Love Comes When You Least Expect It
2 Chapter Two
Notas iniciais
Mais um capítulo . Não sei porque - provavelmente foi por causa do frio - mas este foi mais complicado de escrever ^^'
Espero que gostem !
– Naa, eu estava entediado. Então resolvi vim te ver, Smokey! — o pirata falou, sorrindo alegremente.
Smoker tragou lentamente seus charutos, logo depois expirando a fumaça, ainda muito lentamente. Em sua mente tentava encontrar um modo de se acalmar. Ele não conseguia entender como Portgas podia irritá-lo com tão poucas palavras. Na verdade, nem era necessário que o moreno falasse. O olhar relaxado e desafiador, o sorriso presunçoso, a diversão que expressava em seu rosto, a mania despreocupada de se mover, tudo — absolutamente tudo — nele irritava o marinheiro.
O albino abriu os olhos, sem sequer ter se lembrado de fechá-los. Ace já se encontrava de pé, com as costas viradas para seu anfitrião, sem se preocupar com o jutte ameaçadoramente apontado em sua direção. Seu olhar passeava entre os quadros que haviam nas paredes do cômodo, analisando-os com aparente interesse.
– Portgas — o maior falou o nome de seu ‘visitante’ devagar, como se fosse algo venenoso — como você entrou aqui?
– Pela janela — o moreno respondeu distraído, enquanto olhava para outro quadro.
Tal como Ace pensava, Smoker não se encontrava em nenhum dos retratos dali. O menor se perguntou mentalmente, curioso, o por quê do comodoro estar dormindo naquele local, e não em seu amado navio.
O jovem ouviu uma respiração falsamente controlada vinda do outro lado do quarto. Lançando um olhar disfarçadamente para o marinheiro, o moreno sorriu ao vê-lo tentando controlar sua raiva — sem muito sucesso.
– Há muitos marinheiros vigiando as ruas — Smoker considerou.
O pirata virou-se, encarando o maior. O sorriso ainda se encontrava em seu rosto, sorriso este que fez a carranca do comodoro se aprofundar ainda mais.
– Você deveria mandar seus subordinados prestarem mais atenção, Smokeey — Ace ronronou, divertindo-se — a maior parte deles estava congelando quando eu estava vindo para cá, então não prestaram muita atenção em mim.
O marinheiro rosnou. Ele simplesmente não acreditava que um pirata tinha conseguido passar despercebido por todos os seus subordinados, além dos homens que guardavam esse edifício que ambos estavam.
– Smokey — o pirata resolveu saciar logo sua curiosidade — por que você está aqui? — depois acrescentou, como quem não quer nada — Pensei que preferisse dormir em seu navio..
O albino estreitou-lhe os olhos, desconfiado.
– Portgas... Você esteve no meu navio? — rosnou, uma ameaça implícita em cada uma de suas palavras.
Ace olhou desafiadoramente para seu anfitrião, o sorriso aumentando.
– E o que lhe faz pensar, meu caro Comodoro, que eu estive no seu navio? — enfatizou, assim como o marinheiro tinha feito, o pronome que indicava de quem o navio pertencia.
– Tsk — Smoker segurou o jutte com mais força do que o necessário — se você mexeu em algo lá...
O pirata riu.
– Não se preocupe, Smokey, eu não mexi em nada. — depois acrescentou, inocente — Juro.
– Até parece que eu vou acreditar em um maldito pirata! — o maior rosnou, o volume de sua voz subindo.
O marinheiro franziu a testa, percebendo que estava caindo nos joguinhos do moreno de irritá-lo. Controlando a voz, ele apenas rosnou, insatisfeito:
– E pare de me chamar de Smokey.
Ace riu internamente. Ele queria se aproximar mais de Smoker, mas achou melhor não testar sua sorte logo em sua primeira visita. Ao invés disso, apenas deu a volta na cama, se aproximando da janela. O menor sentia os olhos do albino cravados em si a cada movimento que fazia.
O vento frio tratou de cumprimentar o pirata assim que este olhou para fora, bagunçando-lhe o cabelo negro e agitando o chapéu laranja que estava preso ao seu pescoço. O moreno não se importou com aquilo, sua Akuma no Mi estava mantendo-o bem quentinho.
Ace ficou alguns segundos só olhando para a rua deserta que existia daquele lado do edifício. Apenas um marinheiro, quase na curva da rua, podia ser visto dali.
Quando se virou, o pirata ainda encontrou o albino encarando-o. Aproveitando que o marinheiro não parecia estar disposto a fazer o primeiro movimento de tentar prendê-lo, o menor passou a observá-lo.
Smoker se encontrava com o corpo rígido, em posição de defesa, certamente esperando um ataque surpresa a qualquer momento. Apenas o jutte se encontrava à sua frente, a ponta virada para o visitante inesperado. O casaco habitual estava em seus ombros, aberto, revelando o tórax bem definido e parte de uma cicatriz no peito direito. Fumaça saía continuamente de seus lábios conforme respirava, juntando-se à fumaça que vinha de suas costas, proveniente de sua Akuma no Mi.
Uma pequena brisa vinha da janela, balançando suavemente os cabelos cinzentos do comodoro. A carranca continuava em seu rosto, e o pirata, relaxado, não pôde deixar de pensar que ela atribuía-lhe um ar emburrado.
O olhar do moreno vagueou lentamente pelo quarto, e logo parou na mesa atrás de seu anfitrião. Vários papéis estavam em cima dela, muitos espalhados, numa desordem enorme.
Uma ideia atravessou a mente de Ace, ao mesmo tempo em que passos eram ouvidos vindos do corredor. Certamente alguém estava vindo falar com Smoker, e o menor tomou aquilo como uma deixa para sair do quarto.
– Nee, S-m-o-k-e-y — O moreno pronunciou lentamente o apelido que dera ao marinheiro, divertindo-se ao ver a irritação imediata que sua fala trouxera — acho que você anda trabalhando muito ultimamente. Que tal dar uma volta pela cidade comigo?
Um sorriso travesso apareceu no rosto de Ace, enquanto este pulava pela janela.
Smoker olhou atônico para o lugar onde o pirata estava segundos antes.
– Droga — o albino rosnou, notando que o rapaz estava fugindo.
O maior saltou sobre a cama e parou no parapeito da janela. Seu quarto se encontrava no segundo andar e dava para uma rua de terra mal iluminada. O marinheiro estreitou os olhos, vislumbrando uma figura correndo enquanto virava a rua.
– Tsk — Smoker grunhiu, enquanto pulava para fora, usando os poderes da Akuma no Mi para amortecer a queda. Assim que o chão tocou seus pés o maior começou a correr, indo na mesma direção que Ace tinha tomado. Depois de alguns minutos Smoker pôde finalmente chegar perto do menor, que ria alegremente.
– PORTGAS — o comodoro gritou, não se preocupando se iria ou não acordar os moradores da cidade.
O moreno ouviu seu nome sendo chamado e começou a gargalhar. Ele não deixava de pensar no quanto era divertido visitar Smoker. Já na primeira vez que o vira, em Alabasta, Ace tinha pensado que aquele marinheiro poderia lhe divertir bastante. E ele não podia estar mais certo.
Tashigi levantou os braços, alongando-se, numa tentativa de tirar parte do sono que queria lhe dominar. Seu óculos escorregou levemente para baixo e ela, meio desajeitada, o arrumou no lugar, enquanto bocejava.
Repreendendo-se por parar, a marinheira voltou a caminhar, vigiando a rua deserta. A escuridão predominava no lugar, apesar da lua que iluminava a ilha toda. As sombras das casas formavam um padrão indistinto e engraçado no chão, fazendo a garota contorná-las com o olhar enquanto passava.
Não havia a menor necessidade de ela estar ali, mas a garota se oferecera para ajudar na ronda noturna. A lua cheia chamou-lhe momentaneamente a atenção e a espadachin permitiu-se admirá-la, distraindo-se.
O som de passos lhe chamou a atenção e seu olhar voltou-se para a curva próxima a si.
Tashigi observou uma sombra movendo-se velozmente em sua direção, rindo. A morena estreitou os olhos, tentando visualizar melhor quem estava se aproximando.
Somente quando a figura estava a poucos metros que ela a reconheceu.
– Portgas D. Ace! — a garota exclamou, surpresa, ao mesmo tempo em que o pirata passava correndo por ela.
A marinheira virou-se, vendo Ace parar por um instante, encarando-a. Um sorriso sexy apareceu no rosto do rapaz.
– Boa noite, Tashigi-san. Espero que esteja tendo uma excelente noite — a saudou.
Tashigi abriu a boca, pasma, mas antes que pudesse falar algo, uma voz atrás de si chamou a atenção dos dois jovens.
O pirata soltou um “Ops” e voltou a correr.
Atordoada, a marinheira viu seu comandante passar velozmente por si, quase a derrubando.
– POOOOORTGAS! — Smoker gritou novamente, ignorando a garota.
Tashigi demorou mais alguns segundos para processar o que tinha acontecido, mas logo despertou.
– Ah, não. SMOKER-SAN! — gritou, enquanto começava a correr atrás dos dois, que já tinham sumido de sua vista.
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