Notas iniciais
Mais um capítulo ! Pois é, não consegui postar sexta, então posto hoje mesmo ><'

Espero que gostem ^^

E obrigada pelos comentários *--*

A brisa do mar batia suavemente contra o rosto do rapaz. O sol de meio-dia estava lhe esquentando o corpo, assim como a grande pedra em que ele se encontrava sentado. O calor não o incomodava, já tinha se acostumado a ele devido à sua Akuma no Mi.

Ace se encontrava em um estado de sonolência. Tinha acabado de comer e, com a barriga cheia, sentia uma vontade enorme de se deitar e dormir. Mas sua mente não lhe permitia tal coisa. Os pensamentos do pirata estavam voltados para a conversa que tivera há menos de uma hora.

Fazia dez dias que Marshall D. Teach estivera naquela ilha. Sim, Ace estava indo no rastro certo dessa vez, mas chegara atrasado.

O moreno suspirou, levando a mão até o cabelo e bagunçando-o. Seu chapéu laranja caiu para trás com aquela ação, apenas preso pelo pescoço do rapaz.

Dez dias era muito quando se estava no mar. O Barba Negra já deveria estar algumas ilhas na frente do Punhos de Fogo, e o último não podia se mover tão rapidamente entre uma ilha e outra porque tinha que procurar por Teach. As vezes levava dias até Ace conseguir alguma informação.

O moreno fechou os olhos. Quanto tempo mesmo fazia que ele estava caçando o Barba Negra? Ele não sabia responder precisamente. Alguns meses, com certeza.

Mas, não importava o quanto o Comandante da Segunda Divisão dos Piratas do Barba Branca se esforçasse, Teach parecia evaporar cada vez que o rapaz estava perto de encontrá-lo.

Ace voltou a abrir os olhos, encarando o cenário à sua frente. O mar, calmo, se estendia até onde sua vista alcançava. Suas águas azuis se moviam preguiçosamente, formando pequenas ondas que batiam contra as pedras que estavam perto do pirata. O céu também apresentava um tom de azul, bem mais claro que o mar. Nenhuma nuvem podia ser avistada, apenas algumas aves as vezes se aventuravam, voando mar adentro para pescar algum peixe, mas logo voltando.

Atrás do rapaz só havia uma floresta. Como ali era um ponto afastado da cidade e era escondido pelas árvores, Ace não se preocupava em ser cauteloso. Provavelmente ninguém iria encontrá-lo.

Depois de ponderar um pouco, o moreno chegou a conclusão de que, mesmo saindo naquele momento da ilha, ele não acalçaria o Barba Negra tão cedo.

O pirata bocejou. Sim, demoraria no mínimo um mês até que ele chegasse à mesma ilha que Teach.

Uma ideia repentinamente cruzou a mente de Ace, tirando-lhe totalmente o sono. Um sorriso alegre apareceu no rosto do rapaz, que se levantou, pulando para seu barco. Assim que as labaredas de fogo apareceram em seus pés, o barco ganhou impulso, começando a navegar velozmente.

Ace sentiu o vento forte batendo contra si, tentando derrubá-lo sem sucesso. Ele gostava do vento, era como um lembrete constante de sua liberdade.

O sorriso ainda não tinha desaparecido de seu rosto. Já fazia várias semanas que o pirata não tinha ido ver seu marinheiro favorito, e a ideia de visitá-lo novamente o agradava, e muito.

Algumas horas depois, em outra ilha da Grand Line



Smoker tragou levemente seus charutos. Finalmente – finalmente – eles tinham chegado até onde os piratas estavam ancorados.

O marinheiro não conseguia acreditar. Tashigi possuía um senso de direção ótimo, mas mesmo assim eles levaram horas até chegar aquela praia.

Sua subordinada estava muito distraída enquanto ambos caminhavam. O comodoro teve que repreendê-la diversas vezes, e nem mesmo isso pareceu fazê-la ficar mais atenta. O resultado foi que ambos se perderam por várias horas, até pararem exatamente no lugar que tinha começado. Depois disso eles tinham, por algum milagre, conseguido encontrar o caminho certo.

A carranca no rosto de Smoker estava mais evidente do que nunca. Qualquer um podia sentir que o humor de seu superior estava péssimo.

O comandante do primeiro batalhão hesitou, decidindo se era sensato de sua parte aproximar-se do comodoro. Mesmo que ele tivesse um dever a cumprir, a expressão do albino estava definitivamente assustadora. Engolindo em seco, o homem deu alguns passos cautelosos em direção a seu superior.

– Senhor... – ele murmurou baixo, temendo agravar o mau-humor do marinheiro – Nós devemos prendê-los agora?

Smoker voltou-se para encarar o homem, com cara de poucos amigos.

Os piratas ainda estavam alheios à presença dos marinheiros. Dentro do navio todos eles festejavam, tomando saquê e rindo muito. Preocupação não era algo que parecia existir no meio daquele clima de festa.

– Deixe que eu cuido disso – o albino respondeu, querendo acabar com o trabalho o mais rápido possível – apenas fique na retaguarda e prenda-os depois que eu os capturar.

O comandante olhou confuso para seu superior.

– Mas senhor, a tripulação é muito grande! Seria melhor se nós invadíssemos o navio com todos os nossos homens e-

– Urusai, não me dê ordens – o comodoro retrucou, irritado.

Smoker usou os poderes de sua Akuma no Mi para ir até subir até o convés do navio. Assim que seus pés tocaram no chão de madeira, fazendo um barulho característico, a atenção dos piratas se voltou para ele.

– Acabou a festa – o marinheiro anunciou.

Um pirata alto e moreno, com cabelos escuros e crespos, se aproximou. Trajava uma blusa branca simples e uma calça escura, com uma espada presa nela. O olhar em seu rosto era de desdém e desagrado, como se o invasor fosse apenas um incômodo, e não uma ameaça.

– E posso saber quem decidiu isso? – ele respondeu, um sorriso de escárnio em seu rosto.

O albino não se deu ao trabalho de responder, apenas soltou lentamente uma nuvem de fumaça por seus lábios.

– Ora, então você pensa que pode simplesmente invadir sozinho o meu navio, estragar a nossa comemoração, lutar contra toda a minha tripulação e sair ileso? – o pirata zombou, tirando a espada do quadril.

– É exatamente o que eu penso – Smoker declarou, estendendo as mãos para frente — White Out.

Imediatamente seus braços se dissolveram em fumaça e começaram a envolver todos os piratas, prendendo-os.

– O quê? – o capitão rosnou, tentando escapar – Fumaça?

Naquele momento vários marinheiros começaram a chegar, subindo no navio. Assim que viram os piratas presos trataram de pegar algemas e redes, capturando-os de vez.

Logo que o último pirata foi pego, Smoker fez seus braços voltarem ao normal, saindo do navio.

Tashigi estava verificando alguns prisioneiros quando o comodoro se aproximou.

– Estão todos aqui?

– Sim, senhor. Pegamos todos eles.

Smoker assentiu.

– Certo, tratem de levá-los direito até a cidade e avisar ao Quartel General que estamos enviando-os até Impel Down.

– Hai, Smoker-san – a espadachin declarou, batendo continência.

O comodoro voltou-se novamente para as árvores e começou a caminhar de volta para a floresta. Seu trabalho ali estava encerrado, afinal, então era melhor voltar para a cidade logo.

Somente quando estava bem escuro que Smoker chegou ao corredor de seu quarto. Ele faria o relatório da captura no dia seguinte, naquele momento o cansaço estava começando a lhe dominar.

Não era como se o dia tivesse sido muito puxado, apenas que andar – provavelmente em círculos – no meio de uma floresta por várias horas tinha sido exaustivo. Além disso o comodoro não tinha dormido muito na noite anterior, e sim ficado caminhando pela cidade.

Abrindo a porta de seu quarto, o marinheiro adentrou. Não se preocupou em ligar a luz, muito menos em pedir algo para comer – não comia desde o dia anterior — apenas tirou o jutte das costas e, por ser uma noite especificamente quente, também seu casaco.

O quarto estava num breu total. A lua estava escondida atrás de muitas nuvens, então nem mesmo ela fornecia alguma luz para guiar o albino até a cama.

Agradecendo mentalmente por memorizar os móveis do quarto, Smoker caminhou até a cama, sem esbarrar em nada. O colchão macio nunca lhe pareceu tão confortável do que quando deitou.

Um bocejo escapou de seus lábios. Os olhos começaram a pesar, fazendo-o piscar mais vezes. Logo o albino se permitiu fechá-los, suspirando.

A inconsciência estava quase dominando-o, quando algo o fez despertar novamente. Piscando confuso, Smoker se virou para o lado da janela.

Seus olhos se arregalaram ao sentir outro corpo ao seu lado.

A boca do marinheiro se abriu, e ele, atordoado, tentou encontrar alguma lógica naquilo.

Tinha alguém dormindo na sua cama.

Felizmente sua visão já estava mais acostumada com a escuridão, e Smoker pôde distinguir alguns traços de quem estava ao seu lado.

A primeira coisa mais marcante foi a falta de uma camisa. A pessoa ao seu lado estava com o tórax descoberto, o que fez o comodoro pensar que era com certeza um homem. A segunda coisa foi sem dúvida o chapéu laranja, que estava em cima dos cabelos escuros do rapaz.

Espere, o albino pensou. Chapéu lar-

– Impossível – Smoker sussurrou, incrédulo.

Quase que imediatamente a raiva lhe atingiu, e o marinheiro sentou.

– POOOOOOOOOOOOORTGAS!!!!!!!!