EDWARD- Jasper me deu um tapa no rosto, tirando-me do meu torpor – ISABELLA ESTÁ VIVA, SEU CORPO ESTÁ MUITO QUENTE.. MAMÃE ACREDITA QUE ELA ESTÁ TENDO UMA CRISE FORTE DE SUA DOENÇA, VAMOS REAJA, TEMOS QUE LEVÁ-LA AO MÉDICO – gritava e me erguia.
Voltando um pouco a realidade, e compreendendo o que ele me dizia, saí correndo em direção ao chalé. O corpo de Bella, agora já enrolado em cobertores, era colocado dentro da viatura – ESPERA! – geitei e apertei os passos – EU VOU COM ELA! – falei chorando e entrando no veículo ao seu lado.
Seu corpo deitado no banco de trás e sua cabeça apoiada em minha perna.
As lágrimas corriam livremente por meu rosto. Minhas mãos foram para sua face, que estava roxa e com hematomas se formando. Ela ardia de febre.
- Amor, sou eu – soluços e lágrimas – Você vai ficar bem querida, eu prometo! – falava acariciando sua pele machucada.
- Papai, ela está ferida? – perguntei apavorado, lembrando-me do sangue em sua roupa.
- Nãos sei meu filho. – suspirou — Aparentemente não. Quando a enrolamos na coberta, não notamos. Ela não esboça nenhum tipo de reação. Não gemeu. Não falou. Nada! – falava com pesar enquanto dirigia. Minhã mãe ao seu lado.
- Ela vai ficar bem meu filho. Vamos rezar. – falava com a voz embargada.
- Deus mamãe, não posso perdê-la. Por favor me ajuda! – eu implorava sem sentido.
-Precisamos ter fé Edward – as lágrimas em seu rosto, copiavam as minhas.
-EU NÃO QUERO TER FÉ, EU QUERO MINHA MULHER DE VOLTA!! – gritei desesperado, notando meu pai soluçar e também minha mãe.
Abaixei meu rosto em cima de Bella, e começei a beijar todo seu semblante. A molhando mais com minhas lágrimas..- Querida por favor acorda! Olha, eu juro que nunca mais sinto ciúmes de você. Nunca mais brigo com você por nada desse mundo. Só por favor, abra seus olhos – soluços — Lembra? Eu preciso deles para viver. Para respirar. Baby acorda por favor! – implorei, e novos soluços me impediam de continuar.
Chegamos a vila e o jatinho já estava pronto. E sem aguardar ninguém , movemos seu corpo, mole e machucado, para dentro da aeronave.
Minutos depois o jatinho decolava em direção a NY.
Durante a viagem minha mãe fazia várias compressas em Bella. Eu ajudava. Com muito cuidado removi, suas roupas encharcadas. Colocando algumas de comissários, que emprestaram. Colocando por cima meu casaco a cobrindo.
Apesar de sua temperatura corporal, estar a um nível cálido que eu nunca tinha visto, ela começou a tremer e se debater. Como em convulsão.
- Edward converse com ela. Tome, pressione a compressa. Vou ver se consigo um tremômetro no kit de primeiros socorros – pediu minha mãe apressada, entregando-me a toalha úmida, e saindo, em direção a cozinha.
-Querida, você me escuta Amor?. Vai ficar tudo bem... Por favor lute, não se entregue eu preciso de você! – eu implorava. As lágrimas, jamais me abandonaram. Eu não me importava.
- Aqui, achei – voltou minha mãe, com o aparelho, colocando em sua boca.
Segundos depois ele apitava frenético.
- Ohhh Deus! – desesperou-se Esme – 41º — CARLISLE! TEMOS QUE CHEGAR LOGO! – gritou desesperada
Com seu grito e seu olhar de pânico. Fiquei hirto. Foi como se eu fosse empurrado para longe dela. Meu corpo deu um baque para trás, e eu caí sentado na poltrona á frente. Olhando tudo atônito.
-Estamos chegando Esme, o Bellevue Generel Hospital, já está aguardando o pouso. O que aconteceu ela piorou? – perguntou saindo da cabine, preocupado.
Minha mãe mostrou a ele o termômetro — Deus!! – exclamou, agarrando os cabelos. Sua lágrimas, também começavam a cair.
Eu quase não respirava.
Não sei quanto tempo mais durou a viagem. Não sei como retiraram Isabella do avião. Não como me retiraram do avião. Não sei como chegamos ao hospital.Não sabia á quanto tempo já estava na sala de espera aguardando por notícias suas. Não vi quando meus irmãos e cunhadas chegaram.
Não lembrava de nada. Não sabia de nada.
- Então doutor como ela está – perguntou meu pai, assim que o médico entrou. Todos ficaram de pé, á sua frente.
- Vocês são da família? – perguntou sério
- Sim, e meu filho Edward é seu esposo – disse meu pai, chamando minha atenção, me fazendo levantar, cambaleante. Minhas pernas tremiam.
- Fizemos todos os procedimentos necessários. – suspirou profundo – Sua temperatura corporal, ficou muito elevada. Sua doença chegou ao ápice..
- ... Isabella está em coma profundo!. Eu sinto muito!
Minha vida tinha acabado!
Notas finais
Confesso que está sendo difícil escrever essas capítulos..
É triste.. :(
♥♥♥ Beijos c/ carinho Lyyssa ♥♥♥
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