Notas iniciais
Nee, primeira fic que escrevo nessa categoria. Claro que eu tinha que vir com um dos casais que mais gosto u-ú
Enfim, prometo me esforçar para terminá-la, já que tenho o péssimo hábito de deixar o que escrevo pela metade.
Desculpem-me se tiver algum erro de português que me escapou ><'

Espero que gostem :3

A noite escura e gélida cobria a cidade. O silêncio predominava no lugar, que não estava acostumado a tempos tão frios. Poucas pessoas se aventuravam fora de suas casas, e essas eram recebidas por um vento cortante.

Era uma cidade pequena, aquela. Localizada na Grand Line, ficava numa ilha que tinha um clima típico de primavera. Noites frias não eram muito comuns, então não era algo estranho que todos os habitantes dali não quisessem sair de suas moradias.

Alguns dos poucos que tinham saído estavam num bar bebendo. As risadas e a música alegre podiam ser ouvidas de longe, e dentro do estabelecimento todos os clientes já se encontravam bêbados. Não comemoravam nada exatamente, apenas estavam numa felicidade induzida pela bebida alcoólica que aquecia seus corpos.

Na rua do bar, um marinheiro caminhava. Estava apenas verificando se estava tudo em ordem pela cidade. O cabelo comprido e negro lhe cobria as orelhas geladas, coberto por um boné que tinha a palavra Marinha escrita na parte da frente. O homem caminhava rapidamente, esfregando as mãos para tentar espantar o frio. Sua respiração fazia uma nuvem aparecer por alguns segundos, logo sumindo.

Ele não era o único que andava fazendo a ronda. Outros marinheiros também a faziam, espalhados pelas ruas. Vez ou outra eles acabavam se encontrando e acenavam discretamente para o companheiro antes de continuarem.

Até o momento não havia acontecido nada de anormal. A tranquilidade das ruas misturada ao frio fazia todos eles desejarem ir para uma cama quentinha, mas se mantinham firmes, cumprindo seu dever.

Smoker se encontrava na base da Marinha que havia naquela ilha. O enorme edifício pintando de azul e branco estava localizado bem no meio da cidade e dentro dele várias pessoas ainda trabalhavam.

Em um dos quartos, o comodoro estava sentado, lendo atentamente um relatório que estava em cima da mesa. A cada palavra que lia sua testa se franzia mais.

A janela do cômodo em que se ele encontrava estava aberta e o vento que entrava por ela fazia as cortinas brancas balançarem fortemente. As paredes do quarto eram todas azuis, algumas continham retratos de um marinheiro que antes passava seus dias ali. Uma cama e um guarda-roupa também se faziam presentes no ambiente, além de uma porta que dava acesso para um banheiro enorme, que tinha até uma banheira.

De todo modo o quarto era enorme. Smoker achava desnecessário tamanho espaço em um lugar que um marinheiro deveria usar só para dormir, mas não questionou nada quando o quarto lhe foi entregue.

Apesar do vento congelante que vinha até si, o albino não sentia muito frio. Parando de ler um pouco e reclinando a cadeira um pouco para trás, o marinheiro se permitiu sugar um pouco de fumaça para sua boca, soltando-a em seguida.

Os últimos dias haviam sido agitados. Menos de cinco dias atrás ele tinha encontrado o navio dos Mugiwaras no meio do mar. Seu planejamento era atacá-los de surpresa quando estivessem bem próximos, mas um de seus marinheiros novatos soltou um tiro de canhão antes que isso pudesse acontecer. Obviamente isso alertou os piratas, que tentaram fugir.

Um pouco irritado, Smoker se viu obrigado a persegui-los, mas eles acabaram conseguindo escapar.

Dois dias depois sua tripulação teve que parar numa ilha próxima para reabastecer, e o comodoro acabou encontrando o capitão que tomava conta do local. Este último se encontrava seriamente ferido, e o albino o levara para a base da Marinha daquela cidade. O oficial, ainda meio consciente, lhe contara através de muitos xingamentos que alguns piratas haviam lutado com ele e vencido. Assim que Smoker comunicou pelo Den Den Mushi o ocorrido, foi-lhe solicitado que ficasse naquela ilha por um tempo, até acharem um substituto para cuidar das coisas por lá.

Ele só aceitou porque havia perdido totalmente o rastro dos Mugiwaras, e esperava que eles tivessem parado em alguma ilha próxima, assim como ele.

Uma sensação incômoda tirou o oficial de seus pensamentos. Ele tragou levemente seus charutos, esperando que ela fosse embora. Mas não foi.

Alguém estava definitivamente observando-o. E Smoker não gostava nem um pouco daquilo. O peso do olhar de alguém podia ser sentido em suas costas e aquilo o deixava em um desconfortável estado de alerta.

Em um movimento rápido o albino se virou, levando uma das mãos às costas a fim de alcançar seu jutte, se fosse preciso. Seus olhos se arregalaram surpresos ao encontrar Portgas D. Ace sentado confortavelmente na cabeceira da cama que havia ao seu lado.

O rapaz continuava com a aparência de sempre. O cabelo negro estava um pouco bagunçado, provavelmente por culpa do vento, e seus olhos castanho-escuros encaravam o anfitrião com aparente diversão. Usava sua característica calça, e nenhuma blusa para esconder o tórax.

– Portgas – um rosnado saiu da garganta do marinheiro, enquanto estreitava os olhos em advertência para o pirata.

– Yo, Smokey! Como tem passado? – um sorriso enorme e brilhante estava no rosto de Ace, fazendo suas sardas se contraírem ligeiramente.

Smoker internamente se perguntou como aquele moleque conseguia manter a calma e perguntar algo assim tão naturalmente na situação em que se encontrava.

– Tsk, o que diabos você está fazendo aqui?! – O maior grunhiu, tirando o jutte das costas com uma carranca enorme no rosto.

– Naa, eu estava entediado. Então resolvi vim te ver, Smokey!