Love Comes When You Least Expect It
3 Chapter Three
Notas iniciais
Bem, de qualquer modo estou aqui ^-^ Espero que gostem !
O Sol estava nascendo lentamente no horizonte, deixando o céu antes escuro com tons de alaranjado e amarelo. Vários pássaros já tinham acordado e estavam cantando alegremente o nascer de um novo dia. O mar estava tranquilo, suas águas formando leves ondas que acabavam numa praia deserta. Tudo parecia indicar um dia agradável para a população daquela ilha.
A cidade que havia ao sul dela já estava começando a ganhar movimento. Muitas pessoas acordavam cedo, querendo aproveitar o dia que estava apenas começando. Várias lojas já se encontravam abertas, seus proprietários saudavam quem passava com um sorriso despreocupado.
Aquele era um ótimo lugar para se viver. A tranquilidade e o conforto que a cidade oferecia fazia os turistas gostarem de visitá-la.
Algumas vezes apareciam piratas por ali, causando confusão. Na verdade, ultimamente o número de piratas que vinham perturbar a paz do local só aumentava, mas os marinheiros que cuidavam da ilha tratavam de expulsá-los rapidamente.
O marinheiro que atualmente estava encarregado de proteger a ilha estava caminhando pelas ruas da cidade. A quantidade de sorrisos e “Bom-dia” que ele tinha recebido desde que saíra da base da Marinha era absurda. Smoker tinha se desacostumado com aquilo, já que passara os últimos meses mais no mar do que em terra firme, caçando os Mugiwaras.
Realmente aquela cidade o fazia lembrar-se de Loguetown, também um lugar ótimo para viver e muito hospitaleiro. O comodoro gostava muito de cuidar daquele local, onde estivera por vários anos. Ele pretendia voltar um dia, para ver como andavam as coisas e checar se a cidade estava sendo bem cuidada, mas primeiro tinha que prender o pirata que tinha causado confusão lá e fugido.
Smoker acenou para mais um vendedor que lhe dava bom-dia. O marinheiro acendeu os dois charutos em sua boca, pensativo.
Já fazia mais de um mês. Um mês todo que ele estava ali, cuidando daquela cidade e esperando impacientemente que um substituto chegasse para assumir o local. O albino não entendia como a Marinha podia ser tão lerda.
- Tsk, francamente – o comodoro murmurou.
Quando ele aceitara ficar ali tinham lhe informado que em no máximo duas semanas um capitão viria para cuidar da cidade. Duas semanas. Já tinha se passado o dobro do tempo e nada.
Smoker soltou levemente a fumaça por sua boca, observando seu redor. Era um bom lugar, claro. Seria ótimo ficar ali e proteger a população dos piratas que eventualmente apareceriam. Mas o comodoro tinha outras coisas para fazer. E essas coisas envolviam uma algema Kairouseki e um pirata portador de um Chapéu de Palha.
Nos últimos dias o marinheiro esteve pensando seriamente em pegar o próximo oficial que aparecesse por ali num navio da Marinha e obrigá-lo a ficar em seu lugar. Aquela altura os Mugiwaras já estava longe, causando confusão. E Smoker não se encontrava feliz por ter que ficar ali parado.
O sol já tinha aparecido totalmente no céu quando o alto edifício com o símbolo da Marinha apareceu à frente do comodoro. Smoker aspirou lentamente um pouco mais de fumaça antes de entrar na Base da Marinha.
Assim que passou pela porta seu estômago roncou, tratando de lembrá-lo que sua última refeição fora no dia anterior. Suspirando, o albino decidiu preparar algo para comer.
A cozinha que havia no edifício também era enorme. Os fogões se encontravam no meio do local, e, na parte dos fundos da sala, uma porta levava à despensa, onde os alimentos eram guardados. O chão possuía pisos brancos, que eram refletidos nas muitas panelas em cima do fogão. Vários cozinheiros andavam de um lado para o outro no local, preparando a primeira refeição que os marinheiros iriam comer naquele dia, alheios à presença do comodoro.
Uma mulher de longos cabelos verdes dava ordens aos cozinheiros, que imediatamente obedeciam. Ela era alta, e trajava uma roupa branca típica de chef’s, junto com um avental que tinha o símbolo da Marinha. Seu rosto estava com uma expressão severa, certamente querendo intimidar seus subordinados para que eles cozinhassem mais rápido. Assim que a mulher avistou Smoker invadindo a cozinha, aproximou-se.
- Senhor? Precisa de algo?
O comodoro apenas ficou encarando a chef, por alguns segundos. No momento que ia responder, uma voz o interrompeu.
- Ah, Smoker-san! Era aqui que você estava! – Tashigi exclamou, entrando pela porta bruscamente – Nós os encontramos.
Imediatamente o albino estreitou os olhos.
- Aqui na ilha?
- Hai, do lado leste da ilha. Eles estão ancorados em uma praia deserta.
Passando pela morena, Smoker começou a caminhar até a porta, ditando:
- Diga ao primeiro batalhão para cercar a praia. Não ataquem eles, esperem até que eu chegue lá. Depois de informá-los venha me encontrar, Tashigi.
- Sim, senhor! – batendo continência, a garota se afastou, correndo para a direção oposta à do comodoro.
Tashigi foi até o fim de um corredor azul escuro, entrando na última porta que havia por lá.
- Senhor, Smoker-san ordenou ao primeiro batalhão para se dirigir até a parte leste da ilha – a marinheira anunciou, assim que entrou na sala.
O comandante que se encontrava sentado calmamente em uma cadeira, com as pernas apoiadas na mesa de madeira do cômodo, caiu para trás quando a porta foi aberta.
- Nani?! Na parte leste da ilha? Lá é um lugar totalmente desabilitado – ele exclamou, surpreso, enquanto levantava.
Tashigi olhou seriamente para o homem, enquanto informava:
- Há piratas ancorados naquela parte da ilha. Mais precisamente numa pequena praia, escondida pela floresta. Smoker-san ordenou que o primeiro batalhão cercasse o lugar e aguardasse sua chegada sem atacar os piratas.
- H-Hai – o marinheiro acenou, confuso, pegando o Den Den Mushi para comunicar seus subordinados.
Fechando a porta, a morena voltou a correr pelo corredor. Em minutos ela estava do lado de fora do edifício, onde Smoker estava esperando-a.
- Pronta para ir?
- Hai, Smoker-san – a garota soltou, ofegante.
O marinheiro olhou-a por alguns segundos e começou a caminhar. Tashigi ficou confusa por alguns instantes, pensando que ambos iriam correndo, mas não questionou nada e apenas começou seguir Smoker.
Naquele horário as pessoas já tinham saído todas para fora de suas casas, aproveitando o dia. Muitas delas estavam passeando pelas ruas, rindo alegremente. A movimentação tinha aumentado, e o calor também, mas não a ponto de desagradar os habitantes.
- Descobriu quem são? – o albino murmurou, olhando para as pessoas por quem passavam.
- São piratas conhecidos do East Blue, senhor. Eles incendiavam muitas vilas por lá e roubavam tudo que tinha de valor. Aparentemente cansaram e vieram para a Grand Line, há dois meses. O capitão é um espadachin e tem uma recompensa de 64 milhões de berries.
- Algo mais? – Smoker questionou, distraído.
- A tripulação tem vários membros com recompensas, senhor, mas a maior depois do capitão vale 55 milhões de berries. O dono dela é usuário de uma Akuma no Mi.
O marinheiro lançou um olhar para a garota.
- Logia?
- Não, do tipo Zoan.
Smoker acenou, novamente olhando para a rua. Tashigi desviou de homem que passava, voltando sua atenção para seu superior.
A garota estada aliviada de ver que ele estava se distraindo, ao menos um pouco. Mesmo que não demonstrasse, a marinheira sabia que o albino estivera com o humor terrível nas últimas semanas. Tashigi sabia que ele queria perseguir os Mugiwaras o quanto antes.
Mas ela não se enganava. Por mais que Smoker detestasse piratas, ele queria prender especificamente aqueles que estavam ancorados na praia por um motivo especial. Eles eram os mesmos piratas que tinham lutado contra o antigo capitão que cuidava da ilha. Certamente o maior deveria estar pensando em prendê-los para ganhar logo a aprovação da Marinha e poder voltar a navegar.
Tashigi suspirou, passando a mão pelo cabelo negro. Vir para aquela ilha não tinha sido algo exatamente positivo para o humor de seu superior. Desde que eles tinham chegado – não, desde que Portgas D. Ace tinha aparecido por ali – ela se corrigiu mentalmente, parecia que Smoker estava mais impaciente ainda.
A marinheira franziu a testa, lembrando-se daquela noite.
- Flashback — Um mês atrás –
- Smoker-san!
Tashigi gritou, olhando ao redor. Já fazia mais de dez minutos que ela tinha perdido o comodoro e agora o procurava, andando pelas ruas mal iluminadas da cidade. Sua mente estava confusa. Não havia motivos para o Punhos de Fogo estar ali, naquela ilha. A marinheira simplesmente não entendia o porquê de, repentinamente, o pirata aparecer, perseguido por Smoker.
Uma grande nuvem de fumaça apareceu na frente da garota quando esta respirou, logo sumindo. O vento cortante estava agitando-lhe os cabelos, mas Tashigi não se preocupava com ele.
A rua deserta que a morena estava ficava perto do porto da cidade. O silêncio, o frio e as sombras que a lua projetava davam ao lugar um ar sinistro, mas a marinheira apenas ignorou-o, seguindo corajosamente em frente.
A rua acabou em um porto, e, perto da água salgada do mar, Smoker se encontrava.
- Smoker-san! – a garota chamou-o, correndo para seu lado.
O comodoro não pareceu notar sua presença. Seus olhos estavam presos no mar, que, iluminado pela lua, tinha uma coloração prateada. O jutte estava em sua mão, sendo firmemente apertado. Em seu rosto uma expressão de irritação e desagrado era notável, e Tashigi não pôde deixar de se perguntar o que poderia ter acontecido.
- Smoker-san? – ela murmurou, o que pareceu fazê-lo despertar.
- Tashigi – o maior franziu a testa ao ver a garota, parada ao seu lado.
Seus olhos escuros emanavam um ar preocupado e curioso. O cabelo curto estava todo bagunçado pela corrida, e o óculos estavam em sua testa, quase caindo para seu nariz novamente.
- Smoker-san, o que houve? Onde está Portgas D. Ace?
O marinheiro franziu a testa.
- Ele não voltará a aparecer esta noite – falou asperamente, começando a caminhar de volta para a rua – vamos, Tashigi. Está tarde.
- S-Sim, senhor – a garota murmurou, confusa.
- Fim do Flashback –
- Tashigi – a voz de Smoker fez a garota despertar – para onde?
A marinheira piscou, confusa. Eles não se encontravam mais nas ruas da cidade. A frente só havia uma grande floresta, com árvores enormes que impediam quase completamente a luz de passar por suas folhas. Virando um pouco Tashigi pôde ver os contornos da cidade, ao longe. Antes disso só um enorme campo podia ser avistado, que era onde ambos estavam agora.
- Ah – a morena franziu um pouco a testa, voltando-se para as árvores – por ali — e apontou para sua direita.
Smoker não comentou, apenas tomou a dianteira.
- Em outra Ilha, na Grand Line -
- Então você viu esse homem? – um pirata indagou.
O velho homem que estava a sua frente assentiu energicamente.
- Sim, era ele! Ele entrou no bar que eu estava e eu vi quando ele gritou, dizendo que estava procurando homens com recompensas acima de 100 milhões – falou rapidamente, querendo se livrar o quanto antes do rapaz que estava lhe questionando.
O pirata estava com a cabeça baixa, seu chapéu laranja ocultava seus olhos, de modo que apenas parte de seu rosto estivesse visível.
- Há quanto tempo foi isso?
O senhor de cabelos grisalhos trajava roupas esfarrapadas. Seus pés estavam descalços, e alguns dentes lhe faltavam quando sorria. A boca mal podia ser vista, coberta pela barba longa do mesmo. O velho homem franziu a testa ao ouvir a pergunta.
- Bem... Me lembro que teve uma chuva enorme naquele dia... Ah! Sim, sim! Foi há uns dez dias atrás.
- Dez dias – o mais novo repetiu – certo, Ojisan. Obrigado.
E saiu correndo, sem se preocupar em dizer mais nada.
Notas finais
Maas, no próximo ele vai aparecer :3
Espero postar ele antes de Sexta ..
E, antes de terminar, muito obrigada pelos comentários *-*
Não sei por que, mas a formatação desse cap não quer ficar certa '-'
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